Categoria: Futebol Argentino

Galvão estreia em alto estilo na Band e se torna melhor opção para as segundas

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de “Galvão e Amigos” na Band era um momento muito esperado desde sua contratação, e eu, claro, fui conferir. No começo, parecia que seria um monólogo do Galvão – e vamos combinar, isso não seria nenhuma surpresa. Mas, com o tempo, ele conseguiu dar espaço para os convidados, e aí o programa engrenou de vez. Com Mauro Naves, Falcão, Casagrande e o convidado especial, Ronaldo, na roda, a conversa fluiu como um bom papo de resenha futebolística deve ser. O melhor de tudo: Sem a bagunça e a barulheira que certos concorrentes oferecem.

Um dos pontos altos da noite foi a pancada na CBF e na seleção brasileira. Com razão, porque a fase é desastrosa e merece mesmo ser questionada. Mas não ficou só nisso. Ronaldo contou os segredos de sua candidatura à presidência da entidade não ter saído do papel. O programa soube equilibrar bem as críticas com boas lembranças do passado, aquelas histórias que fazem qualquer fã de futebol sorrir. Detalhe importante no decorrer da atração: Ele não citou o Ayrton Senna em nenhum momento aleatoriamente – um dia de paz para o piloto no céu.

Se compararmos com o antigo “Bem, Amigos”, a diferença é gritante. No Sportv, tinha gente que não agregava em nada, pelo contrário, atrapalhava o Galvão e deixava o programa mais arrastado do que deveria ser. Agora, na Band, com um time mais afiado e participativo, o formato ficou muito mais solto e divertido. Tem debate, tem conversa boa, tem alfinetadas, tem nostalgia e, principalmente, tem conteúdo de verdade.

Tenho minhas críticas ao Galvão, como muita gente tem. Às vezes ele exagera em certas coisas, se alonga demais, cita pessoas em vão, mas não dá para negar: quando o assunto é contar histórias e mediar debates, ele é imbatível. Nem vemos o tempo passar. E, gostem ou não, ele segue sendo o maior narrador em atividade no Brasil. A forma como ele conduz as discussões e traz emoção para qualquer assunto, seja como apresentador ou como a voz dos jogos, é um diferencial que ninguém mais tem.

Com essa estreia, “Galvão e Amigos” se firma como a melhor opção para as noites de segunda-feira. Tem carisma, tem informação e acima de tudo, tem aquele espírito de resenha que todo amante do futebol gosta de acompanhar após um fim de semana cheio de jogos. Se mantiver esse ritmo, Galvão vai voar sem concorrência no horário nobre da programação esportiva. Ah, e como todo programa bom de assistir, merecia mais tempo no ar. 1h30 vai ser pouco pela qualidade entregue e por sua sagacidade em falar. Esse é o dom que ele tem e que todo comunicador inveja.

Fernando Gago não aprendeu nada com o Boca de Bianchi

Foto: TyC Sports

O Boca Juniors atravessa um período turbulento, evidenciado pela derrota por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys na última rodada do campeonato argentino, em Rosário. Essa derrota custou ao Boca a liderança do Grupo A, o deixando com 23 pontos, um atrás do novo líder, Tigre. Os gols do Newell’s foram marcados por Luciano Herrera e um gol contra de Lautaro Di Lollo. Além disso, Edinson Cavani desperdiçou um pênalti crucial durante a partida.

A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores para o Alianza Lima treinado por Néstor Gorosito, intensificou as críticas ao técnico Fernando Gago. O desempenho inconsistente da equipe sob seu comando gerou insatisfação entre torcedores e parte da imprensa setorista do clube se movimentou para apontar diversas críticas. Diante desse cenário, a diretoria do Boca Juniors já havia pensado demissão de Gago mês passado, buscando uma mudança de rumo para a equipe. No entanto, uma virada de mesa o manteve no cargo. Hoje ele coloca a culpa em seu fraco trabalho em terceiros, nunca em si mesmo.

