Categoria: Música

Nova contratada da Sony Music, Raphaela Santos deve consolidar carreira a nível nacional

Sucesso absoluto no Nordeste, “a Favorita” tem estilo próprio e se destaca no brega com personalidade

Foto: Instagram

A cantora Raphaela Santos está pronta para escrever um novo capítulo na música brasileira. A artista que já se consolidou como uma das vozes mais influentes do brega contemporâneo no Nordeste — acaba de assinar contrato com a Sony Music Brasil, numa assinatura que marca o início de uma fase de projeção nacional para sua carreira. A contratação é vista como um movimento estratégico pela gravadora, que quer ampliar ainda mais a presença de artistas nordestinos no cenário fonográfico do país. 

O início dessa nova etapa vem acompanhado de uma grande novidade: o lançamento da canção “Impossível”, uma parceria com a cantora Ludmilla. A faixa, que faz parte do projeto audiovisual Ao Vivo na Paraíba, chega às plataformas digitais no dia 5 de março e simboliza a união de duas potências femininas da música nacional, sinalizando que Raphaela está pronta para dialogar com públicos de diferentes regiões e estilos no Brasil. Na verdade, muitos fora do mercado nordestino já conhecem Rapha por estar em muitos eventos e programas ao lado de Wesley Safadão.

Raphaela construiu sua trajetória com muita dedicação e talento. Lapidada artisticamente em Recife, ela começou a cantar ainda criança e ganhou destaque ao integrar a banda A Favorita ainda na adolescência, gravando hits que se tornaram presença constante nas rádios do Nordeste. Seus trabalhos na carreira solo, como “Só Dá Tu”, “Pense o Que Quiser de Mim” e “Foi Logo Amor”, viralizaram nas plataformas digitais e reforçaram sua força contemporânea, conectando o brega a uma sonoridade mais evidente e popular. 

Assinar com uma gravadora do porte da Sony Music Brasil é mais do que um contrato, é a confirmação de que Raphaela Santos está pronta para romper fronteiras. Com presença de palco impactante, voz marcante e uma legião de fãs que a acompanha desde os palcos regionais até as redes sociais, ela representa uma das apostas mais promissoras da música brasileira atual, que olha muito para os talentos do Nordeste. Uma artista que já consolidou seu nome no mercado mais exigente do país, tem tudo para conquistar todo o Brasil.

Uma das grandes responsáveis pela contratação de Raphaela é Polly Ferreira. Atual A&R de sertanejo e forró na Sony Music Brasil, Polly tem visão de mercado muito ampla e apurada no Nordeste. O sertanejo também faz parte do seu trabalho, mas seu coração bate mais forte no forró, no brega e no arrocha. Foi ela quem descobriu antes de todo o Brasil fenômenos como Henry Freitas e Os Barões da Pisadinha, quando ainda trabalhava como editora na Deezer. Agora, com Raphaela fazendo parte de seu casting, conseguirá ampliar o trabalho da cantora a nível nacional.

Raphaela Santos e Polly (Foto: Instagram)

Quem é Ryan Castro, atual fenômeno de Medellín

Artista esgotou o Atanasio Girardot em menos de 3 horas, onde fará o maior show da sua carreira

Foto: Grammy 2026

Novo fenômeno de Medellín, Ryan Castro é a prova viva de que o reggaeton colombiano segue se reinventando. Nascido e criado na capital antioquenha, ele mistura o peso do reggaeton com a vibração contagiante da salsa choque, estilo que carrega a energia das ruas e das festas populares. Antes da fama, vendia comida típica em uma lanchonete — arepas, tacos e bandeja paisa, que o ajudava nas contas em casa. Três anos depois, a história mudou completamente: virou um dos maiores nomes da nova geração da música urbana colombiana.

