Categoria: Futebol Argentino

Com vertente copera, Internazionale alcança mais uma final de Champions League

Foto: La Gazzetta dello Sport

A Internazionale tem uma relação profunda e histórica com o futebol argentino, marcada por grandes nomes que vestiram a camisa nerazzurra e deixaram sua marca não apenas pelo talento, mas pela alma latina que injetaram no clube italiano. Desde os tempos de Ramón Díaz e Daniel Passarella até os dias de hoje, a Inter foi, por muitas vezes, um porto seguro para craques argentinos que buscavam protagonismo na Europa. É um laço que vai além do gramado, algo quase afetivo, como se houvesse uma ponte invisível ligando Buenos Aires a Milão.

Dentre todos os argentinos que já defenderam a Inter, nenhum simboliza melhor essa conexão do que Javier Zanetti. Capitão histórico, símbolo de liderança, longevidade e profissionalismo, Zanetti foi muito mais que um jogador: ele virou o rosto da Inter em tempos de glória e também nas fases de reconstrução. Com mais de 850 jogos pelo clube, sendo o estrangeiro com mais partidas na história da Inter, Zanetti é hoje vice-presidente da instituição — uma prova de que seu vínculo com o clube transcende a função dentro de campo. Seu legado é inspiração constante para os argentinos que chegam a Milão.

Outros nomes como Diego Milito, Esteban Cambiasso e Walter Samuel também fazem parte dessa narrativa gloriosa. Eles foram protagonistas da inesquecível conquista da Liga dos Campeões de 2010, sob o comando de José Mourinho, um dos momentos mais marcantes da história do clube. O DNA argentino foi vital naquela campanha: raça, técnica e nervos de aço em jogos decisivos. A alma portenha parece, de fato, combinar com o espírito competitivo da Inter.

Hoje, esse fio condutor que une a Argentina e a Inter ganha novo fôlego com Lautaro Martínez. Depois de altos e baixos, o atacante de Bahía Blanca vive um verdadeiro renascimento. Capitão da equipe, referência técnica e emocional, Lautaro assumiu o protagonismo e foi decisivo na virada heroica contra o Barcelona, que garantiu a classificação para mais uma semifinal de Champions League. Seu desempenho não apenas resgatou a confiança da torcida, mas também reafirmou sua importância como herdeiro da tradição argentina no clube.

A Internazionale não conquista a Europa desde 2010, mas parece cada vez mais pronta para encerrar esse jejum. Com um elenco equilibrado, um projeto sólido e a liderança de um argentino em estado de graça, o clube mira novamente o topo do continente. Lautaro, guiado pelas lembranças de Zanetti, Milito, Matías Almeyda, Cambiasso e tantos outros, tem agora a chance de escrever seu próprio capítulo dourado na história nerazzurra. Se depender da mística argentina, Milão pode, sim, voltar a ser o centro do mundo.

A paixão do Papa Francisco pelo San Lorenzo e a inédita Libertadores do seu clube

Foto: El País

O Papa Francisco, primeiro pontífice latino-americano da história, foi também um torcedor apaixonado por futebol — e mais especificamente, pelo Club Atlético San Lorenzo de Almagro. O clube argentino, fundado por padres salesianos e com fortes raízes católicas, ganhou ainda mais destaque internacional ao ser revelado como o time do coração de Jorge Mario Bergoglio, desde a infância vivida no bairro porteño de Flores. A relação do Papa com o San Lorenzo transcendeu o campo e se confundiu com fé, a identidade e a memória afetiva.

Mas se o amor pelo clube sempre foi inabalável, em 2014 ele alcançou seu momento mais glorioso. Sob o comando do técnico Edgardo Bauza, o San Lorenzo conquistou pela primeira vez a tão sonhada Copa Libertadores da América — um título que parecia inalcançável até então. A equipe mostrou um futebol pragmático, eficiente e muito inteligente na época, marcado por uma defesa sólida e jogadas cirúrgicas no ataque. O time surpreendeu com a conquista inédita iniciada em seu emblemático estádio, Nuevo Gasómetro e concretizada no Paraguai diante do Nacional.

