Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

‘Barcelona’ do samba gabarita mais um ano e deveria mudar o nome para ‘Real Madrid’

Foto: Reprodução/Instagram

Mais uma vez, a bateria da Império de Casa Verde mostrou por que é um patrimônio do Carnaval de São Paulo. Na apuração desta terça-feira (4), o quesito foi gabaritado sem sustos, consolidando a supremacia do time de ritmistas comandado por Mestre Zoinho. O famoso apelido da bateria da Império sempre foi “Barcelona do Samba”, mas convenhamos: está na hora de atualizar. Afinal, o Barcelona já não assusta ninguém há um bom tempo, enquanto o Real Madrid segue empilhando títulos e dominando o futebol mundial.

E é exatamente isso que a bateria da Império faz no Carnaval paulistano — mostra domínio absoluto. Se a referência futebolística for para o lado da supremacia, não tem discussão: agora é “Real Madrid do Samba”. Se a bateria sobe de patamar, seu comandante também. Mestre Zoinho pode muito bem atender por um novo apelido: Carlo Ancelotti. Assim como o técnico italiano, ele lidera um time vitorioso, que sabe a receita do sucesso e que, quando chega na avenida, não tem pra ninguém.

Neste ano a bateria da Casa Verde veio de Coringa, referência ao vilão do Batman no enredo que a escola propôs na brincadeira com fábulas e quadrinhos. O samba cresceu muito na avenida por conta, principalmente, do grande desempenho da Barcelona em seu papel. A verdade é uma só: no quesito bateria, a escola Império de Casa Verde joga em outro nível. E em mais um Carnaval, não foi diferente.

Ainda sobre Mestre Zoinho, ele está à frente da bateria da Império de Casa Verde desde 2004.  Portanto, completou em 2025 seus 21 anos no comando dos ritmistas mais afinados de São Paulo. Durante sua liderança, a escola conquistou três títulos no Grupo Especial: em 2005, 2006 e 2016. E raramente recebe uma nota abaixo das 4 notas 10 em cada apuração. No Rio de Janeiro, Mestre Zoinho também desfila em baterias consagradas como ritmista. Nesse ano ele esteve na Unidos da Tijuca e na Vila Isabel.

2ª noite no Carnaval do Rio: Beija-Flor coloca mão na taça, Vila Isabel diverte Sapucaí e Salgueiro decepciona como sempre

Foto: Carnavalize

Mais quatro escolas desfilaram na segunda noite do carnaval carioca na Marquês de Sapucaí. Cada uma trazendo sua interpretação única da cultura brasileira e até mesmo internacional. Vamos aos destaques!

Unidos da Tijuca: Surpreendeu e fez seu melhor desfile em anos

A escola tijucana abriu os desfiles com “Logun-Edé: Santo Menino Que Velho Respeita”, celebrando o orixá filho de Oxum e Oxóssi. O povo do Borel em minutos de desfile se mostrou melhor que as quatro escolas da noite anterior. Os tijucanos destacaram a dualidade entre caça e pesca, exaltando as cores azul e amarelo, presentes tanto na entidade quanto na agremiação. O brilho no desfile ficou por conta do carro de som na voz de Ito Melodia e um samba bem cantado por toda Sapucaí. Bateria de Mestre Casagrande deve gabaritar. A Tijuca conseguiu surpreender, mesmo com erros técnicos e fez seu melhor desfile dos últimos anos;

Beija-Flor de Nilópolis: Riscou o chão da avenida e deu a Neguinho da Beija-Flor uma despedida à altura

A poderosa agremiação prestou uma emocionante homenagem a Laíla, lendário diretor de carnaval, com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas”. O desfile explorou sua trajetória e influência no samba, destacando sua relação com a religiosidade e relembrando momentos marcantes de sua história no Carnaval. A apresentação foi considerada a melhor da noite, encantando o público com sua riqueza cultural e visual. A bateria e o carro de som pareciam gravados em estúdio de tanta perfeição. Mestres Rodney e Plínio deram aula de como reger uma bateria;