Apadrinhado por J Balvin, ele rapidamente passou a ser apontado como o “novo Maluma” — não apenas pela origem em Medellín, mas por ser um artista completo. Ryan não é só hit de streaming; ele canta, performa, dança e domina o palco. Em abril, fará o maior show da carreira no Estádio Atanasio Girardot, com ingressos que foram esgotados em menos de três horas. Lotar o Atanasio não é para qualquer um. É praticamente um rito de passagem para quem realmente virou gigante na indústria da música na Colômbia e quer conquistar o continente. Entre seus sucessos estão “Ojalá”, “Parte y Choke” e “Dónde”.

Em dezembro de 2025, ele mostrou que não esquece de onde veio. Fez um show gratuito na Comuna 13, região que marcou sua trajetória, e também se apresentou no El Poblado, bairro onde cantava à noite antes do sucesso explodir e Bello, onde nasceu. Esses movimentos reforçam algo que vai além da música: Ryan carrega Medellín no discurso, na estética e na identidade. Ele representa essa nova geração que saiu das comunas para o mundo, mas sem romper com as próprias raízes.

E aqui entra um lado mais pessoal. Eu ouvia o Ryan no Spotify e, sinceramente, ele parecia “mais um” entre tantos nomes do reggaeton de Medellín. Até que fui a um show dele em Cartagena durante minhas férias no fim do ano passado. Ali, ao vivo, tudo mudou. Ele tem uma presença de palco imponente, luz própria, carisma natural e entrega absolutamente tudo. Não é só voz — é o conjunto da obra.

Ele é o tipo artista de verdade que só as terras colombianas consegue produzir. E em 25 de abril estarei lá novamente, no Atanasio. Dessa vez não será para ver o Atlético Nacional (time do Ryan), mas para ver o show que mudará a carreira dele de patamar. Até porque, alguns fenômenos a gente precisa ver de perto para entender que não são passageiros, mas sim, realidade que oxigeniza a música do país cafetero.

Video: Arquivo Pessoal

Bira Haway será insubstituível no pagode

Produtor musical que revolucionou o gênero formou a trindade das produções, ao lado de Saccomani e Prateado

Foto: DVD Revelação – 30 anos

Bira Haway é um daqueles nomes que talvez não tenham sido sempre estampados na linha de frente dos palcos, mas sem os quais o pagode simplesmente não teria se tornado o que é hoje. Produtor musical lendário e intérprete de escola de samba, Bira foi um verdadeiro arquiteto de sonoridades. Morreu no dia 25 de janeiro deste ano, aos 74 anos, deixando um vazio difícil — para não dizer impossível — de ser preenchido. O pagode perde um de seus pilares mais sólidos, e o samba se despede de um artista completo, que entendia o gênero por dentro e por fora. Bira formou a grande tríade dos produtores do pagode, ao lado de Arnaldo Saccomani e Prateado.

Como produtor, Bira foi visionário. Ele ajudou a moldar a identidade sonora de grupos que se tornaram gigantes do pagode nacional, como Exaltasamba, Molejo, Soweto e Samprazer. Mais do que hits, ele criou caminhos: modernizou arranjos, trouxe balanço, identidade e profissionalismo a um gênero que ainda lutava por espaço e respeito no mercado musical brasileiro. Seu trabalho foi determinante para que o pagode deixasse de ser apenas um fenômeno de nicho e se tornasse um produto forte, popular e sustentável.

Talvez um de seus legados mais simbólicos seja a “revelação” — no sentido mais literal da palavra — do Grupo Revelação. Bira acreditou, apostou e ajudou a construir a trajetória de um dos grupos mais importantes do gênero. Não por acaso, esteve à frente da produção do DVD de 30 anos do grupo, lançado no ano passado, fechando um ciclo histórico com quem ajudou a colocar no mapa do pagode nacional. É aquele tipo de participação que atravessa décadas e permanece relevante do começo ao fim.