Os métodos de treinamento de Gago foram alvo de controvérsias. Ele implementou práticas inovadoras, como exercícios matemáticos para aprimorar a agilidade mental dos jogadores. No entanto, essas abordagens não se traduziram em resultados positivos em campo, levando a questionamentos sobre sua eficácia. Mascherano tentou fazer isso com a base da seleção argentina e passou vergonha nas Olimpíadas. O técnico xeneize já teve ótimos treinadores que o moldaram no futebol, inclusive Sabella na Seleção. Mas ele parece não ter aprendido nada com nenhum de seus maestros.

A comparação nostálgica com o período vitorioso sob o comando de Carlos Bianchi é inevitável no contexto que envolve o Boca. O atual time não conseguiu replicar a solidez e o sucesso daquela era, evidenciando uma lacuna entre as expectativas e a realidade atual do clube. Desde a saída de Ibarra como técnico, o Boca não se reencontra mais em campo. Parece ter esquecido sua própria essência de enorme clube que é. Após o vice-campeonato da Libertadores 2023 sob o comando de Jorge Almirón, o trabalho de Diego Martínez não emplacou e colocou Fernando Gago para realizar o sonho de treinar o clube, mesmo ele não estando preparado ainda.

Dentro de campo, o zagueiro Marcos Rojo tem se destacado por sua liderança, esforçando-se para trazer estabilidade à defesa e orientar os companheiros em momentos difíceis. No entanto, o desempenho coletivo da equipe permanece aquém do esperado, refletindo os desafios que o Boca Juniors enfrenta nesta fase conturbada. E questão que fica é de até quando Gago será o técnico desse time que necessita urgente de novos ares em Ezeiza.

Quem é o autor de “Balada”, maior hit do futebol internacional atualmente

Essa música nunca pode ficar de fora das playlist’s dos principais estádios do mundo, especialmente os da Colômbia, do México, do Oriente Médio, de Portugal e claro, da Argentina. Nessa semana então, tocou em dobro. O compositor por trás do sucesso “Balada” (Balada Boa – Tchê Tchê Rere Tchê Tchê) de Gusttavo Lima é Cássio Sampaio. Natural de Pernambuco, ele se destacou no mercado da música sertaneja ao criar hits que marcaram época, em especial por escrever tanta música boa sozinho.

Além de “Balada”, música que virou a chave da carreira de Gusttavo e também deu nome ao escritório do cantor, Cássio também é o responsável por “Festa na Piscina”, gravada por Carlos & Jader, e o sucesso icônico “Inquilino”, interpretado por Naiara Azevedo. Seu talento para compor refrões marcantes e melodias envolventes fez com que suas músicas fossem gravadas por grandes nomes do gênero.

Foto: @cassiosampaiooficial

Balada”, lançada em 2011, se tornou hit mundial e atemporal, levando a música brasileira para diversos países no mundo. A letra chiclete acabou consolidando Gusttavo Lima como um dos principais nomes do sertanejo universitário. Ela chegou para o repertório do segundo DVD do cantor faltando poucas horas para o projeto ser gravado. Improvisando nos arranjos, Maestro Pinocchio nem conseguiu ensaiar com a banda e a música foi feita ao vivo, gravada diversas vezes para se tornar um video que iria pro DVD. Isso também ajudou o público a decorar a letra com muita facilidade e na mesma semana, ela já foi parar nas rádios se tornando o sucesso que é.

Nos últimos anos, “Balada” se tornou uma das músicas mais tocadas nos estádios e ficou atrelada ao futebol brasileiro internacionalmente. Talvez pela letra e melodia contagiante, ela caiu no gosto das torcidas. Na última terça-feira, o goleiro Dibu Martízes chegou a postar o hit para comemorar a vitória da Seleção Argentina contra o Brasil, na goleada por 4×1 no Monumental de Núñez. Se a música já era queridinha dos boleiros, agora se tornou ainda mais. Sorte do Cássio, autor único desse hit futebolístico!