Jogadores como Leandro Romagnoli, símbolo da garra e da história azulgrana, foram fundamentais. Ídolo da torcida e um dos grandes nomes da campanha, Romagnoli representava o elo entre a tradição e aquele time histórico. Ao seu lado, nomes como Ortigoza, Cauteruccio, Piatti, o goleiro Torrico e Mauro Mato também brilharam e fizeram história. A final contra o Nacional do Paraguai, vencida no agregado por 2 a 1, selou o feito que uniu fé e futebol como nunca antes. Muitos apontaram a conquista inédita como mérito do Papa. Mas ele mesmo reconheceu o mérito do trabalho que uma equipe que tinha muito de Bauza, um verdadeiro professor da escola argentina de treinadores.

Pouco depois da conquista continental, os jogadores do San Lorenzo foram recebidos no Vaticano por um emocionado Papa Francisco, que abençoou a taça da Libertadores — uma cena que virou símbolo máximo da comunhão entre o clube e seu torcedor mais ilustre. O San Lorenzo campeão de 2014 não foi apenas um time vencedor. Foi um capítulo inesquecível na vida de um torcedor que, mesmo vestido de branco e vivendo em Roma, nunca deixou de carregar no peito as cores azul e grená. Além disso, o Papa nunca se esqueceu dos ensinamentos que compartilhava em Boedo, bairro tradicional de Buenos Aires onde o San Lorenzo está.

Francisco foi o primeiro Papa do nosso continente, representando durante seu papado muito de seu legado propagado em vida na Argentina, nação sempre aguerrida e batalhadora como ele. Mesmo no Vaticano, Jorge nunca deixou que o futebol se tornasse apenas uma lembrança distante. Em encontros com jogadores e personalidades do esporte, como o inesquecível Diego Maradona, o pontífice mostrava sua paixão pelo jogo com a mesma leveza com que fala sobre a vida.

Maradona, aliás, o reverenciava, mesmo sendo torcedor do rival Boca Juniors — numa daquelas cenas que só o futebol e a fé conseguem proporcionar. Em outro encontro marcante do Papa com grandes nomes do esporte, Oscar Schmidt encontrou o Papa em 2013, para receber a benção na luta contra um câncer no cérebro. E ele venceu essa doença, assim como todos aqueles que tiveram Francisco como aliado em momentos decisivos, dentro e fora de campo. Agora, o histórico pontífice vai se reencontrar com “la mano de Diós”.

Foto: El País

De roqueiro a devoto: Quem são os técnicos que mais chamam atenção na Libertadores 2025

Cada patacoada que eles arrumam, que só vendo…

• Leonel Álvarez – Bucaramanga: Mais parece ter surgido de uma banda de thrash metal. Seu estilo é o mesmo de seus tempos de jogador, mas dessa vez os cabelos grisalhos, a cara de mal e as tatuagens o deixaram ainda mais roqueiro. Conhecido por priorizar a solidez defensiva e transições rápidas ao ataque, o técnico quer fazer boa campanha com o time colombiano na Libertadores;

• Segundo Castillo – Barcelona de Guayaquil: Ele roubou a cena desde a pré-Libertadores contra o Corinthians, pelo estilo elegante de se vestir para cada jogo. Parece que vai pro Oscar toda vez que entra em campo. O treinador implementa uma estratégia ofensiva com pressão constante e controle de bola, como evidenciado na vitória que o colocou na fase de grupos da competição;

• Gustavo Costas – Racing: Religioso desde criança, sua fé faz toda diferença na sua carreira desde seus tempos no futebol paraguaio. Mesmo treinando cada time tranqueira, ele sai com a vitória de forma inexplicável. É uma versão de Solange Bichara (presidente da Mocidade Alegre) no futebol, carregando centenas de terços em todos os jogos. Gustavo utiliza o esquema 3-5-2, enfatizando alas ofensivos e um meio-campista criativo, resultando em um time eficiente contra clubes brasileiros principalmente;

• Omar de Felippe – Central Córdoba: Charmoso, ele tem uma das histórias mais legais entre os treinadores dessa temporada. De Felippe foi combatente do Exército argentino na Guerra das Malvinas. Ano passado venceu a Copa Argentina e classificou a equipe para a Libertadores. O DT foca em uma defesa organizada e aproveitamento de bolas paradas;

