Categoria: Famosos

A Odisseia: Candidato a filme do ano surpreende com último trailer

Contando com super elenco e direção de Christopher Nolan, saga pós-guerra de Troia deve abalar os cinemas em julho

Foto: Universal Pictures

A chegada de A Odisseia aos cinemas, marcada para 16 de julho, já nasce cercada de expectativa — e não é pouca coisa. Quando um projeto passa pelas mãos de Christopher Nolan, automaticamente entra no radar como um possível evento cinematográfico, daqueles que param o público e dominam conversas por semanas. Em pleno mês de férias, com salas cheias e público sedento por grandes histórias, tudo indica que não será apenas um sucesso de crítica, mas também uma bilheteria gigante.

Inspirado na obra clássica Odisseia, atribuída a Homero, o filme carrega uma base narrativa poderosa: uma jornada sobre retorno, perdas, inteligência e resistência. A expectativa é ver como Nolan vai traduzir essa história tão simbólica para o cinema moderno, com sua marca registrada de grandiosidade, tensão e profundidade emocional. Não é só sobre aventura — é sobre transformar uma lenda milenar em uma experiência sensorial, daquelas que ficam na cabeça muito depois dos créditos finais.

E quando você soma isso a um elenco estrelado, o nível sobe ainda mais. O filme reúne nomes como Anne Hathaway, Matt Damon, Tom Holland, Zendaya, Charlize Theron, Robert Pattinson e também Jon Bernthal, formando um timaço que mistura talento com a força de atuação. É o tipo de escalação que não apenas atrai o público, mas sustenta um projeto dessa magnitude com performances à altura.

No fim, o que se desenha é um projeto com cara de acontecimento global: um diretor consagrado, uma história eterna e um elenco que segura qualquer produção nas costas. “A Odisseia” chega como candidatíssimo ao Oscar e a praticamente todas as grandes premiações, não só pelo peso dos nomes envolvidos, mas pela ambição de transformar uma narrativa clássica em um espetáculo cinematográfico moderno. Julho promete, e esse é exatamente o tipo de filme que faz do cinema um evento imperdível.

Está cada vez mais difícil assistir ao programa Viver Sertanejo

Dominical está se saturando com convidados “série C” e edição corrida sem tempo para conversas mais aprofundadas

Foto: Globoplay

O Viver Sertanejo nasceu com aquele ar de aconchego raro na TV aberta, uma mistura de nostalgia, música boa e conversas incríveis que faziam qualquer um querer acordar cedo no domingo. Com Daniel no comando, a proposta parecia imbatível — e, de fato, foi por um tempo. Mas o que era frescor está começando a dar sinais de grande desgaste. O problema não está na essência do programa, e muito menos no apresentador. Está no conteúdo, que vem se repetindo e, pior, se esvaziando.

Falta peso nos convidados. A ausência de artistas de primeira prateleira impacta diretamente na qualidade das conversas, que já não mergulham como antes. Tudo soa superficial, como se a edição passasse uma borracha em qualquer possibilidade de profundidade. Um programa com apenas uma hora de duração simplesmente não comporta o tipo de papo que ele se propõe a ter — ainda mais naquele clima de café que pede calma, tempo e histórias bem contadas. O resultado são diálogos que começam interessantes, mas terminam rasos e tudo muito corrido.

E quando nomes fortes aparecem, nem sempre o resultado acompanha. O encontro com produtores experientes como Rick (Renner), Pinocchio e Iva Miyazato, por exemplo, tinha tudo para render bastidores inéditos, mas acabou caindo no óbvio. Histórias já conhecidas, sem novidade alguma. Um claro fato foi a discussão sobre a produção de Miyazato em “Largado às Traças”. Ficou no superficial, ignorando detalhes relevantes — como o fato de que o arranjo gravado veio da guia original e do violão de Pancadinha (compositor da música). Sem contar que a insistência do cantor Zé Neto, para o arranjo original permanecer e a canção não virar uma vaneira, foi decisiva para o resultado final. Esse tipo de informação faz falta — e quando aparece, passa batido.

Outro ponto que incomoda é a escolha de artistas menos relevantes no cenário, a chamada “série C” do sertanejo, que não conseguem sustentar o interesse do público. Quem acordava animado para ver Chitãozinho & Xororó ao lado de Daniel nas primeiras semanas de programa, hoje já não faz tanta questão assim. E a dinâmica do programa também contribui para momentos desconfortáveis: quando um convidado entra primeiro, depois é praticamente ignorado com a chegada de outro, fica evidente a falta de direção narrativa. É estranho, deselegante e quebra completamente o clima. Fora que, os convidados nem sempre tem relação um com o outro, transparecendo um encontro totalmente aleatório durante o programa.

