Ethan Hunt está de volta em Missão Impossível – O Acerto Final. E se esse realmente for o capítulo final da franquia com Tom Cruise à frente, ele encerra sua trajetória com um salto digno de aplausos. A missão é, como sempre, impossível, mas o que vemos na tela é um espetáculo coreografado com precisão, adrenalina e o carisma habitual do protagonista. O filme começa de forma morna, é verdade — a primeira hora tem um ritmo meio arrastado, com diálogos extensos e uma construção narrativa que poderia ter sido mais enxuta. Em termos de duração, duas horas bastariam. Mas quando o filme engrena, ele simplesmente voa e entrega tudo o que os fãs da franquia mais ama.
Sai da sessão sem arrependimentos de ter ido ver o filme em plena segunda – e aliviada que nenhuma notícia ruim chegou no meu celular em 3 horas de modo avião. As sequências de ação são intensas, bem filmadas, criativas e colocam muitos outros blockbusters recentes no bolso. É um prato cheio para quem gosta de adrenalina, perseguições bem coreografadas, tiroteios e explosões milimetricamente cronometradas que tiram o fôlego. Para quem não acompanha a saga desde o início, é um filme que entretém com força, sem exigir conhecimento profundo dos anteriores.
Tom Cruise, mais uma vez, prova por que se tornou sinônimo do gênero. Ele não apenas interpreta Ethan Hunt — ele é o Ethan Hunt. Seu comprometimento com as cenas perigosas e a entrega física ao personagem continuam impressionando. Mesmo com uma “idade já avançada” para filmes de ação, Cruise não decepciona e reafirma sua paixão pelo cinema como espetáculo. É quase impossível pensar em outro ator com tamanha dedicação ao gênero.
Missão Impossível 8 talvez não vá brilhar nas grandes premiações, mas não é esse o propósito. O filme é uma experiência visual, algo que deve ser vivido na sala de cinema, com som potente e tela grande. Não é uma produção para esperar chegar no streaming. Vale cada centavo do ingresso, e é, sem dúvida, um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. Um marco de encerramento que honra tudo o que a saga construiu.
E o melhor: Maio veio para limpar a barra de abril, que foi um mês fraco, quase desolador para os cinéfilos. Agora, com Missão Impossível 8 e outros grandes títulos em cartaz, quem ama cinema finalmente pode comemorar. Maio está sendo um presente — e O Acerto Final é um dos laços mais vistosos desse pacote.
Escola tem nomes como Mileide Mihaile e Erika Januza entre opções, mas prefere alguém que nunca pisou numa quadra
Foto/Reprodução: G1
A possibilidade de Virgínia Fonseca assumir o posto de rainha de bateria da Grande Rio vem causando desconforto até entre os integrantes da comunidade da escola. A influenciadora pode substituir Paolla Oliveira, que se despediu da função após anos de dedicação e participação ativa, não só nos desfiles, mas também no dia a dia da agremiação. Paolla era presença constante nos ensaios, nas festas com os ritmistas e, acima de tudo, era respeitada por sua entrega à escola. A conexão construída com a comunidade e com a bateria de Mestre Fafá fez com que ela fosse considerada uma verdadeira integrante da Grande Rio, e não apenas uma celebridade no posto.
Mestre Fafá, inclusive, destacou nas últimas entrevistas o carinho e o respeito por Paolla, lembrando que ela esteve presente no momento mais glorioso da história da escola: o título de campeã do Carnaval de 2022. E também ajudou muito a escola na pandemia, fazendo doações e ajudando em tudo no que poderia os integrantes de sua bateria. Esse triunfo de 2022 ficou marcado pela força do enredo, pela potência da bateria e pela entrega da Rainha. Paolla viveu duas fases no posto, mas foi nesse retorno que consolidou seu nome como eterno símbolo da Grande Rio. Sua despedida em 2025 foi muito especial. Em 2024, vestida de onça, fez um desfile emblemática e emocionante para quem acompanhou de perto sua trajetória.
