Escolas do Grupo Especial do Rio já fecharam seus carnavalescos; Paulo Barros fica de fora

Foto: João Vitor, campeão com a Beija-Flor

Faz uma semana que tivemos a apuração do Carnaval 2025. Mas a preparação para o Carnaval de 2026 já está a todo vapor. As doze escolas do Grupo Especial já definiram seus carnavalescos. Confira quem comandará a parte artística de cada agremiação:

Beija-Flor de Nilópolis

Atual campeã, a Beija-Flor manteve seu carnavalesco, João Vitor Araújo, segue na escola para tentar o bicampeonato. “Chama João”!

Grande Rio

Após a saída de Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que conquistaram o inédito título de 2022 da escola, a Grande Rio contratou Antônio Gonzaga, vindo da Portela.

Imperatriz Leopoldinense

Leandro Vieira teve sua renovação garantida ainda em fevereiro e continua no comando artístico da Imperatriz.

Viradouro

Campeã de 2024, a Unidos do Viradouro segue com Tarcísio Zanon no desenvolvimento do próximo enredo.

Portela

Com a perda de Antônio Gonzaga para a Grande Rio, a Portela confirmou André Rodrigues, que seguirá sozinho no comando do projeto para 2026.

Mangueira

A verde e rosa renovou com Sidnei França. Vindo do Carnaval de São Paulo, ele estreou na Mangueira em 2025 e segue na função da escola que teve a reeleição da presiente Guanayra Firmino.

Salgueiro

Outro estreante de São Paulo na Sapucaí, Jorge Silveira permanece à frente do projeto da escola vermelha e branca para o Carnaval 2026.

Vila Isabel

Após um desempenho abaixo das expectativas em 2025, a Vila Isabel anunciou a chegada da dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora, ex-Grande Rio, substituindo Paulo Barros. Promete voltar para as cabeças.

Unidos da Tijuca

Edson Pereira continua como carnavalesco da escola para mais um desfile em 2026. O artista tem recolocado a Tijuca no caminho certo.

Paraíso do Tuiuti

Jack Vasconcelos segue responsável pelo projeto artístico da agremiação em 2026. Promessa de mais um enredo criativo.

Mocidade Independente

Renato Lage continua no comando da parte artística da escola da Zona Oeste. A escola já havia renovado com o ‘mago’ antes dos desfiles desse ano.

Acadêmicos de Niterói

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói manteve o carnavalesco campeão da Série Ouro, Tiago Martins.

Marcos Falcon faz falta, não só para a Portela

Nunca a Portela foi tão desrespeitada em um pós-Carnaval. Foi despontuada onde deveria e mereceu voltar nas Campeãs por demais quesitos. Se Marcos Falcon estivesse entre nós, ninguém apontaria tanto o dedo para ela;

Foto: O Globo

Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, nasceu no Rio de Janeiro em 11 de fevereiro de 1964. Sua trajetória profissional teve início na Polícia Militar, onde alcançou a patente de subtenente. Durante sua carreira, Falcon ganhou destaque por sua atuação em operações significativas, especialmente na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Em 2010, participou da emblemática operação de retomada do Complexo do Alemão, ocasião em que ele fincou a bandeira brasileira no alto do morro, simbolizando a reconquista do território pelas forças de segurança.

Paralelamente à sua carreira policial, Falcon desenvolveu uma forte ligação com o samba e o carnaval carioca. Inicialmente, atuou como patrono da escola de samba Rosa de Ouro, situada em Oswaldo Cruz, bairro onde também serviu como policial. Sua paixão pelo samba o levou a se envolver mais profundamente com a Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Em 2011, assumiu o cargo de diretor de carnaval da agremiação durante a gestão de Nilo Figueiredo. Apesar de enfrentar desafios, como uma prisão em 2011 sob acusação de envolvimento com milícias — da qual foi absolvido em 2013 — Falcon manteve seu compromisso com a escola.  

Em 2013, liderou a chapa “Portela Verdade” ao lado de Serginho Procópio, conquistando a presidência da escola. Sua gestão foi marcada por uma série de melhorias estruturais e artísticas, que culminaram na contratação do renomado carnavalesco Paulo Barros. Essas mudanças revitalizaram a Portela, resgatando sua competitividade e prestígio no cenário carnavalesco. Em abril de 2016, devido ao sucesso de sua administração, Falcon foi aclamado presidente da Portela, consolidando sua liderança e visão para o futuro da escola. Aquele ano tinha tudo para ser marcante na carreira do sambista.

