Categoria: Estilo de Vida

Como Flavinho Coelho fez história em uma década

Talvez você não o conheça, mas já ouviu o violão dele tocando várias vezes. Flavinho Coelho carrega um legado musical impressionante no sertanejo. O violonista se destacou nos arranjos que ajudaram a fazer o sertanejo universitário sucesso nacional, com sua trajetória musical começando de forma inusitada. O violonista iniciou sua carreira ao lado de João Bosco & Vinícius com apenas 14 anos. O primeiro projeto de Flavinho com a dupla foi o famoso disco “Acústico no Bar”, um trabalho que, na época, circulou muito em cópias piratas. Inclusive o Bruninho, da dupla com Davi, vendia bastante para a galera universitária. Estou citando ele aqui porque, mais tarde, a história dele com a de Flavinho irá se cruzar.

Apesar da venda informal, o disco se tornou um estouro e teve grande impacto no cenário sertanejo do Matogrosso do Sul. Esse disco ajudou a solidificar os primeiros arranjos de Flavinho na memória do público como as músicas “Magia e Mistério”, “Tatuagem”, “Faz de Conta” e “Quero provar que te Amo”. Ele ficou na estrada com a dupla por dez anos, conquistando espaço e muito respeito no meio musical. O violonista já fez diversos trabalho de gravações com outros artistas também, sempre destacando-se no violão, seu instrumento-chave.

Após essa fase com João Bosco & Vinícius, Flavinho decidiu seguir um novo caminho, trabalhando com o agronegócio. Mas nunca deixou a música de lado. Nesse novo momento da carreira, ele esteve em projetos incríveis que se tornaram marcas registradas em várias produções sertanejas. A sua contribuição não se limitou a grandes nomes como Michel Teló no programa especial ‘Bem Sertanejo’, mas também se estendeu a artistas como Gusttavo Lima (DVD 50/50), Munhoz & Mariano (Ao vivo em Campo Grande) e no projeto “Segura Maracaju”, acústico onde reviveu sua parceria com João Bosco & Vinícius. Inclusive, ele jamais pode tocar em algum lugar sem que peçam para ele tocar a música “Semi-luz”.

A trajetória de Flavinho Coelho também está intimamente ligada ao seu estado natal, o Mato Grosso do Sul. As influências da região transparecem em seu trabalho e no modo como ele contribuiu para o nascimento do sertanejo universitário. Sua linguagem no violão se tornou diferenciada por isso. Seu estilo, com influências da vaneira, do chamamé e do rasqueado se consolidou no Brasil durante a década de 2000 e Flavinho esteve ali, no epicentro desse movimento, responsável por hits atemporais que se tornaram grandes sucessos de uma geração.

Além de sua ligação com grandes nomes do sertanejo, Flavinho também tem um vínculo forte com sua família musical. Ele é irmão de Euler Coelho, um talentoso compositor que assinou hits como “Chora Me Liga” e “Voa Beija-Flor”. A influência musical em sua casa foi essencial para o seu desenvolvimento como violonista e para sua incursão no mundo da música. Flavinho esteve nos principais álbuns de JB&V de 2002 a 2012, entre eles o primeiro DVD da dupla, em 2005; e o marcante ao vivo de Ribeirão Preto, em 2010. Em uma década ele fez parte de um capítulo fundamental para a recente história do sertanejo.

Lembram que citei o Bruninho (Davi)? Foi também em 2010 que a jovem dupla estava começando a se lançar no mercado. Durante um show de João e Vinícius, em Campo Grande, eles invadiram o palco para cantar a música “Zona Sul”, primeiro hit deles. Decidiram naquele momento gravarem um video em cima da hora, na loucura. Até hoje está disponível no Youtube (Confira Aqui) e vez ou outra aparece como sugestão para eu ficar rindo do Flavinho, que estava na banda tocando a música que ele nem sabia… Eu brinco que ele fez parte do começo da carreira deles nesse sentido. Até porque, anos depois, Bruninho se tornou produtor musical de seus próprios projetos, convidando Flavinho para gravar faixas no DVD “Violada” e também na produção que Bruninho fez com a dupla Marco Antonio & Gabriel. A música “Presente do Vovô”, é praticamente um hino não-oficial de Campo Grande e tem o violão de Flavinho nela.

