Categoria: Estilo de Vida

Krypto cumpriu a missão: Lançamento de “Superman” aumentou procura por adoção de cães nos EUA

Foto: NYT

Desde a estreia de “Superman” na semana passada, muitos espectadores saíram apaixonados. Por David Corenswet? Não, por Krypto, o cachorro adotado pelo super-herói. No filme, Superman precisa lidar com as trapalhadas e a falta de treinamento de Krypto, mas também conta com a ajuda e a companhia do cãozinho que está sob seus cuidados.

E a participação do cachorro no filme foi tão encantadora que, segundo o aplicativo de treinamento de cães Woofz, o interesse por adoção de cachorros cresceu nos Estados Unidos logo após a estreia de “Superman“. As buscas no Google por “adotar um cachorro perto de mim” aumentaram 513% após o fim de semana de estreia do longa, enquanto as buscas por “adoção de cachorro resgatado perto de mim” aumentaram 163%, segundo os dados divulgados pelo Woofz.

E as buscas por “adotar um schnauzer” aumentaram em 299%, já que Krypto parece ser uma mistura de vira-lata Terrier com Schnauzer. O cachorro super-herói é inteiramente feito em CGI, mas sua aparência foi inspirada no cão da vida real adotado pelo diretor James Gunn: Ozu. O animal de estimação foi resgatado em uma situação de maus tratos. Ele assistiu ao trailer em casa e com latidos aprovou a atuação do Krypto de CGI no filme.

Recentemente, Gunn disse ao The New York Times que usou seus próprios vídeos de Ozu brincando com seu gato como base para alguns dos movimentos de Krypto na tela. “Tenho muitos vídeos deles brincando“, disse o diretor ao Times. “Na verdade, quando Krypto está pulando no Superman no início do filme, tudo isso é baseado em filmagens dele brincando com meu gato.“. Gunn também contou, em suas redes sociais, que adotou Ozu pouco depois de começar a escrever o roteiro de “Superman“, e foi assim que o cão entrou na história.

Atriz venezuelana de Isa TKM está brilhando em ‘Superman‘

Foto: Televisa

Quem acompanhava a novelinha Isa TKM na adolescência provavelmente jamais imaginou que aquela carismática e apaixonada Isa, vivida por María Gabriela de Faría (32), um dia estaria brilhando nas telonas de Hollywood. Pois esse dia chegou. A atriz venezuelana integra o elenco do novo Superman, dirigido por James Gunn, interpretando uma engenheira inteligente, forte e cheia de personalidade. Um papel marcante que mostra o quanto María Gabriela cresceu como artista, sem perder o brilho que sempre a acompanhou desde os tempos da Nickelodeon.

Nascida em Caracas, María Gabriela começou sua carreira ainda criança na televisão venezuelana. Mas foi com Isa TKM, sucesso em toda a América Latina, que conquistou o coração de uma geração. Sua atuação leve e espontânea, combinada ao carisma natural, fez dela uma das estrelas teens mais queridas dos anos 2000. Após o sucesso na América Latina, ela continuou sua trajetória com papéis importantes em séries e filmes internacionais, incluindo produções nos Estados Unidos, sempre mostrando versatilidade e talento.

Em Superman, María Gabriela mostra toda a sua maturidade artística ao interpretar a Engenheira, determinada a ser uma grande vilã, que contribui com inteligência e coragem para os desafios traçados por Lex Luthor. Sua presença em cena é magnética, e sua atuação consegue ser ao mesmo tempo técnica e radiante, provando que ela não está ali por acaso — ela conquistou esse espaço com muito trabalho, dedicação e talento genuíno.

Foto/Reprod: Televisa

Ver uma atriz venezuelana alcançando esse nível de reconhecimento em Hollywood é motivo de orgulho para toda a América Latina. María Gabriela de Faría é a prova de que o talento latino pode — e deve — estar presente nos grandes filmes do cinema mundial. E o mais bonito é ver que, mesmo depois de tantos anos, ela segue cativando o público, agora com papéis mais maduros, mas com a mesma autenticidade de sempre.

Do mundo pop adolescente para o universo dos super-heróis, María Gabriela construiu uma carreira admirável. E se depender do que ela mostrou em Superman, essa nova fase promete ser ainda mais grandiosa. E só pra deixar claro: Isa TKM na Venezuela é maior que o RBD!

Smurfs: Trilha sonora e aventuras seguram o filme dos azuis

Foto: Paramount

Eles voltaram com tudo. “Smurfs” é aquele tipo de filme que conquista logo de cara pela leveza, pelo bom humor e, claro, pela trilha sonora contagiante. Mesmo com um roteiro que em alguns momentos escorrega para o lado mais previsível ou preguiçoso, a produção compensa com carisma, ritmo e um visual encantador. É difícil sair da sessão sem sorrir, cantarolar alguma música ou se apegar a algum dos pequenos personagens azuis.

