Melhor invenção do futebol no século XXI, Copa do Mundo de Clubes nos fez sair da rotina e vai deixar saudade

O Chelsea é o campeão do Mundial de Clubes — e não foi só um título, foi a assinatura final de um torneio que fugiu completamente da cartilha. Um Mundial de zebras, de viradas, de queda de gigantes. Um Mundial que ignorou o script e entregou um futebol cheio de surpresas e intensidade. Mesmo com os times europeus em fim de temporada, eles souberam mostrar uma certa supremacia chegando de ambos os lados na final.
O PSG (P$G como costumo escrever, que chegou como favorito absoluto, foi o retrato perfeito do que foi essa edição: o triunfo da técnica sobre o marketing, do estudo sobre o estrelismo. O Chelsea não venceu no grito, nem no nome — venceu na bola com categoria e goleada por 3×0. Foi uma equipe organizada, inteligente, corajosa. E provou que futebol não se ganha com fama, e sim com estratégia, coragem e entrega. Como já disse o ex-técnico do Botafogo, Renato Paiva: “O cemitério está cheio de favoritos.”
Esse Mundial mudou nossa rotina. Por um mês, o mundo parou pra acompanhar algo novo. Jogos imprevisíveis, times de todos os continentes jogando de igual pra igual. O Mundial de Clubes em novo formato é, sem exagero, a melhor invenção do futebol no século XXI. É entretenimento puro, é globalização de verdade, é paixão em estado bruto.
A cada rodada, a gente esqueceu os campeonatos chatos de sempre e embarcou numa montanha-russa internacional. Não tinha como prever. E no fim, o Chelsea ergue a taça — não só como campeão, mas como símbolo desse novo momento. Que venha 2029. Que seja no Brasil, com estádio cheio, festa nas ruas e mais uma dose dessa loucura boa chamada Mundial de Clubes. Porque o futebol precisa disso. E a gente também!