Nesses recentes trabalhos, ele demonstrou mais uma vez o quão único e talentoso é em cada acorde do violão, trazendo sua técnica refinada e sua sensibilidade musical para cada canção. Hoje, Flavinho não está mais na correria da estrada como antes, mas continua deixando sua marca na música. Atualmente, ele se dedica ao projeto Modão & Moagem, um trabalho que resgata a essência do sertanejo de raiz, mas com sua identidade musical refinada ao lado do parceiro Edson. Flavinho faz segunda-voz além de tocar. Sempre falo que ele só perde para o Santiago, do Guilherme, como melhor segundeiro do Brasil.

A gente fala isso brincando, pois é claro que temos a maior admiração pelo Santiago. E como gosto de elogiar o Flavinho, dizer que ele só perde para o Santiago é uma forma de elogio. Por curiosidade, eles são amigos, um dos tantos que Flavinho conquistou ao longo de sua lida na estrada. Guilherme & Santiago também já gravaram uma composição do Flavinho, feita com Euler. Sim, além de ótimo músico ele tem “o hobby” da composição.

Diferente da rotina intensa de turnês que ele vivia com João Bosco & Vinícius, o Modão & Moagem permite que ele continue fazendo música de forma mais tranquila, sem abrir mão da qualidade de vida e da paixão pelo violão. O projeto já contou com um feat de Fred & Fabrício e, em breve, terá um lançamento justamente com Guilherme & Santiago. Nada melhor que juntar o pai da segunda voz (Santiago) com seu pupilo (Flavinho), não é mesmo… Falando em pupilo, o violonista, como muitos de seus colegas, é muito fã de Marco Abreu, Paulinho Ferreira e Ivan Miyazato, outros três gênios do violão. Um ídolo à parte dele é o Almir Sater. Ele tem tanto bom gosto que assim como eu e Fátima Leão, Flavinho odeia A BOATE AZUL! (Saturaram essa música, vamos combinar…)

Com sua técnica impecável e um ouvido apurado para tirar qualquer música sem partitura, Flavinho Coelho é um músico diferenciado dos demais e nunca precisou buscar uma música no Cifras.com. Poucos sabem tirar onda tocando uma “Ligação Urbana” sem colar ou errar no acorde, por exemplo. Flavinho consegue isso e muito mais sendo o fenômeno que se tornou no violão. Mesmo longe dos holofotes, o violonista é considerado um dos melhores do país, sendo referência para quem entende de sertanejo e reconhece o valor de um grande músico como ele.

Foto: Arquivo

20 anos do emblemático “Limão com Mel – Ao Vivo no Olympia”

O forró nordestino escreveu um dos capítulos mais grandiosos de sua história em 2005. No coração de São Paulo, em um dos palcos mais icônicos do país, a banda Limão com Mel não apenas lotou o Olympia, mas transformou aquela noite em um espetáculo inesquecível. O resultado? Um emblemático DVD que mudou a história desse gênero musical. “Um Amor de Novela – Ao Vivo no Olympia” rompeu suas barreiras e consolidou a banda como uma das maiores do Brasil no cenário que colocou o forró como protagonista das rádios dentro e fora do Nordeste.

Hoje, duas décadas depois, a grandiosidade desse projeto continua ecoando e chama ainda mais atenção por tudo que foi realizado. O que parecia um desafio quase impossível – uma banda de forró vinda do Nordeste dominar o principal palco da capital paulista – se tornou uma consagração. Com um repertório recheado de sucessos autorais, ingressos esgotados e interpretações emocionantes de Batista Lima à frente dos vocais e da direção musical, guiou a Limão com Mel por um show impecável que nunca foi esquecido. Do início ao fim, a banda foi levando o público a momentos de pura euforia que ficaram registrados no melhor álbum ao vivo da Limão.

