
O Atemporal que aconteceu neste sábado (12), em Maceió, foi mais uma prova da força e da imensidão que é o fenômeno Calcinha Preta. O público alagoano lotou o entorno do palco 360° com uma energia que só esse evento sabe proporcionar. Os figurinos impecáveis, como sempre, deram um toque de espetáculo a cada entrada dos cantores, e as surpresas da noite deixaram os fãs em êxtase. Bell Oliver apareceu de visual novo, com o famoso cabelão que o fez ser sucesso, e foi impossível não se emocionar. Dennis Nogueira também marcou presença como convidado especial da noite e fez bonito no palco, cantando os hits que foram marcantes em sua voz na banda.
A emoção foi ainda maior com a presença de nomes históricos como Berg Rabelo, Marlus Viana e Raied Neto. A nostalgia bateu forte e a plateia vibrou com cada entrada desses ícones que marcaram gerações. Mesmo com a chuva que caiu durante o show, ninguém arredou o pé — pelo contrário, a água do céu só aumentou a emoção e deu um charme especial à noite. Silvânia Aquino estava deslumbrante, dominando o palco com seu carisma e sua voz potente. Ela é, sem dúvidas, um dos grandes pilares dessa história que nunca envelhece. Claro que Daniel Diau e O’hara Ravick também brilharam junto ao excelente repertório da noite.

No entanto, um ponto que precisa ser revisto é a organização da programação. A demora entre as atrações que antecederam o show principal deixou o público visivelmente cansado. Márcia Fellipe, apesar de ter feito o melhor show entre os convidados, teve um tempo de palco absurdamente curto, o que gerou frustração entre muitos fãs. A verdade é que o festival já passou da hora de repensar seu formato: menos atrações e mais Calcinha Preta no palco.
Desde o ano passado, o público vem pedindo isso: um espaço onde a banda possa brilhar por mais tempo, sem tantas interrupções ou interlúdios que só servem para prolongar a espera. Quem vai ao Atemporal quer viver o universo de Calcinha Preta intensamente — e isso inclui mais músicas, mais tempo de palco e uma experiência mais fluida do início ao fim.
A grandiosidade da Calcinha Preta, banda que revolucionou o forró, merece ser protagonista não só no palco, mas em toda a estrutura do evento. É preciso um olhar mais cuidadoso na organização, desde a compra dos ingressos até os momentos finais do festival. Maceió entregou mais um espetáculo, mas a altura da banda exige que o Atemporal seja cada vez mais enxuto, coeso e pensado com o coração de quem realmente entende o que significa ser apaixonado pela Calcinha de verdade. E o projeto ainda terá gravações em outras cidades neste ano. Aguardemos!
As músicas gravadas no Atemporal 2 em Maceió foram:
- Onde o sonho mora
- Versos e promessas (Tem mais alguém?)
- Longe
- A casa caiu
- Faço chover
- Te acho tão linda
- Encruzilhada
- Palavras
- Quem sabe um dia
- Sou assim, não vou mudar
- Fotografias
- Meu anjo
- Tutti-frutti / Não se apaixone não





