Nem tudo são rosas na apuração: Mancha Verde e Tucuruvi não mereciam rebaixamento

Foto: Reprodução/Instagram

O Carnaval de São Paulo de 2025 trouxe resultados que surpreenderam e geraram debates acalorados entre os amantes do samba. O mérito do título da Rosas de Ouro foi celebrado com mais alegria do que deveria, justamente pelo restante do julgamento não fazer nenhum sentido. Dentre as decisões mais controversas, destacam-se os rebaixamentos das escolas Acadêmicos do Tucuruvi e Mancha Verde, que não mereciam tal destino. Inclusive, a Tucuruvi era favorita ao título junto com Rosas e Gaviões da Fiel.

A Acadêmicos do Tucuruvi, conhecida por sua tradição e desfiles consistentes, apresentou um enredo que encantou o público e a crítica. Sua performance foi elogiada pela criatividade e pela qualidade técnica, o que torna seu rebaixamento uma decisão difícil de compreender. A escola entrou e saiu da avenida ovacionada, fazendo um desfile com a temática que o Salgueiro, por exemplo, teve no ano passado no Rio e não conseguiu entregar o que a Tucuruvi entregou.

A Mancha Verde, vencedora dos carnavais de 2019 e 2022, também foi surpreendentemente rebaixada. A escola trouxe para o Anhembi um desfile rico em diversos quesitos, mantendo o alto nível que a consagrou nos últimos anos. No enquanto, para muitos a escola passou fria na avenida. Nem por isso ela deveria ter sido tão penalizada, pois tiveram escolas bem piores que ela. Seu afastamento do Grupo Especial deixou muitos perplexos, considerando sua trajetória recente de sucesso.

Por outro lado, o retorno do Camisa Verde e Branco ao Desfile das Campeãs também gerou discussões. Embora seja uma escola de grande importância histórica, alguns acreditam que sua apresentação não foi suficiente para garantir tal posição, levantando questionamentos sobre os critérios de avaliação adotados. Vale lembrar que a escola passou por diversas dificuldades neste ano e muitos integrantes desfilaram chorando, imaginando que a Camisa estava se despedindo da elite do Carnaval paulistano.

Já a ausência da Dragões da Real no Desfile das Campeãs foi outra surpresa. A escola, que nos anos anteriores vinha alcançando posições de destaque e brigando por títulos, apresentou um desfile que, na opinião de muitos, merecia estar entre os melhores. A escola era também cotada para o título. Sua exclusão do grupo das campeãs foi recebida com desapontamento por parte de seus seguidores. Apesar de que, seu enredo e seu samba foram considerados abstratos em um desfile que não empolgou tanto quanto nos anos anteriores.

Por fim, a colocação da Império de Casa Verde também foi alvo de críticas. Conhecida por desfiles grandiosos e bem executados, a escola não alcançou a posição que muitos acreditavam ser justa, considerando a qualidade de sua apresentação. O que pode ter pesado no julgamento foi o enredo confuso que a Casa Verde apresentou. Mas ela foi superior a Colorado do Brás, por exemplo, que ficou à sua frente.

Contudo, esses resultados ressaltam a subjetividade presente nas avaliações e a complexidade do julgamento em desfiles de escolas de samba. As divergências entre público, crítica e jurados são naturais, mas é essencial que haja transparência e critérios claros para que o espetáculo continue a evoluir e encantar a todos.

Voltam nas campeãs: Rosas de Ouro, Tatuapé, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre e Camisa Verde & Branco.

Confira a classificação final do Grupo Especial de São Paulo:

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