Diante disso, a possível escolha de Virgínia Fonseca como nova rainha tem sido vista como uma quebra de identidade. Ainda que tenha números expressivos nas redes sociais, ela não tem qualquer vínculo com o universo do samba ou com a comunidade de Duque de Caxias. Ela nem sambar sabe. Para muitos integrantes da escola e para a própria comunidade, trata-se de uma tentativa de transformar um posto conquistado com suor e afeto em vitrine midiática. A escolha de uma celebridade sem vivência na escola pode soar como desrespeitosa diante da história construída nos últimos anos.
Além disso, a Grande Rio tem alternativas que agradariam muito mais à sua comunidade. A escola conta com nomes como Mileide Mihaile, que desfila há anos, tem samba no pé, carisma e já é figura conhecida e respeitada internamente. Outra opção é Erika Januza, que deixou a Viradouro recentemente e seria recebida com entusiasmo em Caxias. São duas mulheres que, além da beleza e presença, carregam história e envolvimento com o Carnaval, exatamente o que se espera de uma rainha de bateria.
A escolha de Virgínia, se confirmada, poderá ser interpretada como uma ruptura com o legado deixado por Paolla Oliveira. Um legado de comprometimento, de pé no chão e de identidade comunitária, que fez da Grande Rio uma escola ainda mais respeitada e próxima de sua gente. Que o brilho do Carnaval não seja ofuscado por decisões puramente estratégicas ou comerciais. Afinal, na avenida, o que faz diferença é a verdade do samba. Uma influencer que não respeita nem seus seguidores, se veste de Suzane Von Richthofen para depor em uma CPI, não agrega em nada no Carnaval – muito menos ocupando o posto mais importante de uma musa em uma das escolas que, saiu do rótulo de “puxadinho do Projac”, para mudar de patamar na Liesa nos últimos seis anos. Agora, a Grande Rio está jogando fora tudo o que construiu, se apequenando novamente por pura engajamento barato.
A Billboard Brasil, sem nada de útil pra fazer na vida, decidiu fazer uma lista com as 25 maiores bandas de pagode do país. E sinceramente? Eu não consigo entender a lógica por trás desse ranking. A começar pela posição de alguns grupos que, ao meu ver, foram completamente negligenciados ou colocados fora de contexto. Não dá pra levar a sério uma lista dessas quando ela ignora critérios fundamentais como impacto cultural, influência no gênero e relevância histórica. É quase como se tivessem feito a seleção a partir de uma playlist aleatória, sem levar em conta a verdadeira trajetória do pagode no Brasil.
Até dá pra reconhecer um ponto positivo: ao menos lembraram do grupo Kiloucura, que ficou em 15º lugar. Um dos grandes sucessos do Kiloucura foi a música “Pela vida inteira” do compositor Riquinho. Uma grata surpresa ver o nome deles ali, porque geralmente são deixados de lado nessas listas mais comerciais. Mas aí você olha pro topo e leva um susto: Exaltasamba em 1º lugar. Com todo o respeito, o Exalta tem sua grandeza, mas é top 3 com folga. Não dá pra aceitar que Exaltasamba e Sorriso Maroto estejam acima do Raça Negra. O grupo não é só o maior do pagode — é simplesmente o grupo que inventou o conceito de pagode popular como o conhecemos. Sem eles, não haveria nem espaço pra que outros grupos dessem continuidade ao movimento.
O Raça Negra é, simplesmente, o grupo top1 do planeta em qualquer ranking que se faça. Eles foram a porta de entrada, a semente de um gênero inteiro. Sabe o que representa Chitão & Xororó para o sertanejo e a Calcinha Preta para o forró? O Raça Negra é isso para o pagode! Abriram caminho quando o samba romântico ainda era olhado com desconfiança e transformaram o pagode num fenômeno nacional. O vocal do Luiz Carlos, os arranjos, o carisma, as composições dele com Elias Muniz… nada ali é por acaso. É um grupo que ultrapassa gerações e continua relevante até hoje. Colocar qualquer outro grupo acima deles é ignorar toda a base do que é o pagode brasileiro.
