Tem gente que não gostou de Michael, nem de Devoradores de Estrelas, nem de Mortal Kombat… ESSE POVO QUER O QUÊ NO CINEMA?

A pessoa se acha votante do Oscar, só pode!

Foto: Vogue Magazine

Tem uma galera irritante que simplesmente desaprendeu a se divertir no cinema. O sujeito não gostou de Devoradores de Estrelas, não gostou do filme do Michael Jackson, não gostou de Mortal Kombat II, não gostou de Pânico 7, não gostou nem do filme do Super Mario. Aí eu pergunto: essa pessoa quer o quê afinal? Porque nada está bom. Absolutamente nada! Tudo é ruim, tudo é “fraco”, tudo é “roteiro preguiçoso”, tudo é “fan service” ou falta de fidelidade na obra tal… Meu irmão, então fica em casa! Assina streaming, pega seu controle remoto e vai assistir o que você quiser sozinho no sofá, porque claramente o cinema virou uma experiência impossível de agradar você.

O pior é a crítica militante de internet. O cara fala do filme como se fosse votante da Academia. Parece que tá decidindo Melhor Filme no Oscar, Melhor Direção, Melhor Figurino, Melhor Roteiro. Mas nunca fez um curso de artes cênicas na vida, nunca estudou cinema, nunca pegou uma câmera. Só quer pagar de intelectual na timeline. A pessoa vai assistir um filme de luta, explosão, perseguição, sangue e fatality e quer encontrar a profundidade filosófica de A Odisseia com direção do Nolan. Não sabe desligar a cabeça por duas horas e simplesmente curtir.

E outra: ano passado o povo reclamava que só tinha filme vagabundo. Agora, esse ano tá cheio de blockbuster, filme brabo, continuação aguardada, animação bombando, terror lotando sessão, e continuam reclamando de tudo. O Diabo Veste Prada 2 está explodindo em bilheteria, um monte de produção gigante chegando, cinema movimentado de novo, e ainda assim nada agrada. Daqui a pouco estreia Minions & Monstros, onde com certeza vai aparecer um cidadão fazendo thread de 40 tweets criticando o roteiro dos Minions. Quem sente necessidade de tacar hate em um filme desse, tá morto por dentro já. Não tem mais o que fazer.

Cinema também é diversão, exagero, pipoca, salgadinho da Americanas, choradeira, nostalgia. Nem tudo precisa ser tratado como um filme conceito do Nolan candidato ao Oscar. Tem filme que existe só pra divertir, e tá tudo bem. O problema é que hoje tem gente que entra na sessão já querendo odiar alguma coisa pra poder postar depois. A experiência do cinema virou competição de quem parece mais culto na internet. Enquanto isso, quem realmente sabe aproveitar tá lá feliz vendo lutas, sustos, corridas, piadas idiotas, animações e saindo do cinema satisfeito. Porque no fim das contas é isso que importa!

Matheus & Kauan: Tá na hora de dar uma pausa na carreira e investir em nelore

Dupla vive fase ruim, já fez marketing furado sobre separação para promover novo projeto e atualmente culpam ex-empresários de complô

Foto: Instagram

Cansativos! A dupla Matheus e Kauan vive uma fase complicada há bastante tempo. As críticas aos shows vêm se acumulando, principalmente pela pouca entrega no palco, repertório repetitivo e apresentações que já não empolgam como antes. Nas redes sociais vemos trends sobre os shows em que as pessoas se arrependeram de ir, e lá estão eles entre os mais citados. O problema é que, enquanto a música perde força, o nome da dupla continua aparecendo na mídia por motivos que não têm nada a ver com carreira artística.

É fofoca de vida pessoal, briga com ex-empresários que veem à tona, reclamação com jornalista, justificativa pública que ninguém pediu, rumor de bastidor sobre a relação da dupla… tudo, menos música. O chamado “extracampo ou extrapalco” acabou virando maior do que o próprio trabalho deles. Chega um momento em que insistir apenas desgasta ainda mais a imagem. Com o patrimônio que já construíram e o dinheiro que ganharam no auge, talvez fosse mais inteligente desacelerar, investir em outras áreas — seja no agronegócio, nelore, imóveis ou algo mais sólido e discreto – para reorganizar a própria vida.

