Categoria: Televisão

Maior novela de todos os tempos voltará no antigo “Viva”

Globoplay Novelas fez votação e o público escolheu rever o clássico de Benedito Ruy Barbosa

Foto: Reprodução

A volta de O Rei do Gado é mais do que uma reprise: é um evento. A novela que marcou gerações, atravessou debates sociais e virou referência de teledramaturgia retorna agora ao Globoplay Novelas (antigo Viva), reacendendo memórias afetivas e conquistando novos públicos. Tem novela que envelhece. O Rei do Gado, não. Ela amadurece junto com quem assiste.

A estreia está marcada para o dia 16 de fevereiro, com exibição de segunda a sábado, às 11h10 da manhã. Um horário estratégico, quase ritualístico, que combina perfeitamente com a densidade da história e com aquele prazer de parar tudo para acompanhar uma boa novela. É o tipo de trama que não serve apenas como fundo sonoro: ela exige atenção, envolvimento e entrega.

Escrita por Benedito Ruy Barbosa, O Rei do Gado é uma aula de narrativa. Amor, conflito agrário, disputas familiares e política se misturam de forma orgânica, sem jamais subestimar o público. Bruno Mezenga e Luana formam um dos casais mais emblemáticos da história da TV brasileira, enquanto o embate entre tradição, poder e justiça social segue atual — talvez até mais hoje do que na época da primeira exibição.

Rever O Rei do Gado é lembrar por que a novela brasileira já foi (e pode voltar a ser) uma das maiores do mundo. É nostalgia, sim, mas também é qualidade. A primeira fase da novela é uma das mais marcantes da teledramaturgia. No meio de tantas produções descartáveis, esse retorno funciona como um lembrete poderoso: quando a história é boa, o tempo joga a favor. E o público agradece!

Melhor apresentadora de saúde e beleza da atualidade, Carol Minhoto assina com a Rede Brasil

Após estranha demissão da Gazeta, Carol vai brilhar no mesmo horário em nova casa

Foto: Instagram @carol_minhoto

A demissão de Carol Minhoto da Gazeta, no fim de 2025 após completar 19 anos no canal, pegou todo mundo de surpresa. Ninguém entendeu nada. À frente do “Você Bonita”, Carol fazia algo raro na TV brasileira: unia informação, beleza, saúde e entretenimento com naturalidade, credibilidade e muito carisma. Não era apenas um programa de estética, era companhia diária para quem queria aprender, se cuidar e se sentir melhor consigo mesmo.

Nos bastidores da Gazeta, porém, a história era outra. Mesmo entregando audiência, mantendo um público fiel e nunca deixando de trabalhar um único dia em décadas de emissora, Carol se sentia invisível para os chefes superiores. Uma situação injusta, especialmente para alguém que construiu uma relação tão sólida com o telespectador e ajudou a consolidar um dos programas mais tradicionais das tardes da TV.

Com talento e conexão única com seu público, Carol Minhoto poderia seguir qualquer caminho — digital, palestras, projetos autorais — e teria sucesso novamente em qualquer um deles. Mas o lugar dela sempre foi a televisão. E a TV não deixou de ser o seu lugar. Nesta segunda-feira (05), Carol assinou com a Rede Brasil, onde foi recebida de braços abertos e terá carta branca para comandar um novo programa chamado “Beleza & Vida com Carol Minhoto”, no mesmo horário que seu público já estava acostumado a encontrá-la.

Carol é do mesmo signo que eu: escorpião. Muita coisa que mudei na minha vida, na minha rotina e na saúde foi assistindo ela, uma inspiração para mim além da profissão. Todo sucesso do mundo para você, Carol, uma das grandes comunicadoras do país com um carisma sem igual que entrega absolutamente tudo em cada projeto que faz. Este 2026 marca uma nova era em sua carreira e na grade da Rede Brasil, que ganha uma estrela televisiva que nenhuma emissora tem atualmente com o mesmo brilho.

Trump pelo menos cumpre tudo o que prometeu no discurso de posse

Em meio à políticos que nunca cumprem promessas, o presidente laranja passa por cima de todos para realizar o que quer

Foto: X (ex-twitter)

Donald Trump voltou à Casa Branca com um discurso de posse que soou menos como promessa e mais como aviso no ano passado. O republicano deixou claro que não pretendia perder tempo entre o palanque e a prática, e as primeiras medidas confirmaram isso. Ao retomar a agenda energética, Trump voltou a mirar diretamente a Venezuela, sinalizando interesse em reativar acordos ligados ao petróleo venezuelano — um movimento pragmático, controverso e totalmente alinhado ao seu histórico de colocar a economia americana acima de qualquer constrangimento diplomático.

