Batalha do Marketing Digital: Primo Rico tentará superar Thiago Finch na Black Friday

Correndo por fora, Daiane Cavallcante – que aparece comendo bolacha em suas promos – também está na briga pelo recorde

Foto: Instagram @thiagofinch

Está aberta a grande batalha no marketing digital brasileiro. De um lado, o império Finch, liderado pelo próprio “He-Man do mercado”, Thiago Finch, que no ano de 2023 cravou um recorde histórico: R$128 milhões em um único lançamento. Do outro, a nova aliança formada por Thiago Nigro, Bruno Perini, Érico Rocha e Leandro Ladeira — o que muita gente já apelidou de “Quarteto Fantástico” do momento. Quatro cabeças pensantes, quatro gigantes do ensino online, quatro egos em busca de um troféu: superar o reinado de Finch na Black Friday das vendas.

Enquanto o público se divide, uma figura vem roubando a cena nos bastidores: Daiane Cavallcante, a “Mulher-Maravilha” desse confronto. Sem superprodução, sem explosão de anúncios, ela aparece tranquila, comendo bolacha em seus vídeos de divulgação — e é justamente essa simplicidade que tem conquistado o público. Daiane promete um evento na segunda semana de novembro, nas mesmas datas em que Thiago Finch também prepara seu mega espetáculo digital. O duelo promete ser quente, e a internet, claro, já escolhe seus lados como se fosse final de Copa do Mundo.

Foto: Instagram @daianecavallcante

De um lado, os fiéis seguidores de Finch aguardam ansiosamente por mais uma revolução de copy, estética e gatilhos que o transformaram em fenômeno da internet. Sabem que passei um tempo sem acompanhá-lo e por um momento pensei que ele tinha realizado o sonho de ser um grande ator de Hollywood. Por que? O ator que fará o live-action de He-Man é a cara dele… Mas ele segue seu reinado no marketing digital.

Do outro lado, os curiosos querem entender o que o time de Primo Rico e companhia tem de tão especial nesta oferta de 2025, “recheada” de conteúdo — e, ao mesmo tempo, tão arriscada por sua complexidade. Érico Rocha, o mago dos lançamentos, tenta organizar a tropa, mas a impressão é que o público pode se perder no meio de tantas promessas, bônus e estratégias.

No fim, o que está em jogo não é só quem vende mais — é quem domina a atenção do público em um mercado saturado de fórmulas mágicas, promessas vazias e frases de efeito. O público agora quer produtividade de verdade para conseguir mudar seus destinos e viver do digital como seus mentores favoritos. Thiago Finch chega com seu carisma e seus números imbatíveis. Daiane Cavallcante, com autenticidade e uma narrativa que foge do padrão. E o “Quarteto Fantástico”, com uma superprodução de peso e capital intelectual.

Quem leva essa? O He-Man com sua espada de super vendas, a Mulher-Maravilha com sua personalidade humilde; ou o Quarteto Fantástico com seus poderes combinados? O campo de batalha digital está armado — e o público, como sempre, vai decidir o vencedor.

Foto: Instagram @primorico

Time de Julius em ‘Todo Mundo Odeia o Chris’, Dodgers tenta bicampeonato na final do beisebol

Toronto Blue Jays sonha quebrar jejum de 30 anos contra os atuais campeões da MLB (que tem o melhor cachorro-quente dos Estados Unidos)

Foto: Paramount+

A noite promete ser histórica na Major League Baseball (MLB). A final da World Series deste ano coloca frente a frente o Los Angeles Dodgers — atuais campeões — e o Toronto Blue Jays, que sonham em encerrar um jejum que já dura três décadas. A série é disputada em melhor de 7 jogos: vence quem chegar primeiro nas quatro vitórias. É o formato clássico do beisebol americano, que faz cada partida parecer uma final por si só, com drama, estratégia e emoção em cada rebatida.

O Blue Jays vive o momento da redenção. Desde o título conquistado em 1993, a franquia canadense nunca mais levantou o troféu. Foram anos de altos e baixos, tentativas frustradas e reconstruções que pareciam nunca engrenar. Agora, com uma nova geração de talentos e um elenco ajustado, o time volta à decisão com sede de história — não apenas para os torcedores locais, mas para todo o Canadá, que vê o beisebol como uma paixão silenciosa, porém fiel.

Do outro lado, os Dodgers chegam embalados e comandados pela maestria de Shohei Ohtani. Campeões na última temporada, a equipe californiana mantém o peso da tradição e do favoritismo. São um dos clubes mais simbólicos da MLB, conhecidos pelo glamour de Los Angeles, pela força do elenco e — claro — pelo título de “melhor cachorro-quente dos Estados Unidos”, segundo o lendário Julius de Todo Mundo Odeia o Chris. O personagem eternizou o amor pelos Dodgers e virou um símbolo curioso da cultura pop esportiva, mostrando como o time ultrapassa o campo e vive também no imaginário popular.