O mais curioso é que o Viver Sertanejo ainda tem potencial de sobra. Existe material gravado que nunca foi ao ar, há espaço claro para um spin-off num Globoplay da vida e possibilidades de aprofundar muito mais esse universo com os conteúdos inéditos. Mas nada disso é explorado. Com um programa fixo todo domingo e gravações concentradas em Brotas, o desafio de encontrar bons convidados só aumenta — e isso já começa a aparecer na tela. O alerta está dado: saturar um produto tão bom pode custar caro. Ainda dá tempo de corrigir o rumo, mas é preciso agir antes que o público simplesmente pare de ligar a TV no domingo de manhã (voz do Belutti). Enfim, paciência…

Devoradores de Estrelas: Filme proporciona experiência absurda e supera ‘Interestelar’

Ryan Gosling brilha sozinho ao lado de ser extraterreste. História é envolvente, inteligente e não precisa de explicação do Sergio Sacani pra entender

Foto: Sony Pictures

Tem filme que a gente assiste, e tem filme que a gente sente. Devoradores de Estrelas entra fácil na segunda categoria. Em uma temporada cheia de grandes lançamentos neste 2026, poucos vão conseguir provocar o mesmo impacto que essa obra ambiciosa, intensa e surpreendentemente humana. É daqueles raros casos em que a ficção científica não se perde na grandiosidade visual e consegue equilibrar emoção, tensão e reflexão de um jeito quase hipnótico.

Muito disso passa por Ryan Gosling. Simplesmente impecável. Talvez seja cedo pra cravar com absoluta certeza, mas é difícil não olhar para esse papel como o melhor da carreira dele até agora. Ele entrega camadas, fragilidade, humor e desespero de uma forma tão natural que você esquece que está vendo um ator — parece que ele está vivendo tudo ali, no limite. É o tipo de atuação que carrega o filme nas costas sem esforço aparente.

E o mais interessante é como Devoradores de Estrelas consegue ser, ao mesmo tempo, um espetáculo visual e uma experiência íntima. Enquanto muitos filmes do gênero apostam apenas no “olha isso aqui que incrível”, esse aqui faz você se importar. Faz você pensar. Faz você sentir o peso de cada decisão, de cada silêncio, de cada escolha impossível. É cinema que conversa com quem está assistindo, não só impressiona.

Pode parecer ousado dizer isso, mas não é exagero: é melhor que Interestelar. E não porque seja maior ou mais complexo, mas porque é mais direto, mais emocional e, de certa forma, mais corajoso. E não precisa de nenhum video com explicação do Sergio Sacani pra entender. Devoradores de Estrelas não tenta ser lembrado — ele simplesmente é inesquecível. Vale o combo com pipoca, refri e chocolate no cinema, além dos salgadinhos da Americanas. Assistam!

Galvão está mais leve e feliz no SBT

Narrador se mostra muito à vontade como em nenhuma outra fase de sua carreira

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de Galvão Bueno no SBT, marcada para o dia 02, tem um peso simbólico enorme na televisão brasileira. Depois de décadas sendo a voz oficial das Copas do Mundo na Globo, ele agora inicia um novo capítulo em uma emissora que sempre sonhou em tê-lo no elenco. Não é apenas mais um contrato: é a união de duas marcas fortes que, por caminhos diferentes, construíram história na TV aberta. O SBT sempre quis Galvão. E, no fundo, faltava mesmo essa marca do SBT na carreira dele.

O acordo vai muito além de um programa semanal. Galvão assinou inicialmente para narrar a Copa do Mundo de 2026 pela emissora — um movimento estratégico e histórico. A Copa sem Galvão parecia estranha para o público brasileiro, e o SBT entendeu isso. Ao garantir a voz mais emblemática do futebol nacional, a emissora dá um passo gigantesco na disputa por audiência e prestígio esportivo. Para Galvão, é a chance de escrever uma nova narrativa, agora vestindo outras cores.

A diferença no semblante dele é visível. No período em que esteve na Band, parecia que havia uma certa obrigação no ar — como se estivesse cumprindo tabela. Faltava brilho, faltava leveza. No SBT, ao contrário, ele aparenta estar solto, confortável, feliz. Existe uma energia diferente. A emissora de Silvio Santos tem essa característica de ser um canal com clima mais familiar, mais acolhedor, quase caseiro. E isso combina muito com alguém que sempre foi intenso, emocional e apaixonado como Galvão.

No fim das contas, parece ter sido a escolha certa. O SBT ganha força, ganha tradição esportiva e ganha um nome que atravessa gerações. Galvão ganha liberdade, entusiasmo e um novo desafio à altura da sua história. Ele se mostra muito mais à vontade para ser como é. E a Globo? Perde uma de suas vozes mais icônicas e está sem narrador bom de verdade para esse Mundial. A televisão é feita de ciclos — e este novo ciclo promete ser barulhento, emocionante e, ao que tudo indica, muito feliz.