Além de sua atuação na Portela, Falcon fundou a Associação Cultural Samba é Nosso, visando promover mudanças na organização dos desfiles das escolas de samba dos grupos C, D e E, especialmente na Estrada Intendente Magalhães. Sua influência no mundo do samba se expandiu, tornando-o uma figura central na luta por melhorias e transparência no carnaval carioca. Sua simpatia e gênio fácil de fazer amizades atraiu novamente a atenção do mundo do samba para eventos da Portela, como a famosa feijoada da Tia Surica.

Em 2016, Falcon decidiu ingressar na política, candidatando-se ao cargo de vereador pelo Partido Progressista (PP). Com sua popularidade e carisma, tinha tudo para fazer uma grande campanha nas regiões que ele era reconhecido e atuante no dia a dia. No entanto, em 26 de setembro daquele ano, em meio ao período eleitoral, sua trajetória foi abruptamente interrompida. Falcon foi assassinado a tiros em Oswaldo Cruz, próximo ao seu comitê de campanha. No fatídico dia, Falcon estava sem seus seguranças particulares. Testemunhas relataram que quatro homens encapuzados e armados com fuzis realizaram a execução, direcionando os disparos exclusivamente contra ele.  

Sua morte representou uma perda significativa para a Portela e para o carnaval carioca em si. Na real, toda cidade do Rio ficou em choque. Afinal, um dos policiais mais “brabões” das últimas décadas havia caído. Tirar a vida de uma lenda como Falcon não era trabalho para qualquer um. Sob sua liderança, a Portela havia retomado seu protagonismo, e sua ausência deixou uma lacuna difícil de ser preenchida. Apesar do trágico acontecimento, a Portela demonstrou resiliência em 2017, quando meses depois de sua morte a escola conquistou o título de campeã do carnaval sendo o 22º de sua história. Claro que a agremiação dedicou a vitória em especial à memória de Falcon. Parece que ele, de alguma maneira, ajudou a escola do coração conquistar mais uma estrela para o pavilhão de Madureira.

Entretanto, sua ausência também expôs fragilidades nos bastidores do carnaval. A falta de sua liderança imponente e visionária contribuiu para um ambiente mais suscetível a desorganizações e conflitos internos, afetando não apenas a Portela, mas o carnaval como um todo. Picuinhas e montins recentes não teriam acontecido com sua presença na mesa da Liesa. A figura de Falcon permanece como um símbolo de dedicação e paixão pelo samba. Sua falta é sentida por todos que valorizam a cultura e a tradição do carnaval carioca, inclusive neste ano com tantos apontamentos que a majestade do samba tem recebido de forma injusta. Seu pulso firme deixou lembranças, junto a um legado que ninguém conseguiu ter igual. E quem sai perdendo com isso não é só a Portela…

No video abaixo, Marcos Falcon faz um de seus discursos mais bonitos no esquenta da Portela no Carnaval 2015;

Leonardo segue recebendo críticas por seus shows

Muita bebida, pouca voz. Não seria hora de passar mais tempo com a Floflô na Talismã?

Foto: G1

Leonardo sempre foi sinônimo de alegria, irreverência e claro, boa música. Desde os tempos da dupla com Leandro, ele construiu uma trajetória sólida, cheia de sucessos que marcaram gerações. O álbum do sucesso “Talismã”, lançado em 1990, ainda ostenta o título de disco mais vendido da história da música sertaneja. Naquela época, o show da dupla no Canecão, no Rio de Janeiro, foi um divisor de águas levando o sertanejo para um público que antes torcia o nariz para o gênero. Seguiu uma carreira solo impecável após a perda do irmão que teve até uma fase pop onde ele vivia gravando clipes para a MTV e cantava parecendo o Ricky Martín nos programas de TV. Mas o tempo passa para todos, e, nos últimos anos, o cantor tem sido alvo de críticas que colocam em xeque sua permanência nos palcos.