A série promete ser equilibrada, com o time de Toronto buscando quebrar o jejum e o de Los Angeles tentando manter sua dinastia moderna. A cada entrada, o que se vê é mais do que um jogo: é uma batalha de gerações, estilos e histórias. No fim, a World Series não é apenas o auge do beisebol — é um retrato fiel da emoção americana em outubro. E, desta vez, pode ser o mês em que o Blue Jays volta a sorrir ou o Dodgers confirma, mais uma vez, que o trono da MLB é mesmo de Hollywood.

Foto: ESPN

“Maguila – Prefiro ficar louco a morrer de fome” estreia no Globoplay

Grande lenda do boxe brasileiro ganha documentário inédito que conta sua história dentro e fora dos ringues

Maguila vs Foreman em 1990 (Foto: Ring Magazine)

Um documentário completo sobre Adilson Maguila chegou hoje ao Globoplay e é impossível não sentir um misto de emoção e saudade. Maguila foi mais do que um campeão: ele foi o responsável por colocar o boxe brasileiro nas madrugadas da televisão, quando o país inteiro parava pra ver um homem simples, de fala arrastada e coração enorme, enfrentar gigantes do esporte mundial. Era o nosso herói de luvas, que lutava com alma, suor e sorriso. Maguila era o tipo de atleta que fazia o público acordar no dia seguinte falando das lutas, das entrevistas, das piadas e das histórias que só ele sabia contar.

Muita gente da geração dos anos 90 nem lembra direito das lutas, mas conheceu Maguila pela televisão. Ele se tornou uma figura popular, um personagem querido da cultura brasileira. Passou por programas de humor, pelo jornalismo popular do Aqui Agora, onde comentava política e economia do jeito mais simples e direto possível — como quem conversa com o povo da feira. Maguila era engraçado, espontâneo e autêntico. O Brasil inteiro se via nele, e talvez por isso tenha sido tão amado. Era o lutador que virou comentarista, o campeão que virava meme antes mesmo de existir internet.

Mas por trás do carisma, havia um pioneiro. Maguila foi o cara que abriu caminho para o boxe nacional. Enfrentou gigantes como Evander Holyfield e George Foreman — este último, aliás, foi um divisor de águas. A luta com Foreman colocou o boxe brasileiro em outro patamar. Eu, inclusive, tive a sorte de trocar uma mensagem com o próprio George Foreman no Twitter, anos atrás quando eu era jornalista boxística. Falei sobre o Brasil e ele respondeu dizendo que adorava o país e que se lembrava da luta com Maguila. Nunca esqueci disso. Naquele momento, percebi o tamanho do que Maguila representava. Foi ele quem me fez amar o boxe — não apenas como esporte, mas como símbolo de superação.

Por isso, o documentário do Globoplay é mais do que uma homenagem. É um acerto de contas com a história. “Maguila – Prefiro Ficar Louco a Morrer de Fome” revisita a trajetória de um homem que saiu da fome para o ringue, do ringue para a fama, e da fama para o coração do povo. É a história de um brasileiro que lutou até o fim — dentro e fora das cordas. Um ídolo que merece ser lembrado, celebrado e, acima de tudo, respeitado. Vale muito a pena assistir!

Três Graças: Enfim a novela do ano chegou

Foto: Globoplay

Desde o primeiro capítulo, “Três Graças” mostrou que Aguinaldo Silva continua sendo um dos mestres da teledramaturgia brasileira. Logo na estreia, o autor deixou claro que sabe conduzir uma boa história — com ritmo, mistério, diálogos afiados e personagens que já nasceram marcantes. É o tipo de trama que prende o público desde a primeira cena, com uma trilha sonora que caiu como uma luva – especialmente na abertura com a “Clareou”, composta por Rodrigo Leite e Serginho Meriti.

Já o elenco é simplesmente impecável. Cada ator parece ter sido escolhido a dedo, e a química entre eles salta aos olhos. Há uma harmonia de talento e presença que faz o telespectador acreditar em cada gesto, em cada emoção. Dá pra sentir que o elenco está entregue, confiante no texto e na direção. Desde Dira Paes a Grazi Massafera, Marcos Palmeira, Arlete Salles; e com a estreia de Belo nas novelas, o elenco é primoroso como não se via há tempos.

A novela está tratando de muitos temas importantes, mas um se destaca como o mais sério e necessário de ser abordado: a falsificação de remédios. Um assunto grave, com repercussões reais na vida de milhares de pessoas de baixa renda, e que ganha na trama um olhar humano e ao mesmo tempo eletrizante no roteiro. É uma mistura perfeita entre crítica social e puro entretenimento — marca registrada de Aguinaldo Silva. E cá entre nós, poucas coisas me enojam tanto na corrupção como mexer com a saúde das pessoas. Isso vai desde o hospital público sem condições de atendimento a falsificação de remédios essenciais.

