Categoria: Música

2 anos sem João Carreiro: O artista insubstituível do sertanejo

Sua ausência só fez o gênero musical piorar. Doeu demais ver você partir, João!

Foto: G1 Mato Grosso

Esse assunto até hoje é difícil para mim, mas vamos lá. Dois anos se passaram desde que João Carreiro partiu. E o sertanejo nunca mais foi o mesmo. Não somente por nostalgia que ele deixou, mas porque a ausência dele escancarou um vazio criativo, estético e, principalmente, de identidade na música sertaneja. Em tempos de fórmulas prontas e hits descartáveis, João representava o contraponto: o artista que honrava a viola, a palavra e a verdade do sertanejo bruto. Desde sua partida, o gênero parece ter perdido um de seus últimos guardiões.

João Carreiro construiu uma trajetória sólida justamente por não negociar suas raízes. Ao lado de Capataz, formando a dupla que dominaria o mercado pouco antes de sua separação, levou para os palcos um sertanejo direto, sem maquiagem, que falava de estrada, sofrimento, orgulho e pertencimento. Suas composições carregavam peso, métrica e respeito pela tradição — algo cada vez mais raro. João não cantava para agradar algoritmos; cantava para quem entende que sertanejo é história, não só entretenimento.

Entre tantos marcos, o DVD ao vivo gravado em Maringá por João Carreiro & Capataz sob a produção de Zé Renato Mioto, se tornou um divisor de águas no gênero. Ali, o sertanejo bruto ganhou forma, som e identidade definitiva. Foi um registro que ajudou a consolidar uma geração inteira que ainda acreditava na força da viola e na honestidade das letras que emocionavam ou divertiam. Não era apenas um show: era um manifesto contra a pasteurização do gênero. Canções que também se eternizaram foram gravadas no projeto Lado A / Lado B. No sertanejo, um projeto daquele em 2012 foi algo digno de Grammy Latino.

Assim como Ronaldo Viola e Tião Carreiro, João Carreiro deixou uma lacuna que não será preenchida no meio musical. São artistas que não se substituem, porque não surgiram de tendências, mas de vivência. O sertanejo pode até seguir em frente, mas sem João, ele perdeu um pedaço da alma — e essa falta é definitiva. Doeu viver a partida de João. E com o passar do tempo, a saudade deu lugar a esse vazio que não só o sertanejo, mas todos sentem até hoje.

Hit do Carnaval 2026 está vindo de Claudia Leitte

Enquanto isso, a “rainha do Carnaval”, Ivete Sangalo, lançou uma porcaria de música

Foto: Instagram

Tudo indica que o hit do Carnaval 2026 já tem nome, sobrenome e coreografia pronta para dominar trios, bloquinhos e TikTok: “Pluguin da Bagaceira”, de Claudia Leitte. A música caiu no gosto popular com uma rapidez que o Carnaval adora — refrão chiclete, letra sem pudor e aquela energia que pede suor, sorriso e repetição infinita.

É exatamente esse combo que transforma uma canção em trilha oficial da folia, e Claudia parece ter entendido o espírito antes de todo mundo. A música ainda fala da liberdade e empoderamento da mulher, seja no Carnaval ou em qualquer lugar que nós merecemos.

Do outro lado do circuito, a sensação é de frustração. Ivete Sangalo, um dos maiores símbolos do Carnaval brasileiro, lançou uma música que decepciona — e muito: Vampirinha. Chega a soar como humilhação perto da carreira gigantesca que ela construiu e do peso que carrega na história da festa. Ivete é patrimônio cultural do Carnaval, mas desta vez errou a mão, e o público percebe quando falta aquela faísca que transforma música em fenômeno.

Enquanto isso, o Carnaval flerta com o improvável — e talvez com a loucura musical do ano. Gretchen volta a rondar o hype carnavalesco com Freak Le Boom Boom”, lançada lá em 1979, provando mais uma vez que sua carreira desafia qualquer lógica. Nada explica totalmente Gretchen, e talvez seja exatamente isso que a mantenha viva, relevante e sempre pronta para ressurgir quando ninguém espera. Era um meme, mas a música cresceu nas plataformas e virou uma thread da geração millenium.

Na corrida paralela, Léo Santana e Tony Salles também tentam emplacar seus candidatos a hit do Carnaval. O esforço é visível, o repertório é competente, mas por enquanto eles correm por fora. Carnaval é imprevisível, mas, neste momento, o plug já está conectado: se nada mudar, 2026 vai mesmo plugar geral na bagaceira — e quem viver, dançará.

