Independiente e Racing fazem duelo acirrado no clássico de Avellaneda

Foto: Arquivo Pessoal

No último domingo o Estádio Libertadores de América recebeu o disputado clássico de Avellaneda. La Academia ficou no empate contra El Rojo. Com um gol de Martirena aos 20 minutos do primeiro tempo, o time de Costas abriu o placar, mas a equipe de Vaccari empatou na etapa complementar após muita insistência. Independiente e Racing ficaram no 1 a 1 pela 10ª rodada do Torneio Apertura.

A equipe de Julio Vaccari perdeu a chance de vencer um clássico como mandante depois de vários anos e, além disso, desperdiçou a liderança isolada do Grupo B. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Juan Nardoni roubou a bola de Lautaro Millán e, na sequência, a bola sobrou para Maravilla Martínez. O atacante encontrou Maximiliano Salas, que cruzou da esquerda e o ala uruguaio apareceu na área, para marcar o 1 a 0 parcial para o Racing.

E quando parecia que o destino do clássico de Avellaneda favoreceria o visitante do dia, Álvaro Angulo apareceu para alívio dos torcedores do Independiente. O colombiano venceu a disputa com Gabriel Arias e, de cabeça, marcou o gol que decretou o 1 a 1 final no Libertadores da América. Rodrigo Rey salvou o Rojo no primeiro tempo, enquanto Arias fez o mesmo pela Acadé na segunda etapa. Sem dúvidas, na segunda metade da partida, o time da casa foi amplamente superior ao visitante, que começou o jogo de maneira mais confortável.

O Racing precisava da vitória mais do que nunca, considerando que está distante das primeiras posições no Grupo A. Já o Independiente começou a rodada como líder isolado do outro grupo, mas, com a vitória do Rosario Central e o empate de hoje, desperdiçou a chance de se manter no topo. O time de Vaccari chegou aos 21 pontos no Torneio Apertura, assim como o Canalla, deixando o River em terceiro na Zona B, com 19 pontos. Já a equipe de Gustavo Costas somou apenas 10 pontos, ficando na décima posição, embora ainda tenha um jogo pendente contra o Unión em Santa Fe.

Viver um Clássico de Avellaneda é uma experiência única e intensa, que começa muito antes do apito inicial. As ruas ao redor do estádio se enchem de torcedores, bandeiras e cânticos apaixonados, criando um ambiente de pura emoção. Nos arredores, barraquinhas vendem clássicos da culinária argentina, como choripán, empanadas e bondiola, enquanto os torcedores brindam com copos de fernet com cola, a bebida icônica que não pode faltar em dias de jogo. O clima é de rivalidade acirrada, mas também de celebração do futebol, com cada canto e cada gesto carregando décadas de história e paixão. Seja no Libertadores da América ou no Cilindro (no próximo semestre), estar em Avellaneda em dia de clássico é sentir o futebol em sua forma mais autêntica.

Agora as expectativas para Racing e Independiente estão focadas nas competições continentais de 2025, que são distintas. Após o sorteio realizado ontem, Racing Club, atual campeão da Copa Sul-Americana, enfrentará na fase de grupos da Copa Libertadores Colo-Colo (Chile), Fortaleza (Brasil) e Atlético Bucaramanga (Colômbia) no grupo E. O clube argentino busca repetir o sucesso recente e avançar às fases finais da competição. Já o Independiente, participante da Copa Sul-Americana, caiu no Grupo A ao lado de Guaraní (Paraguai), Nacional Potosí (Bolívia) e Boston River (Uruguai). O “Rey de Copas” almeja retomar seu protagonismo internacional e conquistar mais um título continental.

Filipe Luís caminha a passos largos para se tornar um dos melhores treinadores da América

Foto/Reprodução: @rsantosarantes

Filipe Luís, atual técnico do Flamengo, tem se consolidado rapidamente como um dos treinadores mais promissores do futebol sul-americano. Após encerrar sua carreira como jogador em novembro de 2023, ele assumiu o comando das categorias de base do Flamengo, conquistando a Copa Rio Sub-17 e a Copa Intercontinental Sub-20. Esses sucessos o levaram à posição de técnico interino do time principal em outubro de 2024, após a saída de Tite – livramento para o time!

Desde então, Filipe Luís acumulou uma série impressionante de títulos para um técnico estreante no profissional. Em seus 27 jogos como treinador do Flamengo, ele conquistou a Copa do Brasil, a Supercopa do Brasil e a Taça Guanabara, registrando apenas uma derrota nesse período. Neste domingo ele adicionou mais um troféu ao seu currículo ao vencer o Campeonato Carioca decidido no clássico contra o Fluminense, consolidando sua trajetória vitoriosa. Seu aproveitamento é de 79%.

