Rosas de Ouro brilhou no amanhecer do Anhembi e leva título após 15 anos

Foto: Carnavalize

A Roseira está em festa! Após 15 anos de espera, a Sociedade Rosas de Ouro voltou ao topo do Carnaval paulistano, conquistando seu oitavo título com um desfile impecável e emocionante. A escola apostou alto, literalmente, com um enredo que mergulhava no universo das apostas e dos jogos. Pelo jeito, a jogada se mostrou certeira. Desde os primeiros minutos na avenida, a Rosas deixou claro que estava na disputa para vencer.

Com um desfile luxuoso e uma narrativa envolvente, a escola explorou o fascínio dos jogos ao longo da história, passando por cassinos glamourosos, cartas de tarô e até superstições populares que fazem parte do imaginário coletivo. O desenvolvimento do enredo foi um verdadeiro jogo de mestre, equilibrando criatividade e grandiosidade em alegorias e fantasias que impressionaram o público e os jurados.

No quesito Evolução, a Rosas de Ouro apostou na ousadia, no canto da comunidade e ganhou justamente com as últimas notas lidas na Evolução. O desfile fluiu com perfeição, sem buracos ou correria, mostrando um conjunto harmônico e bem ensaiado. A bateria, sob o comando de Mestre Rafa, deu um verdadeiro show. Com bossas criativas, um andamento pulsante e uma conexão incrível com o samba, o “Ritmo Puro” foi um dos pontos altos do desfile, provando que a Roseira tem uma das melhores baterias do Carnaval de São Paulo. A bateria teve ainda um motivo maior para ter feito sua performance impecável, em homenagem ao diretor Bitão, que faleceu em janeiro. Ele com certeza estava ali presente com seus companheiros ritmistas de alguma forma.

Carlos Júnior, intérprete da escola, também brilhou como nunca. Com sua voz potente e carisma de sobra, ele conduziu o samba-enredo com maestria, fazendo a arquibancada cantar do início ao fim. Sua voz fez o samba ganhar o tom emotivo que precisava para conquistar o favoritismo ao título. A sintonia entre o carro de som e a bateria foi perfeita, garantindo uma apresentação envolvente e cheia de energia. Quando a Rosas passou, não teve quem ficasse parado e emocionado com tantas lembranças que a escola levou para a avenida, como no carro dos brinquedos e desenhos animados da infância de todos nós.

Se nas casas de apostas a Rosas não era a grande favorita antes dos desfiles, na avenida ela virou o jogo e surpreendeu até os mais céticos. Algumas concorrentes chegaram fortes na disputa, mas, quando a última nota foi lida na apuração, não havia dúvidas: a Roseira merecia essa taça. As comunidades da Brasilândia e da Freguesia do Ó explodiram de emoção ao ver o título finalmente voltar para casa.

A conquista de 2025 entra para a história da escola e do Carnaval de São Paulo. Desde 2010, quando levou o título com o enredo sobre o Cacau e o Chocolate, a Rosas de Ouro vinha batendo na trave, sempre entre as grandes, mas sem conseguir alcançar o topo. Passou por altos e baixos nos últimos anos. Agora, depois de 15 anos de espera, a agremiação mostra que soube se reinventar sem perder sua identidade e mostrando a essência de ser Roseira desfilando no amanhecer do Anhembi com o azul e rosa. Como diz o samba de 2009, ela pintou nossos corações com suas cores.

A Roseira apostou, jogou, deu seu all win e venceu com todos os méritos o Carnaval 2025. E, se o Carnaval é um jogo de emoção, arte e paixão, a Rosas de Ouro mostrou que sabe jogar como ninguém. O troféu está em ótimas mãos e a festa está só começando para a escola comanda pela presidente Angelina Basílio. Parabéns, Rosas de Ouro!

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