Categoria: Estilo de Vida

Os benefícios de treinar ao ar livre no verão

Foto: Arquivo Pessoal

Fazer exercícios ao ar livre vai muito além de queimar calorias ou cumprir uma meta diária, como escolhi. É sobre sair de casa, respirar fundo e permitir que o corpo e a mente se encontrem em movimento. Caminhar ou correr no início do dia ou no fim da tarde cria uma conexão diferente com o tempo, com o silêncio — ou com os sons naturais — e com a própria rotina. Não é apenas exercício físico, é um momento de presença.

Os benefícios são inúmeros e vão se acumulando aos poucos. O contato com a luz natural ajuda a regular o sono, melhora o humor e dá aquela sensação de energia renovada. O corpo responde melhor, a mente desacelera e o estresse perde espaço. Caminhar entre árvores, sentir o vento, observar o céu mudando de cor… tudo isso transforma um simples treino em uma experiência quase terapêutica.

Existe também algo muito especial na escolha do lugar. A vontade de ir para um espaço com árvores, segurança e tranquilidade faz toda a diferença. Um local onde você se sinta à vontade, protegida, sem pressa. Onde dá para caminhar no seu ritmo, sem cobranças, apenas respeitando o seu corpo e o seu momento. Esse ambiente acolhedor ajuda a criar constância — e constância é tudo quando se fala em saúde.

Claro, alguns cuidados são importantes. Usar roupas confortáveis, um bom tênis, se hidratar e respeitar os limites do corpo evita lesões e desconfortos. Horários mais amenos ajudam, assim como prestar atenção ao entorno. Mas nada disso tira a leveza da prática; pelo contrário, traz segurança para que o exercício continue sendo prazeroso.

Para mim, esse hábito tem sido fundamental. Colocar o fone de ouvido, escolher uma música que combine com o meu humor e simplesmente caminhar tem sido um respiro em meio aos dias que enfrento a ansiedade. É um tempo só meu, em contato com a natureza e comigo mesma. Às vezes, tudo o que a gente precisa para seguir melhor é exatamente isso: dar alguns passos ao ar livre e deixar o corpo e a mente se reorganizarem.

Bob Esponja agita férias nos cinemas

Tom & Jerry também chegam para concorrer na bilheteria

Foto: Arquivo Pessoal

O novo filme de Bob Esponja, “Em Busca da Calça Quadrada”, já está em cartaz nos cinemas e entrega exatamente aquilo que o público espera: diversão leve, colorida e cheia de piadas que funcionam tanto para crianças quanto para adultos. É aquele tipo de animação que agrada quem cresceu assistindo ao personagem e também quem está conhecendo agora o universo da Fenda do Biquíni. Nessas férias nem todo filme precisa ser um Titanic ou Ultimato. Desligue a crítica e vá se divertir.

Com humor ágil, situações absurdas e personagens carismáticos, o longa mantém a essência que fez Bob Esponja atravessar gerações. Patrick, Lula Molusco e Siri Cascudo aparecem em cenas que arrancam risadas sinceras, sem precisar apelar para exageros. É entretenimento puro, do começo ao fim, ideal para desligar a cabeça e curtir.

Para quem está de férias ou procurando um programa tranquilo em família, o filme é uma ótima pedida. Tem ritmo, tem coração e aquele clima divertido que combina perfeitamente com sessões de cinema lotadas de crianças — e adultos rindo junto sem culpa. Para quem gosta de colecionar baldes, o do Bob Esponja no Cineflix é muito bonitinho e útil. O filme vale o combo ou os salgadinhos da Americanas com muitos chocolates.

E já fica a dica para anotar na agenda: Tom e Jerry estreia no dia 08 de janeiro, prometendo mais uma opção certeira para quem quer aproveitar as férias com humor, nostalgia e boas risadas na telona.

Foto: Arquivo Pessoal

Melhor apresentadora de saúde e beleza da atualidade, Carol Minhoto assina com a Rede Brasil

Após estranha demissão da Gazeta, Carol vai brilhar no mesmo horário em nova casa

Foto: Instagram @carol_minhoto

A demissão de Carol Minhoto da Gazeta, no fim de 2025 após completar 19 anos no canal, pegou todo mundo de surpresa. Ninguém entendeu nada. À frente do “Você Bonita”, Carol fazia algo raro na TV brasileira: unia informação, beleza, saúde e entretenimento com naturalidade, credibilidade e muito carisma. Não era apenas um programa de estética, era companhia diária para quem queria aprender, se cuidar e se sentir melhor consigo mesmo.

