“Jurassic World: Recomeço“ vale pelo entretenimento e nostalgia

Foto: Universal Pictures

Jurassic World: Recomeço chegou aos cinemas com a difícil missão de honrar um legado que começou lá nos anos 1990, sob o comando visionário de Steven Spielberg. Apesar de o roteiro seguir uma linha já conhecida dos fãs — com humanos em conflito direto com dinossauros em um ambiente fora de controle —, o novo longa consegue se destacar pelo que entrega além da história: uma experiência visual impressionante e um resgate bem-feito da essência original. Mesmo com críticas à trama, o filme consegue fisgar o espectador pela aventura envolvente e pela força do seu conjunto técnico.

Sob a direção competente de Gareth Edwards, conhecido por seu olhar detalhista e domínio sobre efeitos visuais (como visto em Rogue One), o filme ganha camadas de tensão e imersão que elevam a narrativa. Edwards não tenta reinventar a roda, mas lapida o material com precisão, respeito e uma clara admiração pelo universo jurássico. Sua direção é inteligente ao valorizar os silêncios, os olhares e os momentos de pura contemplação, algo que Spielberg sempre soube fazer tão bem. E aqui, essa influência é sentida, mas sem parecer cópia — é homenagem com personalidade.

A fotografia do longa é um espetáculo à parte. Desde os enquadramentos amplos das paisagens selvagens até os closes dramáticos nos personagens diante do perigo iminente, tudo contribui para a construção de uma atmosfera envolvente e, muitas vezes, hipnotizante. A luz natural é bem aproveitada em cenas de tensão, e os contrastes entre natureza e tecnologia são marcantes — remetendo, inclusive, ao conflito central da própria franquia: o controle humano sobre o incontrolável.

O elenco também brilha ao sustentar a história com performances sólidas, mesmo quando o roteiro não oferece grandes reviravoltas. A química entre os personagens é convincente, e há espaço tanto para os veteranos quanto para novos rostos que injetam energia à trama. A nostalgia também cumpre bem seu papel, sendo dosada com inteligência para agradar tanto os fãs antigos quanto quem está chegando agora ao universo Jurassic.

Apesar das ressalvas que cercam a trama, Jurassic World: Recomeço vale a pena ser visto. A aventura é empolgante, o visual é muito bacana e a direção de Edwards mostra que ainda há espaço para boas histórias nesse universo de dinossauros e ambição humana. Melhor que os últimos capítulos da era Jurassic World, o novo filme prova que, quando há respeito ao material original e cuidado técnico, a magia pode — e deve — ser revivida. Vale a pena pelo entretenimento.

Agora, se não tiver com tanta vontade de gastar seu rico dinheiro no cinema nessa semana, aguarde 6 dias para ver o maior super-herói de todos chegando nas telonas a partir do dia 08!

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