Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Christian Fittipaldi fará função de Toto Wolff ao assumir Scuderia Bandeiras na Stock Car

A Scuderia Bandeiras, equipe de Átila Abreu que estreia no grid da Stock Car a partir da temporada 2025, anunciou nesta semana uma contratação de peso para o comando da equipe: Christian Fittipaldi. Ele será o chefe do time, fazendo uma função de Toto Wolff. Ou como ele disse durante o Pelas Pistas, prefere o xará, Christian Horner. A escolha do ex-piloto traz não apenas experiência, mas também uma visão estratégica diferenciada para a equipe, que chega à categoria com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, tendo no elenco de pilotos Átila Abreu, Enzo Elias, Nelsinho Piquet e Vicente Orige.

Christian Fittipaldi tem um currículo impressionante na carreira. Filho do ex-piloto Wilson Fittipaldi e sobrinho do bicampeão da Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, ele fez carreira no automobilismo internacional, passando por categorias como a Fórmula 1, IndyCar e Endurance. Nessa trajetória, a gente teve a chance de vê-lo várias vezes com “aquele cabelo” como diz o amigo Tony Kanaan quando tirava o capacete.

Na Fórmula 1, Christian correu entre 1992 e 1994 pelas equipes Minardi e Footwork. Apesar de pilotar carros pouco competitivos, mostrou talento e determinação, conquistando pontos importantes e deixando uma boa impressão no grid. Nos anos que esteve por lá, conviveu com o amigo Rubens Barrichello e com Ayrton Senna. Inclusive, os três tiveram um famoso jantar que terminou no carro alugado de Rubens todo batido por Ayrton na porta do restaurante.

Após sua passagem pela F1, Christian migrou para os Estados Unidos, onde brilhou na IndyCar, vencendo corridas e tornando-se um dos brasileiros mais respeitados da categoria. No endurance, Christian construiu um legado ainda mais forte, com três títulos no IMSA WeatherTech SportsCar Championship e vitórias em provas icônicas como as 24 Horas de Daytona, consolidando-se como um dos grandes nomes das corridas de longa duração.

Foto: Reprodução / Interlagos, 1993

Agora, Christian assume um novo papel no automobilismo: o de chefe de equipe. Com sua vasta experiência dentro e fora das pistas, ele terá a missão de liderar um time promissor na Stock Car, uma das categorias mais competitivas do mundo. Com Átila, Enzo Elias, Nelsinho e Vicente, a Scuderia Bandeiras entra na disputa com um elenco forte e diversificado, que terá tempo para se moldar até sua estreia em maio.

Átila Abreu, além de dono da equipe, é um dos pilotos mais experientes do grid e busca consolidar sua trajetória com o novo time. Enzo Elias, jovem talento vindo do Porsche Cup Brasil, representa a renovação e o futuro da categoria. Nelsinho Piquet, campeão da Fórmula E e ex-Fórmula 1, traz seu estilo agressivo e competitivo para a equipe (essa que deve ser o melhor time para o qual ele irá correr na Stock até agora). Já Vicente Orige, campeão da Copa HB20 e piloto de sucesso em categorias de turismo, completa o quarteto com sua habilidade e consistência.

Com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, a equipe terá o desafio de desenvolver ambos os modelos e buscar resultados desde o começo da temporada, para chegar ao fim do ano com chances de títulos. Com Christian Fittipaldi no comando, a expectativa é que a Scuderia Bandeiras chegue com força e brigue entre os times de ponta da Stock Car.

Além dos autódromos: O sucesso do podcast Pelas Pistas

Mesmo assumindo a chefia da equipe, Christian continuará ativo no mundo do automobilismo de outra forma: como um dos apresentadores do podcast Pelas Pistas, ao lado de Nelsinho Piquet e Thiago Alves. Exibido toda terça-feira a noite, o programa já se tornou o melhor podcast de automobilismo do Brasil, trazendo análises detalhadas, bastidores exclusivos e debates de alto nível sobre o mundo das corridas. O canal chegou aos 100 mil inscritos recentemente.