A filosofia de jogo de Filipe Luís é marcada pela flexibilidade tática e pela valorização das laterais do campo. Ele costuma utilizar o esquema 4-2-3-1, alternando ocasionalmente para o 4-4-2 ou até mesmo o 3-4-3, dependendo das necessidades da partida. Sua experiência como lateral ofensivo reflete-se na importância que atribui aos laterais em suas equipes, incentivando-os a avançar e criar superioridade numérica no ataque.  

No meio-campo, Filipe preza por jogadores versáteis, capazes de realizar passes verticais precisos e de se adaptar às brechas deixadas pelo adversário. A transição rápida e o jogo direto são características marcantes de suas equipes, buscando explorar os espaços deixados pelo oponente após a perda da bola. Defensivamente, sua equipe é compacta e organizada, combinando pressão alta com a capacidade de se reorganizar no próprio campo.

Essa solidez defensiva é fruto de sua vivência sob o comando de técnicos como Diego Simeone e José Mourinho, que valorizam a disciplina tática e a estrutura defensiva sólida. A influência de Jorge Jesus, que teve uma passagem marcante pelo Flamengo, também é evidente no trabalho de Filipe Luís. A mentalidade vencedora e a intensidade nos treinos são características que ele incorporou em sua metodologia. Filipe Luís enfatiza a importância de “ganhar, ganhar e ganhar”, refletindo a filosofia de Jesus. Ele seria um menottista com resquícios de Marcelo Gallardo olhando seu perfil na escola de treinadores argentinos.

Com essa combinação de experiências e uma filosofia de jogo bem definida, Filipe Luís tem tudo para se tornar um dos melhores treinadores do continente em um futuro próximo, caminhando a passos largos para isso. Vale lembrar ainda da influência que ele recebe pela convivência e admiração que tem com Zico, o que o faz ser mais privilegiado em uma visão de jogo única. Seu início de carreira promissor e sua capacidade de implementar um estilo de jogo eficaz e atrativo o colocam em destaque no cenário futebolístico da América. Ele é fora da curva e isso faz dele um técnico diferente dos demais dentro e fora de campo. O “Filipismo” é realidade!

Foto/Reprodução: GE

F1: McLaren quer voltar aos tempos dourados e começa temporada com vitória na Austrália

Foto: SkySports

O Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, realizado na madrugada deste domingo no circuito de Albert Park, em Melbourne, inaugurou a temporada com uma corrida marcada por condições climáticas adversas e com nuitos incidentes. Lando Norris, da McLaren, conquistou uma vitória notável, superando o atual campeão Max Verstappen, da Red Bull, e George Russell, da Mercedes, que completou o pódio.

Desde os treinos classificatórios, a McLaren demonstrou um desempenho sólido, com Norris assegurando a pole position e seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, largando em segundo. Verstappen iniciou a corrida na terceira posição, mas rapidamente ultrapassou Piastri, assumindo o segundo lugar nas primeiras voltas. 

A corrida começou com a pista úmida devido à chuva, e antes mesmo da largada oficial, o estreante Isack Hadjar (Racing Bulls) rodou e colidiu durante a volta de formação, causando um atraso na partida. Após a largada, outros incidentes ocorreram: Jack Doohan (Alpine) e Carlos Sainz (Williams) perderam o controle de seus carros na primeira volta, resultando em abandonos precoces e na entrada do safety car. 

Pai de Hamilton consolou Hadjar após piloto sair da prova;

Conforme a corrida avançava, a chuva intermitente tornou a pista ainda mais desafiadora. Por volta da volta 20, a chuva se intensificou, levando Verstappen a sair da pista momentaneamente, permitindo que Piastri recuperasse a segunda posição. As condições variáveis exigiram estratégias de pit stop cuidadosas, com as equipes alternando entre pneus intermediários e slicks conforme a pista secava e molhava novamente. 

Na volta 33, Fernando Alonso (Aston Martin) perdeu o controle na saída da curva seis e colidiu, provocando outra intervenção do safety car. A corrida foi retomada, mas a chuva voltou com força nas voltas finais, causando mais incidentes. Oscar Piastri, que vinha em uma posição promissora, deslizou para fora da pista na volta 44, caindo para a nona posição. Gabriel Bortoleto (Sauber) e Liam Lawson (Red Bull) também sofreram acidentes nas voltas 46 e 47, respectivamente, resultando em abandonos. 