Outro ponto central do discurso foi o novo “tarifaço”. Trump reforçou a política protecionista, prometendo tarifas mais duras sobre produtos estrangeiros para proteger a indústria local. A lógica é simples: quem quiser vender para os Estados Unidos, vai pagar mais caro. Para aliados, isso soa como pressão; para adversários, como ameaça. Para a base trumpista, é apenas coerência. Ele voltou a defender que o comércio internacional precisa “favorecer o trabalhador americano”, mesmo que isso signifique tensionar relações históricas.

No cenário geopolítico, Trump também deixou claro que não pretende adotar um papel neutro no Oriente Médio. A promessa de intervenção direta nas negociações entre Israel e Palestina resgata a postura intervencionista de seu primeiro mandato, quando abandonou o discurso diplomático tradicional e apostou em decisões unilaterais. Para críticos, isso pode incendiar ainda mais a região; para apoiadores, é liderança firme em um conflito que se arrasta há décadas.

Já na questão migratória, Trump foi fiel ao personagem que o levou ao poder. Deportação em massa, endurecimento de fronteiras e tolerância zero com imigração ilegal voltaram ao centro do debate. Não há sutileza nem meia-palavra: a promessa é cumprir a lei com rigor máximo. Gostem ou não, Trump governa como discursou — e discursou como sempre foi. Dá pra dizer sem medo: ele não está improvisando. Está apenas executando o roteiro que nunca escondeu.

Colômbia já sente impacto da presença de tropas americanas em sua região no Caribe

Pesca artesanal está em crise. Assunto também é retratado na novela mexicana A.mar – transmitida atualmente no país

Foto: Arquivo Pessoal

A tensão no Caribe deixou de ser apenas um tema diplomático distante e passou a impactar diretamente a vida de quem depende do mar na Colômbia. A presença crescente de tropas e embarcações dos Estados Unidos no mar da Venezuela acendeu um alerta no litoral colombiano, principalmente em regiões tradicionalmente voltadas à pesca artesanal e ao turismo. O que antes era apenas um corredor marítimo virou área de tensão, vigilância e incerteza.

Em Santa Marta, os pescadores já sentem os efeitos no dia a dia. Há relatos de restrições informais de circulação, mudança nas rotas tradicionais de pesca e diminuição significativa da atividade em alto-mar. O medo de se aproximar de áreas monitoradas por navios militares tem afastado embarcações pequenas, que dependem exclusivamente da pesca diária para sobreviver. Resultado: menos peixe, menos renda e mais insegurança para famílias inteiras.

Além do impacto econômico, existe também um desgaste social e psicológico. O mar, que sempre foi símbolo de sustento e tranquilidade para comunidades costeiras, agora carrega um clima de ameaça constante. A presença militar estrangeira nas proximidades cria um ambiente de instabilidade, mesmo sem confrontos diretos. Para quem vive do litoral, a simples possibilidade de um incidente já é suficiente para paralisar atividades essenciais.

A situação expõe mais uma vez como disputas geopolíticas acabam atingindo quem menos tem culpa no conflito. Enquanto governos discutem estratégias e alianças, pescadores de Santa Marta pagam a conta com redes vazias e dias perdidos no mar. A Colômbia se vê no meio de um tabuleiro internacional delicado, e o litoral caribenho — tão vital para a economia local — corre o risco de se tornar mais uma vítima silenciosa dessa escalada de tensão.

A pesca artesanal é algo que me chama muita atenção, não só pelo aspecto econômico, mas pelo valor cultural e humano que carrega. Recentemente, assisti à novela A.MAR, cujo enredo acompanha uma comunidade que vive exclusivamente da pesca artesanal e passa a ser ameaçada pela chegada de uma pesqueira industrial, projeto ambicioso do vilão da trama. A história dialoga diretamente com o que vemos hoje no Caribe: pequenos trabalhadores enfrentando forças muito maiores, que colocam lucro e poder acima da subsistência local.

A novela foi gravada em Puerto Morelos (MEX), cenário que valoriza o litoral, o cotidiano dos pescadores e a relação íntima entre comunidade e mar. A exibição aconteceu pela UniNovelas, canal do grupo Univision, levando essa discussão para um público amplo nas Américas. Coincidência ou não, a ficção reforça como a pesca artesanal segue sendo frágil diante de interesses externos — seja na novela, seja na vida real, como agora no litoral colombiano. No Brasil, a novela vai ao ar pelo SBT no horário nobre.