Carnaval RJ: Como esperado, Beija-Flor e Viradouro vão disputar o título

Unidos da Tijuca foi tecnicamente bem. Mocidade sem Castorzinho fez desfile colorido. Difícil a vida das quatro escolas que desfilam nessa terça

Foto: Arquivo Pessoal

A segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí foi, sem exagero, a mais impactante do Carnaval até aqui. Se na primeira noite houve equilíbrio, desta vez houve confronto direto de gigantes. Beija-Flor de Nilópolis e Unidos do Viradouro deixaram claro que o título passa por elas. Foi uma noite de emoções fortes, arquibancadas pulsando e a sensação de que assistimos a dois desfiles com cara de campeãs.

A Mocidade Independente de Padre Miguel desfilou dentro do seu contexto atual, vivendo uma fase delicada, sem patrono e enfrentando dificuldades estruturais. Ainda assim, a escola conseguiu fazer um desfile digno, colorido e vibrante, homenageando Rita Lee com respeito e identidade. Foi um desfile emocionalmente honesto, talvez não brigando pelo título, mas importante para resgatar autoestima. A Mocidade não vinha entregando algo visualmente tão bonito há algum tempo, e isso precisa ser reconhecido.

A Unidos da Tijuca fez um desfile extremamente técnico, correto, bem acabado e totalmente dentro do regulamento para homenagear Carolina Maria de Jesus. Evolução limpa, harmonia segura e alegorias bem resolvidas. O problema? Veio depois de uma verdadeira avalanche causada por Beija-Flor e Viradouro. E no Carnaval, emoção também pesa. A Tijuca fez tudo certo, mas o impacto foi inevitavelmente menor diante do que já tinha passado pela avenida.

Agora, o que a Beija-Flor fez foi transformar a Sapucaí em um verdadeiro “Bem-Bé”. A escola não apenas desfilou: ela arrebatou. É a grande favorita ao título, sem dúvida. Mas do lado, brigando palmo a palmo, está a Viradouro, que homenageou Cissa e surpreendeu muita gente que criticou o enredo no pré-carnaval. As duas são, com folga, as favoritas. É difícil imaginar que Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Salgueiro, Acadêmicos do Grande Rio ou Unidos de Vila Isabel, que desfilam na terça-feira, consigam tirar o título desse duelo que já está desenhado entre Viradouro e Beija-Flor. O campeonato, hoje, tem duas donas.

Pablo do Arrocha se doeu ao ser comparado com Léo Magalhães e perder

Foto: Internet

Um vídeo antigo do Programa do Ratinho, publicado por Dudu Purcena, reacendeu uma velha discussão que parece mexer com o coração — e com o ego — de quem viveu o auge do arrocha romântico. No video, Ratinho perguntava a sua produtora Beth Guzzo, quem cantava mais alto, Léo Magalhães ou Pablo do Arrocha. Léo estava no programa e puxou a música “Porque Homem Não Chora”, sucesso gravado por ambos cantores. Claro que isso virou combustível para o público de Dudu opinar: afinal, quem canta melhor? Com timbres parecidos e repertórios cheios de agudos emocionados, a comparação é inevitável. Mas o problema é que, dessa vez, parece que Pablo não gostou de estar no mesmo nível de análise.

Dudu Purcena, ao comentar o vídeo, disse o que muita gente pensa: a voz de Léo Magalhães é mais agradável de ouvir. E a internet, claro, comprou a briga. Parte do público ficou do lado de Dudu — mas quem mais perdeu foi o próprio Pablo, que reagiu mal à comparação e, segundo fãs, começou a bloquear perfis que comentaram sobre o assunto, inclusive bloqueando o próprio influencer sertanejo. Uma postura difícil de entender para quem é um dos maiores nomes do gênero no Nordeste e que já deveria estar acima desse tipo de disputa.

O arrocha romântico sempre viveu de emoção, de sentir na pele e na garganta as dores do amor. Mas quando o artista confunde crítica com ataque, perde o encanto. Pablo é gigante, tem história, e não precisava se deixar levar por vaidades. Ainda mais quando Léo Magalhães, com seu jeito mineiro discreto, nem se envolveu na polêmica — preferindo celebrar duas décadas de carreira marcadas por humildade, romantismo e até curiosidades, como o início da fama na pirataria, quando seus CDs eram vendidos como “Eduardo Costa Ao Vivo”.

Enquanto Léo segue sendo a trilha sonora de casais apaixonados e corações partidos, Pablo parece ter se deixado dominar pelo orgulho. E no universo do arrocha, onde a sinceridade é alma da canção, talvez seja hora de lembrar: nenhum timbre é mais bonito do que a humildade.