
O apresentador Celso Portiolli venceu o Troféu Imprensa como Melhor Apresentador do Ano, e mais do que merecido, o prêmio só confirma algo que muita gente já sente faz tempo: ele é, hoje, o melhor comunicador da televisão brasileira. Não apenas pelo carisma e simpatia, mas pela habilidade rara de segurar, com leveza e naturalidade, horas e horas ao vivo no Domingo Legal, um programa de auditório que mistura entretenimento, emoção e bom humor — um dos formatos mais difíceis de comandar.
Celso não apresenta um programa: ele conduz um espetáculo dominical como quem conversa com o público na sala de casa. Vai dos quadros divertidos como o Passa ou Repassa a entrevistas espontâneas e bem conduzidas na casa dos próprios artistas, provando que seu talento atravessa o tempo sem perder o frescor. Ele entende o jogo da TV como poucos, e por isso consegue entregar audiência sem precisar apelar — conquista o público pela inteligência, pelo timing cômico e, principalmente, por ser genuinamente gente como a gente. O ícone até já gravou uma música do Michael Sullivan (Amizades Virtuais), zerando o game de um talento completo que se tornou na vida.
Desde os tempos de Câmeras Escondidas, quando herdou o estilo consagrado por Silvio Santos, Celso sempre teve a missão de continuar uma linhagem difícil, a dos grandes apresentadores populares, que unem família, diversão e carisma aos domingos. E ele não só assumiu esse desafio como se consolidou como o nome que mais se aproxima da herança de Silvio e Gugu, tanto pelo estilo quanto pela entrega ao público. Para muitos, ele é o filho que Silvio Santos não teve – pois ele só teve mulheres como filhas. A trajetória e o cuidado que Silvio sempre teve com Celso realmente o moldou como o melhor apresentador para seguir seus passos na televisão.
Celso Portiolli é mais do que o vencedor do Troféu Imprensa. Ele é o rosto de uma televisão que ainda acredita no bom entretenimento, feito com respeito à plateia e com o brilho no olhar de quem ama o que faz. Seus quadros são simples e divertidos, sem fórmulas mirabolantes para conquistar uma audiência a qualquer custo. Ele merece todo reconhecimento por isso — e talvez o maior legado que Celso planta hoje seja esse: domingo após domingo, ele segue sendo uma companhia insubstituível para milhões de brasileiros que se divertem com seu estilo único de ser um grande comunicador.