• Abel Ferreira – Palmeiras: Chamado por muito de bruxo ou de ter pacto com o demo, antes suas vitórias eram surreais, dando realmente margem para os boatos de que fazia rituais nos intervalos para vencer. O pacto parece ter acabado, pois até o Cavalinho do Palmeiras anda sem desculpsas para a atual fase do time. Abel adota um estilo de jogo pragmático e eficiente, com ênfase na solidez defensiva, pressão alta e transições rápidas, geralmente utilizando o esquema 4-2-3-1;

• Jorge Almirón – Colo-Colo: Vice da Libertadores por duas vezes, suas aulas com profe Ricardo La Volpe estão fazendo falta há tempos. Mas segue sendo galã no futebol chileno – o que não é muito difícil. Almirón desde seu trabalho no Lanús prefere um futebol ofensivo e de posse, buscando controlar o jogo e criar oportunidades através de movimentação intensa. Também utiliza as linhas lavolpianas como estilo de jogo;

• Néstor Gorosito – Alianza Lima: Recentemente sua frase para definir “La Bombonera” virou meme da torcida e serviu de recado para uma mística do estádio do Boca que não funciona mais. Conhecido por priorizar a posse de bola e um jogo ofensivo, Gorosito está visando devolver o Alianza Lima ao topo do futebol peruano;

Eduardo Domínguez – Estudiantes de La Plata: Parece ator de filme de suspense que no final não tem nenhum plot-twist interessante. Valoriza a organização defensiva e transições rápidas para o ataque. Sua influência do futebol de Santa Fe (especialmente do Colón), revitalizou o Estudiantes e busca voos altos nessa temporada;

Javier Rabanal – Independiente del Valle: Importado da Espanha, tenta ser o Ismael Rescalvo 2.0 do futebol equatoriano. Focado em um futebol de posse e flexível no estilo da escola holandesa, onde se fez treinador, coloca o time para se adaptar se às circunstâncias do jogo. Com ênfase na formação de jovens talentos, também quer deixar um legado nessa nova geração do país;

Fabián Bustos – Universitario: Matemático apaixonado por números e estatísticas, sua paciência é o que mais chama atenção à beira do gramado. Mas também é sistemático com tudo no trabalho. Aposta em um estilo de jogo direto e físico, explorando jogadas aéreas e bolas paradas. Tem vício em crias estratégias para derrotar os adversários;

Martín Palermo – Olimpia: Está aqui por ser meu xará e pela beleza. Brincadeira. No ano passado venceu seu primeiro título como treinador, que promete ser o de muitos em uma carreira construída na escola Bianchista onde se moldou. Incentiva um ataque posicional, com construção paciente e aproveitamento de espaços em campo. É um dos técnicos mais promissores do continente;

Diego Aguirre – Peñarol: Um técnico simpático fora de campo, mas dentro se torna um gladiador. Tem métodos de supertição para cada jogo, o que ajuda em sua eficiência tática. Combina solidez defensiva com contra-ataques rápidos, utilizando linhas compactas. Levou o Peñarol longe no ano passado e quer repetir o feito;

Filipe Luis – Flamengo: Com o cabelo mais invejado do Brasil, atualmente é o melhor técnico da nova geração – o que também não é muito difícil pela qualidade baixa dos colegas. Defensivamente, posiciona o time bem e antecipa jogadas, enquanto no ataque contribui com jogadas precisas e apoio constante, sem depender tanto do adversário. Pode surpreender muito na competição e tomara que não chamem ele pra tranqueira da seleção brasileira;

• Marcelo Gallardo – River Plate: Tão elegante quando o técnico do Barcelona SC, Gallardo tem seu estilo próprio de se vestir e sempre está atento em tratar bem quem está a sua volta. Ele implementou um estilo de jogo intenso, ofensivo e dinâmico. Seu time se destaca pela pressão alta, controle da posse de bola e transições rápidas. River é o time argentino mais bem preparado para a Libertadores e quer voltar a vencer;

Javier Gandolfi – Atlético Nacional: Os ares de Medellín só deixou Javier mais bonito. Parece ator mexicano das novelas que o SBT adora passar nas tardes da TV. O técnico enfatiza a posse de bola e construção desde a defesa, promovendo um jogo ofensivo equilibrado;

Guillermo Schelotto – Vélez Sarsfield: Tem cara de vocalista daquelas bandas com nomes estranhos que toca uma vez no Lollapalooza e somem. Um pamonha que não aprendeu nada com Bilardo e Bianchi, pois sempre perde como um bielsista. Prefere um futebol ofensivo com pressão alta e transições rápidas, buscando dominar o adversário. O que raramente tem conseguido!