O Olympia, palco que já havia recebido lendas da MPB, do samba e do sertanejo, abriu suas portas para um gênero que, por muitos anos, lutou por reconhecimento nacional. Mas naquela noite, não havia dúvidas: o forró tinha conquistado de vez seu espaço. Com uma produção cinematográfica à la Hollywood, iluminação e estrutura de ponta, o DVD registrou o auge da banda e se tornou um dos trabalhos mais emblemáticos da história do ritmo nordestino. Músicos como o sanfoneiro Maestro Pica-pau, são lembrados até hoje pelo trabalho feito nesse projeto.

Canções como “Um Amor de Novela”, “Esse Amor É Mil”, “Toma Conta de Mim”, “Play Record” e “Tome Amor” se tornaram verdadeiros hinos. A energia daquela gravação, com aquela formação da banda, junto do repertório que emplacou sucessos, se perpetuou por gerações. O impacto desse disco foi tão grande que o projeto ajudou também a abrir portas para outras bandas do segmento, solidificando o forró como um movimento de alcance nacional podendo dominar os palcos fora da região de sua origem.

Em seus 20 aninhos, o “Ao Vivo no Olympia” da Limão segue sendo uma referência. Ele foi um verdadeiro divisor de águas que reafirmou a força do forró e da cultura nordestina, para quem ousava ainda duvidar que uma banda lotaria aquele sagrado lugar da música brasileira. Para os fãs da Limão com Mel – e para os amantes do gênero que só cresce a cada dia – esse DVD não é apenas um disco ao vivo bem feito: ele é uma celebração, uma obra-prima e um orgulho para os forrozeiros de plantão.

Confira o Ao Vivo completo na Deezer, onde também tem as melhores playlist’s de forró: Limão com Mel – Ao vivo no Olympia

Amargurado, César Augusto esquece do próprio legado em entrevista

Foto: Youtube

César Augusto é, sem sombra de dúvida, um dos maiores compositores e produtores da música sertaneja. Seu nome está gravado em álbuns icônicos, em canções que embalaram gerações e em parcerias que ajudaram a moldar o sucesso da música brasileira. No entanto, em sua mais recente entrevista, ele pareceu mais preocupado em ajustar contas com o passado do que em celebrar a grandiosidade de sua trajetória.

Foi uma conversa carregada de ressentimento, com indiretas, recados diretos e desabafos que, embora tenham seu lugar, acabaram deixando de lado algo muito mais importante: sua própria história. Ele tem todo o direito de falar o que pensa, por ser quem é. Mas o que poderia ser um registro riquíssimo de sua carreira virou um palco de mágoas ou uma sessão de terapia em Campinas, sem espaço para uma real imersão em tudo o que ele construiu.

Por exemplo, faltaram menções essenciais a nomes como Lucas Robles e Nil Bernardes, parceiros que tiveram participação ativa em sua jornada musical. O produtor Piska, figura fundamental no sertanejo, também não teve o devido reconhecimento, mencionado apenas em alguns minutos de uma resposta no início da entrevista. Assim como César Rossini, outro nome que esteve ao lado de César Augusto em momentos fundamentais de sua carreia, inclusive sendo parceiro na dupla Cesar & Cesar.

Além disso, o diálogo deixou de lado diversas composições memoráveis que mereciam uma explicação. A música “Mentira que Virou Paixão”, no disco de Leonardo em 1999, teve a gravação de todos os instrumentos pelo Piska? Por que a música repete o arranjo do início no meio? Leonardo só gravou a primeira parte e teve uma emenda? Como foi fazer a versão que foi o feat de Leonardo com Alan Jackson, “Meu grito de Amor”?