Nas voltas finais, Verstappen pressionou intensamente Norris, chegando a menos de um segundo do líder. No entanto, Norris manteve a calma e defendeu sua posição até a bandeirada final, conquistando sua quinta vitória na Fórmula 1. George Russell, da Mercedes, completou o pódio em terceiro lugar, seguido por Alexander Albon (Williams) em quarto e o estreante Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) em quinto, que impressionou ao marcar pontos em sua corrida de estreia. 

Lewis Hamilton, em sua estreia pela Ferrari, enfrentou dificuldades nas condições molhadas e terminou na décima posição, somando um ponto. Charles Leclerc, seu companheiro de equipe, conseguiu finalizar em oitavo lugar, após uma corrida marcada por desafios estratégicos e de performance. 

A classificação final do GP da Austrália foi a seguinte:

1. Lando Norris (McLaren) – 1h42:06.304

2. Max Verstappen (Red Bull) – +0.895s

3. George Russell (Mercedes) – +8.481s

4. Alexander Albon (Williams) – +12.773s

5. Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) – +15.135s

6. Lance Stroll (Aston Martin) – +17.413s

7. Nico Hülkenberg (Sauber) – +18.423s

8. Charles Leclerc (Ferrari) – +19.826s

9. Oscar Piastri (McLaren) – +20.448s

10. Lewis Hamilton (Ferrari) – +22.473s

Com este resultado, Norris assume a liderança do campeonato com 25 pontos, seguido por Verstappen com 18 e Russell com 15. A próxima etapa da temporada será o Grande Prêmio da China, marcado para o próximo fim de semana, onde as equipes buscarão ajustar suas estratégias e melhorar seus desempenhos após uma abertura de temporada tão imprevisível.

Hülkenberg surpreendeu ao conquistar lugar no TOP 10 (Foto: SkySports)

Bilardo não ensinou a comemorar derrota

Foto: La Nación

O Bilardismo é um conjunto de princípios filosóficos e estratégicos baseados na mentalidade e nos métodos de Carlos Salvador Bilardo, um dos técnicos mais icônicos da história do futebol argentino que propagou uma ideia fora e dentro dos gramados formando caráter. Ele ficou famoso não apenas por suas conquistas, como o título da Copa do Mundo de 1986 com a Argentina, mas também por sua abordagem obsessiva ao jogo, sua visão pragmática e sua crença de que vencer é a única coisa que importa.

O Bilardismo é frequentemente colocado em oposição ao Menottismo, a filosofia de César Luis Menotti, que pregava um futebol mais ofensivo, técnico e artístico. Enquanto Menotti valorizava a beleza do jogo, Bilardo acreditava que o futebol era guerra, exigindo inteligência, tática e sacrifício absoluto. E mesmo na derrota, não ensinou a comemorá-la como alguns técnicos pensam.

Os Ensinamentos do Bilardismo

1. O resultado está acima de tudo

Bilardo nunca teve medo de admitir: o mais importante no futebol é ganhar. Para ele, não importava como, desde que a equipe saísse vitoriosa. Isso significava que era aceitável usar qualquer estratégia necessária para garantir o resultado, mesmo que envolvesse jogar de forma defensiva, truncada ou até usando artimanhas para desequilibrar o adversário.

2. A preparação obsessiva

O Bilardismo se baseia em um estudo minucioso do adversário e na preparação detalhada da equipe. Bilardo analisava cada detalhe, desde os pontos fortes e fracos do oponente até a condição do gramado e as condições climáticas. Ele também era conhecido por preparar seus jogadores psicologicamente, criando cenários de pressão para que estivessem prontos para qualquer situação.

3. Vencer custe o que custar

Para Bilardo, não existe moralismo no futebol quando o objetivo é vencer. Ele não via problemas em fazer “cera”, provocar adversários ou usar táticas antidesportivas se isso desse uma vantagem ao seu time. Um dos episódios mais emblemáticos dessa mentalidade foi quando Sergio Goycochea se tornou herói na Copa de 1990, defendendo pênaltis. Bilardo sabia que ele tinha um ritual supersticioso de urinar no campo antes das cobranças e garantiu que o goleiro mantivesse esse hábito.

4. O grupo acima do indivíduo

Embora tenha treinado craques como Diego Maradona, Bilardo sempre colocou a coletividade acima do talento individual. Ele acreditava que um time bem treinado, disciplinado e coeso poderia superar qualquer adversário, independentemente da qualidade técnica. Cada jogador tinha um papel a cumprir e precisava se sacrificar pelo bem do grupo.