Qual eles é seu favorito para acompanhar na Libertadores desse ano?

Galvão estreia em alto estilo na Band e se torna melhor opção para as segundas

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de “Galvão e Amigos” na Band era um momento muito esperado desde sua contratação, e eu, claro, fui conferir. No começo, parecia que seria um monólogo do Galvão – e vamos combinar, isso não seria nenhuma surpresa. Mas, com o tempo, ele conseguiu dar espaço para os convidados, e aí o programa engrenou de vez. Com Mauro Naves, Falcão, Casagrande e o convidado especial, Ronaldo, na roda, a conversa fluiu como um bom papo de resenha futebolística deve ser. O melhor de tudo: Sem a bagunça e a barulheira que certos concorrentes oferecem.

Um dos pontos altos da noite foi a pancada na CBF e na seleção brasileira. Com razão, porque a fase é desastrosa e merece mesmo ser questionada. Mas não ficou só nisso. Ronaldo contou os segredos de sua candidatura à presidência da entidade não ter saído do papel. O programa soube equilibrar bem as críticas com boas lembranças do passado, aquelas histórias que fazem qualquer fã de futebol sorrir. Detalhe importante no decorrer da atração: Ele não citou o Ayrton Senna em nenhum momento aleatoriamente – um dia de paz para o piloto no céu.

Se compararmos com o antigo “Bem, Amigos”, a diferença é gritante. No Sportv, tinha gente que não agregava em nada, pelo contrário, atrapalhava o Galvão e deixava o programa mais arrastado do que deveria ser. Agora, na Band, com um time mais afiado e participativo, o formato ficou muito mais solto e divertido. Tem debate, tem conversa boa, tem alfinetadas, tem nostalgia e, principalmente, tem conteúdo de verdade.

Tenho minhas críticas ao Galvão, como muita gente tem. Às vezes ele exagera em certas coisas, se alonga demais, cita pessoas em vão, mas não dá para negar: quando o assunto é contar histórias e mediar debates, ele é imbatível. Nem vemos o tempo passar. E, gostem ou não, ele segue sendo o maior narrador em atividade no Brasil. A forma como ele conduz as discussões e traz emoção para qualquer assunto, seja como apresentador ou como a voz dos jogos, é um diferencial que ninguém mais tem.

Com essa estreia, “Galvão e Amigos” se firma como a melhor opção para as noites de segunda-feira. Tem carisma, tem informação e acima de tudo, tem aquele espírito de resenha que todo amante do futebol gosta de acompanhar após um fim de semana cheio de jogos. Se mantiver esse ritmo, Galvão vai voar sem concorrência no horário nobre da programação esportiva. Ah, e como todo programa bom de assistir, merecia mais tempo no ar. 1h30 vai ser pouco pela qualidade entregue e por sua sagacidade em falar. Esse é o dom que ele tem e que todo comunicador inveja.

Fernando Gago não aprendeu nada com o Boca de Bianchi

Foto: TyC Sports

O Boca Juniors atravessa um período turbulento, evidenciado pela derrota por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys na última rodada do campeonato argentino, em Rosário. Essa derrota custou ao Boca a liderança do Grupo A, o deixando com 23 pontos, um atrás do novo líder, Tigre. Os gols do Newell’s foram marcados por Luciano Herrera e um gol contra de Lautaro Di Lollo. Além disso, Edinson Cavani desperdiçou um pênalti crucial durante a partida.

A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores para o Alianza Lima treinado por Néstor Gorosito, intensificou as críticas ao técnico Fernando Gago. O desempenho inconsistente da equipe sob seu comando gerou insatisfação entre torcedores e parte da imprensa setorista do clube se movimentou para apontar diversas críticas. Diante desse cenário, a diretoria do Boca Juniors já havia pensado demissão de Gago mês passado, buscando uma mudança de rumo para a equipe. No entanto, uma virada de mesa o manteve no cargo. Hoje ele coloca a culpa em seu fraco trabalho em terceiros, nunca em si mesmo.