Outra música que merecia atenção era a “Felicidade, que Saudade de Você”. Por que ela é tão profunda e diferente da linguagem da época? Como foi feita? A música “Antes de Voltar pra Casa”, de quem foi a ideia de fazer um arranjo tão marcante? Ela tem uso de terça voz e ecos, isso a fez ser destaque naquele disco de 2000? Álbum considerado o melhor de Zezé di Camargo & Luciano por muitos críticos. Como foi a produção da “Tarde Demais” com Chrystian, autor da música, fazendo backing vocal no disco? A música “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” é muito a frente ao seu tempo, como ela foi feita na questão dos arranjos? Como a “Sonho de Amor”, uma regravação pop, entrou no repertório de Zezé e Luciano?

Esses são apenas alguns exemplos de canções que carregam a assinatura de César Augusto, seja na produção ou na composição, mas que foram ignoradas na conversa. Outro assunto que seria incrível abordar era sobre a produção do DVD de Zezé Di Camargo & Luciano Ao Vivo (2000), um marco na carreira da dupla, que sequer foi mencionada. Assim como os álbuns de 1995 (o mais vendido da dupla), de 1998 (considerado o mais conceitual de ZC&L), ou o disco Double Face que venceu o Grammy Latino em 2010. Todos esses projetos são verdadeiras referências no gênero até hoje.

Mais um ponto que merecia uma profundidade na sessão de terapia, ops, entrevista, foi seu trabalho com Eduardo Costa. A música “Anjo Protetor”, composta em parceria com o cantor, é um dos destaques dessa colaboração, mas passou despercebida. Músicas feitas por César Augusto e Cláudio Noam, como a “Eu Aposto” nem foram lembradas. E porquê não citar outras que fizeram parte, por exemplo, do disco “Pecado de Amor”, eleito por muitos o melhor trabalho de Eduardo Costa em estúdio. Parte desse repertório integrou o “Acústico” do cantor gravado no Brook’s Bar em São Paulo, que é um marco na carreira de Eduardo. O DNA das composições de César estão em muitos desses trabalhos do cantor mineiro.

O mesmo vale para clássicos como “Pare!”, que teve uma história bonita com uma fã, mas não teve detalhes do arranjo e da gravação contados. Piska também gravou todos os instrumentos nela? E a querida “Minha Estrela Perdida” – aliás, quando ele finalmente ia falar sobre essa obra, a entrevista tomou outro rumo e o assunto se perdeu. Só sabemos que a coitada levou nota 3 de um famoso cantor.

E não foi só com Zezé & Luciano e Eduardo Costa que faltou aprofundamento. Grandes discos de Gian & Giovani e Bruno & Marrone também ficaram de fora. O álbum “Cilada de Amor” (1999) e o icônico “Paixão Demais” (2000), que traz a gravação única de “Passou da Conta”, são registros importantíssimos do sertanejo e têm a marca de César Augusto, mas pouco (ou nada) foi dito sobre eles. A clássica “Agarrada em Mim”, nem preciso dizer que passou batida também. Assim como “Cansei de Namorar a Solidão”, feita para a dupla Gian & Giovani em 1993.

Outras obras que mereciam uma boa história contada para o público eram “Madrugada em meu Olhar” (ZC&L 1994), “Vem ficar Comigo” (ZC&L 1995), “Demorou Demais” (ZC&L 2000), “Alguém” (João Paulo & Daniel 1995), “Ela tem o dom de me fazer Chorar” (JP&D 1997), “Eu era Assim” (ZC&L 2002), “Diz pro meu Olhar” (ZC&L 2001) e “Loucura Demais” (Chrystian & Ralf 1993).

No fim das contas, a entrevista decepcionou por dois motivos. Faltou conhecimento e vontade por parte do host do podcast (como sempre), pois parece que ele aprendeu sobre sertanejo no Wikipédia. Mas também faltou o entrevistado olhar mais para seu grande legado na música, dentro e até mesmo fora do sertanejo, do que para os rancores do passado. Uma pena!

