Categoria: Cinema

Em grande fase, Cinema brasileiro recebe “Vitória” nas telonas

O aguardado filme “Vitória”, dirigido por Andrucha Waddington e Breno Silveira, está chegando nas salas de cinema com estreia nesta semana, 13 de março. A trama é inspirada na história real de Joana Zeferino da Paz, conhecida como Dona Vitória, e é estrelada pela renomada atriz Fernanda Montenegro no papel de Nina/Vitória.

Na narrativa, Nina é uma senhora idosa que, preocupada com a crescente violência em seu bairro, decide registrar a movimentação de traficantes de drogas a partir de sua janela, na esperança de auxiliar as autoridades. Após meses documentando atividades suspeitas, sua iniciativa chama a atenção do jornalista Fábio Gusmão, interpretado por Alan Rocha, que se dispõe a apoiá-la em sua missão.

Alan Rocha, ator, compositor e produtor musical, já demonstrou sua versatilidade artística em diversos projetos. Em “Vitória”, ele incorpora Fábio Gusmão, um jornalista comprometido que desempenha um papel crucial ao dar visibilidade às denúncias de Dona Vitória, evidenciando a importância da imprensa na luta contra a criminalidade e na busca por justiça. O ator vai interpretar um jornalista no cinema mais uma vez, após fazer parte da icônica cena de “Ainda Estou Aqui” durante a foto em que Eunice Paiva diz: “Nós vamos sorrir. Sorriam!”.

Além de Fernanda Montenegro e Alan Rocha, o elenco conta com a brilhante participação de Linn da Quebrada, que vem se destacando cada vez mais no cinema nacional. Com uma atuação elogiada pela crítica, Linn imprime força e sensibilidade à sua personagem, mostrando mais uma vez sua capacidade de transitar entre diferentes gêneros e narrativas. Sua presença no filme reforça o compromisso da produção com a diversidade e a representatividade, elementos cada vez mais essenciais no cinema brasileiro contemporâneo.

“Vitória” chega em um momento em que o cinema nacional vive uma fase extraordinária, com grandes produções conquistando espaço em festivais internacionais e batendo recordes de bilheteria após a conquista de seu primeiro Oscar. O filme promete impactar tanto pela sua temática social quanto pelo alto nível de suas atuações e direção.

Em meio a esse cenário promissor, a produção reafirma a potência do audiovisual brasileiro e a sua capacidade de contar histórias relevantes, emocionantes e transformadoras. Não deixem de conferir!

“Branca de Neve” começa pré-venda e promete sucesso de bilheteria

A tão aguardada adaptação de “Branca de Neve” chega aos cinemas no dia 20 de março com um elenco de peso e uma visão renovada do clássico conto de fadas. Rachel Zegler, que ganhou destaque por seu papel em West Side Story, será a protagonista, trazendo sua interpretação única para a personagem que se tornou sinônimo de inocência e beleza.

Ao seu lado, Gal Gadot assume o papel da imponente Rainha Má, prometendo uma atuação cheia de mistério e poder. O novo trailer recém-lançado revela cenas impressionantes, com efeitos especiais deslumbrantes que transportam o público para um mundo mágico e encantado, repleto de criaturas fantásticas e cenários que devem impressionar os fãs do clássico.

Com direção de Marc Webb (O Espetacular Homem-Aranha), o live-action “Branca de Neve” chega ao público com combos de baldes e copos que devem ser um dos mais bonitos dessa temporada Disney nos cinemas. A animação original está disponível no Disney+ e entrou na lista das mais assistidas da plataforma recentemente, como um esquenta para quem aguarda o filme nas telonas que promete ser sucesso de bilheteria.

Crítica de “A Substância” fica escancarada com premiação na categoria de “Melhor Atriz” no Oscar

Foto: ABC News

O Oscar 2025 trouxe uma das disputas mais intrigantes da categoria de Melhor Atriz dos últimos anos. De um lado, duas veteranas consagradas: Fernanda Torres, aclamada no cinema e na TV brasileira com o filme “Ainda Estou Aqui”; e Demi Moore, um ícone de Hollywood com décadas de carreira que protagonizou o filme “A Substância”. Do outro, uma jovem promessa de apenas 25 anos, Mikey Madison, que acabou levando a estatueta pela atuação em “Anora”.