Ramón Díaz se tornou o treinador argentino com mais títulos na história

Don Ramón desbancou Helenio Herrera, Marcelo Gallardo e Carlos Bianchi ao conquistar Paulistão pelo Corinthians;

Foto: La Nación

Ramón Ángel Díaz tem uma carreira marcada por sucessos e desafios como um dos treinadores mais experientes do futebol argentino. Como jogador, destacou-se como atacante no River Plate e em clubes europeus, incluindo Napoli, Fiorentina, Internazionale e Monaco. Pela Internazionale, conquistou a Serie A na temporada 1988–89, e pelo Monaco, venceu a Copa da França em 1991. Além disso, integrou a seleção argentina na Copa do Mundo de 1982.

Após encerrar sua carreira como jogador, Ramón Díaz iniciou sua trajetória como técnico no River Plate em 1995. Durante sua primeira passagem pelo clube, obteve notável sucesso, conquistando a Copa Libertadores de 1996 e múltiplos títulos do Campeonato Argentino. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento de talentos como Ariel Ortega, Hernán Crespo e Marcelo Gallardo. O técnico tem um estilo voltado ao de dois treinadores de mesmo nome que o inspiram: Carlos Bianchi e Carlos Bilardo.

Além do River Plate, Díaz comandou equipes como San Lorenzo, onde venceu o Campeonato Argentino (Clausura) em 2007, e fez uma passagem recheada de títulos no Al-Hilal, da Arábia Saudita, conquistando o Campeonato Saudita (2016–17 e 2021–22) e a Copa do Rei (2017 e 2022–23). No Brasil, teve uma breve passagem pelo Vasco da Gama em 2023, ajudando o clube a evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Sua frase “Vasco no vá bajar” ficou famosa como lema dele difícil ano pro clube.

Ramón Díaz é reconhecido por sua capacidade de motivar equipes e implementar estilos de jogo defensivos. Isso passa uma segurança para alguns, mas eleva críticas de outros que hoje enxergam o futebol cada vez mais ofensivo. Sua experiência internacional lhe confere uma visão ampla do futebol, permitindo adaptações táticas conforme as necessidades da equipe. Além disso, é habilidoso na gestão de vestiário e no desenvolvimento de jovens talentos. Tem um olhar apurado para ver de longe o talento de novos craques.

Apesar dos sucessos na carreira, Díaz enfrentou críticas, especialmente relacionadas à sua passagem pelo Vasco da Gama em 2024. Sob seu comando, o time foi eliminado na semifinal do Campeonato Carioca pelo Nova Iguaçu e sofreu uma goleada de 4–0 para o Criciúma, levando à sua demissão em abril de 2024. Esses resultados levantaram questionamentos sobre sua capacidade de manter consistência em diferentes contextos. 

Em 10 de julho de 2024, Ramón Díaz foi anunciado como treinador do Corinthians, assinando contrato até dezembro de 2025. Sua chegada trouxe expectativas de reestruturação e melhoria de desempenho para o clube. Sob seu comando, o Corinthians evoluiu no campeonato Brasileiro de 2024 e neste ano já alcançou uma conquista importante, como contra o Palmeiras na final do Campeonato Paulista. No entanto, a equipe também enfrenta desafios, incluindo derrotas significativas como para o Barcelona de Guayaquil na pré-Libertadores, que colocou o time somente na Sulamericana. Esses altos e baixos refletem a necessidade de maior consistência e estabilidade sob sua liderança.

Em resumo, Ramón Díaz possui uma carreira repleta de conquistas e desafios. Sua experiência e habilidades são inegáveis, mas os resultados recentes indicam a importância de adaptações e estratégias eficazes para alcançar sucesso contínuo no comando do Corinthians. O clube nessa temporada é favorito para o título da Sula, além de forte candidato na Copa do Brasil.

Com a conquista do Paulistão 2025, “Don Ramón” se tornou o técnico argentino com mais títulos na história. O bilardista tem 17 títulos na carreira como treinador, ficando a frente de Helenio Herrera (16), Marcelo Gallardo (15) e Carlos Bianchi (15). Esse é um dos motivos que o fazem ter mais motivação para continuar à beira do gramado, ao lado de Emiliano Díaz, por muito tempo ainda e tendo a chance de somar mais conquistas à sua brilhante trajetória.