Um outro feito de Bira como produtor foi encontrar o grande sucesso do Soweto, enquanto selecionava repertório para o Exaltasamba. Ele ouviu “Farol das Estrelas”, fez Péricles gravar a guia e passado uns dias colocou a música para Belo gravar na banda. A música de Altay Veloso e Paulo Cesar Feital, deu nome ao disco e se tornou um dos maiores hinos do pagode 90. Coisas assim, só um felling apurado como o dele conseguiria ser capaz.

Fora dos estúdios, Bira Haway também brilhou como cantor e intérprete de escola de samba. Foi a voz da Estácio de Sá no primeiro ano de Mestre Ciça como mestre de bateria, mostrando que sua musicalidade não conhecia fronteiras entre samba e pagode. Seu trabalho foi inestimável para a consolidação do gênero no Brasil. Bira não foi apenas importante — ele foi essencial. E por tudo o que construiu, influenciou e deixou, pode-se dizer sem exagero: Bira Haway é insubstituível. Fique com a entrevista especial que ele concedeu para o Leandro Brito no principal podcast de pagode do país.

2 anos sem João Carreiro: O artista insubstituível do sertanejo

Sua ausência só fez o gênero musical piorar. Doeu demais ver você partir, João!

Foto: G1 Mato Grosso

Esse assunto até hoje é difícil para mim, mas vamos lá. Dois anos se passaram desde que João Carreiro partiu. E o sertanejo nunca mais foi o mesmo. Não somente por nostalgia que ele deixou, mas porque a ausência dele escancarou um vazio criativo, estético e, principalmente, de identidade na música sertaneja. Em tempos de fórmulas prontas e hits descartáveis, João representava o contraponto: o artista que honrava a viola, a palavra e a verdade do sertanejo bruto. Desde sua partida, o gênero parece ter perdido um de seus últimos guardiões.

João Carreiro construiu uma trajetória sólida justamente por não negociar suas raízes. Ao lado de Capataz, formando a dupla que dominaria o mercado pouco antes de sua separação, levou para os palcos um sertanejo direto, sem maquiagem, que falava de estrada, sofrimento, orgulho e pertencimento. Suas composições carregavam peso, métrica e respeito pela tradição — algo cada vez mais raro. João não cantava para agradar algoritmos; cantava para quem entende que sertanejo é história, não só entretenimento.

Entre tantos marcos, o DVD ao vivo gravado em Maringá por João Carreiro & Capataz sob a produção de Zé Renato Mioto, se tornou um divisor de águas no gênero. Ali, o sertanejo bruto ganhou forma, som e identidade definitiva. Foi um registro que ajudou a consolidar uma geração inteira que ainda acreditava na força da viola e na honestidade das letras que emocionavam ou divertiam. Não era apenas um show: era um manifesto contra a pasteurização do gênero. Canções que também se eternizaram foram gravadas no projeto Lado A / Lado B. No sertanejo, um projeto daquele em 2012 foi algo digno de Grammy Latino.

Assim como Ronaldo Viola e Tião Carreiro, João Carreiro deixou uma lacuna que não será preenchida no meio musical. São artistas que não se substituem, porque não surgiram de tendências, mas de vivência. O sertanejo pode até seguir em frente, mas sem João, ele perdeu um pedaço da alma — e essa falta é definitiva. Doeu viver a partida de João. E com o passar do tempo, a saudade deu lugar a esse vazio que não só o sertanejo, mas todos sentem até hoje.

Hit do Carnaval 2026 está vindo de Claudia Leitte

Enquanto isso, a “rainha do Carnaval”, Ivete Sangalo, lançou uma porcaria de música

Foto: Instagram

Tudo indica que o hit do Carnaval 2026 já tem nome, sobrenome e coreografia pronta para dominar trios, bloquinhos e TikTok: “Pluguin da Bagaceira”, de Claudia Leitte. A música caiu no gosto popular com uma rapidez que o Carnaval adora — refrão chiclete, letra sem pudor e aquela energia que pede suor, sorriso e repetição infinita.

É exatamente esse combo que transforma uma canção em trilha oficial da folia, e Claudia parece ter entendido o espírito antes de todo mundo. A música ainda fala da liberdade e empoderamento da mulher, seja no Carnaval ou em qualquer lugar que nós merecemos.