Nos bastidores da Gazeta, porém, a história era outra. Mesmo entregando audiência, mantendo um público fiel e nunca deixando de trabalhar um único dia em décadas de emissora, Carol se sentia invisível para os chefes superiores. Uma situação injusta, especialmente para alguém que construiu uma relação tão sólida com o telespectador e ajudou a consolidar um dos programas mais tradicionais das tardes da TV.

Com talento e conexão única com seu público, Carol Minhoto poderia seguir qualquer caminho — digital, palestras, projetos autorais — e teria sucesso novamente em qualquer um deles. Mas o lugar dela sempre foi a televisão. E a TV não deixou de ser o seu lugar. Nesta segunda-feira (05), Carol assinou com a Rede Brasil, onde foi recebida de braços abertos e terá carta branca para comandar um novo programa chamado “Beleza & Vida com Carol Minhoto”, no mesmo horário que seu público já estava acostumado a encontrá-la.

Carol é do mesmo signo que eu: escorpião. Muita coisa que mudei na minha vida, na minha rotina e na saúde foi assistindo ela, uma inspiração para mim além da profissão. Todo sucesso do mundo para você, Carol, uma das grandes comunicadoras do país com um carisma sem igual que entrega absolutamente tudo em cada projeto que faz. Este 2026 marca uma nova era em sua carreira e na grade da Rede Brasil, que ganha uma estrela televisiva que nenhuma emissora tem atualmente com o mesmo brilho.

Colômbia já sente impacto da presença de tropas americanas em sua região no Caribe

Pesca artesanal está em crise. Assunto também é retratado na novela mexicana A.mar – transmitida atualmente no país

Foto: Arquivo Pessoal

A tensão no Caribe deixou de ser apenas um tema diplomático distante e passou a impactar diretamente a vida de quem depende do mar na Colômbia. A presença crescente de tropas e embarcações dos Estados Unidos no mar da Venezuela acendeu um alerta no litoral colombiano, principalmente em regiões tradicionalmente voltadas à pesca artesanal e ao turismo. O que antes era apenas um corredor marítimo virou área de tensão, vigilância e incerteza.

Em Santa Marta, os pescadores já sentem os efeitos no dia a dia. Há relatos de restrições informais de circulação, mudança nas rotas tradicionais de pesca e diminuição significativa da atividade em alto-mar. O medo de se aproximar de áreas monitoradas por navios militares tem afastado embarcações pequenas, que dependem exclusivamente da pesca diária para sobreviver. Resultado: menos peixe, menos renda e mais insegurança para famílias inteiras.

Além do impacto econômico, existe também um desgaste social e psicológico. O mar, que sempre foi símbolo de sustento e tranquilidade para comunidades costeiras, agora carrega um clima de ameaça constante. A presença militar estrangeira nas proximidades cria um ambiente de instabilidade, mesmo sem confrontos diretos. Para quem vive do litoral, a simples possibilidade de um incidente já é suficiente para paralisar atividades essenciais.

A situação expõe mais uma vez como disputas geopolíticas acabam atingindo quem menos tem culpa no conflito. Enquanto governos discutem estratégias e alianças, pescadores de Santa Marta pagam a conta com redes vazias e dias perdidos no mar. A Colômbia se vê no meio de um tabuleiro internacional delicado, e o litoral caribenho — tão vital para a economia local — corre o risco de se tornar mais uma vítima silenciosa dessa escalada de tensão.

A pesca artesanal é algo que me chama muita atenção, não só pelo aspecto econômico, mas pelo valor cultural e humano que carrega. Recentemente, assisti à novela A.MAR, cujo enredo acompanha uma comunidade que vive exclusivamente da pesca artesanal e passa a ser ameaçada pela chegada de uma pesqueira industrial, projeto ambicioso do vilão da trama. A história dialoga diretamente com o que vemos hoje no Caribe: pequenos trabalhadores enfrentando forças muito maiores, que colocam lucro e poder acima da subsistência local.

A novela foi gravada em Puerto Morelos (MEX), cenário que valoriza o litoral, o cotidiano dos pescadores e a relação íntima entre comunidade e mar. A exibição aconteceu pela UniNovelas, canal do grupo Univision, levando essa discussão para um público amplo nas Américas. Coincidência ou não, a ficção reforça como a pesca artesanal segue sendo frágil diante de interesses externos — seja na novela, seja na vida real, como agora no litoral colombiano. No Brasil, a novela vai ao ar pelo SBT no horário nobre.