Acadêmicos do Salgueiro: Pegou o público cansado após a avalanche da escola anterior e decepcionou mais uma vez

A escola do coração de Maninho Garcia trouxe “Salgueiro de Corpo Fechado”, um enredo que abordou a busca pela proteção espiritual. Gastou todo dinheiro no abre-alas e esqueceu o resto da escola. Infelizmente não apresentou inovações significativas, mantendo-se dentro de uma fórmula já conhecida tentando buscar aquele “Malandro Batuqueiro” de 2016 que também não rendeu o que o salgueirense sonhava. Vai passar mais um ano sem título, sendo o último há 16 anos com o “Tambor”;

Unidos de Vila Isabel: Não prometeu nada e entregou tudo com temática diferente

A comunidade de Noel Rosa encerrou a noite de desfiles com “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, brincando com as assombrações que permeiam o imaginário popular. O desfile trouxe personagens marcantes das histórias contadas ao longo das gerações, explorando o medo do desconhecido e o mistério das histórias assombradas. As alegorias deram um banho em concorrentes badaladas do pré-carnaval apresentando a excelente plástica que a escola costuma entrega. Vila veio forte e divertida, sem pressão e com um enredo diferente – dando sossego pra Xangô que está trabalhando na escala 6×1 no carnaval carioca este ano;

Essa segunda noite foi marcada pela riqueza dos desfiles e com escolas se reconectando com suas essências. O destaque ficou mesmo com o grande desenvolvimento da Beija-Flor, que emocionou o público com sua homenagem a Laíla e se colocou como principal favorita ao título até o momento.

O carnaval do Rio terá sua última noite de desfiles nessa terça-feira e terá seu encerramento com o enredo em homenagem a Milton Nascimento feito pela Portela. Grande Rio pode ser a única capaz de tirar o título da Beija-Flor. A escola de Caxias desfila com o enredo paraense e se despede da rainha Paolla Oliveira nesta noite.

Desfilam no último dia do carnaval carioca:

  1. Mocidade Independente
  2. Paraíso do Tuiuti
  3. Grande Rio
  4. Portela

Beija-Flor deve fazer hoje o desfile mais importante de sua história

Foto: O Globo

A Beija-Flor de Nilópolis, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, escolheu para o Carnaval de 2025 um enredo em homenagem a Laíla, lendário diretor de carnaval da agremiação, falecido em 2021. Conhecido por sua dedicação, felling e talento, Laíla foi fundamental na construção da identidade e do sucesso da escola ao longo de décadas. Sua influência na Beija-Flor é inegável, tornando este enredo uma justa celebração de sua memória e contribuição para o mundo do samba.

Laíla ingressou na Beija-Flor na década de 1970, período em que a escola buscava se firmar entre as grandes do carnaval carioca. Ao lado do carnavalesco Joãosinho Trinta, Laíla implementou inovações que revolucionaram os desfiles, como a introdução de alegorias grandiosas e fantasias luxuosas. Essa parceria rendeu à escola títulos importantes, destacando-se os campeonatos de 1976, 1977 e 1978. Ele esteve em 13 dos 14 títulos da escola. A homenagem a Laíla no enredo de 2025 ressalta sua importância não apenas para a Beija-Flor, mas para a história do carnaval como um todo.

A escolha desse enredo também reflete o reconhecimento da escola pela dedicação de Laíla ao longo de sua trajetória, recebendo as glórias que não teve em sua despedida na escola quando saiu da agremiação após o título de 2018. Sua liderança e visão artística foram essenciais para consolidar a Beija-Flor como uma potência do samba, influenciando gerações de sambistas e profissionais do carnaval. Ao celebrar sua história, a escola reforça valores de gratidão e respeito por aqueles que contribuíram para seu legado.

Este desfile tem potencial para se tornar um dos maiores já realizados pela Beija-Flor na Marquês de Sapucaí. A expectativa é que a escola apresente um espetáculo grandioso, repleto de referências às inovações e conquistas de Laíla. A comunidade de Nilópolis e os amantes do samba aguardam ansiosos por um desfile que una a tradição e a modernidade, características marcantes do trabalho de Laíla na carreira.

