
O Boca Juniors atravessa um período turbulento, evidenciado pela derrota por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys na última rodada do campeonato argentino, em Rosário. Essa derrota custou ao Boca a liderança do Grupo A, o deixando com 23 pontos, um atrás do novo líder, Tigre. Os gols do Newell’s foram marcados por Luciano Herrera e um gol contra de Lautaro Di Lollo. Além disso, Edinson Cavani desperdiçou um pênalti crucial durante a partida.
A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores para o Alianza Lima treinado por Néstor Gorosito, intensificou as críticas ao técnico Fernando Gago. O desempenho inconsistente da equipe sob seu comando gerou insatisfação entre torcedores e parte da imprensa setorista do clube se movimentou para apontar diversas críticas. Diante desse cenário, a diretoria do Boca Juniors já havia pensado demissão de Gago mês passado, buscando uma mudança de rumo para a equipe. No entanto, uma virada de mesa o manteve no cargo. Hoje ele coloca a culpa em seu fraco trabalho em terceiros, nunca em si mesmo.
Os métodos de treinamento de Gago foram alvo de controvérsias. Ele implementou práticas inovadoras, como exercícios matemáticos para aprimorar a agilidade mental dos jogadores. No entanto, essas abordagens não se traduziram em resultados positivos em campo, levando a questionamentos sobre sua eficácia. Mascherano tentou fazer isso com a base da seleção argentina e passou vergonha nas Olimpíadas. O técnico xeneize já teve ótimos treinadores que o moldaram no futebol, inclusive Sabella na Seleção. Mas ele parece não ter aprendido nada com nenhum de seus maestros.
A comparação nostálgica com o período vitorioso sob o comando de Carlos Bianchi é inevitável no contexto que envolve o Boca. O atual time não conseguiu replicar a solidez e o sucesso daquela era, evidenciando uma lacuna entre as expectativas e a realidade atual do clube. Desde a saída de Ibarra como técnico, o Boca não se reencontra mais em campo. Parece ter esquecido sua própria essência de enorme clube que é. Após o vice-campeonato da Libertadores 2023 sob o comando de Jorge Almirón, o trabalho de Diego Martínez não emplacou e colocou Fernando Gago para realizar o sonho de treinar o clube, mesmo ele não estando preparado ainda.
Dentro de campo, o zagueiro Marcos Rojo tem se destacado por sua liderança, esforçando-se para trazer estabilidade à defesa e orientar os companheiros em momentos difíceis. No entanto, o desempenho coletivo da equipe permanece aquém do esperado, refletindo os desafios que o Boca Juniors enfrenta nesta fase conturbada. E questão que fica é de até quando Gago será o técnico desse time que necessita urgente de novos ares em Ezeiza.