Grande fase do Bayern também populariza o mascote do clube

Sucesso nas redes sociais, Berni tem vivido uma fase tão boa quanto seu time alemão

Foto: Bayern de Munique

O Bayern de Munique sempre foi um clube que leva a própria identidade muito a sério, e nada simboliza melhor isso do que o seu mascote oficial: o urso bávaro. A escolha não é aleatória — força, coragem e proteção são valores que combinam com a história do gigante alemão. E o mais curioso é que essa figura tem raízes profundas na própria Europa, onde ursos eram comuns até o século XIX. Há até o caso famoso de 2006, quando um urso-europeu reintroduzido nos Alpes italianos resolveu “turistar” pela Alemanha em busca de companhia. Ou seja, a presença do urso no imaginário alemão vai muito além do marketing esportivo.

Berni, no entanto, não tem nada de selvagem. Pelo contrário: é fofo, simpático, engraçado e totalmente preparado para encantar qualquer criança na Allianz Arena. Ele chegou em 2004 para substituir Bazi — um mascote bem mais simples, um garoto de calça de couro e nariz redondo — e acabou ocupando o lugar com personalidade. Dizem até que Bastian Schweinsteiger é seu “padrinho”, o que explica um pouco da identificação imediata com a torcida. E não para por aí: Berni tem música própria, tocada nos jogos, e os torcedores fazem questão de cantar o tema junto com ele na entrada em campo, transformando o momento em parte do ritual bávaro. Além disso, ele viaja com o time durante a Champions League e não perde um jogo no campeonato alemão.

O impacto do mascote vai muito além do estádio. Berni é praticamente uma celebridade digital — aparece em campanhas, trends, vídeos engraçados e tudo mais que o Bayern inventa para engajar sua torcida global. Ele participou do famoso “desafio do balde de gelo”, entrou na trend da canela em 2014 e já até cozinhou um ovo durante uma onda de calor de 40 °C na Europa. O clube percebeu cedo que mascotes não são só bonecos animados: são pontes emocionais que aproximam a marca do torcedor. E Berni, com seu jeitão acessível, domina essa arte como poucos.

No fim das contas, o urso do Bayern virou mais do que um símbolo de força — ele se tornou parte da cultura do clube. Presente em ações comunitárias, visitas a escolas e hospitais, Berni ultrapassa o papel de animador e se transforma num representante dos valores que o Bayern gosta de divulgar: acolhimento, respeito e união. Em campo ou fora dele, ele é aquele personagem que lembra ao torcedor por que o futebol é tão grande: porque emociona, cria vínculos e transforma até um urso de pelúcia gigante em ícone mundial.

Por que raios o Rosario Central se tornou campeão argentino?

Foto: Clarín Deportes

O futebol argentino tem dessas: quando você acha que já viu tudo, aparece a AFA para provar que sempre dá para surpreender um pouco mais. E agora foi a vez do Rosario Central virar campeão nacional de 2025 não dentro de campo, mas por uma canetada histórica — e, vamos ser sinceros, perfeitamente coerente com o caos apaixonante que é o futebol da Argentina. A federação decidiu criar uma taça extra baseada na soma anual de pontos, algo que não estava previsto no início da temporada. Resultado: Central na frente, Boca atrás, e uma nova estrela pintada em Rosario.

E antes que alguém reclame, há um mérito gigantesco nisso. A regularidade do ano inteiro merece ser valorizada, ainda mais em um calendário argentino que vive mudando de formato e regras. Se tem um time que se manteve constante mesmo entre turbulências, foi o Central. Conduzido pelo magnetismo de Ángel Di María — que consegue elevar qualquer ambiente em que pisa — o clube somou 66 pontos entre Apertura e Clausura, quatro a mais que o Boca. E esse detalhe sepultou qualquer discussão. Não foi uma final épica, não teve gol no último minuto, mas teve algo tão importante quanto: consistência.