(Meme do Tony imitando o Christian durante o podcast ‘Pelas Pistas’)

Com a estreia de Christian ao comando da Scuderia Bandeiras, o podcast ganha ainda mais conteúdo de primeira mão sobre os bastidores da Stock Car. Por anos, os fãs da velocidade buscaram por um podcast que tinha algo realmente interessante e diferente para mostrar. A criação do Pelas Pistas foi um grande presente nesse meio dos podcast’s, em especial no ramo do automobilismo. Desde então, todas as terças se tornaram os melhores dias da semana pelas conversas que vemos entre Thiago, Christian e Nelsinho.

A temporada 2025 promete ser histórica para a Stock, principal categoria do automobilismo nacional. Com a chegada Christian Fittipaldi no comando da Scuderia Bandeiras, o campeonato ganha ainda mais competitividade e prestígio. As corridas brasileiras seguem vivendo grandes momentos, e os fãs podem esperar um espetáculo dentro e fora das pistas.

Matías Canapino: A nova estrela da Turismo Carretera

Com apenas 24 anos, Matías Canapino fará sua estreia na Turismo Carretera em grande estilo, pilotando um Chevrolet Camaro novinho em folha que será construído pela equipe RUS Med Team. E olha só: ele chega carregando um legado enorme, com uma história cheia de emoção e significado.

Para quem não conhece, Matías é natural de Arrecifes, a cidade que respira velocidade e já deu ao mundo do automobilismo vários talentos incríveis. Ele subiu para a TC por mérito esportivo, o que por si só já é um feito gigante, e teve a oportunidade de escolher com qual marca faria sua estreia. Depois de algumas idas e vindas, foi autorizado pela ACTC a começar sua jornada com a Chevrolet – uma marca que está no DNA dos Canapino.

Mas atenção: essa autorização é só para 2025. No ano seguinte, ele terá que pilotar por uma marca que não seja Ford ou Chevrolet, seguindo as regras do campeonato. Então, a gente já sabe: 2025 promete ser especial e simbólico para Matías, que quer deixar sua marca logo no primeiro ano.

Assunto de família

Falar de Matías é impossível sem lembrar do irmão dele, Agustín Canapino, um dos maiores nomes do automobilismo argentino. E, claro, do pai deles, Alberto Canapino, uma verdadeira lenda, responsável por construir carros que dominaram as pistas por décadas.

Alberto faleceu em 2021, mas o impacto dele continua vivo em tudo o que Matías e Agustín fazem. E tem um detalhe que emociona: o carro que Matías pilotou na TC Pista foi o último que Alberto construiu. Com esse mesmo Chevrolet, Agustín conquistou seu 4º título na Turismo Carretera, lá em 2019. Agora, é Matías quem dá continuidade a essa história, carregando o nome da família para a categoria mais importante do automobilismo argentino.

Matías chega ao TC com um currículo sólido. Em suas quatro temporadas no TC Pista, disputou 60 corridas e acumulou conquistas que mostram o quanto ele é promissor:

• 2 vitórias em finais,

• 6 vitórias em séries,

• 3 pole positions,

• 6 pódios e

• 1 volta mais rápida.

Em 2024, ele terminou o campeonato do TC Pista em 5º lugar e ainda se classificou para a Copa de Prata, conquistando uma vitória. Não é pouca coisa!

Preparação para 2025

A estreia de Matías na Turismo Carretera já tem data marcada: dia 16 de fevereiro, na primeira etapa do campeonato, em Viedma. A equipe RUS Med Team, liderada por Mauro Medina, está correndo contra o relógio para preparar o Chevrolet Camaro NG (nova geração) que será usado pelo piloto. A construção do carro começou no dia 16 de dezembro e, como não poderia ser diferente, o motor terá a assinatura de Lucas Alonso – o mesmo responsável pelos motores do irmão Agustín.

O que mais encanta na história de Matías Canapino é ver como ele equilibra o peso de um legado tão importante com a vontade de criar sua própria trajetória. Ele não é apenas “o irmão de Agustín” ou “o filho de Alberto” – Matías está construindo sua identidade nas pistas com muita dedicação e talento.