5. O futebol como batalha

Bilardo via o futebol como um campo de guerra onde o time mais inteligente e melhor preparado sairia vencedor. Ele era famoso por suas estratégias defensivas extremamente bem organizadas e pela criação do “5-3-2”, um esquema tático inovador para a época, onde os alas tinham a função de defender e atacar com a mesma intensidade.

6. Psicologia e Manipulação

Um aspecto pouco falado, mas fundamental do Bilardismo, é o uso da psicologia para desestabilizar adversários e motivar seu próprio time. Ele incentivava jogadores a pressionarem emocionalmente seus rivais, explorando fragilidades psicológicas para ganhar vantagem. Um exemplo disso ocorreu na Copa de 1990, quando a Argentina enfrentou o Brasil. Durante a partida, o massagista argentino entregou uma garrafinha d’água “batizada” ao brasileiro Branco, supostamente contendo uma substância que o deixou sonolento.

Embora esse episódio nunca tenha sido 100% comprovado, ele entrou para a história do futebol como um dos momentos mais emblemáticos da mentalidade bilardista. Bilardo também já levou bebida alcóolica para alguns jogos, dizendo ser Gatorade quando perguntado pela imprensa. Para alguns jogadores que não estavam rendendo em campo, o Doutor dava Coca-cola com Cafiaspirina para o indivíduo acordar. Tudo isso para chamar atenção do adversário.

7. Inovação e Estratégia

Bilardo sempre buscava formas de surpreender. Ele foi pioneiro em analisar vídeos dos adversários, preparar jogadas ensaiadas detalhadamente e até esconder formações táticas antes de partidas importantes. Ficava horas vendo milhares de fitas com jogos seus e de adversários. Sua atenção a detalhes era tão extrema que, em algumas ocasiões, ele chegava a escolher hotéis com barulhos controlados para que seus jogadores não fossem perturbados antes de partidas decisivas.

O legado do Bilardismo

O Bilardismo segue vivo no futebol moderno. Técnicos como Diego Simeone, José Mourinho e até Tite incorporaram elementos da filosofia bilardista em suas abordagens. O pragmatismo, a ênfase na defesa sólida e na mentalidade vencedora ainda são características valorizadas no futebol de alto nível.

Embora seja uma filosofia controversa, os ensinos de Bilardo deixou um legado inegável. Ele provou que, no futebol, talento sozinho não basta. É preciso estratégia, sacrifício e, acima de tudo, uma mentalidade inabalável de que o único objetivo é vencer. A renomada escola “Vicente López” é uma das maiores formadoras de técnicos argentinos, sendo a maioria que sai de lá, como o próprio Diego Simeone, tendem a seguir a linha bilardista.

O Bilardismo é mais do que apenas uma forma de jogar futebol. É uma mentalidade de vida, onde a vitória é o único resultado aceitável. Para os seguidores dessa filosofia, o futebol não é um espetáculo para entreter – é uma batalha onde apenas os mais preparados triunfam. O legado de Carlos Bilardo continua influenciando gerações de treinadores e jogadores que entendem que, no fim das contas, a única coisa que importa é levantar a taça. E nas derrotas, nunca abaixar a cabeça, mas não sair celebrando como se tivesse saído campeão.

Sabrina Sato continuará brilhando no posto de rainha na bateria da Vila Isabel

Rodízio de rainhas feito por algumas escolas não faz o menor sentido;

Foto: Stephanie Rodrigues/g1 

Uma das maiores personalidades do Carnaval, Sabrina Sato vai seguir reinando à frente da bateria do Mestre Macaco Branco, na Vila Isabel. Nomeada rainha de bateria da escola em 2011, a apresentadora e modelo trouxe consigo carisma, beleza e, sobretudo, uma entrega que conquistou a comunidade da Vila e os amantes do Carnaval que param para lhe assistir todos os anos.

Desde sua estreia à frente da Swingueira de Noel, Sabrina sempre fez questão de se dedicar ao posto com paixão e profissionalismo. Sua energia contagiante e sua proximidade com os ritmistas a tornaram uma rainha querida, que não apenas brilhava na Sapucaí, mas também frequentava a quadra, se envolvia com os preparativos do desfile e representava a escola com orgulho.

