Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Hit do Carnaval 2026 está vindo de Claudia Leitte

Enquanto isso, a “rainha do Carnaval”, Ivete Sangalo, lançou uma porcaria de música

Foto: Instagram

Tudo indica que o hit do Carnaval 2026 já tem nome, sobrenome e coreografia pronta para dominar trios, bloquinhos e TikTok: “Pluguin da Bagaceira”, de Claudia Leitte. A música caiu no gosto popular com uma rapidez que o Carnaval adora — refrão chiclete, letra sem pudor e aquela energia que pede suor, sorriso e repetição infinita.

É exatamente esse combo que transforma uma canção em trilha oficial da folia, e Claudia parece ter entendido o espírito antes de todo mundo. A música ainda fala da liberdade e empoderamento da mulher, seja no Carnaval ou em qualquer lugar que nós merecemos.

Do outro lado do circuito, a sensação é de frustração. Ivete Sangalo, um dos maiores símbolos do Carnaval brasileiro, lançou uma música que decepciona — e muito: Vampirinha. Chega a soar como humilhação perto da carreira gigantesca que ela construiu e do peso que carrega na história da festa. Ivete é patrimônio cultural do Carnaval, mas desta vez errou a mão, e o público percebe quando falta aquela faísca que transforma música em fenômeno.

Enquanto isso, o Carnaval flerta com o improvável — e talvez com a loucura musical do ano. Gretchen volta a rondar o hype carnavalesco com Freak Le Boom Boom”, lançada lá em 1979, provando mais uma vez que sua carreira desafia qualquer lógica. Nada explica totalmente Gretchen, e talvez seja exatamente isso que a mantenha viva, relevante e sempre pronta para ressurgir quando ninguém espera. Era um meme, mas a música cresceu nas plataformas e virou uma thread da geração millenium.

Na corrida paralela, Léo Santana e Tony Salles também tentam emplacar seus candidatos a hit do Carnaval. O esforço é visível, o repertório é competente, mas por enquanto eles correm por fora. Carnaval é imprevisível, mas, neste momento, o plug já está conectado: se nada mudar, 2026 vai mesmo plugar geral na bagaceira — e quem viver, dançará.

Colômbia já sente impacto da presença de tropas americanas em sua região no Caribe

Pesca artesanal está em crise. Assunto também é retratado na novela mexicana A.mar – transmitida atualmente no país

Foto: Arquivo Pessoal

A tensão no Caribe deixou de ser apenas um tema diplomático distante e passou a impactar diretamente a vida de quem depende do mar na Colômbia. A presença crescente de tropas e embarcações dos Estados Unidos no mar da Venezuela acendeu um alerta no litoral colombiano, principalmente em regiões tradicionalmente voltadas à pesca artesanal e ao turismo. O que antes era apenas um corredor marítimo virou área de tensão, vigilância e incerteza.

Em Santa Marta, os pescadores já sentem os efeitos no dia a dia. Há relatos de restrições informais de circulação, mudança nas rotas tradicionais de pesca e diminuição significativa da atividade em alto-mar. O medo de se aproximar de áreas monitoradas por navios militares tem afastado embarcações pequenas, que dependem exclusivamente da pesca diária para sobreviver. Resultado: menos peixe, menos renda e mais insegurança para famílias inteiras.

Além do impacto econômico, existe também um desgaste social e psicológico. O mar, que sempre foi símbolo de sustento e tranquilidade para comunidades costeiras, agora carrega um clima de ameaça constante. A presença militar estrangeira nas proximidades cria um ambiente de instabilidade, mesmo sem confrontos diretos. Para quem vive do litoral, a simples possibilidade de um incidente já é suficiente para paralisar atividades essenciais.

A situação expõe mais uma vez como disputas geopolíticas acabam atingindo quem menos tem culpa no conflito. Enquanto governos discutem estratégias e alianças, pescadores de Santa Marta pagam a conta com redes vazias e dias perdidos no mar. A Colômbia se vê no meio de um tabuleiro internacional delicado, e o litoral caribenho — tão vital para a economia local — corre o risco de se tornar mais uma vítima silenciosa dessa escalada de tensão.

A pesca artesanal é algo que me chama muita atenção, não só pelo aspecto econômico, mas pelo valor cultural e humano que carrega. Recentemente, assisti à novela A.MAR, cujo enredo acompanha uma comunidade que vive exclusivamente da pesca artesanal e passa a ser ameaçada pela chegada de uma pesqueira industrial, projeto ambicioso do vilão da trama. A história dialoga diretamente com o que vemos hoje no Caribe: pequenos trabalhadores enfrentando forças muito maiores, que colocam lucro e poder acima da subsistência local.