Agora, se formos falar de sonoridade, aí sim, o grupo Revelação entra com força e representatividade. Porque se o Raça Negra criou o terreno, o Revelação plantou outra árvore ali — trouxe uma sonoridade mais refinada, mais voltada ao samba de raiz, com arranjos mais complexos e letras que elevaram o nível da composição dentro do pagode. As composições de Xande de Pilares e Mauro Jr, em especial, são a essência do legado do Revelação. Pra mim, eles são o grupo mais relevante do ponto de vista musical. Estão no top 2, sem sombra de dúvida.
O Exaltasamba fecha esse pódio com justiça no top 3, pelo sucesso comercial e pela renovação da linguagem do gênero nos anos 2000. O grupo só chegou onde chegou pelo talento de cada um no grupo, como Chrigor e Péricles, os arranjos de Isaías e produções de Bira Hawaí e Prateado. O sucesso do Exalta passa principalmente pelo trabalho do Pinha, que não por acaso tem o apelido de “presidente” como o Bira Presidente do Fundo de Quintal. Claro que nunca esqueço dele na banheira do Gugu, dançando a “Vem pra ficar comigo”. Aliás, mencionando os produtores, além de Bira e Prateado, Arnaldo Saccomani fecha a trindade do pagode nas produções que mudaram a história do gênero.
Enfim, a Billboard precisa parar de querer se enfiar em todos os gêneros como se tivesse a autoridade pra isso. Com todo o respeito, nem tudo precisa passar pelo crivo de um ranking estilo americano ou com metodologia duvidosa. O pagode tem sua própria história, sua própria hierarquia construída nas ruas, nas rodas de samba, nos programas de TV populares. E atualmente tem pessoas capacitadas para falar do gênero com propriedade, como Leandro Brito do maior podcast de pagode e samba do Brasil. Quem vive e sente o pagode sabe muito bem quem são os verdadeiros gigantes dessa história — e, nesse pódio, o Raça Negra nunca vai perder o trono.
O dia 22 de abril é sempre especial. Celebramos com saudade e reverência o legado de um dos seus maiores nomes nos bastidores da música – para mim, o maior: Carlos Roberto Piazzoli, o Maestro Piska. Em décadas de trabalho no rock e no sertanejo, foi muito mais do que um maestro. Piska foi um verdadeiro arquiteto sonoro do sertanejo moderno, um gênio dos arranjos, da harmonia e da emoção nas suas composições e melodias. Neste dia que seria o seu aniversário, sua contribuição permanece viva em cada acorde, em cada solo de guitarra e em cada canção cuidadosamente construída por ele ao longo dos anos 80, 90 e 2000. Seu estilo simplão e cabelo esvoaçante nem se refletem nas robustas obras que marcaram a música e mudaram o cenário nacional para sempre.
Maestro Piska, pode sim, ser considerado o maior arranjador e maestro da história da música sertaneja. Seu trabalho se destacou não apenas pela técnica impecável, mas principalmente pela sensibilidade artística. Ele sabia como poucos traduzir a dor, o amor, a saudade e a esperança em orquestrações que marcaram época. Era também um multi-instrumentista respeitadíssimo, com domínio de diversos instrumentos, o que lhe dava uma visão única de cada canção com a qual se envolvia. Quando ouço uma por uma, particularmente posso até sentir sua presença onde estiver.
Como compositor, deixou verdadeiras joias que continuam emocionando o público. Entre as composições mais marcantes está “Mentira que virou Paixão”, eternizada por Leonardo, uma canção de entrega intensa e melodia envolvente que tem todo seu DNA. Piska gravou todos os instrumentos dela no estúdio Mosh. Já em “Antes de Voltar pra Casa”, interpretada por Zezé Di Camargo & Luciano, Piska ofereceu uma canção profunda, com arranjo sofisticado e letra tocante, que se encaixou perfeitamente no estilo sentimental da dupla que fez em 2000 seu melhor disco – ao lado daquele de 1998, justamente.