A trilha sonora é, sem dúvidas, um dos pontos altos do filme. Ela embala a narrativa com energia, cria atmosfera nas cenas mais emotivas e dá o tom das aventuras com um frescor que agrada desde o público infantil até os adultos nostálgicos que cresceram acompanhando os Smurfs. A trilha dessa vez é reforçada pelo brilho e talento de Rihanna.

Mas o que realmente torna o filme especial é a mensagem que ele carrega: a importância de descobrir nosso dom, nosso talento único — e entender que nunca é tarde para isso. Em um mundo que pressiona por respostas rápidas e caminhos prontos, os Smurfs nos lembram que cada um tem seu tempo e que o processo de autodescoberta é tão importante quanto o resultado final.

Para esse mês das férias, “Smurfs” é um filme que diverte, embala e inspira qualquer geração. Uma mistura de fofura, comédia e reflexão leve que faz valer o tempo na frente da tela. No entanto, o filme estreia em um mês concorrido de franquias pesadas como Jurrassic Park, Superman, o badalado Formula 1 e o futuro bilionário Lilo & Stitch.

Lilo & Stitch: Funciona mais pra geração Enzo do que pra geração do desenho

Roteiro deixou a desejar pela mega promoção feita. Geração Enzo/Valentina dão um banho de educação nas sessões, enquanto os adultos não calam a boca. Até quando?

Foto: Disney Plus

A versão live-action de Lilo & Stitch chegou cercada de expectativa e nostalgia. A divulgação foi pesada, a promessa era grande — afinal, estamos falando de um clássico querido da geração que cresceu vendo o desenho original nas tardes de sábado ou nas fitas VHS. Mas, no fim das contas, o que entregaram foi um filme com ritmo arrastado, que tenta, sem muito fôlego, alcançar o coração dos fãs antigos.

O roteiro demora a engatar e parece se esforçar demais para parecer “fofinho”, o que tira um pouco da naturalidade da história. A relação entre Lilo e Stitch ainda é o ponto alto, mas falta aquele calor que o original sabia oferecer — aquele que fazia a gente rir, chorar e repetir a frase “ohana quer dizer família” com os olhos cheios d’água. No entanto, o filme funciona — só que para outro público.

Dá pra perceber que ele foi pensado muito mais para a geração “Enzo/Valentina” do que pra quem já sabe de cor a trilha sonora original. É leve, colorido, rende algumas risadas e entrega uma boa mensagem sobre amizade verdadeira e os valores que realmente importam. No fim, é um típico “Sessão da Tarde”: passa o tempo, diverte em momentos pontuais, mas não emociona de verdade. Pra quem cresceu com o desenho, fica aquele gostinho de que poderiam ter feito mais. Ou, pelo menos, feito melhor.

Ao menos, a experiência de ir ao cinema ainda é válida só pela abertura lindíssima da Disney que sempre nos transporta para aquele mundo onde um rato nos comanda. Falando na geração Enzos, que torcem para o P$G, eles tem dado um show de educação no cinema atualmente. Desde “Moana” e outros filmes “infantis”, tenho tido boas experiências com crianças no cinema. Em compensação, os adultos estão cada dia piores. Parece que desaprenderam a se comportarem no cinema pós-pandemia.

Que falta faz o Wolverine mandando o pessoal calar a boca e desligar o celular durante a sessão antes do filme começar. Por essas e outras, muitas pessoas estão esperando os filmes nos streamings para verem no conforto do seu lar sem ninguém atrapalhar. Errados não estão. Aliás, Lilo & Stitch é um dos filmes que também valem a pena esperar em casa. Guarde seu dinheiro para os próximos lançamentos ou pro Missão Impossível – O acerto final (esse sim, precisa ser vivido na telona).

Missão Impossível – O Acerto Final: Filme caberia em 2h, mas entrega na ação como ninguém

Foto: IMAX

Ethan Hunt está de volta em Missão Impossível – O Acerto Final. E se esse realmente for o capítulo final da franquia com Tom Cruise à frente, ele encerra sua trajetória com um salto digno de aplausos. A missão é, como sempre, impossível, mas o que vemos na tela é um espetáculo coreografado com precisão, adrenalina e o carisma habitual do protagonista. O filme começa de forma morna, é verdade — a primeira hora tem um ritmo meio arrastado, com diálogos extensos e uma construção narrativa que poderia ter sido mais enxuta. Em termos de duração, duas horas bastariam. Mas quando o filme engrena, ele simplesmente voa e entrega tudo o que os fãs da franquia mais ama.

Sai da sessão sem arrependimentos de ter ido ver o filme em plena segunda – e aliviada que nenhuma notícia ruim chegou no meu celular em 3 horas de modo avião. As sequências de ação são intensas, bem filmadas, criativas e colocam muitos outros blockbusters recentes no bolso. É um prato cheio para quem gosta de adrenalina, perseguições bem coreografadas, tiroteios e explosões milimetricamente cronometradas que tiram o fôlego. Para quem não acompanha a saga desde o início, é um filme que entretém com força, sem exigir conhecimento profundo dos anteriores.