Os Donos do Jogo: Realidade vivida no jogo do bicho faz a série parecer um tédio

Nenhum roteiro fictício chega aos pés da vida real dos bicheiros que comandam o Rio de Janeiro e o carnaval. Melhor assistir Vale o Escrito

Foto: Netflix

A série Os Donos do Jogo, da Netflix, é bem produzida, tem um elenco competente e entrega um enredo cheio de ritmo. Mas, mesmo com tudo isso, falta algo que a faça realmente vibrar. A trama tenta mergulhar no submundo do jogo e da ambição, porém o espectador que já viu Vale o Escrito sente que está assistindo a uma versão mais polida, menos visceral e distante da intensidade da vida real.

É inegável que o roteiro busca refletir as tensões e bastidores de um universo perigoso, onde dinheiro e poder ditam as regras. Ainda assim, quando colocamos lado a lado com a realidade do jogo do bicho — que, por si só, é um capítulo à parte da história brasileira —, nenhuma ficção consegue competir. A vida real é mais crua, mais contraditória e infinitamente mais imprevisível.

Vale o Escrito, o documentário que se tornou fenômeno no Globoplay, expõe essa realidade de maneira direta, quase brutal. As declarações do delegado Vinícius George, por exemplo, são um choque à parte: ele fala do jogo do bicho com a frieza de quem conhece as entranhas do sistema, descrevendo personagens reais que superam em complexidade qualquer vilão de série. As histórias como a de Maninho — o bicheiro lendário que viveu entre o luxo, a guerra e a devoção — são de um enredo cinematográfico impossível de inventar. Cada detalhe de sua trajetória, dos confrontos com rivais às alianças improváveis, mostra o quanto o Brasil real é mais fascinante que a ficção.

Foto: O Globo

O elenco de Os Donos do Jogo brilha, especialmente nos momentos de confronto e dilema moral, mas falta o peso da verdade que Vale o Escrito escancara sem pudor. O documentário nos faz entender que o jogo do bicho não é apenas uma atividade ilegal — é uma estrutura social, política e emocional enraizada na cultura carioca. Já Os Donos do Jogo, por mais competente que seja, não tem o mesmo impacto, nem a mesma coragem de encarar as sombras de frente.

No fim, é uma boa série, mas nada marcante ou inesquecível. A ficção tenta recriar o calor da roleta da vida, mas o jogo real — esse que move paixões, fortunas e tragédias — continua imbatível, escrito nas esquinas, nos becos e nas histórias que o tempo insiste em não apagar. E outra, aqui na vida real temos a Mocidade com o Castorzinho, grande mascote do carnaval. Na série falta alguém com o brilho dele, é claro. Falta um Piruinha pra gente rir. Tudo deixa a desejar, pois nenhum roteirista conseguiria escrever algo que só a cidade do Rio e seu carnaval foram capaz de produzir.

Já pode começar a maratona de “Esqueceram de Mim”

Foto: Disney Plus

Todo fim de ano é a mesma coisa: basta o clima de Natal começar que “Esqueceram de Mim” volta ao topo dos streams — especialmente no Disney+, onde o clássico de 1990 e sua sequência direta de 1992 se tornam os queridinhos da temporada. E não é à toa: poucos filmes conseguem capturar tão bem o espírito natalino quanto as trapalhadas de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) tentando proteger sua casa — e mais tarde um hotel em Nova York — dos ladrões mais atrapalhados do cinema.

O primeiro Esqueceram de Mim é quase uma aula de como fazer um filme de Natal sem ser piegas. Ele tem tudo: aventuras, família bagunçada, um toque de comédia, e aquela mensagem final sobre união e perdão que sempre arranca um sorriso. Já o segundo, Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, leva o mesmo encanto pra uma das cidades mais mágicas durante o Natal. A cena de Kevin no Rockefeller Center, diante da árvore gigante, é puro símbolo de fim de ano — e já virou tradição revisitar esse momento quando as festas se aproximam.

Há também algo nostálgico que faz o público voltar a esses filmes todos os anos. É como se assistir a Esqueceram de Mim fosse uma forma de ligar o modo “Natal On”: você se lembra da infância, do riso fácil, do cheirinho de ceia chegando da cozinha. A trilha sonora de John Williams é outro detalhe que contribui pra atmosfera — basta tocar as primeiras notas pra já sentir aquele clima de dezembro no ar.

Por isso, maratonar Esqueceram de Mim 1 e 2 virou quase um ritual. São filmes que ultrapassaram o tempo, resistiram às gerações e se tornaram parte da memória afetiva coletiva. No fim do ano, entre luzes piscando e filmes novos pipocando nos streamings, sempre há espaço pra rever Kevin derrotando os bandidos molhados — e lembrar que o Natal é, acima de tudo, sobre reencontros e boas risadas.