Quem acompanha os vídeos dos últimos shows de Leonardo percebe que algo mudou. A voz, naturalmente desgastada pelo tempo e pelo estilo de vida, já não tem o mesmo brilho. Os deslizes nas letras e o esforço para alcançar certas notas deixam claro que os dias de auge vocal ficaram no passado. Mas o que mais tem chamado atenção – e causado preocupação – é o estado em que ele sobe ao palco. Em várias apresentações recentes, o cantor parece estar embriagado, tropeçando nas palavras, rindo sem motivo e, às vezes, até errando trechos inteiros das músicas. O que antes era visto como parte do seu carisma e descontração agora soa como exagero e descuido.

Leonardo nunca escondeu seu gosto por uma boa bebida. Sempre foi o mais brincalhão do sertanejo, aquele que faz piada de tudo, que transforma qualquer entrevista em um momento divertido. Mas existe uma linha tênue entre o bom humor e o descontrole, e, para muitos fãs, essa linha tem sido cruzada. Os comentários nas redes sociais refletem essa insatisfação: “Cadê aquele Leonardo que emocionava?”, “Ele está se tornando uma caricatura de si mesmo”, “Alguém da família precisa intervir”, são algumas das mensagens que se repetem.

Diante desse cenário, surge a inevitável pergunta: será que não é hora de parar? Leonardo tem uma carreira consolidada e já declarou no início desse ano que não pretende gravar músicas novas. Ele nem precisa, pelo grande repertório que ten. Inclusive, se fosse pra gravar música nova e fazer um estrago igual Bruno & Marrone, melhor viver das antigas mesmo. O cantor também tem um excelente patrimônio garantido e uma família linda. Sua neta, Maria Flor – carinhosamente chamada de Floflô – é um sucesso na internet e está crescendo rápido. Por isso, talvez seja o momento de Leonardo aproveitar mais essa fase da vida. A Fazenda Talismã, seu refúgio particular, parece o lugar ideal para isso. Lá, longe dos compromissos exaustivos da estrada, ele poderia se dedicar à família, curtir os filhos, os netos, os amigos, e viver com a tranquilidade que merece.

Claro, decidir encerrar uma carreira não é simples. A música está no sangue, e o palco é um espaço difícil de largar para qualquer artista. Mas há diferentes formas de seguir presente no universo sertanejo sem precisar se expor a apresentações em que a decadência acaba falando mais alto que o talento. Poderia apostar em participações especiais, projetos acústicos ou até mesmo apenas nos bastidores, ajudando a nova geração – como o próprio Zé Felipe, que, apesar de seguir um estilo diferente, ainda carrega o DNA do pai e seus artistas no escritório Talismã, como Thiago Carvalho, Valéria Barros e Cezar & Paulinho.

O que ninguém quer é ver um ícone da música sertaneja terminar sua trajetória de forma melancólica. Leonardo merece ser lembrado por sua voz inconfundível, sua história de superação após a perda de Leandro, seus sucessos que nunca sairão do repertório dos apaixonados por sertanejo. Mas, para isso, talvez seja hora de refletir sobre o próprio caminho e entender que, às vezes, saber parar também é um gesto de respeito à própria história. Deslizes no palco hoje em dia saem mais caro, pois a militância na internet está sempre pronta para atacar qualquer artista que erre uma nota.

Independiente vs Racing: Clássico de Avellaneda protagoniza próximo domingo

Quando se fala em grandes clássicos do futebol internacional, a rivalidade entre Independiente e Racing merece um lugar de destaque. Trata-se de um confronto que transcende gerações e carrega uma intensidade que poucos duelos conseguem igualar. Mais do que uma simples disputa de três pontos, este é um embate de identidade, tradição e orgulho, capaz de paralisar Avellaneda e dividir a cidade entre vermelho e azul-celeste.

No próximo domingo (16), Independiente e Racing se enfrentam pela 10ª rodada da Liga Argentina. Dessa vez o duelo acontece no lado rojo, no Estádio Libertadores de América. O clássico é um dos favoritos de quem realmente gosta da essência do futebol porteño.

O Charme de um Clássico Centenário

Diferente de outras rivalidades argentinas que envolvem disputas regionais ou de classes sociais, o Clássico de Avellaneda é uma guerra entre vizinhos. O Estadio Libertadores de América (Ricardo Enrique Bochini), do Independiente; e o Estadio Presidente Perón (Cilindro), do Racing; são separados por apenas uma rua, com o cruzamento de duas que levam os nomes de Bochini e Diego Milito. É uma separação quase simbólica: dois gigantes dividem praticamente o mesmo quarteirão, criando um dos cenários mais emblemáticos do futebol mundial.