Entenda o projeto audacioso da Camarote Shows com Silvânia Aquino e Berg Rabelo

Demitida da banda Calcinha Preta, Silvânia é a nova estrela do maior escritório de forró na atualidade

Foto: Instagram

A Camarote Shows — comandada por Wesley Safadão e seus sócios — acaba de mexer no tabuleiro do forró ao contratar Silvânia Aquino e Berg Rabelo para um projeto que não é apenas ambicioso: é uma jogada certeira de quem sabe exatamente onde quer chegar. Em um mercado onde gigantes se repetem e poucas propostas realmente surpreendem, a empresa escolheu dois nomes que carregam muita história, identidade e uma legião de fãs carentes de novidades concretas. E sejamos sinceros: não é todo dia que vemos uma movimentação com esse peso.

Silvânia, recém-demitida da Calcinha Preta — banda à qual dedicou 25 anos de sua trajetória — chega a essa nova fase com a força de quem tem muito mais para oferecer do que lhe permitiram mostrar nos últimos tempos. A saída dela nesse novo auge que a banda vivia foi um choque para o público, mas agora também parece ter sido a melhor coisa que poderia ter acontecido. Ela se reposiciona como protagonista de si mesma. E quando você entrega esse protagonismo nas mãos de uma grande produtora, o resultado tende a ser explosivo. A novidade foi anunciada durante o “Baú da Taty Girl”, pela própria Taty que convidou Silvânia para seu evento no último fim de semana.

A presença de Berg Rabelo ao seu lado na contratação reforça o caráter audacioso da proposta. Berg é talentoso demais, reconhecido e dono de uma entrega vocal que combina muito bem com o estilo de Silvânia — algo raro de ver quando duas vozes marcantes se juntam. E ainda há um terceiro nome vindo aí, mantido a sete chaves pela Camarote Shows. Esse mistério não é acidental: é estratégia. É o tipo de decisão típica de quem está preparando algo grande demais para ser anunciado de uma vez só.

No fim das contas, o que temos é o início de um novo marco para o forró. Não é apenas uma banda nova — é um reposicionamento artístico, empresarial e emocional. O forró precisava respirar novos ares, Silvânia precisava renascer, Berg precisava de um palco mais estratégico, e a Camarote precisava provar que pode ir além do óbvio. Agora é esperar para ver se esse projeto entrega tudo o que promete… mas a verdade é que poucos lançamentos já nasceram com um potencial tão alto quanto esse com duas das vozes mais potentes do Nordeste.

Pablo do Arrocha se doeu ao ser comparado com Léo Magalhães e perder

Foto: Internet

Um vídeo antigo do Programa do Ratinho, publicado por Dudu Purcena, reacendeu uma velha discussão que parece mexer com o coração — e com o ego — de quem viveu o auge do arrocha romântico. No video, Ratinho perguntava a sua produtora Beth Guzzo, quem cantava mais alto, Léo Magalhães ou Pablo do Arrocha. Léo estava no programa e puxou a música “Porque Homem Não Chora”, sucesso gravado por ambos cantores. Claro que isso virou combustível para o público de Dudu opinar: afinal, quem canta melhor? Com timbres parecidos e repertórios cheios de agudos emocionados, a comparação é inevitável. Mas o problema é que, dessa vez, parece que Pablo não gostou de estar no mesmo nível de análise.

Dudu Purcena, ao comentar o vídeo, disse o que muita gente pensa: a voz de Léo Magalhães é mais agradável de ouvir. E a internet, claro, comprou a briga. Parte do público ficou do lado de Dudu — mas quem mais perdeu foi o próprio Pablo, que reagiu mal à comparação e, segundo fãs, começou a bloquear perfis que comentaram sobre o assunto, inclusive bloqueando o próprio influencer sertanejo. Uma postura difícil de entender para quem é um dos maiores nomes do gênero no Nordeste e que já deveria estar acima desse tipo de disputa.

O arrocha romântico sempre viveu de emoção, de sentir na pele e na garganta as dores do amor. Mas quando o artista confunde crítica com ataque, perde o encanto. Pablo é gigante, tem história, e não precisava se deixar levar por vaidades. Ainda mais quando Léo Magalhães, com seu jeito mineiro discreto, nem se envolveu na polêmica — preferindo celebrar duas décadas de carreira marcadas por humildade, romantismo e até curiosidades, como o início da fama na pirataria, quando seus CDs eram vendidos como “Eduardo Costa Ao Vivo”.

Enquanto Léo segue sendo a trilha sonora de casais apaixonados e corações partidos, Pablo parece ter se deixado dominar pelo orgulho. E no universo do arrocha, onde a sinceridade é alma da canção, talvez seja hora de lembrar: nenhum timbre é mais bonito do que a humildade.

