Categoria: Cinema

Coração de Lutador: Roteiro fora do ringue é chatíssimo, mas nostalgia do Pride 2000 compensa

The Rock encarnou muito bem Mark Kerr, pode chegar ao Oscar, mas passa longe de atuação digna do prêmio

Foto: Arquivo pessoal

Acabei de ver Coração de Lutador e confesso que saí com a sensação de que o filme poderia ter entregue muito mais. A história de Mark Kerr é rica, intensa e cheia de altos e baixos, mas o roteiro aqui acaba sendo arrastado demais, sem nenhuma virada realmente impactante que prenda o espectador. O filme gira em torno de Kerr, como era de se esperar, mas não emociona como poderia — falta intensidade dramática, falta aquele momento que faça o público segurar a respiração e sair da sessão com o coração acelerado.

O que realmente dá um “up” na experiência são as cenas de luta. Nessa parte me emocionei. A forma como o estilo de Mark Kerr é retratado faz justiça ao que ele representou no MMA dos anos 2000: um lutador revolucionário, que marcou época e ajudou a moldar a identidade do esporte. Nessas sequências, o filme ganha energia e consegue traduzir o impacto que ele teve dentro do octógono e do ringue no Pride 2000, algo que até hoje é lembrado pelos fãs.

Dwayne “The Rock” Johnson entrega uma atuação interessante, diferente do que costumamos ver dele (até que enfim), e se esforça para dar peso a um personagem tão complexo. Mas, para ser digna de Oscar, faltou alguma coisa. Faltou aquele brilho que diferencia uma boa performance de uma atuação inesquecível. Ele merece elogios pela dedicação e pela transformação que passou, mas não é o suficiente para colocá-lo entre os grandes desta temporada. Quem rouba a cena no filme é Ryan Bader, que interpreta Mark Coleman.

No fim, Coração de Lutador fica no meio do caminho. Não é um filme ruim, mas também não é marcante. Tem boas lutas, boas ideias e uma história que poderia ser arrebatadora, mas a execução deixa a desejar. Saí da sala com a impressão de que a vida de Mark Kerr merecia um filme mais vibrante, mais emocionante, e que realmente honrasse tudo o que ele representou para o MMA. Vale o ingresso, mas sem o combo de pipoca e refri. Passe na Americanas e compre os salgadinhos.

Ne Zha 2: Ação, mística e emoção justificam a maior bilheteria do ano

Animação entra na briga com Demon Slayer pelo Oscar 2026 e coloca o Oriente como novo polo do cinema internacional

Foto: A2

É impossível sair de Ne Zha 2: O Renascer da Alma – sem a sensação de ter visto algo grandioso. A sequência do fenômeno de 2019 não só supera o primeiro filme, como coloca a animação chinesa em um patamar que antes parecia exclusivo da Pixar ou da DreamWorks. O filme é vibrante, cheio de ação, mas, acima de tudo, profundamente emocionante. É daquelas histórias que fazem você esquecer que está diante de uma “animação” — e isso justifica totalmente a liderança absoluta nas bilheterias mundiais em 2025.

O mais fascinante é como Ne Zha 2 consegue equilibrar espetáculo visual com densidade dramática. Cada batalha é explosiva, mas nunca gratuita; tudo tem um peso emocional que prende o espectador. Ne Zha e Ao Bing não são apenas heróis mitológicos: são personagens complexos, que lidam com dilemas universais como destino, amizade e sacrifício. Essa camada extra é o que separa um bom filme de uma obra memorável.

E se olharmos para o cenário internacional, o impacto é ainda maior. Ne Zha 2 não está apenas quebrando recordes de bilheteria, mas também derrubando a ideia de que só Hollywood sabe contar histórias globais. É um sopro de novidade em um ano em que as animações ocidentais não entregaram muito. E, cá entre nós, o Oscar nunca precisou tanto de um título fora da caixa como agora. Em uma temporada fraca para o gênero, a força e a originalidade dessa produção chinesa a tornam uma das candidatas mais fortes à estatueta. Claro que o concorrente à altura, Demon Slayer, estará colado ali.

No fim, Ne Zha 2 é mais que um sucesso: é um marco cultural. A prova de que a animação pode ser épica, poética e universal ao mesmo tempo. Se você gosta de cinema que emociona e impressiona, precisa ver. O Oriente está se conectando com o Ocidente cada vez mais pelo cinema. A liderança mundial não veio por acaso — veio porque a sequência de Ne Zha é, sem exagero, um dos filmes mais impactantes do ano.

Demon Slayer: Espetáculo de filme vai garantir bilhão em bilheteria e lugar no Oscar

Roteiro e qualidade dos efeitos especiais carimbam anime como forte candidato às premiações; (Resenha sem spoiler)

Foto: Sony Pictures

Acabei de sair da sessão de Demon Slayer – Castelo Infinito e é impossível não ficar impressionado com a grandiosidade desse filme. Cada detalhe é um espetáculo à parte: as lutas são intensas, eletrizantes e ao mesmo tempo belas, um verdadeiro balé de espadas e emoções. As cores saltam da tela com uma vivacidade impressionante, transformando cada cena em uma pintura viva, enquanto os efeitos visuais elevam a experiência a um novo patamar.