O charme desse clássico reside exatamente nisso: duas potências, lado a lado, em uma cidade que respira futebol 24 horas por dia. É como se o futebol fosse um organismo vivo em Avellaneda, e a cada novo encontro entre Independiente e Racing, essa paixão fosse renovada. Pelas calles – ruas – bebidas como Fernet e comida boa não podem faltar, deixando a experiência do duelo ainda melhor.

A Importância Histórica

Se formos falar de glórias, tanto Independiente quanto Racing têm suas credenciais para justificar a grandeza do clássico. O Independiente é o “Rei de Copas”, clube argentino que mais venceu a Libertadores, sendo o único heptacampeão do continente e dono de uma trajetória internacional de respeito. Do outro lado, o Racing foi o primeiro clube argentino a conquistar a Libertadores e o Mundial em 1967, além de ter sido o primeiro grande campeão do profissionalismo nos anos 40 e dono de um dos maiores times da história do futebol argentino.

Por décadas, o clássico foi um embate de mentalidades distintas. Enquanto o Racing se orgulhava do seu histórico de “La Academia” e de um futebol refinado, “El Rojo” construiu uma identidade de equipe copeira, letal nos torneios internacionais. Essas diferenças ajudaram a alimentar a rivalidade e tornaram cada confronto ainda mais imprevisível.

O Perigo e a Paixão

Se há um clássico na Argentina onde a atmosfera pode se tornar inflamável, esse é o de Avellaneda. A proximidade entre os estádios, o fanatismo das torcidas e a sede de vitória tornam os dias de clássico um verdadeiro caldeirão de emoções. Não é raro que a rivalidade ultrapasse os limites do futebol e se traduza em confrontos violentos entre torcedores.

A violência, infelizmente, faz parte da história do futebol argentino, e em Avellaneda não é diferente. Ao longo dos anos, houve episódios de emboscadas, brigas e até mortes ligadas ao clássico. O entorno dos estádios se torna uma zona de tensão, onde qualquer deslize pode acender o estopim da confusão.

Ainda assim, para os verdadeiros apaixonados pelo futebol, essa rivalidade é um espetáculo imperdível. A explosão das arquibancadas, os mosaicos, as músicas de provocação e a entrega dos jogadores em campo fazem do Clássico de Avellaneda um evento único.

Avellaneda: A Verdadeira Capital do Futebol

Enquanto Buenos Aires ostenta a Bombonera e o Monumental, é em Avellaneda que o futebol pulsa de verdade. Sempre falo isso com toda certeza. Nenhuma outra cidade no mundo abriga dois clubes campeões mundiais, lado a lado, separados por uma rua. Boca e River podem dominar as atenções midiáticas, mas em termos de paixão pura, Avellaneda é insuperável.

O futebol ali não é apenas um esporte, é um modo de vida. Quem cresce em Avellaneda já nasce sabendo que um dia terá que escolher um lado: vermelho ou azul-celeste. E essa escolha definirá boa parte da sua trajetória como torcedor.

Portanto, o Clássico de Avellaneda não precisa de holofotes internacionais para ser grandioso. Sua grandeza está na história, na intensidade e no amor incondicional das suas torcidas. Enquanto houver futebol em Avellaneda, haverá Independiente vs Racing. E enquanto houver esse grande clássico, o coração do futebol argentino baterá forte, fazendo do duelo sempre o protagonista quando os rivais de esquina se encontram!

Caso Irmãos Menendez sofre reviravolta

Foto: ABC News

O caso dos irmãos Erik e Lyle Menendez voltou a ganhar destaque nos últimos meses e recebeu uma onda de apoio muito positiva para que os irmãos pudessem ter a pena revista pela Justiça. No entanto, o procurador de Los Angeles, Nathan Hochman, rejeitou hoje a petição para um novo julgamento. Os irmãos, condenados à prisão perpétua pelo assassinato dos pais, Jose e Kitty Menendez, alegam que foram vítimas de anos de abuso sexual por parte do pai e que isso motivou o crime. Novidades no caso envolvendo crimes graves por parte de Jose Menendez vieram à tona recentemente, como nos depoimentos do ex-Menudo Roy Rosselló.