Argentina dá presente de aniversário para Bilardo com goleada no Monumental

Foto: Clarín Deportes

Carlos Salvador Bilardo e a Seleção Argentina sempre estiveram profundamente entrelaçados, em uma relação de devoção, obsessão e glória. Como treinador, ele marcou época ao levar a Albiceleste ao título da Copa do Mundo de 1986, comandando Diego Maradona e um grupo de jogadores que ficaram eternizados na história do futebol. Mais do que um estrategista, Bilardo personificava uma filosofia de jogo e de vida, pautada pela busca incessante por vitórias que deu origem a “Escola Bilardista”. Seu estilo, muitas vezes polêmico, dividia opiniões, mas ninguém jamais questionou sua paixão e entrega pela camisa celeste e branca.

Mesmo após deixar o comando técnico da Seleção, Bilardo nunca se afastou da entidade. Trabalhou como dirigente, comentarista e seguiu sendo uma referência para treinadores e jogadores que vieram depois, principalmente para Alejandro Sabella, vice-campeão do Mundo em 2014 – bilardista como ele. Seu nome se tornou sinônimo de futebol argentino, sendo lembrado tanto pelo sucesso quanto pelo seu jeito peculiar de ver o jogo. Para muitos, Bilardo era mais do que um técnico vitorioso: era um pensador do futebol, um mestre que enxergava além das quatro linhas e sabia como transformar grupos em equipes vencedoras.

Nos últimos anos, Bilardo tem travado uma batalha contra uma doença degenerativa, que o afastou do protagonismo, mas não do amor pelo futebol e pela Seleção. Carlitos como o chamam seus familiares, teve idas e voltas no hospital. Desde o final de 2018 a época da pandemia, “El Doctor” precisou redobrar os cuidados com a saúde em longas internações que teve. Mesmo diante das dificuldades, ele nunca deixou de acompanhar a Albiceleste e seu clube Estudiantes de La Plata, sempre que pode, assistindo aos jogos pela televisão, com o mesmo brilho nos olhos de quem dedicou a vida ao esporte. Ver a Argentina em campo continua sendo um dos momentos que mais lhe trazem alegria, um elo inquebrável com a história que ele ajudou a construir.

Foto: TyC Sports

Na semana passada, Bilardo completou mais um ano de vida, 87 carnavais muito bem vividos. Embora sua saúde não seja mais a mesma, o carinho que recebe de jogadores, torcedores e admiradores demonstra o quanto ele é querido e respeitado. Sua influência segue viva, não apenas nos bastidores do futebol porteño, mas também no coração dos argentinos que reconhecem sua importância na construção do DNA vencedor da Seleção. Para cantar o “feliz cumpleaños” ele recebeu a visita de seis campeões mundiais de 1986 comandados por ele. E claro, sua imagem com o bolo rodou o país e ficamos imensamente felizes em ver um registro seu inédito.

A vitória da Argentina sobre o Brasil no Clássico desta noite disputado no épico Monumental de Núñez é, sem dúvidas, um presente de aniversário atrasado para Bilardo. 4 vs 1 para a felicidade dos bilardistas e de seu mentor. Um presente que ele certamente recebeu com emoção, vibrando como nos velhos tempos assistindo pela TV em seu sofá azul. Diz o irmão de Bilardo, Jorge, que ele está encantado com essa nova geração, a geração que devolveu a Copa do Mundo ao país depois de 36 anos. Ver a Albiceleste campeã novamente, triunfando nos grandes jogos e consolidando sua força no cenário mundial, é algo que o eterno treinador mais do que ninguém merecia presenciar. O melhor é que ele assiste tudo pela TyC Sports, melhor emissora argentina – sem clubismo.