A ironia que a vitória de Mikey trouxe foi justamente apresentada no longa dirigido por Coralie Fargeat. “A Substância” é um thriller psicológico carregado de simbolismos e críticas sociais. A trama aborda a obsessão da sociedade pela aparência perfeita e pela eterna juventude, explorando até onde as pessoas estão dispostas a ir para manter uma imagem idealizada. Nesta temporada do cinema, Fernanda Torres e Demi Moore entregaram performances arrebatadoras em seus filmes, com camadas de emoção e profundidade, capturando toda a angústia e a decadência das personagens presas nesse ciclo destrutivo.

Fernanda, que há anos escolhe projetos desafiadores e pouco óbvios, teve uma atuação visceral, sendo considerada por muitos críticos como a melhor de sua carreira. Demi Moore, por sua vez, brilhou ao interpretar uma personagem que parecia dialogar diretamente com sua própria trajetória em Hollywood, onde a pressão estética sempre foi uma realidade cruel para as mulheres. Ambas foram aclamadas por suas atuações e chegaram ao Oscar como favoritas. Era o duelo mais justo caso uma delas levasse o prêmio mais concorrido da noite.

No entanto, foi Mikey Madison quem saiu vencedora. A jovem atriz entregou uma performance bacana em “Anora”, mas sua vitória levantou questionamentos, pois sua atuação jamais chega aos pés dos trabalhos de Demi e Fernanda. No fim das contas, o filme que criticava o culto à juventude acabou tendo seu roteiro escancarado ao vivo com a candidata mais jovem entre as indicadas vencendo. Essa escolha só reforça exatamente aquilo que “A Susbtância” pretendia denunciar na indústria. A decisão da Academia pareceu um reflexo irônico da própria realidade que nunca mudará.

A escolha na categoria revoltou a todos, não diminuindo o talento de Madison, que tem uma longa carreira pela frente; mas levantando debates sobre a maneira como Hollywood decide premiar na hora errada quem ainda não mereça. No fim das contas, “A Substância” se mostrou profético dentro do próprio Oscar. A vitória de Mikey Madison reforçou a ideia central do filme, provando que, em Hollywood, a juventude ainda é a substância mais valiosa em seu mundo abstrato.

Nessa premiação, também ficou claro que o lobby para vencer um Oscar ainda é mais importante do que o merecimento de um verdadeiro trabalho. E a crítica feita pelo roteiro insano vivido por Demi no longa foi consolidada para o mundo ver, ao mesmo tempo sendo jogada no lixo pela Academia.

Qual é o seu filme conforto?

Foto: Paramount

Toda semana, sem exceção, eu me sento para assistir O Poderoso Chefão. Não importa quantas vezes eu já tenha visto, sempre encontro algo diferente para admirar. Esse filme é mais do que um clássico do cinema para mim — é um ritual, um conforto, quase como visitar uma família que, de certa forma, já se tornou minha também. Quando preciso refrescar a mente e colocar a cabeça no lugar, busco a ele.

Dirigido por Francis Ford Coppola e lançado em 1972, O Poderoso Chefão não é só uma obra-prima do cinema gangster, mas um dos maiores filmes de todos os tempos. Baseado no livro de Mario Puzo, ele nos leva ao universo da família Corleone, comandada pelo lendário Don Vito Corleone, vivido de forma magistral por Marlon Brando. Mas, para mim, o coração do filme está na transformação de Michael Corleone, interpretado por Al Pacino, como vocês sabem. Ele começa como um jovem que deseja distância dos negócios da família, apenas para ser inexoravelmente arrastado para esse mundo e, no final, se tornar algo ainda mais implacável do que seu pai jamais foi.

O que me fascina nesse filme é o equilíbrio entre brutalidade e elegância. A máfia, retratada aqui, não é apenas violência e crime, mas também lealdade, tradição e uma complexa rede de códigos de conduta. Há cenas que são pura poesia visual, como o casamento de Connie Corleone no início do filme, intercalado com as negociações de Don Vito no escritório, ou a sequência do batizado no final, onde Michael sela seu destino de forma irônica e devastadora. E um dos meus personagens favoritos, Luca Brasi, que no livro é gigante, mas no filme fez sua ponta de 3 minutos que pra mim é o suficiente para amar seu intérprete, Lenny Montana.