A recente tentativa de reverter a sentença ainda teve como base novas alegações de testemunhas que reforçam a narrativa do abuso, algo que já foi apresentado durante os julgamentos dos anos 1990, mas que não impediu a condenação por homicídio qualificado. No entanto, a história dos Menendez ganhou uma nova perspectiva nos últimos anos, especialmente após o lançamento da série documental da Netflix “The Menendez Murders: Erik Tells All” e o fenômeno nas redes sociais que se seguiu com a série baseada no caso, “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais” que rendeu indicações ao Globo de Ouro ao elenco.

A série reacendeu a comoção pública em torno do caso, levando muitos a questionar se os irmãos receberam um julgamento justo ou se foram vítimas de um sistema que ignorou seu sofrimento. Campanhas nas redes sociais e um grande número de apoiadores vêm pedindo que suas sentenças sejam reconsideradas, argumentando que a justiça falhou ao desconsiderar o histórico de abusos na decisão final.

Apesar da nova onda de apoio, Hochman manteve a condenação, afirmando que as novas provas não são suficientes para justificar um novo julgamento. A decisão frustrou aqueles que acreditam que Erik e Lyle foram punidos de maneira desproporcional, enquanto outros defendem que o assassinato dos pais, independentemente das circunstâncias, foi um crime imperdoável.

O caso Menendez continua a dividir opiniões e a gerar debates sobre trauma, abuso e o funcionamento do sistema judicial. Para os irmãos, a luta por justiça ainda não acabou, e para o público, a questão permanece: foram eles assassinos frios ou vítimas desesperadas que não viram outra saída? Você no lugar deles teria feito o mesmo? Independente dessas questões, o caso merecia ser revisto. Mas a Justiça americana é complexa e não será fácil reverter uma pena a favor deles.

Vila Isabel despacha Paulo Barros e fecha com “BoraHaddad”

A Unidos de Vila Isabel começou seus trabalhos para o Carnaval 2026 com pé-direito. A escola de Noel desligou o carnavalesco Paulo Barros e fechou com a dupla de carnavalesmos mais talentosa da atualidade, fazendo provavelmente a melhor contratação do mercado do samba até o momento. Gabriel Haddad e Leonardo Bora são dois nomes que têm se destacado no cenário do Carnaval carioca nos últimos anos.

A trajetória da dupla começou em 2013, quando integraram a comissão de carnaval da Mocidade Unida do Santa Marta, conquistando o campeonato do Grupo C. Em 2015, assumiram o comando artístico da Acadêmicos do Sossego e, em 2016, levaram a escola ao título na Intendente Magalhães, garantindo seu retorno à Marquês de Sapucaí. A estreia no Sambódromo ocorreu em 2018, à frente da Acadêmicos do Cubango, onde apresentaram um desfile em homenagem a Arthur Bispo do Rosário. No ano seguinte, com o enredo “Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos milagres”, a escola conquistou o vice-campeonato da Série A. 

Em 2020, Gabriel e Leonardo (chamados carinhosamente de “BoraHaddad”) estrearam no Grupo Especial pela Acadêmicos do Grande Rio, com o enredo “Tata Londirá: o canto do caboclo no Quilombo de Caxias”, que rendeu à escola o vice-campeonato. Em 2022, conquistaram o primeiro título da história da agremiação com “Fala Majeté! Sete chaves de Exu”, enredo que abordou o orixá Exu. A Grande Rio entrou em uma nova fase de sua existência proporcionando grandes desfiles com uma plástica impecável sob o comando da renomada dupla de carnavalescos.

Após cinco anos de parceria com a Grande Rio, período em que também conquistaram o vice-campeonato em 2025 com o enredo “Pororocas Parawaras”, Gabriel Haddad e Leonardo Bora anunciaram a saída da escola após o Desfile das Campeãs deste ano. Nesta segunda (10), a Vila Isabel usou um story para anunciar que a dupla assumirá o Carnaval da Vila Isabel para 2026, marcando uma nova fase em suas carreiras e trazendo expectativas de inovações e sucessos para a azul e branco de Noel. A Vila voltará a ser feliz, como disse o presidente da escola em sua rede social.