Garoto narrando a final da Libertadores na montanha ao lado de cachorro caramelo é a imagem do ano

A Champions League tem glamour, mas só a Libertadores proporciona certas coisas

Foto: @Pol_deportes

Não é todo dia que nasce diante da gente um símbolo do jornalismo raiz, aquele jornalismo que não precisa de credencial VIP nem câmera 4K para existir. Pol Deportes, um menino de apenas 15 anos chamado Cliver Sánchez, ganhou o mundo quando narrou aa grande final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras do alto de uma montanha – cercado por crianças e por um cachorro caramelo que parecia seu assistente oficial. Enquanto alguns procuravam um estúdio perfeito, Pol transformou a precariedade em palco. Aquele vídeo não mostrou só um narrador: mostrou uma vocação.

A trajetória de Pol sempre foi guiada por essa obstinação doce de quem nasceu pra contar histórias. Ele começou registrando jogos de bairro, criando seus conteúdos, treinando a voz e a emoção na marra, sem nenhum luxo — só vontade. Mesmo novinho, ele já tinha algo que muito adulto bem formado não tem: verdade. Nada nele é montado. Nada é artificial. Ele narra com o coração, com o ambiente, com o improviso, com a vida pulsando ao redor. E talvez por isso tenha encantado tanta gente. Antes mesmo do jogo ele estava fazendo toda cobertura, ao lado de um coleguinha. Fez lives e se meteu no meio da torcida flamenguista à caminho do estádio para cantar “Acabou o caô, o Guerrero chegou!

E a prova de que talento abre portas veio esta semana, quando Pol narrou pela primeira vez direto da cabine de um estádio profissional. E não qualquer jogo: simplesmente Sporting Cristal x Alianza Lima, um dos clássicos mais importantes do Peru. Aquele menino que narrava do alto de uma montanha agora narrava de dentro, no ponto mais nobre de um estádio, onde tantos sonham chegar. Foi resultado de esforço, autenticidade e da força de uma internet que ainda sabe reconhecer talento quando vê.

No fim das contas, Pol Deportes representa uma frase que deveria estar colada no espelho de todo aspirante a jornalista: quem quer fazer jornalismo de verdade sempre dá um jeito. Seja na arquibancada, na montanha, na rua de barro, na cabine profissional ou com um cachorro caramelo como produtor. Pol já descobriu o que muita gente passa a vida inteira tentando aprender: quando a paixão é real, o dom futebolístico aparece. E o mundo escuta. Pena que a sua seleção não irá para a Copa do Mundo, mas ele, pode ir!

Viradouro cala críticos e se mostra como uma das favoritas para vencer o Carnaval 2026

Enredo sobre mestre de bateria da escola mostra muitas cartas na manga para comunidade crescer na avenida

Foto: Rio Carnaval

A Viradouro chega com um enredo que muita gente ousou subestimar: Mestre Ciça, uma narrativa rica, profunda e com peso cultural suficiente pra virar o jogo no Sambódromo. Durante meses, teve crítico dizendo que o tema era fraco, que faltava impacto, que a escola não teria fôlego pra repetir o nível altíssimo dos últimos anos. Pois bem: quem menosprezou esse enredo pode, sinceramente, desistir do carnaval. Porque aquilo que criticaram do enredo da Viradouro não tá escrito. E o samba… ah, o samba é aquele tipo que cresce, que vai tomando forma nos ensaios, que amadurece na quadra até virar furacão na avenida.

O pré-carnaval já deixou isso explícito. O samba da Viradouro tem crescido de um jeito absurdo nos ensaios — daqueles que você escuta em agosto e acha ok, mas em dezembro já está cantando de mão pro alto, sem perceber. A comunidade comprou a ideia, o carro de som entendeu a alma do enredo e o casamento entre melodia e narrativa tá redondo. E quando a comunidade canta com verdade, é questão de tempo até explodir na Sapucaí. A Viradouro sabe fazer isso como ninguém hoje. E com o trunfo a mais, pela volta de Juliana Paes à frente da bateria como rainha.

Falar de Mestre Ciça é abrir espaço pra uma ancestralidade que emociona. Assim como o Salgueiro entregou um desfile histórico homenageando Mestre Louro e o Tambor em 2009 — e levou o título com um dos sambas mais emblemáticos do século — a Viradouro tem nas mãos uma história com potência semelhante. Ciça é fundamento, é resistência, é a memória viva dos terreiros e da música afro-brasileira. Um enredo desses, quando tratado com respeito e grandeza, vira diferencial. Vira título. E ninguém duvide disso.

A verdade é que a Viradouro virou uma máquina de fazer carnaval. Está pra Sapucaí assim como a Mocidade Alegre está pra São Paulo: regular, forte, técnica, agressiva e cada vez mais madura. Se entregar o que promete — e tudo indica que vai — esse desfile vai ficar ali nas cabeças. E se o samba crescer na avenida do jeito que tá crescendo nos ensaios… meu amigo, segura. Porque a Vermelha e Branca tá vindo pra brincar de verdade.