Outro ponto que me prende é a trilha sonora de Nino Rota. Aquela melodia principal, melancólica e imponente, me transporta imediatamente para o universo do filme. O simples ato de ouvir a música já me faz sentir como se estivesse prestes a entrar na casa dos Corleone, com seus corredores sombrios e conversas sussurradas. Ah, claro que meu crush pelo Michael é inevitável, mas com a perda de Brasi, quem entra na família para ser o protetor do novo Dom é lindo Al Neri.

Mesmo sabendo de cor cada cena, cada fala icônica (“I’m gonna make him an offer he can’t refuse”), cada olhar de Don Vito ou Michael, eu nunca me canso e faço esse compromisso semanal onde quer que eu esteja. Assistir O Poderoso Chefão não é apenas um hábito, é uma forma de reencontrar personagens que já se tornaram parte da minha vida. Para mim, esse filme não envelhece e não perde o impacto. Pelo contrário, ele só se torna mais fascinante a cada nova vez que eu o vejo e me faz de alguma forma mais forte para encarar meus medos ou desafios.

Acabei de assistir Capitão América: Admirável Mundo Novo

Pintei o cabelo, fiz a unha, botei meu blazer de trabalho que uso nas corridas da Turismo Carretera e fui ver o primeiro filme de Sam Wilson como Capitão América. Me arrependi Definitivamente, não!

Capitão América: Admirável Mundo Novo” é uma adição marcante ao Universo Cinematográfico Marvel, consolidando Sam Wilson, interpretado por Anthony Mackie, como o novo líder dos Vingadores. O filme surpreende ao apresentar uma narrativa coerente e envolvente, que mantém o espectador atento do início ao fim.

O elenco é um dos pontos altos da produção. Anthony Mackie entrega uma performance sólida como Capitão América, trazendo profundidade e carisma ao personagem, o que já tinhamos visto na série ‘Falcão e o Soldado Invernal’. Harrison Ford, assumindo o papel do Presidente Thaddeus “Thunderbolt” Ross, adiciona a melhor experiência ao filme se tornando o Hulk Vermelho. Enquanto Giancarlo Esposito brilha como o enigmático vilão Sidewinder, trazendo sua já conhecida intensidade para o papel.

Danny Ramirez é outro craque no filme que traz muito carisma e nos deixa aflitos na poltrona sendo o novo Falcão, Joaquin Torres. Mas vilão mesmo é o personagem de Tim Blake Nelson, o insuportável Samuel Sterns, como nos quadrinhos. Para os amantes de ação, o filme é um prato cheio. As sequências de combate são bem coreografadas e emocionantes, garantindo adrenalina e entretenimento de alta qualidade. E em meio aos desafios que o Capitão enfrenta, também tem reencontros que deixa nosso coração acelerado.

No entanto, um ponto que pode gerar discussões é o novo traje do Capitão América. Alguns espectadores podem sentir que o design do uniforme busca ocultar a identidade racial de Sam Wilson, possivelmente para atender a mercados internacionais específicos. Essa escolha estética pode ser vista como uma tentativa de neutralidade, mas também levanta questões sobre representatividade e autenticidade cultural.

Em suma, “Capitão América: Admirável Mundo Novo” é uma obra que equilibra ação intensa com uma narrativa significativa, se destacando pelas atuações notáveis de seu elenco estrelar. Apesar de algumas escolhas questionáveis no traje, o filme solidifica a posição de Sam Wilson como uma figura central no futuro do MCU. E lebram das críticas ao CGI e roteiro do filme? Esqueçam todas. Vá se divertir e dar o ponta-pé inicial nas produções da Marvel neste ano!