Foto/Reprodução: Instagram
Outras obras de sua autoria também dominaram as paradas de sucesso e foram uma revolução sonora, como “Minha Estrela Perdida” e “Alguém”, gravadas por João Paulo & Daniel — verdadeiras pérolas do romantismo sertanejo, que só reforçam a versatilidade e o talento de Piska em compor temas universais com alma caipira. E quem não se emociona ao ouvir “Preciso Ser Amado”, novamente na voz de Zezé Di Camargo & Luciano, que mistura intensidade e vulnerabilidade de forma única? Ela tem uma das dobras de guitarras mais bem feitas pelo Maestro.
Além das composições, são seus arranjos orquestrais que se tornaram capítulos à parte na história do sertanejo. Ele elevou o gênero a um novo patamar técnico e emocional. Canções como “Eu Era Assim”, “Loucura Demais” e “Pare!” são exemplos perfeitos de como Piska conseguia transformar uma música em uma verdadeira experiência sensorial. “Pare!”, inclusive, também de sua autoria, é uma obra-prima que sintetiza sua genialidade: letra forte, melodia marcante e uma orquestração de arrepiar com uma introdução inconfundível. Aliás, um de seus primeiros arranjos que foi sucesso no sertanejo está na música “Eu Juro”, gravada por Leandro & Leonardo. Em seguida seu legado se iniciava de vez em 1994, na faixa “Foi a Primeira Vez” de ZC&L.
Além do sertanejo, Piska deixou sua marca também no pop e no rock nacional. Seu trabalho ficou principalmente em evidência com o trio KLB, sucesso nos anos 2000. O senhor Carlos Roberto Piazzoli partiu cedo demais, mas seu nome brilha em cada palco e em cada música que seus arranjos ecoam. Seu legado é eterno, não apenas pelas obras que assinou, mas pelo estilo, pela elegância e pela alma que deu ao gênero. Sem contar que ele era um ser humano incrível pelo que amigos e familiares relatam. Hoje, no dia em que completaria mais um ano de vida, fica o reconhecimento e a gratidão dos que reconhecem sua importância na música brasileira. O maestro multi-talentoso se foi, mas seu legado permanece e continuará a ser reverenciado eternamente.
O Papa Francisco, primeiro pontífice latino-americano da história, foi também um torcedor apaixonado por futebol — e mais especificamente, pelo Club Atlético San Lorenzo de Almagro. O clube argentino, fundado por padres salesianos e com fortes raízes católicas, ganhou ainda mais destaque internacional ao ser revelado como o time do coração de Jorge Mario Bergoglio, desde a infância vivida no bairro porteño de Flores. A relação do Papa com o San Lorenzo transcendeu o campo e se confundiu com fé, a identidade e a memória afetiva.
Mas se o amor pelo clube sempre foi inabalável, em 2014 ele alcançou seu momento mais glorioso. Sob o comando do técnico Edgardo Bauza, o San Lorenzo conquistou pela primeira vez a tão sonhada Copa Libertadores da América — um título que parecia inalcançável até então. A equipe mostrou um futebol pragmático, eficiente e muito inteligente na época, marcado por uma defesa sólida e jogadas cirúrgicas no ataque. O time surpreendeu com a conquista inédita iniciada em seu emblemático estádio, Nuevo Gasómetro e concretizada no Paraguai diante do Nacional.
Jogadores como Leandro Romagnoli, símbolo da garra e da história azulgrana, foram fundamentais. Ídolo da torcida e um dos grandes nomes da campanha, Romagnoli representava o elo entre a tradição e aquele time histórico. Ao seu lado, nomes como Ortigoza, Cauteruccio, Piatti, o goleiro Torrico e Mauro Mato também brilharam e fizeram história. A final contra o Nacional do Paraguai, vencida no agregado por 2 a 1, selou o feito que uniu fé e futebol como nunca antes. Muitos apontaram a conquista inédita como mérito do Papa. Mas ele mesmo reconheceu o mérito do trabalho que uma equipe que tinha muito de Bauza, um verdadeiro professor da escola argentina de treinadores.