O tricampeonato da Argentina conquistado no Qatar em 2022 e as vitórias recentes da equipe, são a prova de que o legado de Bilardo segue vivo. Sua influência ultrapassa o tempo e continua inspirando aqueles que vestem a camisa celeste e branca, até mesmo Lionel Scaloni, que teve como um de seus mentores o Sabella. A Seleção de hoje carrega sua mentalidade vencedora, sua fome de glória e superação que nunca foram perdidas, mas agora é recompensada por títulos. E, enquanto houver futebol, Carlos Bilardo será lembrado como um dos grandes responsáveis por transformar a Argentina em uma potência mundial. Sem esquecer, claro, de uma mãozinha do Maradona nisso tudo.

Independiente e Racing fazem duelo acirrado no clássico de Avellaneda

Foto: Arquivo Pessoal

No último domingo o Estádio Libertadores de América recebeu o disputado clássico de Avellaneda. La Academia ficou no empate contra El Rojo. Com um gol de Martirena aos 20 minutos do primeiro tempo, o time de Costas abriu o placar, mas a equipe de Vaccari empatou na etapa complementar após muita insistência. Independiente e Racing ficaram no 1 a 1 pela 10ª rodada do Torneio Apertura.

A equipe de Julio Vaccari perdeu a chance de vencer um clássico como mandante depois de vários anos e, além disso, desperdiçou a liderança isolada do Grupo B. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Juan Nardoni roubou a bola de Lautaro Millán e, na sequência, a bola sobrou para Maravilla Martínez. O atacante encontrou Maximiliano Salas, que cruzou da esquerda e o ala uruguaio apareceu na área, para marcar o 1 a 0 parcial para o Racing.

E quando parecia que o destino do clássico de Avellaneda favoreceria o visitante do dia, Álvaro Angulo apareceu para alívio dos torcedores do Independiente. O colombiano venceu a disputa com Gabriel Arias e, de cabeça, marcou o gol que decretou o 1 a 1 final no Libertadores da América. Rodrigo Rey salvou o Rojo no primeiro tempo, enquanto Arias fez o mesmo pela Acadé na segunda etapa. Sem dúvidas, na segunda metade da partida, o time da casa foi amplamente superior ao visitante, que começou o jogo de maneira mais confortável.

O Racing precisava da vitória mais do que nunca, considerando que está distante das primeiras posições no Grupo A. Já o Independiente começou a rodada como líder isolado do outro grupo, mas, com a vitória do Rosario Central e o empate de hoje, desperdiçou a chance de se manter no topo. O time de Vaccari chegou aos 21 pontos no Torneio Apertura, assim como o Canalla, deixando o River em terceiro na Zona B, com 19 pontos. Já a equipe de Gustavo Costas somou apenas 10 pontos, ficando na décima posição, embora ainda tenha um jogo pendente contra o Unión em Santa Fe.

Viver um Clássico de Avellaneda é uma experiência única e intensa, que começa muito antes do apito inicial. As ruas ao redor do estádio se enchem de torcedores, bandeiras e cânticos apaixonados, criando um ambiente de pura emoção. Nos arredores, barraquinhas vendem clássicos da culinária argentina, como choripán, empanadas e bondiola, enquanto os torcedores brindam com copos de fernet com cola, a bebida icônica que não pode faltar em dias de jogo. O clima é de rivalidade acirrada, mas também de celebração do futebol, com cada canto e cada gesto carregando décadas de história e paixão. Seja no Libertadores da América ou no Cilindro (no próximo semestre), estar em Avellaneda em dia de clássico é sentir o futebol em sua forma mais autêntica.

Agora as expectativas para Racing e Independiente estão focadas nas competições continentais de 2025, que são distintas. Após o sorteio realizado ontem, Racing Club, atual campeão da Copa Sul-Americana, enfrentará na fase de grupos da Copa Libertadores Colo-Colo (Chile), Fortaleza (Brasil) e Atlético Bucaramanga (Colômbia) no grupo E. O clube argentino busca repetir o sucesso recente e avançar às fases finais da competição. Já o Independiente, participante da Copa Sul-Americana, caiu no Grupo A ao lado de Guaraní (Paraguai), Nacional Potosí (Bolívia) e Boston River (Uruguai). O “Rey de Copas” almeja retomar seu protagonismo internacional e conquistar mais um título continental.