Claro que o lado político dessa história também precisa ser dito. A decisão chega depois do fim das competições, o que deixou torcedores rivais fulos e gerou as clássicas teorias conspiratórias — porque nada na AFA é só futebol. Num país onde títulos já foram decididos em mata-mata inventado, em triangular improvisado e até em “promoción”, por que não coroar o melhor do ano inteiro num evento emergencial? No fim, é mais um capítulo perfeito para a novela infinita do futebol portenho.

O fato é: o Rosario Central ganhou uma estrela oficial, e ninguém vai tirar. Para a torcida, isso importa mais do que qualquer discussão de regulamento. Para Di María, que voltou ao país para encerrar a carreira onde tudo começou, virou um símbolo: seu primeiro título argentino veio, literalmente, da sala de reuniões da AFA. E para quem acompanha o futebol com paixão — e com uma pitada de ironia — esse título é a Argentina sendo a Argentina. No caos, eles encontram um jeito de fazer história.

E antes que alguém pense que essa nova taça muda tudo no cenário continental, vale esclarecer: as vagas argentinas para a Libertadores continuam exatamente as mesmas. O título simbólico do Rosario Central não cria vaga extra e não altera os critérios já definidos para os classificados. Ou seja, a briga pelas últimas posições segue intensa, e com um detalhe importante: o campeonato argentino continua rolando até dezembro, com o mata-mata. No fim, a taça do Central é uma celebração à regularidade, mas a guerra pela América segue aberta — e, como sempre, imprevisível como só o futebol argentino consegue ser.

Noite inesquecível para o futebol panameño: Vaga na Copa e vitória no Nilton Santos

Foto: Botafogo

Quando vi a confirmação da classificação da querida seleção do Panamá para a Copa do Mundo de 2026, senti um misto de alegria e orgulho — não apenas por mais uma presença na festa máxima do futebol, mas por tudo o que esse país representa no contexto latino-americano. O Panamá, historicamente mais voltado ao beisebol do que ao futebol, tem dado claros sinais de sua crescente paixão pelo “esporte-rei”. Ao mesmo tempo em que os panamenhos celebravam o feito no Estádio Rommel Fernández, no Brasil o jovem José Kadir — jogador de 18 anos do Botafogo —estava fazendo história ao marcar dois gols e garantir a virada contra o Sport. 

A importância dessa classificação vai muito além de mais uma vaga no torneio. Para o Panamá, que não carrega a tradição de potências do futebol como Alemanha, França ou Argentina, chegar ao mundial representa uma ascensão simbólica. É o país que mais cresce na América Latina e, de certa forma, atua como elo entre norte e sul, entre Caribe e continente. Ver o Panamá conquistar este lugar significa reconhecer que o futebol também pulsa forte onde antes se pensava que o beisebol liderava — e isso dá nova vida à narrativa do esporte naquele país.

Foto: TUDN Mex

E não é apenas sobre futebol: é sobre identidade, sobre demonstração de que o sonho vale em qualquer canto do planeta. O Panamá, com sua história de nichos e desafios, agora se abre como palco para jovens talentos e novas esperanças. Nesse cenário, José Kadir entra como símbolo — o garoto que se destacou nas bases, foi captado pelo Botafogo, enfrentou a burocracia de estrangeiro menor de idade, assinou contrato profissional e emergiu no momento decisivo, marcando dois gols no acréscimo para virar o jogo. 

Foi na mesma noite em que a seleção panamenha carimbou o passaporte para a Copa que Kadir escreveu seu nome no estádio Nilton Santos — uma coincidência que pode bem simbolizar a nova era panamenha: de fora para dentro, de espectador para protagonista. Ele representou não só o clube brasileiro, mas também a promessa de um país que vai à mundial e ainda coloca um garoto seu brilhando em solo estrangeiro. Isso faz com que a classificação do Panamá tenha um sabor mais doce, porque ela aparece junto ao sucesso individual de alguém que viveu a migração e o sonho.

