Categoria: Cinema

Lilo & Stitch: Funciona mais pra geração Enzo do que pra geração do desenho

Roteiro deixou a desejar pela mega promoção feita. Geração Enzo/Valentina dão um banho de educação nas sessões, enquanto os adultos não calam a boca. Até quando?

Foto: Disney Plus

A versão live-action de Lilo & Stitch chegou cercada de expectativa e nostalgia. A divulgação foi pesada, a promessa era grande — afinal, estamos falando de um clássico querido da geração que cresceu vendo o desenho original nas tardes de sábado ou nas fitas VHS. Mas, no fim das contas, o que entregaram foi um filme com ritmo arrastado, que tenta, sem muito fôlego, alcançar o coração dos fãs antigos.

O roteiro demora a engatar e parece se esforçar demais para parecer “fofinho”, o que tira um pouco da naturalidade da história. A relação entre Lilo e Stitch ainda é o ponto alto, mas falta aquele calor que o original sabia oferecer — aquele que fazia a gente rir, chorar e repetir a frase “ohana quer dizer família” com os olhos cheios d’água. No entanto, o filme funciona — só que para outro público.

Dá pra perceber que ele foi pensado muito mais para a geração “Enzo/Valentina” do que pra quem já sabe de cor a trilha sonora original. É leve, colorido, rende algumas risadas e entrega uma boa mensagem sobre amizade verdadeira e os valores que realmente importam. No fim, é um típico “Sessão da Tarde”: passa o tempo, diverte em momentos pontuais, mas não emociona de verdade. Pra quem cresceu com o desenho, fica aquele gostinho de que poderiam ter feito mais. Ou, pelo menos, feito melhor.

Ao menos, a experiência de ir ao cinema ainda é válida só pela abertura lindíssima da Disney que sempre nos transporta para aquele mundo onde um rato nos comanda. Falando na geração Enzos, que torcem para o P$G, eles tem dado um show de educação no cinema atualmente. Desde “Moana” e outros filmes “infantis”, tenho tido boas experiências com crianças no cinema. Em compensação, os adultos estão cada dia piores. Parece que desaprenderam a se comportarem no cinema pós-pandemia.

Que falta faz o Wolverine mandando o pessoal calar a boca e desligar o celular durante a sessão antes do filme começar. Por essas e outras, muitas pessoas estão esperando os filmes nos streamings para verem no conforto do seu lar sem ninguém atrapalhar. Errados não estão. Aliás, Lilo & Stitch é um dos filmes que também valem a pena esperar em casa. Guarde seu dinheiro para os próximos lançamentos ou pro Missão Impossível – O acerto final (esse sim, precisa ser vivido na telona).

Missão Impossível – O Acerto Final: Filme caberia em 2h, mas entrega na ação como ninguém

Foto: IMAX

Ethan Hunt está de volta em Missão Impossível – O Acerto Final. E se esse realmente for o capítulo final da franquia com Tom Cruise à frente, ele encerra sua trajetória com um salto digno de aplausos. A missão é, como sempre, impossível, mas o que vemos na tela é um espetáculo coreografado com precisão, adrenalina e o carisma habitual do protagonista. O filme começa de forma morna, é verdade — a primeira hora tem um ritmo meio arrastado, com diálogos extensos e uma construção narrativa que poderia ter sido mais enxuta. Em termos de duração, duas horas bastariam. Mas quando o filme engrena, ele simplesmente voa e entrega tudo o que os fãs da franquia mais ama.

Sai da sessão sem arrependimentos de ter ido ver o filme em plena segunda – e aliviada que nenhuma notícia ruim chegou no meu celular em 3 horas de modo avião. As sequências de ação são intensas, bem filmadas, criativas e colocam muitos outros blockbusters recentes no bolso. É um prato cheio para quem gosta de adrenalina, perseguições bem coreografadas, tiroteios e explosões milimetricamente cronometradas que tiram o fôlego. Para quem não acompanha a saga desde o início, é um filme que entretém com força, sem exigir conhecimento profundo dos anteriores.

