Ne Zha 2: Ação, mística e emoção justificam a maior bilheteria do ano

Animação entra na briga com Demon Slayer pelo Oscar 2026 e coloca o Oriente como novo polo do cinema internacional

Foto: A2

É impossível sair de Ne Zha 2: O Renascer da Alma – sem a sensação de ter visto algo grandioso. A sequência do fenômeno de 2019 não só supera o primeiro filme, como coloca a animação chinesa em um patamar que antes parecia exclusivo da Pixar ou da DreamWorks. O filme é vibrante, cheio de ação, mas, acima de tudo, profundamente emocionante. É daquelas histórias que fazem você esquecer que está diante de uma “animação” — e isso justifica totalmente a liderança absoluta nas bilheterias mundiais em 2025.

O mais fascinante é como Ne Zha 2 consegue equilibrar espetáculo visual com densidade dramática. Cada batalha é explosiva, mas nunca gratuita; tudo tem um peso emocional que prende o espectador. Ne Zha e Ao Bing não são apenas heróis mitológicos: são personagens complexos, que lidam com dilemas universais como destino, amizade e sacrifício. Essa camada extra é o que separa um bom filme de uma obra memorável.

E se olharmos para o cenário internacional, o impacto é ainda maior. Ne Zha 2 não está apenas quebrando recordes de bilheteria, mas também derrubando a ideia de que só Hollywood sabe contar histórias globais. É um sopro de novidade em um ano em que as animações ocidentais não entregaram muito. E, cá entre nós, o Oscar nunca precisou tanto de um título fora da caixa como agora. Em uma temporada fraca para o gênero, a força e a originalidade dessa produção chinesa a tornam uma das candidatas mais fortes à estatueta. Claro que o concorrente à altura, Demon Slayer, estará colado ali.

No fim, Ne Zha 2 é mais que um sucesso: é um marco cultural. A prova de que a animação pode ser épica, poética e universal ao mesmo tempo. Se você gosta de cinema que emociona e impressiona, precisa ver. O Oriente está se conectando com o Ocidente cada vez mais pelo cinema. A liderança mundial não veio por acaso — veio porque a sequência de Ne Zha é, sem exagero, um dos filmes mais impactantes do ano.

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