
O filme Fórmula 1 – F1 chegou com promessa de velocidade, emoção e o charme dos bastidores da categoria mais glamourosa do automobilismo mundial. E, de fato, quando se trata de emoção e adrenalina, o filme entrega tudo. A presença da Fórmula 1 como protagonista nas cenas de corridas em circuitos emblemáticos é o que realmente segura a atenção do público – não é pela atuação do Brad Pitt, infelizmente.
Brad Pitt, que interpreta o veterano piloto que tenta voltar ao topo, entrega uma performance abaixo do esperado. Em certos momentos, lembra o Fiuk nos tempos de Malhação ou A Força do Querer. Faltou uma dedicação a mais, faltou verdade. Ele está lá, mas a gente não sente ele lá. No entanto, é justamente por isso que o esporte brilha ainda mais: porque o que emociona é a Fórmula 1 em si, não o drama encenado.
O diferencial do filme está na presença de pilotos reais e figuras autênticas do paddock, o que dá um gostinho quase documental. Ver nomes de verdade em meio à ficção é um presente para os fãs. E já que é pra dar um spoilerzinho (o único, prometo): Toto Wolff aparece e rouba a cena com sua beleza. Pra mim, ele é o verdadeiro galã da Fórmula 1 – e vê-lo na telona foi um prazer à parte mesmo que em segundos de participação.
As imagens são espetaculares. Elas que carregam o filme nas costas. A fotografia impressiona, com tomadas que colocam o espectador dentro dos carros, sentindo a pressão, o barulho, a velocidade. A parte técnica do filme é um show. O som, o ritmo das corridas, tudo faz a gente vibrar ao assistir. É daqueles filmes que você sai querendo acelerar por aí (com responsabilidade, claro).
No fim das contas, F1 é uma experiência cinematográfica que vale pela emoção do esporte, pela qualidade visual e pelo respeito à Fórmula 1 como espetáculo. Só não espere muito do Brad Pitt, como já disse. Nesse grid, ele largou mal e ficou preso no pelotão do meio. Os demais do elenco estão com boas atuações.