Tom Cruise, mais uma vez, prova por que se tornou sinônimo do gênero. Ele não apenas interpreta Ethan Hunt — ele é o Ethan Hunt. Seu comprometimento com as cenas perigosas e a entrega física ao personagem continuam impressionando. Mesmo com uma “idade já avançada” para filmes de ação, Cruise não decepciona e reafirma sua paixão pelo cinema como espetáculo. É quase impossível pensar em outro ator com tamanha dedicação ao gênero.

Missão Impossível 8 talvez não vá brilhar nas grandes premiações, mas não é esse o propósito. O filme é uma experiência visual, algo que deve ser vivido na sala de cinema, com som potente e tela grande. Não é uma produção para esperar chegar no streaming. Vale cada centavo do ingresso, e é, sem dúvida, um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. Um marco de encerramento que honra tudo o que a saga construiu.

E o melhor: Maio veio para limpar a barra de abril, que foi um mês fraco, quase desolador para os cinéfilos. Agora, com Missão Impossível 8 e outros grandes títulos em cartaz, quem ama cinema finalmente pode comemorar. Maio está sendo um presente — e O Acerto Final é um dos laços mais vistosos desse pacote.

Karate Kid – Legends: Estilo “Sessão da Tarde”, filme entrega no fanservice

Não precisa assistir a todos os filmes da franquia para se divertir e entender o roteiro – como faz a pirâmide da Marvel

Foto: Arquivo pessoal

Karate Kid – Legends é aquele tipo de filme que acerta em cheio quem cresceu admirando os ensinamentos de Sr. Miyagi ou se emocionou com os embates de Daniel LaRusso e seus rivais. Hoje assisti ao longa e, com toda sinceridade, saí com um sorriso no rosto. Ele não tenta ser o filme mais original ou premiado do ano — e nem precisa. O que ele entrega é puro fanservice feito com carinho, embalado por uma narrativa que mescla ação, emoção e aquela boa dose de nostalgia que faz a gente se sentir em casa.

O roteiro, embora simples, é envolvente. Tem ritmo, tem coração e, principalmente, tem respeito pelos personagens e pela mitologia da franquia. O estilo é totalmente “Sessão da Tarde” — no melhor dos sentidos. É leve, direto, cheio de momentos clássicos de superação e reviravoltas previsíveis que a gente já espera, mas que continuam funcionando. As cenas de ação são bem coreografadas e pontuadas por um sentimento de legado, mostrando que o espírito do karatê vai muito além dos tatames.

É verdade que não estamos diante de uma obra-prima. Esse não é um filme que vai disputar Oscar nem mudar os rumos da sétima arte. Mas ele não tem essa pretensão. “Legends” foi feito para quem ama essa história, para quem vibrou com cada golpe e lição de vida ao longo das décadas. É um tributo que conversa com o passado e passa o bastão para o futuro, sem forçar modernidade nem perder a essência.

O filme também cumpre bem sua missão de mostrar como o esporte — neste caso, o karatê — é apenas a superfície de algo muito maior: a formação do caráter, a honra, o equilíbrio, a disciplina. Dessa vez, até o boxe tem espaço no filme como a nobre arte que faz sucesso em outras trilogias no cinema. Valores que continuam sendo o cerne da narrativa, mesmo com personagens novos ou mais velhos assumindo novos papéis. É bonito ver como a franquia consegue, com simplicidade, emocionar e inspirar sem precisar gritar. Ah, tem música do meu marido Dr. Dre (fanfic) na trilha sonora.

Por fim, Karate Kid – Legends é uma carta de amor aos fãs. E como fã, só posso dizer que fui bem correspondido. Ver Ralph Macchio e Jackie Chan juntos em cena é um presente para quem acompanhou suas trajetórias separadas no universo da franquia. A química entre os dois funciona e dá peso à ideia de legado. Ao lado deles, Ben Wang se destaca como o novo rosto do karatê, trazendo frescor e carisma ao personagem que representa a nova geração. Saí da sessão com a sensação de ter reencontrado velhos amigos e de que, mesmo com o tempo passando, algumas histórias ainda sabem lutar — e vencer — para nos fazer refletir sobre nossas batalhas do dia a dia.