Pouco depois da conquista continental, os jogadores do San Lorenzo foram recebidos no Vaticano por um emocionado Papa Francisco, que abençoou a taça da Libertadores — uma cena que virou símbolo máximo da comunhão entre o clube e seu torcedor mais ilustre. O San Lorenzo campeão de 2014 não foi apenas um time vencedor. Foi um capítulo inesquecível na vida de um torcedor que, mesmo vestido de branco e vivendo em Roma, nunca deixou de carregar no peito as cores azul e grená. Além disso, o Papa nunca se esqueceu dos ensinamentos que compartilhava em Boedo, bairro tradicional de Buenos Aires onde o San Lorenzo está.
Francisco foi o primeiro Papa do nosso continente, representando durante seu papado muito de seu legado propagado em vida na Argentina, nação sempre aguerrida e batalhadora como ele. Mesmo no Vaticano, Jorge nunca deixou que o futebol se tornasse apenas uma lembrança distante. Em encontros com jogadores e personalidades do esporte, como o inesquecível Diego Maradona, o pontífice mostrava sua paixão pelo jogo com a mesma leveza com que fala sobre a vida.
Maradona, aliás, o reverenciava, mesmo sendo torcedor do rival Boca Juniors — numa daquelas cenas que só o futebol e a fé conseguem proporcionar. Em outro encontro marcante do Papa com grandes nomes do esporte, Oscar Schmidt encontrou o Papa em 2013, para receber a benção na luta contra um câncer no cérebro. E ele venceu essa doença, assim como todos aqueles que tiveram Francisco como aliado em momentos decisivos, dentro e fora de campo. Agora, o histórico pontífice vai se reencontrar com “la mano de Diós”.
• Leonel Álvarez – Bucaramanga: Mais parece ter surgido de uma banda de thrash metal. Seu estilo é o mesmo de seus tempos de jogador, mas dessa vez os cabelos grisalhos, a cara de mal e as tatuagens o deixaram ainda mais roqueiro. Conhecido por priorizar a solidez defensiva e transições rápidas ao ataque, o técnico quer fazer boa campanha com o time colombiano na Libertadores;
• Segundo Castillo – Barcelona de Guayaquil: Ele roubou a cena desde a pré-Libertadores contra o Corinthians, pelo estilo elegante de se vestir para cada jogo. Parece que vai pro Oscar toda vez que entra em campo. O treinador implementa uma estratégia ofensiva com pressão constante e controle de bola, como evidenciado na vitória que o colocou na fase de grupos da competição;
• Gustavo Costas – Racing: Religioso desde criança, sua fé faz toda diferença na sua carreira desde seus tempos no futebol paraguaio. Mesmo treinando cada time tranqueira, ele sai com a vitória de forma inexplicável. É uma versão de Solange Bichara (presidente da Mocidade Alegre) no futebol, carregando centenas de terços em todos os jogos. Gustavo utiliza o esquema 3-5-2, enfatizando alas ofensivos e um meio-campista criativo, resultando em um time eficiente contra clubes brasileiros principalmente;
• Omar de Felippe – Central Córdoba: Charmoso, ele tem uma das histórias mais legais entre os treinadores dessa temporada. De Felippe foi combatente do Exército argentino na Guerra das Malvinas. Ano passado venceu a Copa Argentina e classificou a equipe para a Libertadores. O DT foca em uma defesa organizada e aproveitamento de bolas paradas;
• Abel Ferreira – Palmeiras: Chamado por muito de bruxo ou de ter pacto com o demo, antes suas vitórias eram surreais, dando realmente margem para os boatos de que fazia rituais nos intervalos para vencer. O pacto parece ter acabado, pois até o Cavalinho do Palmeiras anda sem desculpsas para a atual fase do time. Abel adota um estilo de jogo pragmático e eficiente, com ênfase na solidez defensiva, pressão alta e transições rápidas, geralmente utilizando o esquema 4-2-3-1;