Discurso de Leonardo DiCaprio no Oscar completa nove anos e nada mudou

Foto: ABC News

Em fevereiro de 2016, Leonardo DiCaprio subiu ao palco do Oscar para, enfim, receber sua tão aguardada estatueta de Melhor Ator, por seu desempenho em O Regresso. Ao invés de se ater aos agradecimentos tradicionais ou fazer desabafos de vingança pelas indicações anteriores não vencidas, ele usou seu discurso para falar sobre um tema que sempre foi uma de suas principais bandeiras: o meio ambiente. DiCaprio alertou o mundo sobre o aquecimento global, a destruição de ecossistemas, o desrespeito às populações indígenas e a necessidade urgente de agir antes que fosse tarde demais.

Ele destacou que 2015 havia sido o ano mais quente da história e deixou um aviso claro: “Não tomemos este planeta como algo garantido”. Nove anos depois, a tragédia anunciada em seu discurso não só se confirmou, como se agravou. Se em 2016 a marca de 2015 como o ano mais quente da história parecia assustadora, os recordes de temperatura continuaram sendo quebrados ano após ano. Em 2024, o planeta enfrentou o ano mais quente já registrado, e as previsões apontam que 2025 pode ser ainda pior.

Ondas de calor extremo, incêndios florestais incontroláveis, secas prolongadas e furacões cada vez mais destrutivos tornaram-se a norma, não a exceção. Os mesmos cientistas que alertavam sobre isso na época do discurso de DiCaprio agora falam com desespero sobre a inação dos governos e a continuidade do modelo econômico baseado na exploração sem limites da natureza. No seu discurso, Leo foi infático ao dizer que era hora de parar a procastinação em relação ao cuidado do planeta.

A destruição das florestas tropicais, outro ponto mencionado por DiCaprio, também se intensificou nos últimos anos. A Amazônia continua sofrendo com desmatamentos recordes, incentivados por interesses econômicos e políticos que priorizam a expansão do agronegócio e da mineração em detrimento da preservação ambiental. Povos indígenas, que ele citou como “aqueles na linha de frente da luta para proteger nosso planeta”, seguem sendo assassinados e expulsos de suas terras em conflitos muitas vezes ignorados pela mídia global. Os compromissos assumidos por líderes mundiais em cúpulas ambientais continuam sendo pouco mais do que discursos vazios, sem mudanças estruturais significativas.

O alerta de DiCaprio sobre o aquecimento global também se provou mais urgente do que nunca. Na época, os líderes internacionais comemoravam o Acordo de Paris, assinado em 2015, como um marco na luta contra as mudanças climáticas. No entanto, nove anos depois, muitos países falharam em cumprir suas metas de redução de emissões de carbono. Aliás, muitos países já saíram do acordo firmado. A queima de combustíveis fósseis segue em alta, a transição para energias renováveis avança de forma desigual, e corporações continuam colocando seus lucros acima do futuro do planeta. A consequência disso é um cenário onde a temperatura global se aproxima perigosamente de um ponto irreversível.

A fala de DiCaprio em 2016 foi certeira ao dizer que o clima “está mudando agora, mais rápido do que qualquer cientista havia previsto”. Se naquele momento os sinais do colapso climático já eram visíveis, agora eles são impossíveis de ignorar. O problema não é mais um risco distante para as próximas gerações, mas uma realidade que já impacta milhões de pessoas com desastres naturais cada vez mais frequentes e intensos. Mesmo assim, a resposta global continua lenta e insuficiente. O mesmo alerta que DiCaprio fez há nove anos poderia ser repetido, palavra por palavra, hoje – só que agora em um contexto ainda mais grave. E pelo caminho que estamos seguindo, caso o ator volte a ganhar mais um Oscar, seu discurso nem mudará e será ainda mais desesperador.

Nove anos depois daquele discurso histórico, apenas o que mudou foi a intensidade da crise ambiental, não a postura da humanidade. Continuamos tratando o planeta como um recurso inesgotável, ignorando os avisos da ciência e deixando que interesses econômicos falem mais alto do que a necessidade de sobrevivência. Se em 2016 Leonardo DiCaprio pediu ação antes que fosse tarde demais, em 2025 a pergunta que fica é: ainda temos tempo para mudar o curso da história, ou já passamos do ponto de não retorno? Talvez o meteoro seja a única salvação!