A soberba voltou: Thunderbolts* é um dos melhores filmes da Marvel em anos

Foto: Marvel Studios

Acabei de sair da sessão de Thunderbolts* e estou completamente impactada! Que filmaço! A Marvel conseguiu se reinventar de uma forma ousada, intensa e absolutamente envolvente. Eu entrei na sala do cinema com baixas expectativas, confesso, para não me frustrar, mas nada me preparou para a grandiosidade dessa obra. É simplesmente um dos melhores filmes que o estúdio já produziu — e não digo isso com exagero. A história é bem amarrada, o elenco entrega tudo e mais um pouco, e a direção é corajosa, com cenas que vão ficar na minha cabeça por muito tempo pela emoção e qualidade.

O que mais me impressionou em Thunderbolts* foi a forma como o filme trata os personagens. Todos eles têm profundidade, dilemas reais, camadas que tornam impossível rotulá-los como vilões ou heróis. São anti-heróis, sim, mas com alma, com conflitos humanos e cenas de redenção que me emocionaram de verdade. Ver figuras como Yelena, Bucky, Red Guardian e até o US Agent interagindo, brigando, se entendendo — foi uma montanha-russa emocional. E eles são os personagens mais parecidos com nós, meros mortais que superam seus dilemas e desafios.

O roteiro é afiado, cheio de diálogos marcantes e reviravoltas que tiram o fôlego. A ação, claro, é um espetáculo à parte. As cenas de lutas, a construção das sequências explosivas e o uso impecável dos efeitos visuais deixam claro que estamos vendo a Marvel no seu melhor estado de forma. Mas Thunderbolts* vai além da pancadaria. Ele tem algo que poucos filmes do estúdio tiveram: coragem para explorar zonas cinzentas da moralidade e mergulhar fundo no psicológico dos seus protagonistas.

O filme também acerta muito na trilha sonora, na fotografia mais sombria e até no ritmo — que é bem diferente do padrão Marvel. Vocês vão perceber isso logo no início, na famosa vinheta de abertura. E isso, pra mim, é um mérito enorme. Thunderbolts* tem identidade própria, não tenta imitar o que já foi feito antes. Ele constrói seu espaço dentro do universo Marvel com firmeza, personalidade e autenticidade. A química entre os personagens é real, viva, e eu já tô torcendo pra ver essa equipe reunida de novo em breve.

Sério, fui embora do cinema com a sensação de ter assistido a algo memorável. Thunderbolts* é o tipo de filme que nos lembra por que a gente ama esse universo — e mostra que ainda há muito gás nessa franquia. Se você curte histórias com peso, emoção, ação de alto nível e personagens imperfeitos que você aprende a amar, assista que vale a pena. Que obra-prima. Marvel, querida, você voltou, enfim, à grande forma e acertou em cheio!

OBS: Fiquem até o final para ver todas as cenas pós-crédito. E cheguem mais cedo para ver o trailer de Superman com o nosso mascote Krypto arrasando (:

Mesmo sem o Oscar de Melhor Filme, Conclave sai como grande vencedor da temporada

Foto: Prime Video

A obra-prima Conclave é, indiscutivelmente, o grande vencedor da última temporada do cinema, mesmo sem levar o prêmio de Melhor Filme no Oscar 2025. A obra se destacou por estar profundamente conectada com a realidade, trazendo uma narrativa que tocou o público de forma intensa e inesperada. É raro ver um filme com temática religiosa — ainda mais ligado à igreja católica — gerar tanta comoção e torcida genuína. E Conclave fez isso com sobriedade, talento e sensibilidade, sem apelar ou forçar emoções.

A forma como o filme foi feito também explica seu impacto. Entre todos os indicados, Conclave era o mais coerente, o mais sólido em termos de estrutura e mensagem. A direção foi precisa, o elenco brilhou com atuações marcantes e a história foi conduzida com o equilíbrio raro entre emoção e reflexão. Era o tipo de filme que deixava o espectador em silêncio no final, absorvendo tudo o que tinha visto. E convenhamos: quem, anos atrás, imaginaria que o público torceria tão intensamente por um filme católico?

A derrota, no fim das contas, teve gosto de injustiça. Não porque perder faz parte — e faz —, mas porque o filme que venceu, A Nora, não entregou o suficiente para justificar o prêmio de Melhor Filme. Não teve a força emocional, a relevância temática nem a mesma consistência narrativa. Foi uma escolha que muitos viram mais como política do que como mérito artístico, e isso só reforçou o quanto Conclave merecia mais.