Fiquem aí com a “Antes de Voltar pra Casa” pra animar o dia de vocês, já que ela segue com segredos de sua produção guardados…

Personagens de ‘Vale o Escrito’ inspiram fantasias de Carnaval mais uma vez

Com o sucesso da série documental Vale o Escrito, não seria surpresa se os personagens que marcaram a série virassem inspiração para as fantasias do Carnaval 2025, assim como aconteceu em 2024. Do luxo dos bicheiros à força das milícias, passando pelo bom humor do delegado Vinícius Jorge, há material de sobra para quem quer chamar atenção na avenida ou nos blocos de rua. Vamos às ideias:

Maninho – Icônico bicheiro do Salgueiro

Se a ideia é homenagear Waldemir Paes Garcia, o Maninho, a fantasia pede um visual colorido no estilo Agostinho Carrara de A Grande Família. Maninho na verdade tem dois estilos: antes e depois de Ana Cláudia, sua mulher oficial na fase das maquininhas que foi coroada a primeira rainha de bateria do Salgueiro em 2004.

Tanto com terno bem cortado, óculos escuros e um charuto de mentira na mão, quanto vestido de amarelo gema de ovo, você estará na beca para ser o Maninho. Para dar o toque carnavalesco, que tal um blazer vermelho e dourado, nas cores do Salgueiro? Só não seja pavil curto e evite sair na mão com alguém como ele fazia.

Castor de Andrade – O Magnata do Jogo

O look de Castor de Andrade é puro luxo. Terno branco impecável, gravata colorida (verde da Mocidade ou laranja do Bangu) e muitos anéis com colares dourados. Como ele tinha grande ligação justamente com o Bangu e a Mocidade Independente de Padre Miguel, uma opção é customizar a fantasia com detalhes das cores dessas instituições. Além de carregar um “bloquinho” de cédulas cenográficas para distribuir pelo caminho com a cara dele estampada, leve um baralho para o carteado.

Piruinha – O mais carismático dos bicheiros

Para quem quer um visual mais despojado, a inspiração em Piruinha pode vir com um traje bem Zeca Pagodinho. Óculos do tamanho daqueles que o Daniel Diau usa na banda Calcinha Preta, uma regata com short colorido do Bob Esponja e chinelo das cores da Portela no pé combinavam com Piruinha. Um detalhe interessante seria um broche com os números do jogo do bicho, reforçando a origem da grana.

Recentemente, Piruinha se tornou uma lenda e nos deixou. Mas sempre será lembrado pela sua generosidade com as comunidades que convivia e pelo jeito leve de levar a vida – com samba e mulheres.

Adriano da Nóbrega – O Luca Brasi brasileiro

Ex-capitão do Bope e nome forte da milícia de Rio das Pedras, Adriano virou um dos personagens mais controversos da série. A fantasia pode misturar elementos de um uniforme tático com acessórios carnavalescos (coloque bastante acessório com brilho e strass pra não ser confundido…). O estilo do Adriano pode ser remetido ao seu período de Bope ou também de milícia, quando andava de camiseta gola polo, imitação do relógio Richard Mille e colar dourado no pescoço.

Se quiser ousar pra botar medo nos inimigos, pode pegar ainda aquele look do Luca Brasi, de O Poderoso Chefão. Quero ver alguém ter coragem de pisar no nosso pé durante o bloco com essas vestimentas de impor respeito.

Bernardo Bello – Cosplay de Abraham Lincoln

A nova geração do bicho pede uma fantasia atualizada. O visual deve incluir camisa social de marca famosa, tênis de grife e uma pochete estilizada (que virou um símbolo dos “novos milionários”). Para brincar com a referência, uma credencial da Vila Isabel fictícia de “presidente da escola/chefe do jogo” pode ser um bom acessório. O cabelo grudado e a barba para o disfarce ao gravar a série também não podem faltar. Ficou parecendo o político norte-americano…

Rogério Andrade – O Michael Corleone carioca

Ele jura não ser homem de vingança. Meses depois de um atentado que sofreu, uma porrada de gente morreu. Nosso Michael Corleone do Rio tem um estilo requintado dos veteranos. Rogério pede uma fantasia clássica de bicheiro, mas com um toque mais robusto. Terno escuro, cabelo impecável e postura de vaidoso são marcas para a fantasia de quem quer ser o patrono da Mocidade.

