Categoria: Cinema

Os Caras Malvados 2: Sequência supera o primeiro filme e pode cravar lugar no Oscar

Foto: Arquivo Pessoal

Acabei de sair do cinema depois de assistir Os Caras Malvados 2 e preciso dizer: É bom demais! Pra ser bem sincera, achei o filme até melhor que o primeiro. O roteiro tá mais redondinho, mais bem amarrado e a quantidade de ação é muito maior. E eu que adoro filme com muita ação e porradaria, curti bastante. Não tem enrolação, o ritmo é ótimo e os personagens estão ainda mais carismáticos.

O grupo formado pelo Sr. Lobo, a Srta. Tarântula, o Sr. Tubarão, o Sr. Piranha e a Sr. Cobra está de volta — e é justamente essa turma que dá todo o tempero do filme. Cada um brilha no seu estilo, seja nas piadas, nas trapalhadas ou nas cenas de ação, que estão ainda melhores nesta sequência. O filme também inicia com uma leve explicação do que aconteceu nesse intervalo de tempo entre o primeiro filme (2022) até chegarmos nos dias atuais.

Se a primeira vez dessa turma nas telonas já tinha feito barulho, tanto que chegou até o Oscar, concorrendo como Melhor Animação, a continuação veio ainda mais forte. E olha, pelo que vi hoje, o segundo também tem grandes chances de seguir o mesmo caminho. A safra de animações esse ano não tá tão forte, e Os Caras Malvados 2 chega com tudo, com cara de favorito mesmo, pra brigar por uma indicação ao Oscar 2026.

É um filme divertido, daqueles que as crianças adoram e os adultos também se divertem junto. Ele honrou muito o que foi construído no primeiro longa — e mais do que isso, superou. Na minha opinião, este é melhor que o primeiro. Aliás, a trilha sonora tá muito fofa também. Vale a pena conferir no cinema!

Corra Que A Polícia Vem Aí: Muito fiel ao original, filme tem humor ácido e diversão

Foto: Arquivo Pessoal

Assisti “Corra que a Polícia Vem Aí!” e saí do cinema com aquela sensação boa de quando a gente encontra algo que estava faltando há anos: uma comédia realmente engraçada, com humor ácido, sem medo de ser escrachada – e ao mesmo tempo, fiel ao espírito do original. É um dos melhores reboots de comédia que vi em anos. E olha que eu já tinha perdido as esperanças nesse gênero na telona. Mas agosto trouxe duas surpresas em cartaz no cinema, que são a comédia policial desse texto e “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”.

O filme não tenta reinventar a roda. Ele entende o que fez a franquia original funcionar e mantém a fórmula: piadas rápidas, visuais absurdas, diálogos cheios de trocadilhos e um timing perfeito para o pastelão. E no meio dessa bagunça deliciosa, quem brilha é Liam Neeson no papel de Frank Drebin Jr. — filho do inesquecível detetive interpretado por Leslie Nielsen. Neeson entrega um desempenho tão sério que acaba sendo ainda mais engraçado. Ele é atrapalhado, charmoso e absurdamente convincente nas situações mais sem noção possíveis.

O elenco de apoio também é um golaço. Pamela Anderson, como Beth Davenport, tem uma química ótima com Neeson, e os dois dividem algumas das melhores cenas. E ela está lindíssima. Tem ainda Paul Walter Hauser, Kevin Durand e Danny Huston, que entram no jogo com personagens caricatos na medida certa. É aquela mistura de nomes improváveis que, por algum motivo, funciona maravilhosamente.

Com apenas 84 minutos, Corra que a Polícia Vem Aí! não perde tempo e mantém um ritmo acelerado do começo ao fim. Não é um filme para assistir quietinho comendo pipoca; é para rir alto, quase se engasgar, e sair comentando as melhores piadas no caminho de volta para casa. É o tipo de comédia que a gente estava precisando — divertida, sem filtros e com um respeito enorme ao que veio antes. Para mim, um filmão que já entrou na lista dos melhores do ano. E deveria ter 2 horas de duração.

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda: Filme agrada e funciona com humor fiel ao original

Foto: Reprodução

Querendo conquistar os millenniums, “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” chegou como uma sequência cheia de energia e nostalgia, mantendo o espírito divertido do clássico de 2003. Ambientado décadas depois, o filme mostra Anna e Tess lidando com novos desafios: Anna (Lindsay Lohan) agora é mãe e prestes a se tornar madrasta, enquanto Tess (Jamie Lee Curtis) aparece como uma avó contemporânea e adorável. A trama se intensifica quando, em meio à união das famílias, quatro personagens acabam trocando de corpo — e o caos delicioso tem início.