A homenagem ao lendário diretor também serve como inspiração para as novas gerações de carnavalescos e sambistas. Ao revisitar sua trajetória, a Beija-Flor destaca a importância da paixão pelo samba e do compromisso com a cultura popular brasileira. Este enredo é um convite para que todos conheçam e valorizem a história de um dos maiores nomes do carnaval.

Assim, o desfile de 2025 da Beija-Flor promete ser um marco na história da escola e do carnaval carioca. Ao reverenciar Laíla, a agremiação não apenas presta tributo a um de seus principais pilares, mas também reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação no samba. Este será, sem dúvida, um momento inesquecível para a comunidade nilopolitana e para todos os apreciadores do carnaval. Sem contar na despedida emocionante que promete Neguinho da Beija-Flor em seu último carnaval como intérprete da escola. E para quem acredita, se Laíla estiver presente em espírito, ninguém ganhará da comunidade de Nilópolis – como ele mesmo dizia.

Crítica de “A Substância” fica escancarada com premiação na categoria de “Melhor Atriz” no Oscar

Foto: ABC News

O Oscar 2025 trouxe uma das disputas mais intrigantes da categoria de Melhor Atriz dos últimos anos. De um lado, duas veteranas consagradas: Fernanda Torres, aclamada no cinema e na TV brasileira com o filme “Ainda Estou Aqui”; e Demi Moore, um ícone de Hollywood com décadas de carreira que protagonizou o filme “A Substância”. Do outro, uma jovem promessa de apenas 25 anos, Mikey Madison, que acabou levando a estatueta pela atuação em “Anora”.

A ironia que a vitória de Mikey trouxe foi justamente apresentada no longa dirigido por Coralie Fargeat. “A Substância” é um thriller psicológico carregado de simbolismos e críticas sociais. A trama aborda a obsessão da sociedade pela aparência perfeita e pela eterna juventude, explorando até onde as pessoas estão dispostas a ir para manter uma imagem idealizada. Nesta temporada do cinema, Fernanda Torres e Demi Moore entregaram performances arrebatadoras em seus filmes, com camadas de emoção e profundidade, capturando toda a angústia e a decadência das personagens presas nesse ciclo destrutivo.

Fernanda, que há anos escolhe projetos desafiadores e pouco óbvios, teve uma atuação visceral, sendo considerada por muitos críticos como a melhor de sua carreira. Demi Moore, por sua vez, brilhou ao interpretar uma personagem que parecia dialogar diretamente com sua própria trajetória em Hollywood, onde a pressão estética sempre foi uma realidade cruel para as mulheres. Ambas foram aclamadas por suas atuações e chegaram ao Oscar como favoritas. Era o duelo mais justo caso uma delas levasse o prêmio mais concorrido da noite.

No entanto, foi Mikey Madison quem saiu vencedora. A jovem atriz entregou uma performance bacana em “Anora”, mas sua vitória levantou questionamentos, pois sua atuação jamais chega aos pés dos trabalhos de Demi e Fernanda. No fim das contas, o filme que criticava o culto à juventude acabou tendo seu roteiro escancarado ao vivo com a candidata mais jovem entre as indicadas vencendo. Essa escolha só reforça exatamente aquilo que “A Susbtância” pretendia denunciar na indústria. A decisão da Academia pareceu um reflexo irônico da própria realidade que nunca mudará.

A escolha na categoria revoltou a todos, não diminuindo o talento de Madison, que tem uma longa carreira pela frente; mas levantando debates sobre a maneira como Hollywood decide premiar na hora errada quem ainda não mereça. No fim das contas, “A Substância” se mostrou profético dentro do próprio Oscar. A vitória de Mikey Madison reforçou a ideia central do filme, provando que, em Hollywood, a juventude ainda é a substância mais valiosa em seu mundo abstrato.