Talvez até uma miniatura de caça-níquel pendurada no pescoço seriam boas referências para trazer leveza ao personagem, junto com uma camiseta bem colada para mostrar que está bem malhado.

Capitão Guimarães – Do Exército ao Bicho

A farda camuflada, misturada com adereços dourados, pode representar a trajetória do Capitão Guimarães. Para completar, uma faixa de presidente do jogo do bicho com a inscrição “Rei do Jogo” daria um tom carnavalesco. O Capitão é discreto em seus looks, mas se tornou a figura mais marcante do jogo nos últimos tempos pela sua relevância na cúpula.

Anísio Abraão Davi – Comandante da Beija-Flor

Anísio pode ser representado com um look azul e branco, inspirado na Beija-Flor, mas sem perder o estilo bicheiro. Para dar um toque irreverente, um colar com números da loteria poderia ser um bom detalhe. Ou um beija-flor bem grande como muitos da escola gostam de usar. O chapéu panamá com faixa azul também não pode faltar na fantasia de Anísio. Leve rosas para distribuir fazendo referência ao enredo de 2011 da escola, que foi Roberto Carlos.

Delegado Vinícius Jorge – O melhor de Vale o Escrito

Se tem um personagem que roubou a cena em Vale o Escrito, foi o delegado Vinícius Jorge. Seu jeito irreverente de narrar os crimes virou um espetáculo à parte. A fantasia ideal? Camisa branca e acessórios que remetem ao jogo do bicho. Vale levar algo para reproduzir as frases icônicas com bom humor, como quando ele se refere ao Zé Personal: “Esse cara era um prego, um Zé Mané…”.

Qual será seu escolhido? Com tantas opções, o Carnaval 2025 promete ser um verdadeiro desfile do submundo carioca homenageando a melhor série feita sobre o assunto. Afinal, se a vida imita a arte, nada mais justo do que o jogo do bicho virar um universo de fantasias – pelo menos na folia!

“Diogo na Cozinha” surpreende com lado intimista de Diogo Nogueira

Foto: Instagram

Se você ainda não assistiu ao Diogo na Cozinha, programa comandado por Diogo Nogueira no GNT, reverse na agenda todas as segundas-feiras, às 21h. Integrando a programação de verão do canal, o cantor e compositlr proporciona uma experiência deliciosa – em todos os sentidos! Diogo mostra seu talento, agora como apresentador, trazendo à telinha uma faceta intimista e cheia de carisma que só confirma o que já sabemos: Diogo é um artista completo.

Reconhecido no samba pela voz inconfundível e pelas belas letras que já compôs nos enredos do carnaval, Diogo não apenas faz música; ele cria histórias e emoções que se transformam em trilhas sonoras da vida de muita gente. Nessa nova empreitada como apresentador, ele prova que sua versatilidade vai muito além dos palcos e do estúdio. Essa versão chef de cozinha nós já sabíamos que ele tinha, pois sempre aparece ao lado de Paolla Oliveira cozinhando em uma tarde de domingo nas redes sociais.

Dessa vez, além de cozinhar para convidados especiais nos episódios do programa, compartilha receitas que fazem parte do seu dia a dia, sem complicações e com muito sabor para o público também fazer em casa. De quebra ele também dá dicas de drinks para aproveitar o calor da estação. O programa é incrível ao misturar boa conversa, culinária de primeira e claro, a leveza de quem domina a arte de encantar em tudo no que faz. Entre panelas e receitas, Diogo recebe seus convidados, conta histórias e mostra um lado descontraído que faz com que o público se sinta na cozinha de casa, em ótima companhia.

Na estreia do Diogo na Cozinha, ele fez o prato que conquistou Paolla. Inclusive ela foi a primeira convidada, junto do cantor Criolo. Diogo Nogueira continua se reinventando, mantendo a essência que o consagrou no samba, mas mostrando que seu talento vai muito além da música. Se o futebol perdeu um jogador do Flamengo (sonho que Diogo já teve), a música ganhou uma estrela.