Então, se você é fã de automobilismo e adora boas histórias, fique de olho nessa nova fase dos Canapino. A estreia de Matías na Carretera promete ser um evento emocionante – não só para ele, mas para todos que acompanham o esporte e entendem o que essa família representa para o automobilismo argentino.

Turismo Carretera terá primeira largada em Viedma

Se tem um jeito bom de começar uma temporada da Turismo Carretera, é com corrida em Viedma. O autódromo da cidade, conhecido como Autódromo Ciudad de Viedma, é daqueles que fazem qualquer fã de automobilismo sorrir à toa. A pista é bonita, bem cuidada e sempre entrega boas disputas. Não à toa, está entre as favoritas de muitos pilotos e torcedores.

A largada da temporada por lá é sempre um evento à parte. O calor da Patagônia argentina nessa época do ano deixa tudo ainda mais intenso – tanto dentro da pista, com os motores roncando forte, quanto fora dela, onde o público faz a festa. Quem já foi sabe: Viedma recebe os fãs da Turismo Carretera de braços abertos.

E para quem vai acompanhar a etapa e quer aproveitar um pouco da cidade, tem coisa boa pra fazer. O rio Negro, que corta Viedma, é um ótimo lugar para dar uma pausa na correria e curtir uma vista bonita. Quem gosta de praia pode dar um pulo em El Cóndor, que tem aquelas paisagens que parecem ter saído de cartão-postal. Já os apaixonados por comida podem experimentar bons assados e empanadas pelos restaurantes locais.

Se a ideia é curtir o fim de semana inteiro, dá até para atravessar a ponte e conhecer Carmen de Patagones, que tem aquele charme de cidade histórica e um clima bem tranquilo. No fim das contas, Viedma é o pacote completo: corrida boa, ambiente incrível e opções para aproveitar a viagem. Um ótimo lugar para dar a largada em mais uma temporada da Turismo Carretera.

A temporada 2025 do Turismo Carretera promete ser emocionante, com o retorno de pilotos de destaque como Matías Rossi e Luis José “Josito” Di Palma. Rossi, campeão de 2014, volta à categoria com a equipe Pradecon Racing, enquanto Di Palma competirá com um Chevrolet Camaro do RUS MED Team. Além deles, novos talentos como Hernán Palazzo e Jeremías Olmedo ascendem à categoria principal, aumentando a competitividade do grid. 

As disputas entre as tradicionais marcas Ford, Chevrolet, Dodge e Torino continuam a ser o centro das atenções, com a adição da Toyota e seu modelo Camry, que estreou recentemente na categoria. A diversidade de fabricantes e modelos promete corridas acirradas e imprevisíveis, mantendo os fãs ansiosos para ver quem se destacará nesta temporada. 

“Conclave” é favoritaço ao Oscar?

Conclave” é uma obra de suspense dirigida por Edward Berger, baseada no romance homônimo de Robert Harris. A trama se desenrola após a morte inesperada do Papa, quando o Cardeal Lawrence, interpretado por Ralph Fiennes, é encarregado de organizar o conclave para eleger o novo líder da Igreja Católica. À medida que as intrigas políticas dentro do Vaticano se intensificam, Lawrence descobre segredos ocultos que podem mudar o rumo da eleição papal.

O elenco é composto por atores renomados, incluindo Stanley Tucci (eterno diretor da Runway de Miranda Priestly), John Lithgow, Isabella Rossellini e Lucian Msamati, que entregam performances marcantes, enriquecendo a narrativa com profundidade e complexidade que esse filme carrega. Fiennes, como protagonista, transmite uma dualidade fascinante: ao mesmo tempo em que mantém a compostura e a devoção esperadas de um cardeal, sua expressão revela um homem atormentado por dúvidas e dilemas éticos. Tucci e Lithgow, por sua vez, brilham em papéis que adicionam camadas à disputa política dentro da Santa Sé.

