Com enredo controverso, Rosas de Ouro foi a melhor de sexta-feira com sobras. Resta saber se alguém vai superá-la neste sábado;

Colorado do Brás: Desfilou para cumprir tabela
A Colorado do Brás passou pela avenida sem grandes destaques. Não trouxe um desfile memorável, parecendo apenas cumprir sua participação no Carnaval. Faltou impacto e emoção, tornando sua apresentação previsível e sem grandes chances de brigar por algo maior. No entanto, sua comunidade cantou o samba e estava muito aguerrida do início ao fim.
Barroca Zona Sul: Surpreendeu, mas erros podem custar caro
A Barroca Zona Sul mostrou que não veio apenas para brincar o Carnaval. Fez um desfile acima das expectativas, surpreendendo quem não apostava tanto na escola. Seja pela criatividade do enredo ou pela força da comunidade, deixou uma boa impressão no Anhembi. Infelizmente, o segundo carro da escola sofreu problemas para entrar na avenida. Isso fez com que a Barroca cometesse erros de harmonia e acabou desfilou em cima do tempo, o que pode custar pontos caros na apuração.
Dragões da Real: Samba desanimado e enredo difícil de desenvolver
A Dragões da Real apostou em um enredo que não foi dos mais fáceis de levar para a avenida, o que pode ter atrapalhado a conexão com o público. O samba, pouco empolgante, contribuiu para a falta de animação. No entanto, visualmente, a escola estava muito bonita e executou bem sua parte técnica, garantindo um desfile correto e com grande emoção por parte dos componentes, envolvidos com o enredo em homenagem ao neto do carnavalesco Jorge Freitas.
Mancha Verde: Enredo manjado sobre a Bahia; Samba não empolgou
A Mancha Verde tinha recursos para fazer um desfile grandioso, mas não conseguiu transformar investimento em impacto. O enredo sobre a Bahia, apesar de sempre render bons carnavais, já foi abordado melhor por outras escolas, o que deixou a apresentação com cara de repetição. O samba não teve força para levantar o público, e o desfile acabou sendo um dos mais frios da noite. O intérprete Fredy Vianna segue sendo um dos pontos altos da escola.
Acadêmicos do Tatuapé: Muito competente, mas com enredo complicado para conquistar o público
O Tatuapé mostrou sua tradicional competência, mesmo lidando com um enredo difícil de ser traduzido na avenida. O diferencial da escola foi o “chão”, com uma comunidade que cantou e vibrou do começo ao fim. Esse fator pode fazer diferença na apuração, compensando possíveis dificuldades na narrativa do enredo. O carro de som comandado por Celsinho Mody continua carregando sambas que crescem em sua voz na avenida.
Rosas de Ouro: Prometeu nada e entregou tudo. Melhor da noite
A Rosas de Ouro surpreendeu ao transformar um enredo polêmico sobre apostas e bets em um grande espetáculo. Mesmo sem grandes expectativas, fez o melhor desfile da noite, com um samba que ganhou força ao longo da apresentação e acordou o Anhembi. O amanhecer no encerrar do desfile ficou com o céu colorido nas cores da escola, cenário de beleza impulsionado pelo talento do intérprete Carlos Jr. Uma grata surpresa e com enorme chance de conquistar o título, que não vai para a Brasilândia há 15 anos.
Camisa Verde e Branco: Emocionou, mas será difícil não fletar com o rebaixamento
O Camisa Verde e Branco apostou na emoção e conseguiu tocar o público com o enredo sobre Cazuza, mas talvez isso não seja suficiente para garantir uma vaga no Desfile das Campeãs ou se manter no Especial. Apesar de um desfile bonito e carregado de sentimento, a competitividade do grupo pode acabar deixando a escola na disputa para não cair. A Barra Funda foi muito bem representada pelo trevo verde e branco, mesmo tendo um Carnaval de muitas dificuldades.
Desfilam neste sábado (1º) no Anhembi:
• Águia de Ouro
• Império da Casa Verde
• Mocidade Alegre
• Gaviões da Fiel
• Acadêmicos do Tucuruvi
• Estrela do Terceiro Milênio
• Vai-Vai