Ficar usando a mídia para desmentir fofoca ou anunciar “novo projeto” com ar de separação toda vez que surge uma oportunidade já virou um roteiro cansativo dentro do sertanejo. O público percebe quando existe mais esforço para aparecer do que para entregar algo realmente relevante artisticamente. E o mercado sertanejo também sofre com isso, sempre girando em torno das mesmas fórmulas, dos mesmos ciclos e das mesmas duplas que já não acrescentam nada musicalmente há anos. Aliás, sobre separação eles agora desmentem e comentam que os ex-empresários inventam essas coisas para a mídia, tentando atrapalhar a dupla de alguma forma. Uma verdade seja dita, de que Kauan faltava alguns shows por não andar de avião. Isso é uma mentira, pois ele nunca faltou a um show sem ser por motivo de saúde grave.

Mas não é de hoje que eles geram assunto nos bastidores. Tanto que na gravação de DVD da dupla no ano passado, a imprensa e alguns influencers do meio foram totalmente destratados, ficando horas sem água e sem conseguir sair da tal fazenda de Matheus, local da gravação. Era melhor terem regravado o jingle do Caldas Country quando o Kauan ainda fazia primeira voz do que gravar um DVD novo para resultar nisso. O papel de M&K hoje acaba sendo o de orbitar outros artistas parecidos, como Felipe & Rodrigo, mantendo o gênero preso numa zona de conforto enorme.

Às vezes, sumir um pouco faz bem. Reorganizar a cabeça, cuidar da vida pessoal, respirar longe da mídia como fazem Jorge & Mateus ou Henrique & Juliano. Porque continuar em evidência apenas por polêmica e ainda carregar críticas constantes sobre a qualidade dos shows acaba sendo pior do que uma pausa estratégica. Apesar de não agradar todos, a dupla tem seu público e seu espaço, resta preservar isso. Na carreira já trabalharam com os melhores produtores. Matheus Aleixo, diferenciado, surgiu no mercado compondo no DVD de João Neto & Frederico em 2012. 90% daquele repertório foi dele. Kauan é um ótimo segundeiro. Que saibam então manter o legado que construíram até aqui, longe de confusão e perto de si mesmos.

Mortal Kombat 2: ENFIM ACERTARAM NESSA FRANQUIA

Muito sangue, muita luta e ação seguram o filme nas unhas. Nada de roteiro “A Odisseia”, é porradaria pra se divertir e emocionar

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de um primeiro filme que dividiu opiniões e parecia perdido entre fan service e falta de identidade, Mortal Kombat 2 chega justamente como os fãs sempre imaginaram a franquia no cinema. Brutal, acelerado, divertido e completamente sem vergonha de ser videogame. O novo longa entende perfeitamente o que o público queria ver desde o início. Aqui não existe espaço para enrolação, drama excessivo ou cenas intermináveis tentando explicar o impossível. A regra é simples: muita luta, rivalidades, torneio, duelos eletrizantes e adrenalina do começo ao fim.

O filme praticamente não deixa o espectador respirar. A cada sequência, surge uma luta maior, mais criativa e mais insana que a anterior. Fatalities aparecem com coragem, os personagens clássicos finalmente recebem o destaque que merecem e o ritmo é tão acelerado que a sensação ao sair da sessão é de ter atravessado uma maratona de pancadaria. É aquele tipo de filme que abraça o exagero e transforma isso em qualidade. Tudo funciona melhor justamente porque Mortal Kombat 2 para de tentar ser “cinema sério” e aceita de vez sua alma arcade.

E se existe uma dupla que carrega boa parte da energia do filme, formada por Liu Kang e Johnny Cage. Os dois roubam completamente a cena, cada um do seu jeito. Liu Kang finalmente ganha a presença grandiosa que os fãs esperavam há anos no cinema, com lutas coreografadas de forma absurda e uma aura quase mítica durante os combates. Já Johnny Cage surge como o caos perfeito dentro do filme: carismático, engraçado, debochado e dono de algumas das melhores cenas de ação da produção. Toda vez que os dois aparecem, o nível sobe. E talvez seja justamente aí que Mortal Kombat 2 acerta de vez: entender que seus personagens são maiores que a vida real e deixar cada um deles brilhar como verdadeiras lendas dos videogames. Os vilões também estão implacáveis.