A direção de Edward Berger é precisa e envolvente. Ele consegue transformar um cenário essencialmente estático — as paredes solenes do Vaticano — em um palco de tensão crescente, onde cada olhar e cada palavra dita (ou não dita) carrega um peso significativo. A maneira como Berger conduz o suspense é digna de comparação com clássicos do gênero, tornando a experiência cinematográfica eletrizante, mesmo sem recorrer a exageros dramáticos.

Um dos grandes trunfos do filme é sua fotografia, que impressiona ao capturar tanto a grandiosidade da Basílica de São Pedro quanto a claustrofobia dos aposentos onde os cardeais deliberam. A iluminação sutil, muitas vezes evocando a luz de velas e reflexos dourados, reforça o clima solene e misterioso da narrativa. Cada enquadramento parece uma pintura renascentista, remetendo às obras de Caravaggio e Rembrandt, o que amplifica a sensação de que estamos testemunhando um evento histórico de magnitude épica. Surpreendentemente, a fotografia de “Conclave” não foi indicada ao Oscar, uma omissão difícil de justificar, considerando seu impacto visual e a riqueza estética que adiciona à trama.

Desde sua estreia no Festival de Telluride, “Conclave” tem sido aclamado pela crítica. Além disso, foi reconhecido pelo National Board of Review como um dos Top 10 Filmes do ano e recebeu o prêmio de Melhor Elenco. A produção oferece uma visão intrigante dos bastidores do Vaticano, explorando temas de poder, fé e moralidade, mantendo o espectador envolvido do início ao fim.

É um filme que não apenas entretém, mas também faz refletir sobre as complexidades das instituições e a natureza humana. Durante uma entrevista realizada no fim do ano passado para o site Hammer To Nail, Berger compartilhou detalhes do processo criativo de “Conclave”, revelando de onde saiu a ideia de adaptar a trama:

“A ideia para a adaptação surgiu de uma conversa que tive com Tessa Ross, a produtora; eu a conheci talvez sete anos atrás. E decidimos, ‘OK, vamos tentar encontrar o filme certo juntos.’ Ela tinha me enviado algumas coisas que eu achava que não eram certas – ou que eu não era certo para elas. E então, ela me ligou um dia e disse: ‘Eu tenho essa ideia e esse livro que é opcional.” E eu disse, “Sim, quem vai escrever o roteiro?” E ela disse: ‘Peter Straughan’”, contou Berger.

“E eu disse: ‘Peter Straughan é o melhor escritor do mundo.’ Porque o que ele faz é criar um tipo maravilhoso de enredo, como uma história de virar a página com muitas reviravoltas. Mas também, sempre há algo mais profundo por baixo, um motivo do porquê estamos fazendo o filme; uma alma para o filme, como um arco interno. Neste caso, é o arco interno de dúvida do personagem de Ralph Fiennes. Você conhece aquele sentimento de ser oprimido pela dúvida e se sentir liberto por ela. Isso me fez querer fazer o filme, seu discurso sobre a dúvida, basicamente.”, completa.

Portanto, “Conclave” surpreende ao entregar uma narrativa envolvente, atuações excepcionais e uma fotografia de tirar o fôlego até seu final arrebatador. Com sua abordagem única e execução impecável, é um forte candidato ao Oscar, merecendo o reconhecimento em diversas categorias e principalmente na de Melhor Filme. Até porque, ele se mostra o grande favorito da lista no momento e tem pontos parecidos com o vencedor de 2016, SpotlightSegredos Revelados.

Como Flavinho Coelho fez história em uma década

Talvez você não o conheça, mas já ouviu o violão dele tocando várias vezes. Flavinho Coelho carrega um legado musical impressionante no sertanejo. O violonista se destacou nos arranjos que ajudaram a fazer o sertanejo universitário sucesso nacional, com sua trajetória musical começando de forma inusitada. O violonista iniciou sua carreira ao lado de João Bosco & Vinícius com apenas 14 anos. O primeiro projeto de Flavinho com a dupla foi o famoso disco “Acústico no Bar”, um trabalho que, na época, circulou muito em cópias piratas. Inclusive o Bruninho, da dupla com Davi, vendia bastante para a galera universitária. Estou citando ele aqui porque, mais tarde, a história dele com a de Flavinho irá se cruzar.

Apesar da venda informal, o disco se tornou um estouro e teve grande impacto no cenário sertanejo do Matogrosso do Sul. Esse disco ajudou a solidificar os primeiros arranjos de Flavinho na memória do público como as músicas “Magia e Mistério”, “Tatuagem”, “Faz de Conta” e “Quero provar que te Amo”. Ele ficou na estrada com a dupla por dez anos, conquistando espaço e muito respeito no meio musical. O violonista já fez diversos trabalho de gravações com outros artistas também, sempre destacando-se no violão, seu instrumento-chave.

Após essa fase com João Bosco & Vinícius, Flavinho decidiu seguir um novo caminho, trabalhando com o agronegócio. Mas nunca deixou a música de lado. Nesse novo momento da carreira, ele esteve em projetos incríveis que se tornaram marcas registradas em várias produções sertanejas. A sua contribuição não se limitou a grandes nomes como Michel Teló no programa especial ‘Bem Sertanejo’, mas também se estendeu a artistas como Gusttavo Lima (DVD 50/50), Munhoz & Mariano (Ao vivo em Campo Grande) e no projeto “Segura Maracaju”, acústico onde reviveu sua parceria com João Bosco & Vinícius. Inclusive, ele jamais pode tocar em algum lugar sem que peçam para ele tocar a música “Semi-luz”.

A trajetória de Flavinho Coelho também está intimamente ligada ao seu estado natal, o Mato Grosso do Sul. As influências da região transparecem em seu trabalho e no modo como ele contribuiu para o nascimento do sertanejo universitário. Sua linguagem no violão se tornou diferenciada por isso. Seu estilo, com influências da vaneira, do chamamé e do rasqueado se consolidou no Brasil durante a década de 2000 e Flavinho esteve ali, no epicentro desse movimento, responsável por hits atemporais que se tornaram grandes sucessos de uma geração.

Além de sua ligação com grandes nomes do sertanejo, Flavinho também tem um vínculo forte com sua família musical. Ele é irmão de Euler Coelho, um talentoso compositor que assinou hits como “Chora Me Liga” e “Voa Beija-Flor”. A influência musical em sua casa foi essencial para o seu desenvolvimento como violonista e para sua incursão no mundo da música. Flavinho esteve nos principais álbuns de JB&V de 2002 a 2012, entre eles o primeiro DVD da dupla, em 2005; e o marcante ao vivo de Ribeirão Preto, em 2010. Em uma década ele fez parte de um capítulo fundamental para a recente história do sertanejo.

Lembram que citei o Bruninho (Davi)? Foi também em 2010 que a jovem dupla estava começando a se lançar no mercado. Durante um show de João e Vinícius, em Campo Grande, eles invadiram o palco para cantar a música “Zona Sul”, primeiro hit deles. Decidiram naquele momento gravarem um video em cima da hora, na loucura. Até hoje está disponível no Youtube (Confira Aqui) e vez ou outra aparece como sugestão para eu ficar rindo do Flavinho, que estava na banda tocando a música que ele nem sabia… Eu brinco que ele fez parte do começo da carreira deles nesse sentido. Até porque, anos depois, Bruninho se tornou produtor musical de seus próprios projetos, convidando Flavinho para gravar faixas no DVD “Violada” e também na produção que Bruninho fez com a dupla Marco Antonio & Gabriel. A música “Presente do Vovô”, é praticamente um hino não-oficial de Campo Grande e tem o violão de Flavinho nela.

Nesses recentes trabalhos, ele demonstrou mais uma vez o quão único e talentoso é em cada acorde do violão, trazendo sua técnica refinada e sua sensibilidade musical para cada canção. Hoje, Flavinho não está mais na correria da estrada como antes, mas continua deixando sua marca na música. Atualmente, ele se dedica ao projeto Modão & Moagem, um trabalho que resgata a essência do sertanejo de raiz, mas com sua identidade musical refinada ao lado do parceiro Edson. Flavinho faz segunda-voz além de tocar. Sempre falo que ele só perde para o Santiago, do Guilherme, como melhor segundeiro do Brasil.