Nessa premiação, também ficou claro que o lobby para vencer um Oscar ainda é mais importante do que o merecimento de um verdadeiro trabalho. E a crítica feita pelo roteiro insano vivido por Demi no longa foi consolidada para o mundo ver, ao mesmo tempo sendo jogada no lixo pela Academia.

1ª noite no Carnaval do Rio: Mangueira coloca favoritas no bolso, UPM brilha e Viradouro desfila burocrática

Foto: Carnavalize

Na primeira noite de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, quatro agremiações encantaram o público com enredos ricos e apresentações marcantes. Vamos aos destaques!

Unidos de Padre Miguel: Muito forte no que se propôs e ligou o sinal de alerta pra quem desfila com o regulamento embaixo do braço

Abrindo a noite, a Unidos de Padre Miguel trouxe o enredo “Iá Nassô: A Mãe dos Orixás”, uma homenagem a Iá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Barroquinha, que deu origem à Casa Branca do Engenho Velho. A escola destacou a importância dessa figura na preservação e disseminação das tradições afro-brasileiras, com alegorias e fantasias que exaltavam a cultura e a religiosidade de matriz africana. Desfilou com muita beleza e ligou o sinal de alerta para escolas que nos últimos anos fazem o básico pra não serem rebaixadas. A UPM se mostra candidata para permanecer no Grupo Especial, não só pelo investimento financeiro, mas também pela força de sua comunidade que cantou do início ao fim. O intérprete Bruno Ribas mostrou também que está em uma grande fase da carreira no comando do carro de som do ‘Boi Vermelho’;

Imperatriz Leopoldinense: A mais técnica da noite, mas sem aura de campeã

Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo “Oxalá no Reino de Oyó”, baseado em um itã que narra a visita de Oxalá ao reino de Xangô. A escola explorou a mitologia iorubá, trazendo para a avenida a riqueza das lendas e a simbologia dos orixás, com destaque para a relação entre Oxalá e Xangô. Fez um desfile digno de receber chuvas de notas 10. Faltou apenas aquele “molho” que a consagraria como grande favorita ao título. Vai brigar no topo, mas pode ser derrotada justamente por não ter tido “aura” de campeã. Leandro Vieira, carnavalesco da escola, continua sendo um dos melhores artistas revelados no carnaval carioca nesses últimos tempos;

Unidos do Viradouro: Desfilou com uma carga emocional que mais a atrapalhou do que ajudou

Terceira escola a desfilar, a Unidos do Viradouro, apresentou o enredo “Malunguinho – o Mensageiro de Três Mundos”. A narrativa abordou a figura de Malunguinho, uma falange espiritual afro-ameríndia presente nos terreiros de Catimbó, Toré e Umbanda, inspirada na figura de João Batista, o último líder do Quilombo do Catucá. A escola destacou a resistência e a espiritualidade presentes na cultura afro-brasileira. Lutando para defender seu título, Viradouro entrou como grande favorita, mas fez um desfile burocrático que não lembrou nem de longe o de 2024. A carga emocional que a escola carregava parece ter atrapalhado sua evolução. Tecnicamente continua com muita beleza no trabalho de seu carnavalesco, o craque Tarcísio Zanon;

Estação Primeira de Mangueira: A que mais brincou de ser escola de samba de verdade na avenida

Encerrando a noite, a Estação Primeira de Mangueira trouxe o enredo “Da Pequena África à Nova Geração: A Mangueira Conta Sua História”. A escola ressaltou a influência dos povos batus para a formação cultural do Rio de Janeiro e do Brasil. Mostrou que realmente é a dona das multidões como canta seu samba, mas teve problemas técnicos que podem a prejudicar em um julgamento acirrado. No entanto, foi a única que desfilou sem pressão e brincou na avenida provando sua essência em ser uma gigante do carnaval carioca. Destaque ainda para a estreia do seu carnalesco, Sidnei França, nome já consolidado no carnaval de São Paulo e atualmente fazendo grande trabalho no Vai-Vai.

Cada escola, com sua singularidade, proporcionou ao público uma grande noite, celebrando a diversidade e a riqueza da cultura brasileira através de enredos que exaltam nossas raízes e tradições. Mas a campeã carioca ainda não desfilou na Sapucaí.