Por tudo isso, o Panamá merece estar na Copa do Mundo de 2026. Porque trouxe nova voz, nova luz, desafio, porque não é a potência do passado — e justamente por isso, sua presença tem frescor e significado. E o jovem Kadir reforça esse protagonismo: mostra que o país não está apenas de passagem, mas contribuindo com talento, com brilho, com história. Para nós que acompanhamos, fica o convite para torcer com entusiasmo, para descobrir o futebol panamenho e, quem sabe, ver o Kadir brilhar tanto na seleção quanto no clube. Afinal: o lugar dele — e do Panamá — é nesse palco mundial.

(Botafogo fez homenagem ao Panamá em seu perfil)

Entenda o projeto audacioso da Camarote Shows com Silvânia Aquino e Berg Rabelo

Demitida da banda Calcinha Preta, Silvânia é a nova estrela do maior escritório de forró na atualidade

Foto: Instagram

A Camarote Shows — comandada por Wesley Safadão e seus sócios — acaba de mexer no tabuleiro do forró ao contratar Silvânia Aquino e Berg Rabelo para um projeto que não é apenas ambicioso: é uma jogada certeira de quem sabe exatamente onde quer chegar. Em um mercado onde gigantes se repetem e poucas propostas realmente surpreendem, a empresa escolheu dois nomes que carregam muita história, identidade e uma legião de fãs carentes de novidades concretas. E sejamos sinceros: não é todo dia que vemos uma movimentação com esse peso.

Silvânia, recém-demitida da Calcinha Preta — banda à qual dedicou 25 anos de sua trajetória — chega a essa nova fase com a força de quem tem muito mais para oferecer do que lhe permitiram mostrar nos últimos tempos. A saída dela nesse novo auge que a banda vivia foi um choque para o público, mas agora também parece ter sido a melhor coisa que poderia ter acontecido. Ela se reposiciona como protagonista de si mesma. E quando você entrega esse protagonismo nas mãos de uma grande produtora, o resultado tende a ser explosivo. A novidade foi anunciada durante o “Baú da Taty Girl”, pela própria Taty que convidou Silvânia para seu evento no último fim de semana.

A presença de Berg Rabelo ao seu lado na contratação reforça o caráter audacioso da proposta. Berg é talentoso demais, reconhecido e dono de uma entrega vocal que combina muito bem com o estilo de Silvânia — algo raro de ver quando duas vozes marcantes se juntam. E ainda há um terceiro nome vindo aí, mantido a sete chaves pela Camarote Shows. Esse mistério não é acidental: é estratégia. É o tipo de decisão típica de quem está preparando algo grande demais para ser anunciado de uma vez só.

No fim das contas, o que temos é o início de um novo marco para o forró. Não é apenas uma banda nova — é um reposicionamento artístico, empresarial e emocional. O forró precisava respirar novos ares, Silvânia precisava renascer, Berg precisava de um palco mais estratégico, e a Camarote precisava provar que pode ir além do óbvio. Agora é esperar para ver se esse projeto entrega tudo o que promete… mas a verdade é que poucos lançamentos já nasceram com um potencial tão alto quanto esse com duas das vozes mais potentes do Nordeste.

3 meses para o Carnaval de São Paulo: O que esperar de cada escola

Foto: Liga SP

Faltam três meses para o Carnaval de São Paulo — e o clima já está aquecido nos tamborins. No Grupo Especial, as 14 escolas chegaram com narrativas que mais parecem convites para reflexão do que simples festa. Por exemplo, a Mocidade Unida da Mooca vai desfilar com o enredo “GÈLÈDÉS – Agbará Obinrin”, que exalta a força das mulheres negras brasileiras. Já a Colorado do Brás aposta em “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”, tema de liberdade, ancestralidade e poder feminino. São discursos que vão para além do samba-alegria — são convites a pensar juntos.