A gente fala isso brincando, pois é claro que temos a maior admiração pelo Santiago. E como gosto de elogiar o Flavinho, dizer que ele só perde para o Santiago é uma forma de elogio. Por curiosidade, eles são amigos, um dos tantos que Flavinho conquistou ao longo de sua lida na estrada. Guilherme & Santiago também já gravaram uma composição do Flavinho, feita com Euler. Sim, além de ótimo músico ele tem “o hobby” da composição.

Diferente da rotina intensa de turnês que ele vivia com João Bosco & Vinícius, o Modão & Moagem permite que ele continue fazendo música de forma mais tranquila, sem abrir mão da qualidade de vida e da paixão pelo violão. O projeto já contou com um feat de Fred & Fabrício e, em breve, terá um lançamento justamente com Guilherme & Santiago. Nada melhor que juntar o pai da segunda voz (Santiago) com seu pupilo (Flavinho), não é mesmo… Falando em pupilo, o violonista, como muitos de seus colegas, é muito fã de Marco Abreu, Paulinho Ferreira e Ivan Miyazato, outros três gênios do violão. Um ídolo à parte dele é o Almir Sater. Ele tem tanto bom gosto que assim como eu e Fátima Leão, Flavinho odeia A BOATE AZUL! (Saturaram essa música, vamos combinar…)

Com sua técnica impecável e um ouvido apurado para tirar qualquer música sem partitura, Flavinho Coelho é um músico diferenciado dos demais e nunca precisou buscar uma música no Cifras.com. Poucos sabem tirar onda tocando uma “Ligação Urbana” sem colar ou errar no acorde, por exemplo. Flavinho consegue isso e muito mais sendo o fenômeno que se tornou no violão. Mesmo longe dos holofotes, o violonista é considerado um dos melhores do país, sendo referência para quem entende de sertanejo e reconhece o valor de um grande músico como ele.

Foto: Arquivo

“Sullivan & Massadas: Retratos e Canções” – A trilha sonora de uma geração

Foto: Globoplay

Nem preciso dizer que o Globoplay acertou em cheio ao trazer Sullivan & Massadas: Retratos e Canções, uma série documental que faz justiça à maior dupla de compositores do Brasil. Para quem viveu os anos 80, 90 e cresceu nos anos 2000, assistir a essa produção é como abrir um baú de memórias musicais e reviver sucessos que marcaram gerações. Para os mais jovens, é uma aula essencial sobre a grandiosidade de Michael Sullivan e Paulo Massadas, responsáveis por uma infinidade de sucessos que dominaram as paradas e continuam vivos até hoje.

Com um formato envolvente, depoimentos valiosos e uma trilha sonora irretocável com obras dessa parceria, a série revela não apenas o talento da dupla, mas também a influência absurda que tiveram na música brasileira. Roberto Carlos, Roupa Nova, Fafá de Belém, José Augusto, Alcione, Trem da Alegria e tantos outros nomes brilharam ao som das composições de Sullivan & Massadas. Cada episódio reforça a genialidade desses criadores de melodias e letras que grudam na memória e tocam fundo no coração.

O mais impressionante é perceber o alcance e a versatilidade de ambos. Das baladas românticas aos temas infantis, das trilhas de novela aos hinos de karaokê, eles construíram um legado imbatível. A série não só resgata essa história, como também nos lembra da importância de valorizar os grandes compositores por trás dos sucessos que cantamos sem nem perceber quem os escreveu.

Se você ainda não assistiu, corra para o Globoplay. A série é emocionante, viciante e perfeita para maratonar. Afinal, quem nunca cantou os sucessos de Sullivan & Massadas que vão de Xuxa a Tim Maia? Eles são a trilha sonora da nossa vida, e esse documentário é a homenagem que eles sempre mereceram. Além de tudo, você vai reviver memórias da sua vida em cada canção que está ali.