Os métodos de treinamento de Gago foram alvo de controvérsias. Ele implementou práticas inovadoras, como exercícios matemáticos para aprimorar a agilidade mental dos jogadores. No entanto, essas abordagens não se traduziram em resultados positivos em campo, levando a questionamentos sobre sua eficácia. Mascherano tentou fazer isso com a base da seleção argentina e passou vergonha nas Olimpíadas. O técnico xeneize já teve ótimos treinadores que o moldaram no futebol, inclusive Sabella na Seleção. Mas ele parece não ter aprendido nada com nenhum de seus maestros.

A comparação nostálgica com o período vitorioso sob o comando de Carlos Bianchi é inevitável no contexto que envolve o Boca. O atual time não conseguiu replicar a solidez e o sucesso daquela era, evidenciando uma lacuna entre as expectativas e a realidade atual do clube. Desde a saída de Ibarra como técnico, o Boca não se reencontra mais em campo. Parece ter esquecido sua própria essência de enorme clube que é. Após o vice-campeonato da Libertadores 2023 sob o comando de Jorge Almirón, o trabalho de Diego Martínez não emplacou e colocou Fernando Gago para realizar o sonho de treinar o clube, mesmo ele não estando preparado ainda.

Dentro de campo, o zagueiro Marcos Rojo tem se destacado por sua liderança, esforçando-se para trazer estabilidade à defesa e orientar os companheiros em momentos difíceis. No entanto, o desempenho coletivo da equipe permanece aquém do esperado, refletindo os desafios que o Boca Juniors enfrenta nesta fase conturbada. E questão que fica é de até quando Gago será o técnico desse time que necessita urgente de novos ares em Ezeiza.

Quem é o autor de “Balada”, maior hit do futebol internacional atualmente

Essa música nunca pode ficar de fora das playlist’s dos principais estádios do mundo, especialmente os da Colômbia, do México, do Oriente Médio, de Portugal e claro, da Argentina. Nessa semana então, tocou em dobro. O compositor por trás do sucesso “Balada” (Balada Boa – Tchê Tchê Rere Tchê Tchê) de Gusttavo Lima é Cássio Sampaio. Natural de Pernambuco, ele se destacou no mercado da música sertaneja ao criar hits que marcaram época, em especial por escrever tanta música boa sozinho.

Além de “Balada”, música que virou a chave da carreira de Gusttavo e também deu nome ao escritório do cantor, Cássio também é o responsável por “Festa na Piscina”, gravada por Carlos & Jader, e o sucesso icônico “Inquilino”, interpretado por Naiara Azevedo. Seu talento para compor refrões marcantes e melodias envolventes fez com que suas músicas fossem gravadas por grandes nomes do gênero.

Foto: @cassiosampaiooficial

Balada”, lançada em 2011, se tornou hit mundial e atemporal, levando a música brasileira para diversos países no mundo. A letra chiclete acabou consolidando Gusttavo Lima como um dos principais nomes do sertanejo universitário. Ela chegou para o repertório do segundo DVD do cantor faltando poucas horas para o projeto ser gravado. Improvisando nos arranjos, Maestro Pinocchio nem conseguiu ensaiar com a banda e a música foi feita ao vivo, gravada diversas vezes para se tornar um video que iria pro DVD. Isso também ajudou o público a decorar a letra com muita facilidade e na mesma semana, ela já foi parar nas rádios se tornando o sucesso que é.

Nos últimos anos, “Balada” se tornou uma das músicas mais tocadas nos estádios e ficou atrelada ao futebol brasileiro internacionalmente. Talvez pela letra e melodia contagiante, ela caiu no gosto das torcidas. Na última terça-feira, o goleiro Dibu Martízes chegou a postar o hit para comemorar a vitória da Seleção Argentina contra o Brasil, na goleada por 4×1 no Monumental de Núñez. Se a música já era queridinha dos boleiros, agora se tornou ainda mais. Sorte do Cássio, autor único desse hit futebolístico!