Tom Cruise, mais uma vez, prova por que se tornou sinônimo do gênero. Ele não apenas interpreta Ethan Hunt — ele é o Ethan Hunt. Seu comprometimento com as cenas perigosas e a entrega física ao personagem continuam impressionando. Mesmo com uma “idade já avançada” para filmes de ação, Cruise não decepciona e reafirma sua paixão pelo cinema como espetáculo. É quase impossível pensar em outro ator com tamanha dedicação ao gênero.

Missão Impossível 8 talvez não vá brilhar nas grandes premiações, mas não é esse o propósito. O filme é uma experiência visual, algo que deve ser vivido na sala de cinema, com som potente e tela grande. Não é uma produção para esperar chegar no streaming. Vale cada centavo do ingresso, e é, sem dúvida, um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. Um marco de encerramento que honra tudo o que a saga construiu.

E o melhor: Maio veio para limpar a barra de abril, que foi um mês fraco, quase desolador para os cinéfilos. Agora, com Missão Impossível 8 e outros grandes títulos em cartaz, quem ama cinema finalmente pode comemorar. Maio está sendo um presente — e O Acerto Final é um dos laços mais vistosos desse pacote.

Nem a comunidade quer Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio

Escola tem nomes como Mileide Mihaile e Erika Januza entre opções, mas prefere alguém que nunca pisou numa quadra

Foto/Reprodução: G1

A possibilidade de Virgínia Fonseca assumir o posto de rainha de bateria da Grande Rio vem causando desconforto até entre os integrantes da comunidade da escola. A influenciadora pode substituir Paolla Oliveira, que se despediu da função após anos de dedicação e participação ativa, não só nos desfiles, mas também no dia a dia da agremiação. Paolla era presença constante nos ensaios, nas festas com os ritmistas e, acima de tudo, era respeitada por sua entrega à escola. A conexão construída com a comunidade e com a bateria de Mestre Fafá fez com que ela fosse considerada uma verdadeira integrante da Grande Rio, e não apenas uma celebridade no posto.

Mestre Fafá, inclusive, destacou nas últimas entrevistas o carinho e o respeito por Paolla, lembrando que ela esteve presente no momento mais glorioso da história da escola: o título de campeã do Carnaval de 2022. E também ajudou muito a escola na pandemia, fazendo doações e ajudando em tudo no que poderia os integrantes de sua bateria. Esse triunfo de 2022 ficou marcado pela força do enredo, pela potência da bateria e pela entrega da Rainha. Paolla viveu duas fases no posto, mas foi nesse retorno que consolidou seu nome como eterno símbolo da Grande Rio. Sua despedida em 2025 foi muito especial. Em 2024, vestida de onça, fez um desfile emblemática e emocionante para quem acompanhou de perto sua trajetória.

Diante disso, a possível escolha de Virgínia Fonseca como nova rainha tem sido vista como uma quebra de identidade. Ainda que tenha números expressivos nas redes sociais, ela não tem qualquer vínculo com o universo do samba ou com a comunidade de Duque de Caxias. Ela nem sambar sabe. Para muitos integrantes da escola e para a própria comunidade, trata-se de uma tentativa de transformar um posto conquistado com suor e afeto em vitrine midiática. A escolha de uma celebridade sem vivência na escola pode soar como desrespeitosa diante da história construída nos últimos anos.

Além disso, a Grande Rio tem alternativas que agradariam muito mais à sua comunidade. A escola conta com nomes como Mileide Mihaile, que desfila há anos, tem samba no pé, carisma e já é figura conhecida e respeitada internamente. Outra opção é Erika Januza, que deixou a Viradouro recentemente e seria recebida com entusiasmo em Caxias. São duas mulheres que, além da beleza e presença, carregam história e envolvimento com o Carnaval, exatamente o que se espera de uma rainha de bateria.

A escolha de Virgínia, se confirmada, poderá ser interpretada como uma ruptura com o legado deixado por Paolla Oliveira. Um legado de comprometimento, de pé no chão e de identidade comunitária, que fez da Grande Rio uma escola ainda mais respeitada e próxima de sua gente. Que o brilho do Carnaval não seja ofuscado por decisões puramente estratégicas ou comerciais. Afinal, na avenida, o que faz diferença é a verdade do samba. Uma influencer que não respeita nem seus seguidores, se veste de Suzane Von Richthofen para depor em uma CPI, não agrega em nada no Carnaval – muito menos ocupando o posto mais importante de uma musa em uma das escolas que, saiu do rótulo de “puxadinho do Projac”, para mudar de patamar na Liesa nos últimos seis anos. Agora, a Grande Rio está jogando fora tudo o que construiu, se apequenando novamente por pura engajamento barato.