Entram na avenida nesta segunda-feira:

  1. Unidos da Tijuca
  2. Beija-Flor de Nilópolis
  3. Salgueiro
  4. Vila Isabel

2º noite do Carnaval de São Paulo: Gaviões foi grandiosa e deve disputar título com Rosas de Ouro

Mocidade Alegre e Tucuruvi foram muito técnicas, mas não riscaram o chão de uma campeã;

A segunda e última noite de desfiles das escolas de samba de São Paulo mostrou que a cidade sabe fazer Carnaval mais do que nunca, como vem sendo feito com qualidade desde sua revolução em 2005. Entre acertos técnicos, plásticas ousadas e enredos que emocionaram (ou não), o sambódromo recebeu apresentações que podem mexer com a apuração de terça-feira. Vamos aos destaques deste sábado.

Águia de Ouro: Fez o que precisava fazer

O enredo sobre Benito di Paula era muito bonito e a escola entregou um desfile correto, sem grandes riscos. No fim, cumpriu tabela e não deve ter problemas correndo risco com disputa na parte de baixo da tabela.

Império de Casa Verde: O Tigre Guerreiro não rugiu tão alto dessa vez

Com um enredo confuso e uma plástica que esteve bem abaixo do padrão que a escola costuma apresentar, a escola não surpreendeu. O grande destaque continua sendo a bateria, conhecida como a “Barcelona do samba”. Mas, pela fase atual do time espanhol, talvez seja hora de rebatizá-la para “Real Madrid”.

Mocidade Alegre: Tinha tudo para ser a melhor da noite, mas não foi

Começou impecável tecnicamente para defender seu título, mas não conseguiu emocionar como em anos anteriores, quando saiu ovacionada com um enredo parecido em 2014, por exemplo. Alguns erros amadores podem custar o tricampeonato para a escola de Solange Bichara.

Gaviões da Fiel: Entregou seu desfile mais bonito dos últimos 23 anos

Arriscou com um enredo inédito em sua história e foi gigante em todos os quesitos. Sem dúvidas, a melhor da noite. Destaque absoluto para Ernesto, que segue como o intérprete mais longevo à frente de um carro de som no Carnaval paulistano.

Acadêmicos do Tucuruvi: Tecnicamente correta e visualmente muito bem trabalhada

A escola emocionou com um enredo necessário e impactante. Conseguiu fazer com a temática indígena o que o Salgueiro não fez com o superestimado “Hutukara” no ano passado. Deve voltar entre as campeãs por mérito.

Estrela do Terceiro Milênio: Um enredo inédito e essencial no Carnaval

Abordar a comunidade LGBTQIA+ trouxe cor e representatividade à avenida, sem deixar de mostrar as dores enfrentadas por essas pessoas em uma sociedade preconceituosa. Apesar do impacto social e visual, deve apenas cumprir tabela, já que há escolas mais fortes na briga contra o rebaixamento.

Vai-Vai: Fez a tarefa de casa encerrando o Carnaval

Desfilando no horário que é a sua cara, a escola da Bela Vista fez o que se esperava. Apresentou um desfile com a alma que a consagrou. O enredo combinou perfeitamente com seu estilo, mas a plástica e o samba ficaram abaixo do que o Vai-Vai merece. Ainda assim, fechou a noite com pé-direito.

Conclusão pós-amanhecer no Anhembi:

Mais uma vez, São Paulo provou que faz um Carnaval de excelência. As escolas paulistanas não devem nada a ninguém – só não enxerga isso quem tem o ego batendo no satélite do Starlink. Agora, resta ver como será o julgamento, que sempre é uma caixinha de surpresas. Para o bem ou para o mal, tudo pode acontecer.

Na minha irrelevante e humilde opinião, o título está entre Rosas de Ouro e Gaviões da Fiel. Foram as duas que conseguiram riscar o chão do Anhembi com instinto de verdadeiras campeãs.

Boa sorte a todas na terça-feira!