Como será o retorno de AC/DC no Monumental de Núñez, palco do maior álbum ao vivo da lendária banda

Foto: Clarín ARG

Há momentos na música que são quase rituais — e quando o AC/DC volta à América Latina, especialmente a Buenos Aires, é como se o rock inteiro resolvesse prestar reverência. O Monumental de Núñez, palco sagrado do futebol e da história argentina, volta a tremer com o som de “Back in Black”, e é impossível não lembrar do que aconteceu ali em 2009, quando a banda gravou o lendário Live at River Plate, o DVD que virou símbolo do poder do rock ao vivo e da devoção dos fãs hermanos. Aquele mar vermelho e preto, pulando e gritando a cada riff de Angus Young, não era só um show — era uma religião.

Quase duas décadas depois, o trovão retorna. A turnê atual marca o reencontro da banda com um público que nunca os esqueceu. Brian Johnson, de volta aos vocais após problemas auditivos, carrega a mesma energia de sempre; Angus continua o mestre do palco, girando, chutando o ar, e provando que a idade não domou o espírito rebelde do rock. É uma celebração não só da música, mas da resistência — do poder de uma banda que sobreviveu a tragédias, trocas de integrantes e ao próprio tempo, sem jamais perder a essência.

E há algo especial em fazer isso em Buenos Aires. Nenhum outro público canta como os argentinos — e o AC/DC sabe disso. O Monumental se transforma em uma usina de energia pura, onde cada acorde ecoa como um gol em final de Libertadores. Os argentinos não assistem ao show: eles fazem parte dele. E o AC/DC, que já tocou em estádios pelo mundo inteiro, parece entender que ali, naquele gramado que pertence tanto a River Plate quanto ao rock, mora um tipo de paixão que não se encontra em lugar nenhum.

O retorno ao Monumental não é apenas nostalgia — é destino. É a confirmação de que algumas lendas não envelhecem: apenas afinam suas guitarras e voltam para incendiar o planeta. E se o Live at River Plate foi o registro do passado glorioso, o que vem agora promete ser o novo capítulo de uma história que continua eletrizando gerações. Buenos Aires volta a sentir o trovão. E o mundo, mais uma vez, se curva ao poder do AC/DC. ⚡

E se você está organizando a viagem para o show no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, aqui estão 5 excelentes opções de hospedagem próximas ao estádio, com localização conveniente para facilitar o acesso antes e depois do evento:

  • Top Rentals Montañeses
  • Sarum Hotel Design
  • FLIPHAUS Libertador 6300
  • BENS L’Hotel Palermo
  • Sofitel Buenos Aires Recoleta

Backstreet Boys também agitaram o pop com videoclipe de terror

Maior hit da boyband, composto por Max Martin, teve clipe inspirado em personagens do Halloween para consagrar o grupo mais influente do pop até hoje

Foto: Reprodução

Em 1997, os Backstreet Boys lançaram aquele que se tornaria o hino definitivo da boyband: Everybody (Backstreet’s Back). Misturando pop dançante com uma estética sombria e teatral inspirada em filmes de terror, o clipe transformou o grupo em criaturas de um castelo assombrado — lobisomem, múmia, vampiro e até o próprio Drácula. A direção ousada, cheia de efeitos e coreografias icônicas, fez o vídeo ser comparado a Thriller, de Michael Jackson, e marcou uma nova era para o pop dos anos 2000.

A canção, com seu refrão explosivo e repetitivo (“Everybody! Yeah!”), foi um dos primeiros grandes hits globais da MTV, ajudando a consolidar o formato de videoclipes como ferramenta essencial na cultura pop. A estética gótica misturada com o pop dançante abriu caminho para artistas que, nos anos seguintes, também exploraram o visual sombrio como elemento de identidade — de NSYNC a Britney Spears. Mais de duas décadas depois, Everybody continua a ser um dos momentos mais aguardados nos shows dos Backstreet Boys.

Na atual turnê mundial, o hit voltou com força total, acompanhando uma geração que cresceu com o som da boyband e agora vibra ao reviver essa nostalgia em arenas lotadas. E é impossível falar de música pop sem reconhecer o legado dos Backstreet Boys. O grupo se consagrou como a maior boyband e um dos maiores fenômenos da história da indústria musical, com mais de 130 milhões de discos vendidos e hits que atravessaram gerações. Eles provaram que o pop pode ser atemporal — e que o talento, a harmonia e o carisma continuam sendo os ingredientes que mantêm viva a chama dos anos dourados do pop mundial.

No Halloween, quando as playlists ganham um toque de mistério e diversão, Everybody sempre ressurge. Afinal, poucos hits conseguiram unir terror, dança e pop de maneira tão memorável — e provar que os Backstreet Boys continuam, literalmente, de volta! 🧛‍♂️🎃