Entre os muitos momentos marcantes de sua trajetória, o Carnaval de 2022 se destacou por um verdadeiro feito de resistência e amor pela folia. Naquele ano, devido ao adiamento dos desfiles para abril em razão da pandemia, Sabrina enfrentou um desafio logístico complicado: ser rainha de bateria tanto da Gaviões da Fiel, em São Paulo, quanto da Vila Isabel, no Rio de Janeiro, na mesma noite. Após desfilar na madrugada pelo Anhembi, a apresentadora pegou um avião para o Rio de Janeiro e, poucas horas depois, já estava na Marquês de Sapucaí, pronta para representar a azul e branca com a mesma energia de sempre.

O feito foi tão impressionante que reforçou ainda mais sua imagem de verdadeira apaixonada pelo Carnaval. Seu comprometimento e identificação com a festa sempre contrastou com práticas que vão na contramão da construção de uma identidade para as baterias, como o rodízio de rainhas promovido durante anos pela Grande Rio – prática que foi interrompida com a chegada de Paolla Oliveira – e que, mais recentemente, tem sido adotada pela Viradouro.

Cá entre nós, não faz o menor sentido o troca-troca de rainhas quando a bateria e a comunidade da escola querem uma pessoa com entrega ao posto que ocupa. Criar um vínculo a longo prazo é mais importante do que tentar inovar mudando rainhas como se muda de técnico de futebol em crise. O Carnaval exige alma, história, paixão e tradição a quem se dedica a ele. E Sabrina Sato encarna tudo isso.

Sua origem mestiça, que mescla descendência japonesa com raízes brasileiras profundas, reflete a essência do povo que faz a festa acontecer. Sua alegria espontânea, seu amor pela avenida e sua entrega ao espetáculo fazem dela uma das maiores rainhas que a Sapucaí e o Anhembi já viram. Se há alguém que pode ser chamada de “a cara do Carnaval”, esse alguém é justamente Sabrina.

Alguém está bem feliz com a derrota do Corinthians: O SBT

Foto: Miguel Schincariol / AFP

O Corinthians se esforçou para derrotar o Barcelona de Guayaquil na Neo Química Arena, mas foi desclassificado da Libertadores da América por ter perdido o jogo de ida por 3 a 0. O placar na altitude pesou e favoreceu o time equatoriano, que vai para a fase de grupos da competição. Mesmo com a dura derrota, o alvinegro paulista não se despede de competições internacionais em 2025, apesar da queda precoce na Libertadores.

O Timão não teve a temporada a perder internacionalmente. O clube vai entrar direto na fase de grupos da Sulamericana, competição que no ano passado quase chegou nas mãos do Corinthians que alcançou às semi-finais. A vaga no torneio do segundo escalão da América do Sul é uma espécie de prêmio de consolação aos times que batem na trave e não avançam à fase de grupos da Libertadores. Uma forma de manter também clubes de tradição competitivos no continente, enquanto outras vagas são ocupadas por times de menor expressão na Liberta – Simón Bolívar chora.

A Sulamericana terá mais um ano de transmissão no SBT, emissora que deve ter torcido em seus bastidores nessa noite contra o time de Itaquera. O motivo, claro, para ter a garantia de audiência no meio da semana com o Corinthians jogando pela competição. No ano anterior, o SBT teve muitas alegrias no Ibope graças ao time atuando em sua telinha na Sula. Em algumas ocasiões chegou a liderar a guerra pela audiência em cima das novelas chatíssimas da Globo. Nesse horário nobre e sem opção, até quem não era “Gaviões da Fiel” ficava ligado na emissora de Silvio Santos.

O Corinthians inicia a Copa Sulamericana com expectativas elevadas, especialmente após a contratação de jogadores de renome internacional. Além de Memphis, outros membros do elenco estrelado têm se destacado nesse início de ano. O meia argentino Rodrigo Garro, com sua visão de jogo e capacidade de articulação, tem sido peça-chave na criação de jogadas ofensivas. O atacante Yuri Alberto, após um início de temporada abaixo do esperado quando chegou ao clube, reencontrou seu faro de gol e terminou o ano como vice-artilheiro da equipe.

Com esses craques, o Corinthians busca conquistar o título que escapou no ano passado, almejando consolidar-se novamente como uma das principais forças do futebol sul-americano. Por enquanto, no próximo fim de semana o time tem o desafio de encarar a primeira final do Paulistão. Este transmitido com sucesso pela Record, vai ter novamente o clássico contra o Palmeiras na decisão do título.

Em suma, SBT e Record tem mostrado mais uma vez que podem ser potências no esporte, derrubando o monopólio da Globo e conquistando um público que estava afastado por algum motivo de ambas as TV’s.