Categoria: Famosos

George Henrique & Rodrigo detalham tudo sobre conturbada saída de escritório no ‘Tem Base’

Bastidores sórdidos que a dupla viveu durante os últimos anos foram contados em conversa que rendeu revelações e desabafos;

Foto: Tem Base Podcast

Depois de 14 anos sob a gestão do escritório Worldshow, que tem como produto principal a consagrada dupla Bruno & Marrone, George Henrique & Rodrigo anunciaram oficialmente sua saída da empresa no início deste ano. A decisão, embora já ventilada nos bastidores do sertanejo, ganhou contornos reveladores após matérias publicadas por Leo Dias. Agora, a participação da dupla no podcast Tem Base, de Müller Bento e Juliana; os irmãos expuseram detalhes da complicada saída do escritório e episódios delicados que viveram ao longo do tempo em que estiveram vinculados aos ex-empresários. Segundo eles, o acúmulo de desgastes internos, promessas não cumpridas e dificuldades no direcionamento da carreira foram fatores decisivos para o rompimento.

Com uma trajetória marcada por grandes sucessos, George Henrique & Rodrigo conquistaram seu espaço no cenário sertanejo com canções que rapidamente caíram no gosto do público. “Receita de Amar” foi um dos primeiros hits a projetar a dupla nacionalmente, abrindo caminho para outros grandes sucessos na carreira como “Vai Lá em Casa Hoje”, “Promessa de Cachaceiro”, “De Copo em Copo” e a energética “Bagunça Minha Vida”. O talento da dupla, aliado a composições certeiras, consolidou uma base fiel de fãs, especialmente após o emblemático primeiro DVD gravado em um posto de combustíveis de Goiânia, que se tornou um símbolo da identidade jovem, romântica e popular dos dois.

Durante a conversa no Tem Base, George Henrique & Rodrigo não apenas detalharam os bastidores da saída, mas também relataram episódios sórdidos vividos dentro do escritório, como negligência de compromissos, falta de apoio estratégico em momentos decisivos da carreira e um distanciamento crescente entre artistas e gestão. Um dos fatos derradeiros para a dupla tomar a decisão de novos rumos na carreira foi ter ficado de fora – literalmente – do projeto “Inevitável”, iniciado no ano passado por Bruno & Marrone.

A franqueza com que trataram os temas surpreendeu e revelou um lado pouco conhecido da relação entre escritórios e artistas no universo sertanejo. O público muitas vezes nem faz ideia do que acontece fora dos palcos. Enfim, livres do vínculo com a Worldshow, George Henrique & Rodrigo seguem com a missão de reestruturar a carreira de maneira mais independente, apostando na própria visão artística e no relacionamento direto com o público. A saída marca o fim de um ciclo, mas também o início de uma nova fase, com a promessa de mais liberdade, autenticidade e espaço para arriscar novos caminhos no cenário musical. Talentos eles tem de sobra, pois são uma das duplas mais completas em um mercado tão carente de coisa boa nos últimos tempos.

Assistam ao podcast completo a seguir:

Mesmo com críticas e seus defeitos, Galvão segue sendo o melhor narrador do futebol brasileiro

Quem sobreviveu ao Paulistão na TNT, sabe do que estou falando!

Foto/Reprodução: Instagram

Galvão em 2022: “Tchau, galera. Vô aposentar!”. Galvão em 2025: “Bem, amigos da Prime Video!!”

Sim, Galvão Bueno voltou a narrar futebol com a pompa que merece sendo a principal estrela das transmissões ao vivo pela Prime Video. Sua estreia foi em um jogo do Corinthians e já tinha dado o que falar. Ontem, Fluminense x Santos foi com ele no comando — e, como sempre, os “NeymarZets” estavam atentos, prontos pra destilar veneno diante da sinceridade de Galvão. Estão doídos e não é de hoje – “ain num fala do menino Ney”… Enfim, no jogo deste domingo, muitos criticaram o tom, o ritmo, os erros e os exageros do narrador. Sim, ele comete erros. Sim, já teve narrações mais afiadas. Ele não está mais no auge.

Mas a verdade é uma só: não existe ninguém como Galvão Bueno na TV, no rádio ou no streaming. Ele é a maior voz da televisão brasileira e do futebol nacional. Não adianta forçar a barra procurando outro nome equivalente. A nova geração de narradores? Fraquíssima. Parece que foram criados narrando com o playstation no sofá de casa. É uma tentativa atrás da outra de emplacar nomes sem carisma, sem pegada, sem paixão verdadeira pela bola rolando e sem condição nenhuma de aguentarmos ouvir a voz da pessoa por mais de 90 minutos.

A Globo e o SBT, por exemplo, tentam, insistem, martelam — e nada. Porque talento não se fabrica em laboratório. E carisma, muito menos. Aliás, o que mais falta na atual geração de narradores é justamente o carisma que faz toda diferença para cativar o público neutro e os torcedores fanáticos. Como entender Tiago Leifert narrando Champions League no SBT? E se alguém teve o desprazer de assistir ao Paulistão pela TNT, sabe exatamente do que estou falando. Os narradores são um pesadelo sonoro.

Falam muito, sentem pouco. Gritam sem razão, erram nome de jogador, confundem emoção com histeria. Pavor. Nem o Gusttavo Lima grita tanto quando faz show de 5 horas. Ao menos o grito dele vem de uma voz afinada e de uma música boa. Os narradores da atualidade gritam sem motivo e com um exagero sem tamanho. É tudo tão genérico que parece que estão narrando em um aplicativo de inteligência artificial com delay.

A diferença de Galvão para os demais é que ele viveu tudo. Tem uma bagagem como nenhum outro tem. Ele carrega toda essa história na voz. Narrou Copas, Maradona, Pelé, Messi, Zico, finais de campeonatos inesquecíveis e ainda media um debate como ninguém. Ele viu a história acontecer — e faz parte dela em décadas de profissão. Por isso, quando ele grita “haja coração!”, não é só um bordão. É sua verdade, sua nostalgia e sua alma transmitida em cada lance.

Galvão tem licença poética para errar nome, se enrolar num lance ou outro e às vezes parecer perdido numa transmissão moderna. Mas quando Galvão fala, o Brasil escuta. Quando ele narra, todos sentem a emoção que poucos hoje conseguem passar ao público. Felizmente ou não, só existe um Galvão. E, mesmo com os defeitos de hoje, ele ainda é o melhor. Na verdade, ele é o melhor e o maior em tudo o que faz. O resto? O resto grita tentando ser ouvido, seja narrando ou tentando apresentar um programa. Mas voz de verdade não se improvisa ou se fabrica.

Se lembram que muitos reclamavam de Faustão aos domingos em seus últimos anos, atacando o apresentador e sempre sugerindo sua aposentadoria? Pois bem, olhem o que os domingos viraram hoje. Em seu horário, temos um Caldeirão do Huck genérico, com atrações cada vez mais bobas que vem perdendo a soberana audiência para as concorrentes Record e SBT. Faustão saiu do Domingão e hoje todos sentem falta. Galvão ainda está aí! Não esperem ele se despedir de vez para dizer mais tarde que “jogo bom era com o Galvão narrando”. Aproveitem ao máximo do que ele ainda pode proporcionar ao futebol. Quando for a hora do adeus, ninguém ocupará seu lugar com o mesmo gabarito.

“Vitória” é a maior bilheteria da carreira de Fernanda Montenegro, que pode voltar ao Oscar

Foto: Sony Pictures

Não assistiu Vitória ainda? Olha que o Major Messias vai atrás de você, hein… O filme segue firme como um fenômeno de bilheteria, mesmo diante da forte concorrência de grandes lançamentos como Branca de Neve, em sua nova versão live-action, e o aguardado Minecraft, adaptação do popular jogo que acabou de estrear. Com uma trama envolvente, direção sensível e atuações marcantes, o longa conquistou não apenas o público brasileiro, mas também vem despertando atenção internacional.

Em meio a blockbusters recheados de efeitos visuais, Vitória brilha ao apostar na emoção, no roteiro bem construído, realista e em uma narrativa profundamente humana. O filme foi visto até agora por mais de 585 mil pessoas e arrecadou 12 milhões em bilheteria, se tornando a maior da carreira da protagonista da produção, Fernanda Montenegro. A atriz que entrega uma das atuações mais potentes de sua trajetória, já foi indicada ao Oscar em 1999 por Central do Brasil, mas acabou perdendo para Gwyneth Paltrow (conhecida como viúva do Tony Stark).

Agora, a “dama da dramaturgia brasileira” retorna aos holofotes da crítica com chances de uma merecida “vingança”. Sua performance em Vitória tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada e a produção do filme já começou a trabalhar para o caminho até o Oscar. O filme conta a história real de Joana da Paz, uma mulher que enfrentou um sistema muito bem articulado entre tráfico e milícia para se libertar de todo perigo que presenciava pela janela de seu apartamento.

A narrativa dialoga com temas urgentes como a violência, a dignidade e a redenção, sem cair em clichês. Essa combinação tem encantado plateias diversas, emocionando desde jovens cinéfilos até espectadores mais experientes, muitos dos quais acompanham Fernanda Montenegro há décadas. O longa foi muito fiel aos principais pontos descritos no livro “Dona Vitória – Joana da Paz”, escrito por Fábio Gusmão, vivido no filme por Alan Rocha.

Mesmo com o apelo comercial de Minecraft, que atrai o público infantojuvenil em massa, e com o fascínio visual de Branca de Neve, que aposta em nostalgia e magia, Vitória vem se mantendo no topo do ranking de ingressos vendidos. O filme prova que ainda há espaço para dramas adultos e sensíveis em meio ao domínio dos grandes estúdios e efeitos especiais. Esse feito é literalmente uma vitória para o cinema nacional e para os fãs de histórias contadas com o coração.

A possível indicação de Fernandona ao Oscar 2026 já é tratada como uma reparação histórica. Se for indicada, a atriz poderá encerrar sua carreira com a estatueta que muitos consideram ter-lhe sido injustamente negada há 26 anos. Vitória é mais do que um filme de sucesso — é um símbolo da força do cinema brasileiro, da resistência dos grandes artistas do elenco e da arte que, mesmo em tempos digitais, ainda emociona e transforma nossas vidas.

Joesley Batista está no instagram: O que o empresário compartilha por lá

Foto: @joesleybatista

Sempre acompanhei o trabalho de Zé Mineiro, fundador da empresa goiana Friboi, que foi pioneiro ao levar a produção de carne de qualidade para Brasília em sua construção. E uma de suas filhas, Valere Batista é uma das maiores pecuaristas do Brasil, ao lado do filho Aguinaldo, comandam a Nelore Paranã. A marca é o maior criatório da raça nelore selecionada nos últimos anos, superando a Rima Agropecuária que ocupou esse posto durante anos na raça nelore de elite.

Toda família de seu Zé Mineiro é muito reservada. No entanto, esse ano, Joesley Batista surpreendeu a todos – inclusive a esposa e jornalista Ticiana Villas Boas – ao começar a compartilhar seu dia a dia no instagram. Joesley é um empresário conhecido por sua atuação no setor de alimentos e agronegócio, especialmente na J&F Investimentos, holding que controla empresas como a JBS S.A., uma das maiores processadoras de carne do mundo. Ao longo de sua carreira, Joesley desempenhou um papel fundamental na expansão e consolidação da JBS no mercado global.

Nos últimos meses ele tem buscado se aproximar do público e compartilhar aspectos de sua vida pessoal e profissional por meio das redes sociais. Desde janeiro, Joesley passou a manter um perfil ativo no Instagram, onde compartilha frases motivacionais que fazem parte de sua trajetória, registros de visitas a unidades da JBS, a outras empresas de seu grupo e momentos com sua família. Essa iniciativa reflete uma tendência entre líderes empresariais do agronegócio que utilizam plataformas digitais para humanizar sua imagem e estabelecer uma comunicação mais direta com diferentes públicos.

Ao compartilhar sua rotina e bastidores da vida no setor que atua nas redes sociais, Joesley Batista busca não apenas fortalecer a imagem de suas empresas, mas também inspirar e engajar uma audiência mais ampla, destacando sua trajetória e os princípios que nortearam seu sucesso empresarial. Muitos acionistas do mercado financeiro gostam de conhecer melhor aqueles que gerem parte das ações de sua carteira de investimentos – eu inclusive. Ter Joesley entre nós, instagrammers ativos, deixando a vida low profile de lado é interessante.

Foto: Joesley ao lado da mãe, Dona Flora, que se formou em mais uma faculdade – Teologia – aos 88 anos.

George Foreman não era só um grill

Foto: HBO Sports

Muitos conheceram George Foreman na PolishopTV, vendendo seu grill que revolucionava o mercado na época. Mas ele não era apenas um grill como parte de uma geração conheceu. Ele foi uma das maiores lendas do boxe no auge dos pesos-pesados. Foreman nos deixou aos 76 anos, nessa sexta-feira (21). Nascido em 10 de janeiro de 1949 em Marshall, Texas, o boxeador teve uma infância marcada por dificuldades financeiras e problemas com a lei. Aos 16 anos, ingressou no Job Corps, onde começou sua trajetória no boxe.

Sua carreira amadora foi coroada com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México. Em 1973, conquistou o título mundial dos pesos-pesados ao derrotar Joe Frazier. No entanto, em 1974, perdeu o cinturão para Muhammad Ali na histórica luta “Rumble in the Jungle”. Após uma experiência de quase morte em 1977, Foreman se aposentou temporariamente e tornou-se ministro religioso.

Em 1987, retornou aos ringues e, aos 45 anos, tornou-se o campeão mundial dos pesos-pesados mais velho da história ao derrotar Michael Moorer em 1994. Em 1990, Foreman enfrentou o brasileiro Adílson “Maguila” em Las Vegas. Maguila, conhecido por sua determinação e força, era um dos principais nomes do boxe brasileiro. No entanto, Foreman venceu a luta por nocaute técnico no segundo round, demonstrando sua superioridade técnica e física. Mesmo com a derrota, a luta foi importante para reforçar o nome de Maguila no cenário internacional.

Junto à sua bem sucedida carreira no boxe, Foreman se destacou como empreendedor, especialmente com a popularização da “George Foreman Grill”, que vendeu mais de 100 milhões de unidades. Ele também atuou como pastor em Houston, Texas, e escreveu livros sobre sua vida e carreira. Chegou a participar como churrasqueiro e seu grill de um episódio do programa “The Contender”, apresentado por Silvestre Stallone em 2005. Foreman deixa um legado notável no esporte e nos negócios, sendo lembrado por sua resiliência, fé e capacidade de reinvenção.

Era um dos astros mais acessíveis do boxe, atendendo a imprensa sempre que podia em lutas importantes que era convidado, como no duelo “Mayweather vs Pacquiao” em 2015. Uma vez falei com ele pelo Twitter, dizendo que eu era do Brasil e que o admirava muito, mandando um feliz aniversário no dia em que ele completava 68 anos. Ele agradeceu e respondeu que amava o Brasil. Nunca esquecerei de suas lutas no ringue que assisti dos arquivos da Band, mas principalmente me lembrarei de toda sua gentileza fora das quadro cordas.

Galvão Bueno precisa parar de meter Ayrton Senna em tudo

Foto/Reprodução: Gazeta Esportiva

Galvão Bueno tem muitas marcas registradas além da voz marcante. O “haja coração”, o “é tetra!”, a voz embargada de emoção… E a mania de comparar todo piloto que aparece com Ayrton Senna. Não importa se é um novato promissor ou um veterano consagrado: se fez algo marcante, lá vem o Galvão com o inevitável “Ai, me lembrou o Senna”. A Fórmula 1 muda, os tempos mudam, mas o fantasma de Senna segue sendo convocado em toda oportunidade.

O caso mais recente foi a ida de Lewis Hamilton para a Ferrari. Bastou sua estreia para Galvão soltar que isso “lembra Senna” em seu comentário no Jornal da Band. Antes disso, quando Charles Leclerc venceu em Monza pela primeira vez, a reação foi a mesma: “Ai gente, preciso falar que ele me lembrou Senna caminhando pro pódio”. Já aconteceu com Verstappen, já aconteceu com Alonso, já aconteceu até com Norris em um dia de chuva e com o Kimi Antonelli que acabou de chegar. A questão é: todo piloto talentoso precisa, obrigatoriamente, ser comparado com Ayrton Senna? O piloto brasileiro faleceu tem 31 anos, nunca terá sossego em ter o nome mencionado em vão, não só por Galvão, mas por todo mundo?

É compreensível que Senna tenha esse impacto no esporte até hoje. Ele foi um dos maiores da história e sua morte precoce congelou sua imagem no imaginário popular. Mas essa necessidade de colocá-lo como referência para tudo e todos acaba até desvalorizando seu próprio legado. Senna era único, tinha um estilo de pilotagem particular e um carisma que não se repete. Ficar tentando enxergar Senna em cada piloto que surge não apenas soa forçado, mas também tira o brilho da individualidade de cada um. Outro ponto, mencionar Senna em coisas fúteis também enche o saco.

A verdade é isso cansa. Vale lembrar que cada piloto tem sua própria história, óbvio. Hamilton é um fenômeno por méritos próprios. Leclerc venceu em Monza pelo talento e pela garra dele, não porque “parece Senna”. Verstappen domina a Fórmula 1 com um estilo muito diferente. Cada um constrói seu caminho, e forçar paralelos com Senna apenas cria expectativas irreais e comparações injustas.

No fundo, essa insistência em lembrar Senna o tempo todo diz mais sobre Galvão do que sobre os pilotos. Ele narrou a era Senna, viveu aquele auge e nunca conseguiu realmente desapegar. Seu entusiasmo é genuíno, mas chega um momento em que isso se torna cansativo. A Fórmula 1 segue em frente, novos ídolos surgem, mas Galvão continua preso ao passado. O verdadeiro viúvo de Senna é ele, nem é a Galisteu.

O mais curioso é que, se estivesse vivo, Senna provavelmente ficaria incomodado com essa mania de associá-lo a tudo. Ele queria ser lembrado como um grande piloto, mas também sabia que o automobilismo é uma evolução constante. Talvez seja hora de fazer o mesmo. Ayrton Senna foi uma lenda viva, um ícone, mas já passou da hora de deixá-lo descansar em paz. Aliás, feliz aniversário, Senninha. Hoje foi minha vez de colocar seu nome em vão, mas no intuito disso diminuir ou acabar de vez. Descanse e mande abraços aí em cima para o Gugu, outro que tem zero dias de paz.