Tudo isso mostrando o quanto a animação japonesa sabe inovar. O roteiro é outro ponto alto: tudo se encaixa de forma precisa, amarrando a trama com uma consistência admirável. O protagonista, Tanjiro, é o coração pulsante da história. Aqui, ele surge mais maduro, dono de uma força que vai além do físico — uma força de caráter e de vida, que inspira e emociona.

A trilha sonora é simplesmente espetacular, conduzindo cada momento com intensidade e emoção na medida certa. Não à toa, o filme já é apontado como forte candidato ao Oscar, com grandes chances de conquistar indicações tanto em Melhor Animação quanto em Melhor Trilha Sonora, um feito que carimba de vez o nome de Demon Slayer na história do cinema. Além disso, a bilheteria já tem batido recordes em sua semana de estreia pelo mundo. O bilhão será atingido em dias.

Acredito que a produção poderia ter sido condensada em duas horas, mas por ser o encerramento de um arco tão importante, entendemos e aceitamos esse tempo extra — ele é quase um presente para os fãs. No fim das contas, a sensação é de ter assistido a algo único. Demon Slayer não é só mais um anime adaptado para o cinema: é um fenômeno mundial, um sucesso de bilheteria que conquistou o público pela sua originalidade e sua força narrativa. Vale muito a pena conferir e vale também o combo do cinema – já que tem filmes que não valem um Fandangos da Americanas.

De Jason Momoa a 50 Cent: Quem está no elenco do novo “Street Fighter”

Vai ser melhor que o filme do Van Damme, garanto!

Foto: Televisa Entretenimento

O tão aguardado reboot live-action de Street Fighter está em produção e traz um elenco estrelar e diversificado, além de um enredo renovado inspirado nos clássicos dos anos 90. O filme está agendado para estrear mundialmente em 16 de outubro de 2026. A produção é um reboot do filme de 1994, protagonizado por Jean-Claude Van Damme. Na época o filme foi considerado bem mediano.

Ambientado em 1993, no auge dos arcades de Street Fighter II, a história acompanha Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), que são convidados pela misteriosa Chun-Li (Callina Liang) para participar do torneio World Warrior Tournament. No entanto, por trás das lutas frenéticas, esconde-se uma conspiração mortal que os obriga a confrontar seus próprios fantasmas.

Elenco:

Foto: Reprodução

Noah Centineo como Ken Masters, o energético e impetuoso lutador americano;

Andrew Koji como Ryu, o disciplinado mestre marcial japonês;

Callina Liang como Chun-Li, a agente investigativa e lutadora implacável;

Cody Rhodes como Guile, o soldado determinado de visual marcante;

Jason Momoa como Blanka, o feroz lutador brasileiro verde;

David Dastmalchian como o vilão General M. Bison;

50 Cent como Balrog, o boxeador com estilo agressivo;

Roman Reigns como Akuma, o lutador demoníaco implacável;

Orville Peck como Vega, o elegante e misterioso lutador mascarado;

Vidyut Jammwal como Dhalsim, o iogue que domina habilidades de fogo;

Olivier Richters como Zangief, o lutador gigante russo;

Hirooki Goto como E. Honda, o lutador de sumô carismático;

Mel Jarnson como Cammy, a agente britânica ágil e estratégica;

Rayna Vallandingham como Juli, uma das Dolls leais a Bison;

Alexander Volkanovski como Joe, personagem coadjuvante e inesperado;

Andrew Schulz como Dan Hibiki, o exagerado artista marcial cômico;

Eric André como Don Sauvage, figura curiosa do background do jogo;

Kyle Mooney como Marvin — personagem ainda pouco divulgado;

O filme está sendo dirigido por Kitao Sakurai, com produção da Legendary Entertainment em conjunto com a Capcom, e distribuição da Paramount Pictures. As filmagens já começaram, inclusive na Austrália.

Estreia da semana, “Demon Slayer” deve concorrer em duas categorias no Oscar

Foto: Cinemark

A espera acabou: Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Infinity Castle chega aos cinemas do Brasil nesta semana e já fez história. A estreia no Japão foi um verdadeiro fenômeno de bilheteria, consolidando de vez a saga de Tanjiro, Nezuko e companhia como uma das maiores marcas da cultura pop mundial.

Logo no primeiro dia de exibição, o longa arrecadou ¥1,64 bilhão (aprox. US$ 11,1 milhões), vendendo mais de 1,15 milhão de ingressos — o maior número já registrado na história do cinema japonês em uma estreia. O sucesso não parou aí: no segundo dia, o filme faturou ainda mais, chegando a ¥1,84 bilhão (US$ 12,4 milhões). No terceiro dia, bateu outro recorde com ¥2,03 bilhões (US$ 13,7 milhões) em bilheteria, o maior valor já conquistado por um filme em apenas um único dia no Japão.