Agora a TV também tem um novo host, para programas de entretenimento e de boas histórias pra contar. Com Diogo na Cozinha, ele não só nos alimenta de sabor, mas também de cultura, música de qualidade e inspiração. Se ainda não entrou nessa roda de samba e sabor, dá tempo de conferir os próximos episódios. Vai ter receita para o verão e até mesmo para o carnaval. Pra encerrar, falando em verão, além da música “Pé na Areia”, Diogo também tem uma outra música que é a cara da melhor estação do ano: “Bota pra Tocar Tim Maia”. Coloquem na playlist!

Foto: Reprodução/GNT

Com céu colorido, Avellaneda assiste estreia do Independiente na temporada

O céu nublado logo abriu espaço no fim da tarde para a estreia do Independiente na temporada 2025. O time rojo conquistou a primeira vitória suada e emocionante contra o Sarmiento por 2×1 na noite de hoje, no lendário Estádio Libertadores da América. Em um jogo intenso, os diabólicos vermelhos abriram o placar no primeiro tempo, fazendo ainda no primeiro tempo 2×0. O Sarmiento descontou no segundo tempo, mas o time da casa manteve sua vantagem levando a torcida ao delírio em Avellaneda com a vitória na primeira rodada do Apertura. A atmosfera pulsante da casa do “Rey de Copas” foi fundamental para impulsionar o time a buscar os três pontos nesse início de campeonato, provando mais uma vez por que jogar ali é tão especial.

Avellaneda é um lugar mágico para os amantes de futebol. O bairro, conhecido por abrigar dois gigantes times porteños de rivalidade máxima – Independiente e Racing – se transforma em dias de jogo. O clima é único, com as ruas tomadas por torcedores vestindo vermelho, e o pôr do sol é um espetáculo à parte, como o de hoje. Tingindo o céu com tons alaranjados e lilás de algodão doce, a beleza do fim de tarde se misturam às bandeiras e faixas da torcida, junto com o dominante vermelho do estádio que leva o nome de Ricardo Bochini. É como se o bairro inteiro conspirasse para criar o cenário perfeito para o futebol voltar a ser o centro das atenções para os argentinos na temporada que se inicia.

O Estádio Libertadores da América não é apenas um lugar para ver partidas, mas também um templo repleto de história que vale a pena o passeio. O estádio exibe com orgulho a grandeza do clube que carrega em sua trajetória 7 Copas Libertadores. E há outra figura que merece destaque: José Omar Pastoriza, o treinador que ajudou a consolidar a fama do “Rey de Copas”. Suas pinturas no entorno do estádio, é uma parada obrigatória para quem quer entender a alma do Independiente. Durante o verão, melhor estação do ano; o Independiente abre a piscina para seus sócios. O lugar é muito tranquilo e tem espaço para aproveitar uma bela tarde no clube do coração.

A experiência em dias de jogos vai além do futebol. As ruas ao redor do estádio oferecem uma explosão de sabores gastronômicos. É impossível resistir ao cheiro do choripán grelhado nas barraquinhas, assim como as empanadas quentinhas e até o sanduíche de bondiola. Para os mais tradicionais, há opções de tamales e locro em pontos familiares. E, claro, não pode faltar uma Quilmes gelada para acompanhar. Para os que chegam cedo, vale a pena explorar o museu do clube, que conta a história das glórias do Independiente, com camisas emblemáticas, troféus, ídolos eternizados e painéis sobre os principais títulos conquistados pelo time rojo.

Estar em Avellaneda, no coração da maior rivalidade do futebol argentino, vivenciando tudo isso é uma experiência que transcende o esporte. Hoje, o Independiente venceu, mas quem realmente ganhou foi o torcedor, que pôde sentir na pele o que significa fazer parte dessa história e de quebra ter um cenário tão bonito para viver momentos especiais no fim de um dia corrido.

Que fique uma dica de viagem: Não visite só La Bombonera e Monumental. A visita em Avellaneda (do lado vermelho) é indispensável no seu guia de Buenos Aires, caso você seja realmente um amante do futebol raiz!