A novela foi gravada em Puerto Morelos (MEX), cenário que valoriza o litoral, o cotidiano dos pescadores e a relação íntima entre comunidade e mar. A exibição aconteceu pela UniNovelas, canal do grupo Univision, levando essa discussão para um público amplo nas Américas. Coincidência ou não, a ficção reforça como a pesca artesanal segue sendo frágil diante de interesses externos — seja na novela, seja na vida real, como agora no litoral colombiano. No Brasil, a novela vai ao ar pelo SBT no horário nobre.

Garoto narrando a final da Libertadores na montanha ao lado de cachorro caramelo é a imagem do ano

A Champions League tem glamour, mas só a Libertadores proporciona certas coisas

Foto: @Pol_deportes

Não é todo dia que nasce diante da gente um símbolo do jornalismo raiz, aquele jornalismo que não precisa de credencial VIP nem câmera 4K para existir. Pol Deportes, um menino de apenas 15 anos chamado Cliver Sánchez, ganhou o mundo quando narrou aa grande final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras do alto de uma montanha – cercado por crianças e por um cachorro caramelo que parecia seu assistente oficial. Enquanto alguns procuravam um estúdio perfeito, Pol transformou a precariedade em palco. Aquele vídeo não mostrou só um narrador: mostrou uma vocação.

A trajetória de Pol sempre foi guiada por essa obstinação doce de quem nasceu pra contar histórias. Ele começou registrando jogos de bairro, criando seus conteúdos, treinando a voz e a emoção na marra, sem nenhum luxo — só vontade. Mesmo novinho, ele já tinha algo que muito adulto bem formado não tem: verdade. Nada nele é montado. Nada é artificial. Ele narra com o coração, com o ambiente, com o improviso, com a vida pulsando ao redor. E talvez por isso tenha encantado tanta gente. Antes mesmo do jogo ele estava fazendo toda cobertura, ao lado de um coleguinha. Fez lives e se meteu no meio da torcida flamenguista à caminho do estádio para cantar “Acabou o caô, o Guerrero chegou!

E a prova de que talento abre portas veio esta semana, quando Pol narrou pela primeira vez direto da cabine de um estádio profissional. E não qualquer jogo: simplesmente Sporting Cristal x Alianza Lima, um dos clássicos mais importantes do Peru. Aquele menino que narrava do alto de uma montanha agora narrava de dentro, no ponto mais nobre de um estádio, onde tantos sonham chegar. Foi resultado de esforço, autenticidade e da força de uma internet que ainda sabe reconhecer talento quando vê.

No fim das contas, Pol Deportes representa uma frase que deveria estar colada no espelho de todo aspirante a jornalista: quem quer fazer jornalismo de verdade sempre dá um jeito. Seja na arquibancada, na montanha, na rua de barro, na cabine profissional ou com um cachorro caramelo como produtor. Pol já descobriu o que muita gente passa a vida inteira tentando aprender: quando a paixão é real, o dom futebolístico aparece. E o mundo escuta. Pena que a sua seleção não irá para a Copa do Mundo, mas ele, pode ir!

Viradouro cala críticos e se mostra como uma das favoritas para vencer o Carnaval 2026

Enredo sobre mestre de bateria da escola mostra muitas cartas na manga para comunidade crescer na avenida

Foto: Rio Carnaval

A Viradouro chega com um enredo que muita gente ousou subestimar: Mestre Ciça, uma narrativa rica, profunda e com peso cultural suficiente pra virar o jogo no Sambódromo. Durante meses, teve crítico dizendo que o tema era fraco, que faltava impacto, que a escola não teria fôlego pra repetir o nível altíssimo dos últimos anos. Pois bem: quem menosprezou esse enredo pode, sinceramente, desistir do carnaval. Porque aquilo que criticaram do enredo da Viradouro não tá escrito. E o samba… ah, o samba é aquele tipo que cresce, que vai tomando forma nos ensaios, que amadurece na quadra até virar furacão na avenida.

O pré-carnaval já deixou isso explícito. O samba da Viradouro tem crescido de um jeito absurdo nos ensaios — daqueles que você escuta em agosto e acha ok, mas em dezembro já está cantando de mão pro alto, sem perceber. A comunidade comprou a ideia, o carro de som entendeu a alma do enredo e o casamento entre melodia e narrativa tá redondo. E quando a comunidade canta com verdade, é questão de tempo até explodir na Sapucaí. A Viradouro sabe fazer isso como ninguém hoje. E com o trunfo a mais, pela volta de Juliana Paes à frente da bateria como rainha.

Falar de Mestre Ciça é abrir espaço pra uma ancestralidade que emociona. Assim como o Salgueiro entregou um desfile histórico homenageando Mestre Louro e o Tambor em 2009 — e levou o título com um dos sambas mais emblemáticos do século — a Viradouro tem nas mãos uma história com potência semelhante. Ciça é fundamento, é resistência, é a memória viva dos terreiros e da música afro-brasileira. Um enredo desses, quando tratado com respeito e grandeza, vira diferencial. Vira título. E ninguém duvide disso.