• Jorge Almirón – Colo-Colo: Vice da Libertadores por duas vezes, suas aulas com profe Ricardo La Volpe estão fazendo falta há tempos. Mas segue sendo galã no futebol chileno – o que não é muito difícil. Almirón desde seu trabalho no Lanús prefere um futebol ofensivo e de posse, buscando controlar o jogo e criar oportunidades através de movimentação intensa. Também utiliza as linhas lavolpianas como estilo de jogo;
• Néstor Gorosito – Alianza Lima: Recentemente sua frase para definir “La Bombonera” virou meme da torcida e serviu de recado para uma mística do estádio do Boca que não funciona mais. Conhecido por priorizar a posse de bola e um jogo ofensivo, Gorosito está visando devolver o Alianza Lima ao topo do futebol peruano;
• Eduardo Domínguez – Estudiantes de La Plata: Parece ator de filme de suspense que no final não tem nenhum plot-twist interessante. Valoriza a organização defensiva e transições rápidas para o ataque. Sua influência do futebol de Santa Fe (especialmente do Colón), revitalizou o Estudiantes e busca voos altos nessa temporada;
• Javier Rabanal – Independiente del Valle: Importado da Espanha, tenta ser o Ismael Rescalvo 2.0 do futebol equatoriano. Focado em um futebol de posse e flexível no estilo da escola holandesa, onde se fez treinador, coloca o time para se adaptar se às circunstâncias do jogo. Com ênfase na formação de jovens talentos, também quer deixar um legado nessa nova geração do país;
• Fabián Bustos – Universitario: Matemático apaixonado por números e estatísticas, sua paciência é o que mais chama atenção à beira do gramado. Mas também é sistemático com tudo no trabalho. Aposta em um estilo de jogo direto e físico, explorando jogadas aéreas e bolas paradas. Tem vício em crias estratégias para derrotar os adversários;
• Martín Palermo – Olimpia: Está aqui por ser meu xará e pela beleza. Brincadeira. No ano passado venceu seu primeiro título como treinador, que promete ser o de muitos em uma carreira construída na escola Bianchista onde se moldou. Incentiva um ataque posicional, com construção paciente e aproveitamento de espaços em campo. É um dos técnicos mais promissores do continente;
• Diego Aguirre – Peñarol: Um técnico simpático fora de campo, mas dentro se torna um gladiador. Tem métodos de supertição para cada jogo, o que ajuda em sua eficiência tática. Combina solidez defensiva com contra-ataques rápidos, utilizando linhas compactas. Levou o Peñarol longe no ano passado e quer repetir o feito;
• Filipe Luis – Flamengo: Com o cabelo mais invejado do Brasil, atualmente é o melhor técnico da nova geração – o que também não é muito difícil pela qualidade baixa dos colegas. Defensivamente, posiciona o time bem e antecipa jogadas, enquanto no ataque contribui com jogadas precisas e apoio constante, sem depender tanto do adversário. Pode surpreender muito na competição e tomara que não chamem ele pra tranqueira da seleção brasileira;
• Marcelo Gallardo – River Plate: Tão elegante quando o técnico do Barcelona SC, Gallardo tem seu estilo próprio de se vestir e sempre está atento em tratar bem quem está a sua volta. Ele implementou um estilo de jogo intenso, ofensivo e dinâmico. Seu time se destaca pela pressão alta, controle da posse de bola e transições rápidas. River é o time argentino mais bem preparado para a Libertadores e quer voltar a vencer;
• Javier Gandolfi – Atlético Nacional: Os ares de Medellín só deixou Javier mais bonito. Parece ator mexicano das novelas que o SBT adora passar nas tardes da TV. O técnico enfatiza a posse de bola e construção desde a defesa, promovendo um jogo ofensivo equilibrado;
• Guillermo Schelotto – Vélez Sarsfield: Tem cara de vocalista daquelas bandas com nomes estranhos que toca uma vez no Lollapalooza e somem. Um pamonha que não aprendeu nada com Bilardo e Bianchi, pois sempre perde como um bielsista. Prefere um futebol ofensivo com pressão alta e transições rápidas, buscando dominar o adversário. O que raramente tem conseguido!
Qual eles é seu favorito para acompanhar na Libertadores desse ano?