O humor do filme acerta em cheio ao equilibrar a nostalgia com referências atualizadas, sem perder a leveza que cativou espectadores no original. As brincadeiras, trocas e confusões são pontuais, contemporâneas, e capazes de arrancar boas risadas do público, especialmente com o humor físico e as trocas inesperadas entre as personagens. “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” tem aquela pegada de Sessão da Tarde, mas que vai servir para divertir o público em qualquer horário assim que chegar ao Disney Plus.

As protagonistas brilham em cena: Lindsay Lohan retorna ao papel de Anna com uma performance que mistura a rebeldia da juventude com a sensibilidade de uma mãe moderna, mostrando-se natural e carismática mais uma vez. Já Jamie Lee Curtis domina cada cena com sua energia contagiante, equilibrando humor físico e autoridade emocional com maestria — é impossível não se encantar com a conexão renovada entre as duas.

Em suma: vale a pena assistir. A sequência é uma mistura eficiente de emoção, risadas e boas lembranças, com performances calorosas e bem-humoradas de Lohan e Curtis. Perfeita para fãs antigos e novos, é um filme que diverte e toca o coração — uma celebração do laço materno e familiar com muito humor e leveza. O cinema precisava disso nessa temporada pós-férias. O reboot é um dos melhores já feitos pela Disney. Pode ficar em paz nessa, Mickey!

Tudo que já sabemos sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia

Filme deve ser o grande lançamento de 2026 que abrirá a porta para “Vingadores: Doomsday

Foto: Sony Pictures

A produção de Homem-Aranha: Brand New Day (Um Novo Dia), tem tudo para ser o grande evento cinematográfico de 2026. Marcado para estrear no meio do ano, durante as férias de julho, o longa vem cercado de expectativas altíssimas — tanto pelos fãs da Marvel quanto pelo grande público. A produção, que já está em ritmo acelerado de gravações, promete ser o “filme bilhão” da temporada, abrindo caminho para o aguardado encerramento da saga dos Vingadores: Doomsday, previsto para dezembro. Ou seja: Brand New Day será o aquecimento perfeito para o clímax do universo Marvel.

Um dos grandes destaques já divulgados oficialmente pela Sony é o novo uniforme do herói. A nova roupa do Homem-Aranha chamou atenção nas redes sociais essa semana, com um visual que remete aos quadrinhos clássicos, mas com detalhes tecnológicos inéditos — misturando o tradicional azul e vermelho com toques modernos que deixam claro o amadurecimento do personagem vivido por Tom Holland. A reação dos fãs foi imediata, com elogios ao design que equilibra nostalgia e inovação. Importante esse amadurecimento, pois ninguém aguentava mais ele com aquele jeito adolescente dizendo: “Sinhô Xtark, Sinhô Xtark”…

As imagens de bastidores que já circulam mostram cenas de ação empolgantes sendo gravadas nas ruas de Nova York, com cabos, dublês e explosões em pleno funcionamento. Tudo indica que a nova aventura vai apostar em um equilíbrio entre o drama pessoal de Peter Parker e sequências épicas que só o Homem-Aranha sabe entregar. E, claro, os rumores sobre possíveis participações especiais — como outros personagens do universo Marvel e até vilões clássicos — só aumentam a curiosidade.

Tom Holland retorna mais uma vez no papel que o consagrou como um dos queridinhos da nova geração. Desde sua estreia no MCU, o ator conquistou o público com sua mistura de carisma, juventude e emoção. Ele já declarou em entrevistas que Brand New Day será um ponto de virada para o personagem, prometendo uma história mais intensa e com escolhas difíceis para Peter Parker. Tudo indica que o tom do filme será mais maduro, mas ainda fiel ao espírito leve e divertido que tornou o herói tão popular.

Faltando um ano para sua estreia, Homem-Aranha: Brand New Day tem todos os ingredientes para dominar a bilheteria mundial. Será o blockbuster que reúne fãs antigos e novos, e uma peça-chave na fase atual do Universo Cinematográfico da Marvel que está se reconstruindo. Se depender da expectativa, da força do personagem e do momento estratégico do lançamento, o caminho para o sucesso já está pavimentado.

Pan Am, empresa aérea que aparece em ‘Quarteto Fantástico – Primeiros Passos’, tem história entre Frank Sinatra e Roberto Medina

Foto: BBC Arquivos

A Pan American World Airways, mais conhecida como Pan Am, foi uma das maiores e mais icônicas companhias aéreas do mundo durante grande parte do século XX. Fundada em 1927, a Pan Am se tornou símbolo de glamour, inovação e sofisticação nos céus. A empresa foi pioneira em diversas áreas da aviação comercial, sendo a primeira a operar voos transatlânticos regulares e a introduzir aeronaves a jato em rotas comerciais. Nos anos dourados da aviação, voar com a Pan Am era sinônimo de status. Suas aeronaves eram reconhecidas mundialmente, e a marca se tornou um verdadeiro ícone da cultura pop.