A verdade é que a Viradouro virou uma máquina de fazer carnaval. Está pra Sapucaí assim como a Mocidade Alegre está pra São Paulo: regular, forte, técnica, agressiva e cada vez mais madura. Se entregar o que promete — e tudo indica que vai — esse desfile vai ficar ali nas cabeças. E se o samba crescer na avenida do jeito que tá crescendo nos ensaios… meu amigo, segura. Porque a Vermelha e Branca tá vindo pra brincar de verdade.

Como enfrentei a Fascite Plantar

Foto: Arquivo Pessoal

Enfrentar a fascite plantar foi uma das experiências mais dolorosas e irritantes que já passei. É aquela dor que pega na sola do pé, principalmente no calcanhar até o peito dos pés, e parece que você está pisando em cima de pregos toda vez que levanta da cama. A fisioterapia ajuda — e muito — mas ninguém te prepara para o impacto que isso causa no dia a dia. Caminhar, treinar, até ficar em pé por muito tempo vira um tormento. E quando a dor aparece, ela realmente te lembra que é você quem precisa correr atrás da própria recuperação.

Entre alongamentos, massagens e aqueles exercícios específicos que a fisioterapia passa, eu descobri o que mais me deu alívio de verdade: o escalda-pés, um método milenar que parece simples demais pra ser tão eficiente — mas funciona. O escalda-pés nada mais é do que uma bacia com água morna, sal grosso e alguma erva terapêutica, que pode ser alecrim ou cravo-da-índia. É natural, barato, fácil de fazer em casa e relaxa profundamente a região inflamada, melhorando a circulação e diminuindo aquela sensação de “queimação” que a fascite traz.

O ritual que mais funcionou pra mim foi direto ao ponto: primeiro, o escalda-pés bem quente, deixando o pé ali de 15 a 20 minutos, sentindo o alívio chegar devagar. A combinação do sal com as ervas realmente dá uma desinchada e acalma a musculatura. É impressionante como algo tão antigo consegue competir com qualquer anti-inflamatório por aí. E quando você termina, o pé já parece mais leve, mais solto, menos travado.

Logo depois, vem o outro segredo que salvou a minha rotina: a bolsa fria. Pode ser bolsa de gel ou até um simples saquinho de gelo — o importante é aplicar no local da dor por alguns minutos. Essa alternância de quente e frio é poderosa, porque o quente relaxa e ativa a circulação, enquanto o frio desinflama e reduz o incômodo. Foi essa dobradinha que acelerou minha recuperação de um jeito que eu não esperava. E hoje eu falo com tranquilidade: dá pra enfrentar a fascite plantar, sim. Dá trabalho, mas com o método certo, o alívio chega. Sempre chega.

Para entender todos os detalhes do método que salvou meu pé da dor, acesse aqui!

Zootopia 2: Chorei horrores e me diverti

Filme é bem humorado, trazendo também lição de parceria e convivência

Foto: Arquivo Pessoal

Zootopia 2 chegou provando que a Disney ainda sabe acertar em cheio quando o assunto é emoção, aventura e um recado necessário. Acabei de assistir e saí da sessão com aquela sensação boa de coração aquecido, sabe? A continuação expande o universo que já era fascinante no primeiro filme e entrega uma história ainda mais madura, mas sem perder o brilho colorido e o humor que conquistou todo mundo. É um daqueles filmes que você assiste sorrindo do início ao fim.

Judy Hopps continua impecável — determinada, corajosa e cheia de energia — enquanto Nick Wilde permanece aquele charme vagabundo que só ele tem. A química entre os dois está mais afinada do que nunca, e eles carregam o filme com uma dinâmica que mistura amizade profunda, cumplicidade e aquele toque de ironia que só funciona porque eles se completam. Os personagens secundários também brilham, cada um trazendo carisma e representatividade de um jeito natural, leve e muito divertido.

E uma coisa que Zootopia 2 faz com maestria é usar seus personagens para falar de temas importantes sem parecer uma palestra. A diversidade de espécies vira uma metáfora inteligente para diversidade humana — seja de origem, aparência, personalidade ou comportamento. É lindo ver como o filme reforça, de forma suave e bem-humorada, que todo mundo tem um lugar no mundo e que as diferenças não apenas existem, como tornam tudo mais interessante. Representatividade, aqui, não é discurso: é construção.

No fim, o filme entrega uma das mensagens mais bonitas do universo de Zootopia: ninguém faz nada sozinho. Amizade, parceria e confiança são os pilares que movem Judy e Nick, e que acabam inspirando toda a cidade. Zootopia 2 é um lembrete de que, quando a gente trabalha junto e acredita no outro, o impossível fica um pouquinho mais perto de acontecer. É encantador, divertido e cheio de propósito — do jeitinho que o cinema precisa ser. E podemos dizer que as férias estão garantidas com o filme, pois as crianças vão amar. Vale o combo do cinema – que por sinal, tem baldes bem bonitos dessa vez.