No fim da sessão, a conclusão é simples: Mortal Kombat 2 devolve a diversão despretensiosa que anda faltando em muitos blockbusters atuais. Você entra na sala sabendo exatamente o que vai encontrar — e recebe ainda mais. É sangue, gritaria, personagens carismáticos, efeitos absurdos e uma energia que lembra aquelas tardes jogando videogame sem preocupação nenhuma. Vale o ingresso e o salgadinho da Americanas. O combo não, pois temos filmes melhores pela frente daqui algumas semanas.

Mauro Beting e PVC fizeram o melhor canal de futebol da atualidade

Muito conhecimento, memórias de elefante e ótimas conversas divertem o público cansado de mesmice

Foto: Youtube

Tem encontros que parecem óbvios, quase inevitáveis, e ainda assim conseguem surpreender quando finalmente acontecem. A união de Mauro Beting com Paulo Vinícius Coelho em um canal no YouTube é exatamente isso: uma parceria que carrega décadas de estrada, de convivência em redações, transmissões e coberturas históricas do futebol, mas que ganha um frescor único no ambiente digital. São anos dividindo bastidores, opiniões e análises em Copas do Mundo, Libertadores e tudo que envolve o esporte mais popular do planeta.

O resultado é um daqueles achados raros para quem realmente gosta de futebol. Não é só sobre comentar o jogo da rodada ou repercutir polêmicas do momento — é sobre entender o futebol em sua essência. Mauro e PVC entregam algo que anda cada vez mais escasso: contexto e descontração na medida certa. Eles resgatam histórias, conectam épocas e explicam o presente com base em um passado que poucos dominam com tanta precisão. É quase uma aula, mas com a leveza de quem conversa com o público como se estivesse numa resenha entre amigos.

Muito disso passa pela característica mais marcante dos dois: a memória impressionante. Tanto Mauro quanto PVC parecem ter um arquivo vivo na cabeça, capaz de puxar escalações, lances, curiosidades e bastidores com uma naturalidade que impressiona. E não é só memória por memória — é memória com significado, que ajuda a construir análises mais profundas, mais ricas e muito mais interessantes de acompanhar. Soma-se a isso o talento de escrita e oratória dos dois, e o resultado é um conteúdo que prende do início ao fim.

Em um ano de Copa do Mundo no horizonte, esse canal se torna praticamente obrigatório para quem quer acompanhar futebol de verdade. Longe do barulho superficial e das discussões vazias, Mauro Beting e PVC oferecem exatamente o que o torcedor precisa: informação de qualidade, leitura de jogo e, principalmente, história. É o tipo de conteúdo que não só informa, mas forma — e que faz a gente lembrar por que se apaixonou pelo futebol. Não é um canal apenas de dois jornalistas ou dois palmeirenses. É um canal da pura essência do futebol em seu maior refinamento. O melhor da atualidade em um mundo esportivo saturado de tudo.

Melhor cidade da Colômbia, Medellín recebe o Flamengo na Libertadores

Qualidade de vida, beleza e cultura definem a cidade que renasceu das cinzas para a eterna primavera

Foto: Arquivo Pessoal

Medellín já foi sinônimo de medo. Hoje, é um dos maiores símbolos de reinvenção urbana do mundo. Nas últimas duas décadas e meia, a cidade colombiana deixou para trás o estigma dos anos 80 e 90 — marcados pela violência associada a desgraça do Pablo Escobar — e se transformou em um exemplo global de mobilidade, urbanismo e qualidade de vida. Um verde verdolaga, na cor do Atlético Nacional, reluz pela cidade que salta aos olhos de quem visita e nunca mais quer ir embora.

Com metrô eficiente, teleféricos integrando comunidades e uma quantidade impressionante de áreas verdes, Medellín hoje respira organização, segurança e bem-estar. É a arborizada das Américas, vibrante e, sobretudo, viva com sua eterna primavera (apelido recebido pelo seu clima durante o ano). Uma cidade que aprendeu a se reconstruir — e fez isso com identidade própria.

