
Assim como a princesa do vestido azul e amarelo, arrumei meu cabelo preto e fui sem muita expectativa assistir sua estreia no cinema. Desde o anúncio de sua produção, o live-action de Branca de Neve gerou debates e expectativas. Controvérsias sobre escolhas de elenco e adaptações da história original dominaram as discussões pré-lançamento. No entanto, ao apagar das luzes na sessão, somos transportados para um mundo encantado onde a magia da princesa mais destemida e gentil do universo Disney comandado pelo Mickey se revela. Me emocionei em diversos momentos. Então já dou um conselho: Esqueça as polêmicas e vá se divertir!
Rachel Zegler, no papel de Branca de Neve, entrega uma performance que cativa pela doçura e carisma. Seu estilo angelical e presença em cena resgatam a essência da personagem clássica, ao mesmo tempo em que incorporam nuances modernas que a tornam mais relevante para os dias atuais. Suas interpretações musicais, especialmente em canções como “Waiting on a Wish” e “Whistle While You Work”, destacam-se durante os momentos musicais do filme.
Por outro lado, a interpretação de Gal Gadot como Rainha Má divide opiniões. Embora sua presença intimidadora seja notável, alguns críticos apontam que sua atuação tende à caricatura, faltando profundidade em certos momentos. Eu achei ela muito entregue ao papel e consegue causar aquele medo que assombra o filme. Sua performance na canção “All is Fair” é citada como um dos pontos menos impactantes do filme, mas tá ali fazendo parte do enredo.
Uma das escolhas mais ousadas desta adaptação foi a representação dos Sete Anões através de CGI. Embora a intenção fosse modernizar e evitar estereótipos, o resultado causou estranheza em parte do público, com os personagens parecendo artificiais em alguns momentos. No entanto, o filme se esforça para torná-los amáveis e fiéis ao espírito atrapalhado e divertido das versões anteriores. Ao final, convenceram.
A narrativa atualizada introduz novos elementos que enriquecem a trama sem desrespeitar o material original. O “príncipe” Jonathan, interpretado por Andrew Burnap, adiciona uma dinâmica interessante à história, oferecendo uma perspectiva fresca ao tradicional conto de fadas. As novas canções compostas por Benj Pasek e Justin Paul complementam a trilha sonora clássica, trazendo um equilíbrio entre o familiar e o novo. Visualmente, o filme encanta com cenários luxuosos, desde o majestoso castelo até a aconchegante cabana dos anões que é idêntica a do livro e do desenho.
As cores vivas e o design de produção criam uma atmosfera que mescla o sombrio e o lúdico, capturando a essência do universo da delicada princesa. Portanto, apesar das controvérsias e desafios enfrentados antes de sua estreia, o live-action consegue surpreender e encantar. Quando a abertura clássica dos filmes Disney começa, somos convidados a deixar de lado as preocupações externas e nos permitir ser envolvidos pela magia de uma história atemporal, fiel à obra que nos inspira a ser melhores a cada dia, como a Branca de Neve ensina.