Tem escola passando vergonha no pós-Carnaval do Rio

A cara dessa escultura diz tudo!

O Carnaval do Rio de Janeiro é um espetáculo mundial, mas o que acontece depois da apuração, nos bastidores das escolas de samba, nem sempre está à altura da grandeza do desfile. O pós-Carnaval de 2025 tem sido marcado por notas covardes, desrespeito às tradições e uma falta de autocrítica absurda por parte de algumas agremiações.

O Papelão do Salgueiro

O Salgueiro, sob a presidência de André Vaz, iniciou sua saga pós-Carnaval com uma nota oficial atacando a todos, que mais confundiu do que esclareceu. Como se não bastasse, a escola tentou voltar atrás na própria declaração, deixando evidente a falta de convicção, vergonha e liderança. O pior, no entanto, veio quando André Vaz resolveu desrespeitar Portela e Mangueira, duas das maiores e mais respeitadas escolas de samba da história. A agremiação que já vinha em crise criativa há tempos, agora se complica ainda mais deixando de olhar para seus próprios erros e botando a culpa do merecido 7º lugar nos outros. O saudodo Myro Garcia jamais faria tal papel à frente do Salgueiro.

A Grande Rio e a Vergonha da “Verdadeira Campeã”

Se tem algo que a Grande Rio também não aprendeu foi a lidar com os próprios erros. O desfile teve falhas que custaram décimos valiosos, mas ao invés de olhar para dentro e aceitar que houve problemas, a escola resolveu desdenhar do resultado oficial. A confecção de uma camisa com os dizeres Verdadeira Campeã é um desrespeito à Beija-Flor, que foi a campeã legítima do Carnaval. O julgamento pode ser contestado em certos quesitos? Claro. Mas há maneiras dignas de fazê-lo. O que a Grande Rio faz é infantil e pouco condizente com uma escola que almeja respeito e credibilidade. Credibilidade essa que ela jogou fora desde a virada de mesa para não cair anos atrás, sem contar no montim contra a Viradouro no ano passado por conta da Comissão de Frente. Por sinal, a Beija-Flor nos últimos anos teve derrotas terríveis, mas olhou para si, se reformulou e voltou a topo. As concorrentes não fazem o mesmo?!

Foto: Twitter

Viradouro e a Polêmica Troca de Rainha de Bateria

Falando na escola de Niterói, a saída de Érika Januza do posto de rainha de bateria da Viradouro é mais um exemplo de que nem sempre o compromisso com a comunidade e a identidade da escola são levados em conta. Érika sempre demonstrou envolvimento e paixão pela agremiação, algo raro em tempos onde muitas rainhas são apenas figuras decorativas sem qualquer ligação real com suas escolas. Tirar uma representante querida pelo povo para colocar, sabe-se lá quem – há rumores de que seria a esposa de um cantor de axé que já desfila na escola – mostra que a Viradouro pode estar escolhendo o caminho errado na conexão com sua própria essência. Além disso, a vida pessoal do presidente da escola parece ter roubado até a atenção do enredo Malunguinho. Uma pena!

UPM e o Protesto Justo Contra a Despontuação

Enquanto algumas escolas fazem fiasco no pós-Carnaval, a Unidos de Padre Miguel age de maneira digna e coerente. A escola foi despontuada de forma injusta em quesitos determinantes, mesmo tendo feito um desfile claramente superior a outras que permaneceram no grupo especial. Diferente de Salgueiro e Grande Rio, que se perdem em desculpas esfarrapadas, a UPM levanta um protesto válido contra um julgamento questionável e vai atrás de seus direitos sem pisar em ninguém.

Portela: Emoção e Respeito no Lugar da Bagunça

A Portela foi uma das maiores vítimas do desrespeito no pós-Carnaval. Seu desfile foi carregado de emoção e sustentado pelo samba, o que garantiu sua presença no Desfile das Campeãs – algo que o Salgueiro não conseguiu. E a escola mostrou, na avenida, que lugar de história e tradição não se negocia. Diferente da bagunça que se instaurou em algumas coirmãs, a Águia de Madureira se manteve firme, provando que respeito e grandeza se conquistam com trabalho e não com notas confusas e ataques a outras agremiações. Por parte de um público nada querido, a escola sofreu ataques por ter conquistado lugar no G6. Mas pra tristeza dos haters, foi muito gratificante ver as gigantes Portela e Mangueira no lugar da fubanga Salgueiro nessa noite brilhante das melhores do Rio.

Mocidade: Uma Gigante Sem Rumo

A Mocidade Independente de Padre Miguel vive um dos momentos mais difíceis de sua trajetória. A escola está abandonada, sem direção clara dentro da Liesa e sem critério na escolha de enredos que possam recolocá-la entre as grandes. Para voltar a ser competitiva e respeitada, a Mocidade precisa agir rapidamente, reposicionar-se nos bastidores e escolher melhor os temas que levará para a avenida. Caso contrário, continuará sendo julgada de forma questionável e verá sua grandeza se esvair ainda mais.

Contudo, o que se viu após o Carnaval de 2025 foi um festival de imaturidade e falta de respeito por parte de algumas escolas que não souberam perder ou que tomaram decisões erradas nos bastidores. Enquanto Salgueiro, Grande Rio e Viradouro seguem patinando em erros, Portela e UPM mostram dignidade e respeito ao Carnaval. E a Mocidade? Precisa acordar antes que seja tarde.

O espetáculo na Sapucaí termina na Quarta-Feira de Cinzas, mas o comportamento das escolas depois da apuração pode dizer muito sobre quem realmente entende a grandiosidade do samba.

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