Do outro lado do circuito, a sensação é de frustração. Ivete Sangalo, um dos maiores símbolos do Carnaval brasileiro, lançou uma música que decepciona — e muito: Vampirinha. Chega a soar como humilhação perto da carreira gigantesca que ela construiu e do peso que carrega na história da festa. Ivete é patrimônio cultural do Carnaval, mas desta vez errou a mão, e o público percebe quando falta aquela faísca que transforma música em fenômeno.

Enquanto isso, o Carnaval flerta com o improvável — e talvez com a loucura musical do ano. Gretchen volta a rondar o hype carnavalesco com Freak Le Boom Boom”, lançada lá em 1979, provando mais uma vez que sua carreira desafia qualquer lógica. Nada explica totalmente Gretchen, e talvez seja exatamente isso que a mantenha viva, relevante e sempre pronta para ressurgir quando ninguém espera. Era um meme, mas a música cresceu nas plataformas e virou uma thread da geração millenium.

Na corrida paralela, Léo Santana e Tony Salles também tentam emplacar seus candidatos a hit do Carnaval. O esforço é visível, o repertório é competente, mas por enquanto eles correm por fora. Carnaval é imprevisível, mas, neste momento, o plug já está conectado: se nada mudar, 2026 vai mesmo plugar geral na bagaceira — e quem viver, dançará.

Entenda o projeto audacioso da Camarote Shows com Silvânia Aquino e Berg Rabelo

Demitida da banda Calcinha Preta, Silvânia é a nova estrela do maior escritório de forró na atualidade

Foto: Instagram

A Camarote Shows — comandada por Wesley Safadão e seus sócios — acaba de mexer no tabuleiro do forró ao contratar Silvânia Aquino e Berg Rabelo para um projeto que não é apenas ambicioso: é uma jogada certeira de quem sabe exatamente onde quer chegar. Em um mercado onde gigantes se repetem e poucas propostas realmente surpreendem, a empresa escolheu dois nomes que carregam muita história, identidade e uma legião de fãs carentes de novidades concretas. E sejamos sinceros: não é todo dia que vemos uma movimentação com esse peso.

Silvânia, recém-demitida da Calcinha Preta — banda à qual dedicou 25 anos de sua trajetória — chega a essa nova fase com a força de quem tem muito mais para oferecer do que lhe permitiram mostrar nos últimos tempos. A saída dela nesse novo auge que a banda vivia foi um choque para o público, mas agora também parece ter sido a melhor coisa que poderia ter acontecido. Ela se reposiciona como protagonista de si mesma. E quando você entrega esse protagonismo nas mãos de uma grande produtora, o resultado tende a ser explosivo. A novidade foi anunciada durante o “Baú da Taty Girl”, pela própria Taty que convidou Silvânia para seu evento no último fim de semana.

A presença de Berg Rabelo ao seu lado na contratação reforça o caráter audacioso da proposta. Berg é talentoso demais, reconhecido e dono de uma entrega vocal que combina muito bem com o estilo de Silvânia — algo raro de ver quando duas vozes marcantes se juntam. E ainda há um terceiro nome vindo aí, mantido a sete chaves pela Camarote Shows. Esse mistério não é acidental: é estratégia. É o tipo de decisão típica de quem está preparando algo grande demais para ser anunciado de uma vez só.

No fim das contas, o que temos é o início de um novo marco para o forró. Não é apenas uma banda nova — é um reposicionamento artístico, empresarial e emocional. O forró precisava respirar novos ares, Silvânia precisava renascer, Berg precisava de um palco mais estratégico, e a Camarote precisava provar que pode ir além do óbvio. Agora é esperar para ver se esse projeto entrega tudo o que promete… mas a verdade é que poucos lançamentos já nasceram com um potencial tão alto quanto esse com duas das vozes mais potentes do Nordeste.