Ainda assim, Conclave não saiu de mãos abanando: levou para casa o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado — e com justiça. A adaptação foi fiel ao livro sem perder o ritmo cinematográfico, transformando páginas em cenas com uma naturalidade impressionante. Foi uma obra impecável, tanto pelo cuidado com os detalhes quanto pela profundidade dos diálogos e personagens. Um roteiro que soube respeitar a essência da história e elevar seu impacto para a tela grande.

E como se tudo isso já não bastasse, Conclave chegou ao Prime Video exatamente na semana em que sua história se repete, agora, na vida real. A coincidência da morte do Papa Francisco ampliou ainda mais o simbolismo do filme e reafirmou seu lugar como o grande título da temporada. Mesmo sem a estatueta principal, Conclave venceu no que mais importa: na relevância, na entrega e no coração do público. E isso, no fim das contas, vale mais que qualquer prêmio. E se o longa amanheceu nesta segunda-feira em 2º lugar entre os mais assistidos na plataforma, amanhã vai acordar no topo, onde deverá permanecer por muito tempo.

Acredite: Krypto está sofrendo hate nas redes sociais

Gente tóxica tem reclamado da performance do dog no trailer de Superman;

Foto: Warner Bros

NESSAS HORAS A GENTE TORCE PRO TRUMP APERTAR O BOTÃO ATÔMICO E EXPLODIR TUDO! Criticar CGI, atores, roteiro e direção é algo normal no mundo nerd antes mesmo de um filme estrear nos cinemas. Mas agora, extrapolaram a noção de vez. Críticas incontáveis surgiram na última semana direcionadas ao querido Krypto, doguinho que promete roubar toda a atenção no novo filme de “Superman” interpretando o Supercão. O aguardado logametragem, dirigido por James Gunn, tem sua estreia prevista para 10 de julho deste ano com altas chances de ser a obra do ano na sétima arte.

O personagem Krypto, tradicionalmente conhecido nos quadrinhos como o leal companheiro de Superman, terá um papel significativo na nova adaptação cinematográfica. Historicamente, ele é um cão originário de Krypton, enviado à Terra, onde desenvolve habilidades semelhantes às de Superman. Um pulo dele derruma muita gente. Nos quadrinhos, ele simboliza a conexão de Clark Kent com suas raízes kryptonianas e oferece apoio emocional ao herói, o ajudando em importantes momentos.

No filme de Gunn, Krypto manterá essa origem alienígena, reforçando sua ligação profunda com Superman. A inspiração para a inclusão de Krypto no filme veio do próprio cachorro de James Gunn, chamado Ozu. O cineasta adotou Ozu durante o processo de escrita do roteiro e compartilhou que o comportamento desafiador do animal o fez refletir sobre como seria lidar com um cão superpoderoso. Essa reflexão levou à decisão de integrar Krypto à narrativa do filme. 

Diferentemente de algumas adaptações anteriores, onde Krypto possuía a habilidade de falar, James Gunn esclareceu que, nesta versão, o Supercão se comunicará apenas por meio de latidos, mantendo-se fiel ao comportamento canino realista. Além disso, Gunn destacou que embora Krypto seja frequentemente retratado como um cão branco genérico, sua versão no filme será multiversal, não se encaixando necessariamente em raças terráqueas específicas.

A presença de Krypto no filme de Superman promete adicionar uma camada emocional e nostálgica à história, explorando a relação única entre o herói e seu fiel companheiro canino. No trailer lançado recentemente, o público pode ver que o dog será muito espuleta e sagaz. E foi justamente isso que incomodou algumas pessoas. Estavam reclamando que ele pulou demais durante sua performance em minutos de trailer. Onde já se viu isso?!

Bom, os fãs sensatos aguardam ansiosamente para ver como essa dinâmica será retratada nas telonas. Segundo críticos americanos que assistiram a uma exibição do filme na semana passada, “Superman” tem um tom leve na sua história e promete ser mais coração do que razão. Vindo de James Gunn, a expectativa só aumenta para vermos toda ação de David Corenswet e seu escudeiro Krypto.

Foto: DC Comics