No final de semana de estreia, o resultado foi avassalador: ¥5,52 bilhões (US$ 37,4 milhões) com 3,84 milhões de ingressos vendidos. Para efeito de comparação, nem mesmo sucessos anteriores como Mugen Train ou produções hollywoodianas de peso haviam alcançado esse feito.

E a onda de vitórias não parou por aí. Em menos de 10 dias, Infinity Castle ultrapassou a marca dos ¥10 bilhões (mais de US$ 71 milhões), tornando-se o filme mais rápido da história japonesa a alcançar esse valor. Atualmente, já soma mais de US$ 300 milhões mundialmente, mesmo antes da estreia oficial nos Estados Unidos e em outros mercados ocidentais como no Brasil. Isso significa que, antes mesmo de conquistar o mundo, o longa já tinha faturado mais de US$ 200 milhões, graças à força da bilheteria japonesa e de países da Ásia.

Oscar à vista?

Com tamanho impacto cultural e financeiro, a grande pergunta agora é: Demon Slayer: Infinity Castle tem chances no Oscar 2026? Na categoria de Melhor Filme de Animação, especialistas já consideram a produção da Ufotable uma candidata séria. O visual arrebatador, a fidelidade à obra original e a força narrativa colocam o longa no radar da Academia.

A concorrência, claro, será forte: títulos como Zootopia 2 da Disney e Ne Zha 2, que já é um fenômeno global, também devem disputar espaço. Mas não dá para ignorar o apelo internacional de Demon Slayer, que se tornou uma das marcas japonesas mais reconhecidas no mundo.

Já para a categoria de Melhor Trilha Sonora, as previsões ainda são mais tímidas. Apesar de a música ter sempre um papel central em Kimetsu no Yaiba, até agora não há análises especializadas indicando favoritismo nessa área. Mas, dado o histórico da franquia de trazer composições marcantes e emocionais, não seria surpresa ver seu nome cogitado.

Demon Slayer: Infinity Castle não é apenas mais um capítulo da saga — é um marco cultural e cinematográfico. O filme mostrou força em casa, está prestes a conquistar o mercado ocidental e já se posiciona como um dos grandes eventos do cinema em 2025. Se vai ou não levar uma estatueta dourada em 2026, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa é certa: Tanjiro e sua turma já conquistaram algo ainda mais raro — o coração de milhões de fãs ao redor do planeta e um fenômeno de bilheteria.

Dogpool poderá estar em Vingadores: Doomsday ao lado de Deadpool

Peggy, a mascote-atriz, fez viagem misteriosa recentemente e acendeu a curiosidade de sua possível presença no MCU em 2026

Foto: TMZ

Olha só que notícia divertida para os fãs da Marvel! A mascote Dogpool, que roubou a cena em Deadpool & Wolverine, pode estar de malas prontas para integrar o aguardadíssimo Vingadores: Doomsday. Recentemente, a dog Peggy, atriz de quatro patas que tomou conta do UCM, fez uma viagem “secreta” justamente para a cidade inglesa onde estão acontecendo as gravações do novo filme dos Vingadores. Coincidência? Parece que não. Peggy já mora na Inglaterra, onde passa boa parte do ano com seus donos, quando não está viajando por aí.

O longa do Universo Marvel, que originalmente estava marcado para estrear em maio do ano que vem, foi adiado para dezembro de 2026. A justificativa oficial é dar mais tempo à produção, que envolve ajustes técnicos e algumas mudanças de roteiro e dinâmica pedidas por Robert Downey Jr. O ator, inclusive, tem sido alvo de comentários de bastidores sobre seu estresse e perfeccionismo nesse retorno ao mundo dos heróis, dessa vez como o grande vilão Doutor Destino.

Mas se a notícia de que o Deadpool estará presente no longa já deixou os fãs animados, a possibilidade de que Dogpool faça sua estreia oficial entre os heróis em Vingadores: Doomsday eleva ainda mais as expectativas. Afinal, o carisma da mascote conquistou o público e virou símbolo de irreverência. Imaginar Deadpool e Dogpool lado a lado em uma batalha épica contra uma das maiores ameaças do MCU é exatamente o tipo de tempero que só a Marvel sabe dar.

Se confirmada, a participação da Dogpool não será apenas um fan service: será um aceno à expansão divertida e caótica que o estúdio vem abraçando nos últimos anos. E, convenhamos, quem não quer ver uma cachorrinha de língua de fora salvando o universo e derrotando os vilões? Além dos sinais de que a dog pode estar atuando nos sets de filmagem de Vingadores, especialistas da imprensa cinematográfica tem levantados roteiros onde a presença de Dogpool é totalmente compatível com o filme que está em produção. Aguardamos ansiosos o retorno da mascote nas telonas!

Foto: Televisa Entretenimento