Três Graças” é uma novela com um enredo sólido, que não se perde em exageros ou tramas paralelas sem propósito. Não enfia publi a todo custo como a novela anterior. É envolvente, bem escrita e visualmente linda. Ela é realista e atinge o povo de verdade. Tudo indica que, enfim, veio aí um grande sucesso do horário nobre — do tipo que o público sentia falta e a TV brasileira precisava resgatar. Depois de tanta coisa mal feita nesse horário, a emissora acertou a mão de vez para entregar um novelão. O público agradece!

“Êta Mundo Melhor” está mais para “Êta Mundo Pior”

Sobrou até pro Burro Policarpo que foi parar – acredite – na cadeia…

Foto: Globoplay

Sinceramente, a novela oriunda de “Êta Mundo Bom” devia se chamar “Êta Mundo Pior”, porque de “melhor” não tem absolutamente nada. É uma sucessão de histórias tristes, chatas, arrastadas, que deixam a gente mais desanimado do que empolgado. Parece que os vilões resolveram fazer fila pra se dar bem enquanto o pessoal legal só sofre — e sofre com gosto! Nem a abertura salva, pois a antiga era bem melhor (nada contra a Lauana Prado que canta a versão atual).

Falando em trilha sonora, com tanta música boa de Zezé di Camargo & Luciano, foram colocar a clichê “É o Amor”?! Os personagens dessa vez também vão de mal a pior. Aquela Dona Cunegundes, então… insuportável! Conseguiu superar a si mesma em chatice e arrogância desde a última vez que a gente assistiu. É cada cena que dá vontade de mudar de canal. Outra chata é a tal da Zuma, que atormenta a vida das crianças do orfanato e do Candinho. Nem precisamos falar da maldição do vilão Ernesto e da sua amada Sandra.

Para completar o combo do absurdo, até o Burro Policarpo foi parar na cadeia essa! Gente, prenderam o burro! O verdadeiro protagonista! Que sentido tem isso? É novela, mas poxa… tem limite pro exagero. Nem o Boi Bandido passou por uma humilhação dessas em “América”. A impressão que dá é que esqueceram a leveza, o humor e a esperança que faziam parte da primeira versão, que foi lindamente inspirada em Mazzaropi.

A novela virou uma maratona de desgraças – como a perda de memória da Estela – e o telespectador fica ali, esperando um respiro que nunca vem. Êta Mundo Melhor? Nada disso. Está tudo pior mesmo. Do jeito que a coisa vai, nem o otimismo do Candinho dá conta de salvar essa história. Aí deixam as coisas boas passarem tudo corrido no último capítulo. Ah, cansamos… Que venha a reprise de “Rainha da Sucata”. E que saudades de “Garota do Momento”!

Vencedor do Grammy Latino, Xande de Pilares lança mais um álbum digno de prêmio

Projeto “Nos Braços do Povo” é um dos melhores álbuns do ano e consolida importância de Xande como artista

Foto: Reprodução

Xande de Pilares está de volta com um projeto que exala verdade, emoção e raiz: Nos Braços do Povo. O título não poderia ser mais fiel ao que ele entrega neste novo álbum — um artista consagrado que volta ao ponto de partida, ao samba puro, cercado por quem mais importa: o povo. Gravado literalmente entre as pessoas, o trabalho celebra os 30 anos de carreira de um dos maiores nomes do gênero, que já levou o samba a patamares internacionais e é dono de um Grammy Latino — prêmio mais do que merecido por sua trajetória de excelência musical.

O disco é uma viagem pela essência do samba, com regravações que ganham novas cores e sentidos na voz potente e emotiva de Xande. Cada faixa é uma aula de interpretação, ritmo e sentimento, mostrando como ele continua sendo um dos principais guardiões da tradição, sem deixar de soar atual e popular. É o tipo de projeto que une gerações, fazendo o público cantar junto, seja na roda, no bar ou em casa — porque Nos Braços do Povo é exatamente isso: o samba voltando ao seu lugar de origem, ao encontro do calor humano.

Logo na abertura, Xande presta uma homenagem emocionante a Bira Presidente, o lendário integrante do Fundo de Quintal, referência máxima para qualquer sambista. O tributo é simbólico e necessário, pois reconhece quem abriu caminhos e inspira novas gerações até hoje. É também um gesto de gratidão e respeito de um mestre para outro, um encontro de histórias que se entrelaçam dentro do coração do samba.

Com um repertório impecável e uma energia contagiante, Nos Braços do Povo, produzido por João Carlos Filho; se destaca como um dos melhores álbuns ao vivo do ano — daqueles que reafirmam por que o samba é eterno. Xande de Pilares entrega um show de autenticidade, musicalidade e carisma. Um artista no auge, celebrando sua trajetória com humildade e grandeza, nos lembrando que o samba é — e sempre será — a alma do povo brasileiro. Contudo, o projeto ainda consolida a importância de Xande como um dos maiores artistas do gênero no Brasil. Confira o DVD completo aqui: