Categoria: Famosos

Foo Fighters no Rock in Rio fez Cássia Eller roubar a cena em 2001

Cantora havia feito o maior show de sua carreira na tarde do festival, enquanto a noite, invadiu o palco de Dave Grohl

Foto: Rolling Stone

Hoje é dia de Foo Fighters no Palco Mundo do Rock in Rio. Mas, para mim, por mais especial que seja ver Dave Grohl e sua banda novamente no festival, o show mais inesquecível do Foo Fighters no Rock in Rio aconteceu em 2001 — e teve Cássia Eller como protagonista de um daqueles momentos que só um festival como esse é capaz de proporcionar.

Naquela tarde, Cássia Eller fez um dos maiores shows de sua carreira. Era ainda um horário de sol, mas ela simplesmente tomou conta do Rock in Rio e mostrou ao Brasil inteiro a potência que era como artista. Para fechar aquela apresentação histórica, veio “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. E a escolha tinha um motivo especial: havia sido um pedido de seu filho, Chicão, que ainda subiu ao palco para participar da música tocando percurssão. Foi o encerramento perfeito para um show que entrou para a história.

O que Cássia não sabia é que Dave Grohl estava no hotel assistindo à apresentação. Segundo ele, sua namorada o acordou e disse para que ele assistisse àquela cantora brasileira que estava interpretando uma música do Nirvana. Mais tarde, nos bastidores, os dois se encontraram. Dave então disse a Cássia: “Eu tô impressionado. A sua versão é muito melhor que a nossa!”. Ela riu e respondeu, sem acreditar: “Ah, cê está de sacanagem com minha cara!”. Mas aquele elogio dizia muito sobre o impacto que ela havia causado.

E a história ainda ganhou um capítulo maravilhoso naquela noite: Cássia invadiu o palco do Foo Fighters para cantar “Parabéns pra Você” para Dave Grohl, que fazia aniversário justamente naquele dia. Dois artistas gigantes, de mundos diferentes, se encontrando de uma maneira espontânea, divertida e absolutamente inesquecível. É por isso que, quando penso em Foo Fighters no Rock in Rio, eu não lembro apenas de um show.

Lembro de Cássia Eller cantando Nirvana, de Dave Grohl se rendendo à sua interpretação e de dois gigantes da música dividindo um daqueles momentos mágicos que fazem a história do Rock in Rio ser tão especial. Hoje tem Foo Fighters de novo. Mas 2001 continua sendo, para mim, um capítulo especial. Assista a história contada pelos membros da banda da maior artista do rock nacional no video a seguir:

A Odisseia: Candidato a filme do ano surpreende com último trailer

Contando com super elenco e direção de Christopher Nolan, saga pós-guerra de Troia deve abalar os cinemas em julho

Foto: Universal Pictures

A chegada de A Odisseia aos cinemas, marcada para 16 de julho, já nasce cercada de expectativa — e não é pouca coisa. Quando um projeto passa pelas mãos de Christopher Nolan, automaticamente entra no radar como um possível evento cinematográfico, daqueles que param o público e dominam conversas por semanas. Em pleno mês de férias, com salas cheias e público sedento por grandes histórias, tudo indica que não será apenas um sucesso de crítica, mas também uma bilheteria gigante.

Inspirado na obra clássica Odisseia, atribuída a Homero, o filme carrega uma base narrativa poderosa: uma jornada sobre retorno, perdas, inteligência e resistência. A expectativa é ver como Nolan vai traduzir essa história tão simbólica para o cinema moderno, com sua marca registrada de grandiosidade, tensão e profundidade emocional. Não é só sobre aventura — é sobre transformar uma lenda milenar em uma experiência sensorial, daquelas que ficam na cabeça muito depois dos créditos finais.

E quando você soma isso a um elenco estrelado, o nível sobe ainda mais. O filme reúne nomes como Anne Hathaway, Matt Damon, Tom Holland, Zendaya, Charlize Theron, Robert Pattinson e também Jon Bernthal, formando um timaço que mistura talento com a força de atuação. É o tipo de escalação que não apenas atrai o público, mas sustenta um projeto dessa magnitude com performances à altura.

No fim, o que se desenha é um projeto com cara de acontecimento global: um diretor consagrado, uma história eterna e um elenco que segura qualquer produção nas costas. “A Odisseia” chega como candidatíssimo ao Oscar e a praticamente todas as grandes premiações, não só pelo peso dos nomes envolvidos, mas pela ambição de transformar uma narrativa clássica em um espetáculo cinematográfico moderno. Julho promete, e esse é exatamente o tipo de filme que faz do cinema um evento imperdível.

Está cada vez mais difícil assistir ao programa Viver Sertanejo

Dominical está se saturando com convidados “série C” e edição corrida sem tempo para conversas mais aprofundadas

Foto: Globoplay

O Viver Sertanejo nasceu com aquele ar de aconchego raro na TV aberta, uma mistura de nostalgia, música boa e conversas incríveis que faziam qualquer um querer acordar cedo no domingo. Com Daniel no comando, a proposta parecia imbatível — e, de fato, foi por um tempo. Mas o que era frescor está começando a dar sinais de grande desgaste. O problema não está na essência do programa, e muito menos no apresentador. Está no conteúdo, que vem se repetindo e, pior, se esvaziando.

Falta peso nos convidados. A ausência de artistas de primeira prateleira impacta diretamente na qualidade das conversas, que já não mergulham como antes. Tudo soa superficial, como se a edição passasse uma borracha em qualquer possibilidade de profundidade. Um programa com apenas uma hora de duração simplesmente não comporta o tipo de papo que ele se propõe a ter — ainda mais naquele clima de café que pede calma, tempo e histórias bem contadas. O resultado são diálogos que começam interessantes, mas terminam rasos e tudo muito corrido.

E quando nomes fortes aparecem, nem sempre o resultado acompanha. O encontro com produtores experientes como Rick (Renner), Pinocchio e Iva Miyazato, por exemplo, tinha tudo para render bastidores inéditos, mas acabou caindo no óbvio. Histórias já conhecidas, sem novidade alguma. Um claro fato foi a discussão sobre a produção de Miyazato em “Largado às Traças”. Ficou no superficial, ignorando detalhes relevantes — como o fato de que o arranjo gravado veio da guia original e do violão de Pancadinha (compositor da música). Sem contar que a insistência do cantor Zé Neto, para o arranjo original permanecer e a canção não virar uma vaneira, foi decisiva para o resultado final. Esse tipo de informação faz falta — e quando aparece, passa batido.

Outro ponto que incomoda é a escolha de artistas menos relevantes no cenário, a chamada “série C” do sertanejo, que não conseguem sustentar o interesse do público. Quem acordava animado para ver Chitãozinho & Xororó ao lado de Daniel nas primeiras semanas de programa, hoje já não faz tanta questão assim. E a dinâmica do programa também contribui para momentos desconfortáveis: quando um convidado entra primeiro, depois é praticamente ignorado com a chegada de outro, fica evidente a falta de direção narrativa. É estranho, deselegante e quebra completamente o clima. Fora que, os convidados nem sempre tem relação um com o outro, transparecendo um encontro totalmente aleatório durante o programa.

O mais curioso é que o Viver Sertanejo ainda tem potencial de sobra. Existe material gravado que nunca foi ao ar, há espaço claro para um spin-off num Globoplay da vida e possibilidades de aprofundar muito mais esse universo com os conteúdos inéditos. Mas nada disso é explorado. Com um programa fixo todo domingo e gravações concentradas em Brotas, o desafio de encontrar bons convidados só aumenta — e isso já começa a aparecer na tela. O alerta está dado: saturar um produto tão bom pode custar caro. Ainda dá tempo de corrigir o rumo, mas é preciso agir antes que o público simplesmente pare de ligar a TV no domingo de manhã (voz do Belutti). Enfim, paciência…

Devoradores de Estrelas: Filme proporciona experiência absurda e supera ‘Interestelar’

Ryan Gosling brilha sozinho ao lado de ser extraterreste. História é envolvente, inteligente e não precisa de explicação do Sergio Sacani pra entender

Foto: Sony Pictures

Tem filme que a gente assiste, e tem filme que a gente sente. Devoradores de Estrelas entra fácil na segunda categoria. Em uma temporada cheia de grandes lançamentos neste 2026, poucos vão conseguir provocar o mesmo impacto que essa obra ambiciosa, intensa e surpreendentemente humana. É daqueles raros casos em que a ficção científica não se perde na grandiosidade visual e consegue equilibrar emoção, tensão e reflexão de um jeito quase hipnótico.

Muito disso passa por Ryan Gosling. Simplesmente impecável. Talvez seja cedo pra cravar com absoluta certeza, mas é difícil não olhar para esse papel como o melhor da carreira dele até agora. Ele entrega camadas, fragilidade, humor e desespero de uma forma tão natural que você esquece que está vendo um ator — parece que ele está vivendo tudo ali, no limite. É o tipo de atuação que carrega o filme nas costas sem esforço aparente.

E o mais interessante é como Devoradores de Estrelas consegue ser, ao mesmo tempo, um espetáculo visual e uma experiência íntima. Enquanto muitos filmes do gênero apostam apenas no “olha isso aqui que incrível”, esse aqui faz você se importar. Faz você pensar. Faz você sentir o peso de cada decisão, de cada silêncio, de cada escolha impossível. É cinema que conversa com quem está assistindo, não só impressiona.

Pode parecer ousado dizer isso, mas não é exagero: é melhor que Interestelar. E não porque seja maior ou mais complexo, mas porque é mais direto, mais emocional e, de certa forma, mais corajoso. E não precisa de nenhum video com explicação do Sergio Sacani pra entender. Devoradores de Estrelas não tenta ser lembrado — ele simplesmente é inesquecível. Vale o combo com pipoca, refri e chocolate no cinema, além dos salgadinhos da Americanas. Assistam!

Galvão está mais leve e feliz no SBT

Narrador se mostra muito à vontade como em nenhuma outra fase de sua carreira

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de Galvão Bueno no SBT, marcada para o dia 02, tem um peso simbólico enorme na televisão brasileira. Depois de décadas sendo a voz oficial das Copas do Mundo na Globo, ele agora inicia um novo capítulo em uma emissora que sempre sonhou em tê-lo no elenco. Não é apenas mais um contrato: é a união de duas marcas fortes que, por caminhos diferentes, construíram história na TV aberta. O SBT sempre quis Galvão. E, no fundo, faltava mesmo essa marca do SBT na carreira dele.

O acordo vai muito além de um programa semanal. Galvão assinou inicialmente para narrar a Copa do Mundo de 2026 pela emissora — um movimento estratégico e histórico. A Copa sem Galvão parecia estranha para o público brasileiro, e o SBT entendeu isso. Ao garantir a voz mais emblemática do futebol nacional, a emissora dá um passo gigantesco na disputa por audiência e prestígio esportivo. Para Galvão, é a chance de escrever uma nova narrativa, agora vestindo outras cores.

A diferença no semblante dele é visível. No período em que esteve na Band, parecia que havia uma certa obrigação no ar — como se estivesse cumprindo tabela. Faltava brilho, faltava leveza. No SBT, ao contrário, ele aparenta estar solto, confortável, feliz. Existe uma energia diferente. A emissora de Silvio Santos tem essa característica de ser um canal com clima mais familiar, mais acolhedor, quase caseiro. E isso combina muito com alguém que sempre foi intenso, emocional e apaixonado como Galvão.

No fim das contas, parece ter sido a escolha certa. O SBT ganha força, ganha tradição esportiva e ganha um nome que atravessa gerações. Galvão ganha liberdade, entusiasmo e um novo desafio à altura da sua história. Ele se mostra muito mais à vontade para ser como é. E a Globo? Perde uma de suas vozes mais icônicas e está sem narrador bom de verdade para esse Mundial. A televisão é feita de ciclos — e este novo ciclo promete ser barulhento, emocionante e, ao que tudo indica, muito feliz.

Carnaval RJ: Como esperado, Beija-Flor e Viradouro vão disputar o título

Unidos da Tijuca foi tecnicamente bem. Mocidade sem Castorzinho fez desfile colorido. Difícil a vida das quatro escolas que desfilam nessa terça

Foto: Arquivo Pessoal

A segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí foi, sem exagero, a mais impactante do Carnaval até aqui. Se na primeira noite houve equilíbrio, desta vez houve confronto direto de gigantes. Beija-Flor de Nilópolis e Unidos do Viradouro deixaram claro que o título passa por elas. Foi uma noite de emoções fortes, arquibancadas pulsando e a sensação de que assistimos a dois desfiles com cara de campeãs.

A Mocidade Independente de Padre Miguel desfilou dentro do seu contexto atual, vivendo uma fase delicada, sem patrono e enfrentando dificuldades estruturais. Ainda assim, a escola conseguiu fazer um desfile digno, colorido e vibrante, homenageando Rita Lee com respeito e identidade. Foi um desfile emocionalmente honesto, talvez não brigando pelo título, mas importante para resgatar autoestima. A Mocidade não vinha entregando algo visualmente tão bonito há algum tempo, e isso precisa ser reconhecido.

A Unidos da Tijuca fez um desfile extremamente técnico, correto, bem acabado e totalmente dentro do regulamento para homenagear Carolina Maria de Jesus. Evolução limpa, harmonia segura e alegorias bem resolvidas. O problema? Veio depois de uma verdadeira avalanche causada por Beija-Flor e Viradouro. E no Carnaval, emoção também pesa. A Tijuca fez tudo certo, mas o impacto foi inevitavelmente menor diante do que já tinha passado pela avenida.

Agora, o que a Beija-Flor fez foi transformar a Sapucaí em um verdadeiro “Bem-Bé”. A escola não apenas desfilou: ela arrebatou. É a grande favorita ao título, sem dúvida. Mas do lado, brigando palmo a palmo, está a Viradouro, que homenageou Cissa e surpreendeu muita gente que criticou o enredo no pré-carnaval. As duas são, com folga, as favoritas. É difícil imaginar que Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Salgueiro, Acadêmicos do Grande Rio ou Unidos de Vila Isabel, que desfilam na terça-feira, consigam tirar o título desse duelo que já está desenhado entre Viradouro e Beija-Flor. O campeonato, hoje, tem duas donas.