E essa identidade aparece com força quando o sol se põe. A vida noturna de Medellín é uma das mais animadas da América Latina, com ruas cheias, música em todos os cantos e uma energia contagiante. Bairros como El Poblado, Provenza e Laureles são o coração dessa experiência: seguros, modernos, cheios de bares, restaurantes e gente do mundo inteiro.

E para quem visita no fim do ano, a cidade entrega um espetáculo à parte com sua famosa iluminação natalina, considerada uma das mais bonitas do continente. No futebol, Medellín também pulsa forte. O tradicional Estádio Atanasio Girardot é um dos grandes templos esportivos da Colômbia — palco de jogos históricos e também de megashows de artistas como J Balvin, Maluma, Karol G, Carlos Vives, Ryan Castro – mais recentementee Bad Bunny.

Foto: Telemedellín

É ali que o Independiente Medellín recebe o Flamengo pela Libertadores nesta semana, em um cenário que mistura paixão, festa e tradição. O clube é protagonista do clássico mais popular do país, o “Clássico Paisa”, contra o Atlético Nacional — um duelo que ainda hoje mantém a divisão de torcidas no estádio, algo cada vez mais raro no futebol sul-americano.

E Medellín também guarda histórias curiosas que conectam música e esporte. Antes de se tornar um fenômeno global, Maluma sonhava com o futebol. Passou pelas categorias de base de clubes como Envigado FC, Atlético Nacional e La Equidad, e chegou a jogar no próprio Atanasio Girardot.

A Colômbia pode até ter perdido um possível jogador daquela geração talentosa, mas ganhou um dos maiores astros pop do planeta. Medellín é isso: uma cidade que mistura passado e futuro, cultura e transformação, futebol e música. E, definitivamente, um dos destinos mais incríveis que você pode escolher conhecer na América Latina.

Guatapé, cerca de 2h de Medellín, proporciona um dos melhores passeios pela região (Foto: Arquivo Pessoal)

A Odisseia: Candidato a filme do ano surpreende com último trailer

Contando com super elenco e direção de Christopher Nolan, saga pós-guerra de Troia deve abalar os cinemas em julho

Foto: Universal Pictures

A chegada de A Odisseia aos cinemas, marcada para 16 de julho, já nasce cercada de expectativa — e não é pouca coisa. Quando um projeto passa pelas mãos de Christopher Nolan, automaticamente entra no radar como um possível evento cinematográfico, daqueles que param o público e dominam conversas por semanas. Em pleno mês de férias, com salas cheias e público sedento por grandes histórias, tudo indica que não será apenas um sucesso de crítica, mas também uma bilheteria gigante.

Inspirado na obra clássica Odisseia, atribuída a Homero, o filme carrega uma base narrativa poderosa: uma jornada sobre retorno, perdas, inteligência e resistência. A expectativa é ver como Nolan vai traduzir essa história tão simbólica para o cinema moderno, com sua marca registrada de grandiosidade, tensão e profundidade emocional. Não é só sobre aventura — é sobre transformar uma lenda milenar em uma experiência sensorial, daquelas que ficam na cabeça muito depois dos créditos finais.

E quando você soma isso a um elenco estrelado, o nível sobe ainda mais. O filme reúne nomes como Anne Hathaway, Matt Damon, Tom Holland, Zendaya, Charlize Theron, Robert Pattinson e também Jon Bernthal, formando um timaço que mistura talento com a força de atuação. É o tipo de escalação que não apenas atrai o público, mas sustenta um projeto dessa magnitude com performances à altura.

No fim, o que se desenha é um projeto com cara de acontecimento global: um diretor consagrado, uma história eterna e um elenco que segura qualquer produção nas costas. “A Odisseia” chega como candidatíssimo ao Oscar e a praticamente todas as grandes premiações, não só pelo peso dos nomes envolvidos, mas pela ambição de transformar uma narrativa clássica em um espetáculo cinematográfico moderno. Julho promete, e esse é exatamente o tipo de filme que faz do cinema um evento imperdível.