Em outro vértice desse universo criativo, a Dragões da Real traz “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência”, tema que conecta mitologia indígena amazônica, mulheres guerreiras e natureza em um só grito na avenida. Enquanto isso, a Acadêmicos do Tatuapé vai acreditar na terra como palco de luta com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!”, operando a ponte entre natureza, direito à terra e combate à desigualdade. É Carnaval com conteúdo — e é exatamente isso que faz a festa crescer.

A reflexão se estende na atual campeã: a Rosas de Ouro aposta no astral com “Escrito nas Estrelas”, um mergulho no universo da astrologia, dos cosmos, dos sinais que a humanidade sempre buscou nos céus. Já a Camisa Verde e Branco vem com um enredo sobre os caminhos de Exu, de energia, fé e ancestralidade, simbolizando um olhar moderno para entidades tradicionais e para as lutas sociais que se sustentam na espiritualidade. Esse mix — de mitologia, cosmos, ancestralidade, política — deixa claro: o Grupo Especial de 2026 quer mexer com a alma tanto quanto com os tambores.

A Mocidade Alegre chega forte em 2026 com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, uma homenagem potente que exalta a mulher negra, sua força ancestral e sua presença legítima no samba-enredo. Já a Gaviões da Fiel optou por Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã, tema que se lança como um grito de resistência, valorizando as falas dos povos originários, o legado cultural que resiste no tempo e a busca por um amanhã que reconheça essa ancestralidade.

Então, aqui no Opina Babi, minha previsão é a seguinte: vamos viver um Carnaval onde cada escola vai carregar no samba não só brilho e plumas, mas também identidade e voz. Faltam 90 dias, e se o recado que essas sinopses já entregaram for uma pista, o espetáculo de 2026 vai entrar para história — porque vai refletir o Brasil profundo, pulsante e plural. Prepare-se, porque o Anhembi vai se iluminar sob 14 narrativas que são mais que desfile, são histórias no livro aberto da avenida.

O Diabo Veste Prada 2: Teaser já é melhor que todos os filmes de 2025

Filme que fez muita gente escolher a profissão (eu, por exemplo), promete sequência triunfal

Foto: Clarín

O Diabo Veste Prada 2 finalmente deu as caras — e bastou um minuto de teaser para atropelar, sem piedade, praticamente todo o cinema de 2025, que segue cumprindo tabela com uma das temporadas mais fracas dos últimos anos. É impressionante como um simples gostinho já trouxe mais personalidade, elegância, nostalgia e poder do que dezenas de estreias que tentaram, mas não entregaram absolutamente nada. Quando Meryl Streep aparece… meu amor, é o cinema lembrando para a gente quem manda.

Esse retorno de Miranda Priestly e Andy Sachs não é só sobre continuar uma história: é sobre recuperar um brilho que Hollywood parece ter esquecido no fundo da gaveta. A química das duas é do tipo que não se replica, não se força e não se substitui. No teaser, dá para sentir o peso do reencontro, aquele choque entre passado e presente que só funciona quando os personagens se tornaram ícones culturais por mérito puro — e não por marketing.

E aí entra 2026, já abrindo o ano com a promessa de um abril histórico. O Diabo Veste Prada 2 tem tudo para ser não apenas uma continuação, mas uma experiência que o público está implorando há anos: charme, humor ácido, moda que transforma o olhar e um roteiro que conversa com o mundo atual, onde o digital engoliu o glamour clássico. O teaser indica exatamente isso — uma ponte entre eras, com Miranda ainda reinando e Andy mais madura, pronta para enfrentar velhos demônios e novos dilemas.

Se esse primeiro minuto já fez o cinema levantar das cinzas como uma fênix usando Chanel, imagina o que vem pela frente. Em abril de 2026, o mundo volta a parar para ver a mulher que não tem tempo para incompetência. E nós, claro, estaremos na primeira fila — café na mão, casaco no braço, e aquele sorriso cúmplice de quem sabe que o diabo finalmente voltou à moda. Um filme que se tornou clássico para os amantes da moda e do jornalismo que até mesmo tiveram suas profissões escolhidas por ele, promete um retorno triunfal.