Tanto é que, décadas depois do encerramento de suas atividades em 1991, a Pan Am ainda desperta fascínio — e está de volta às telas. A lendária companhia aérea aparece agora no filme Quarteto Fantástico – Primeiros Passos, nova produção da Marvel que tem sido aclamada pelos fãs. A presença da Pan Am no longa funciona como uma homenagem à era de ouro da aviação e à sua forte ligação com a história americana presente na sociedade da época. Mas a Pan Am também viveu momentos marcantes fora das nuvens e do cinema — inclusive aqui no Brasil.

Uma dessas histórias envolve ninguém menos que Frank Sinatra, o astro da música internacional, e um show histórico no Rio de Janeiro. Em janeiro de 1980, Sinatra desembarcou no Brasil para se apresentar no Maracanã, em um evento que reuniria mais de 170 mil pessoas. No entanto, uma forte tempestade caiu sobre o Rio na noite do espetáculo, e o cantor, incomodado com o clima, chegou a avisar que iria embora sem subir ao palco. Foi aí que entrou em cena Roberto Medina, promotor do evento e fundador do Rock in Rio.

Temendo o cancelamento do show, Medina teve uma ideia ousada: ligou para a Pan Am e pediu que informassem ao empresário de Sinatra que o avião que o levaria de volta aos Estados Unidos havia “quebrado”. A mentira funcionou. Sinatra permaneceu, fez o show — e ao fim da apresentação, declarou que aquele havia sido o maior momento de sua carreira. A apresentação entrou para a história como um marco do entretenimento no estádio mais emblemático de todos os tempos.

Foto: O Globo

Mais do que isso: aquele show de 1980 serviu como inspiração e aval para a criação do primeiro Rock in Rio, em 1985. Muitos artistas internacionais, inicialmente receosos, só assinaram contrato após o incentivo do empresário e amigo de Sinatra, que garantiu que o Brasil tinha sim estrutura para receber grandes eventos. E o resto é história: o Rock in Rio se consolidou como um dos maiores festivais de música do planeta. Assim, a Pan Am, mesmo após seu fim, continua presente em histórias extraordinárias — do universo Marvel às páginas inesquecíveis da música e do entretenimento mundial.

Quarteto Fantástico – Primeiros Passos: Há tempos um filme da Marvel não era aplaudido nas sessões

Desde Deadpool & Wolverine, público não aclamava um filme do UCM como agora

Foto: Arquivo Pessoal

Ontem, finalmente, um filme do Universo Marvel voltou a ser aclamado. Após erros e desconfianças em recentes produções, o quarteto de heróis entregou tudo que nem estava prometendo aos fãs do cinema e da editora vermelha. Assisti à pré-estreia de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, e a reação do público foi unânime: aplausos. Não aqueles tímidos de cortesia, mas uma salva de palmas genuína, empolgada, que começou antes mesmo da importante cena pós-créditos.

Era algo que a gente não via há tempo. Este ano, nenhum dos lançamentos conseguiu provocar essa comoção. Kraven, da parceria Marvel/Sony, passou despercebido. Capitão América 4 e Thunderbolts* também não conseguiram entregar o impacto que se esperava. Restava uma esperança. E ela tinha nome: Quarteto Fantástico. A responsabilidade era enorme — reviver uma das equipes mais importantes da Marvel com o peso de anos de expectativas frustradas.

E o que aconteceu foi surpreendente. O filme funciona muito bem. Ele não só acerta, como emociona, diverte e impressiona. É claro que muito se deve ao elenco, que traz química, carisma e muita ação. Desde Deadpool & Wolverine, há exato 1 ano de sua estreia, não se via o público respondendo com aplausos um filme da Marvelquem não amou ver Dogpool, fofíssima, roubando a cena e se tornando protagonista ao lado de Ryan Reynolds e Hugh Jackman.

Foto: Televisa Cinema

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos proporciona exatamente isso que o público buscou há tempos: um novo começo do UCM, com novos fanservices e novas histórias para vivermos. Um filme que honra o legado de Stan Lee e aponta para onde a Marvel pode — e deve — caminhar a partir de agora. O Quarteto que nos fez levantar da cadeira e bater palmas, calou às críticas se consolidando como a estreia do ano.