Categoria: Cinema

Smurfs: Trilha sonora e aventuras seguram o filme dos azuis

Foto: Paramount

Eles voltaram com tudo. “Smurfs” é aquele tipo de filme que conquista logo de cara pela leveza, pelo bom humor e, claro, pela trilha sonora contagiante. Mesmo com um roteiro que em alguns momentos escorrega para o lado mais previsível ou preguiçoso, a produção compensa com carisma, ritmo e um visual encantador. É difícil sair da sessão sem sorrir, cantarolar alguma música ou se apegar a algum dos pequenos personagens azuis.

A trilha sonora é, sem dúvidas, um dos pontos altos do filme. Ela embala a narrativa com energia, cria atmosfera nas cenas mais emotivas e dá o tom das aventuras com um frescor que agrada desde o público infantil até os adultos nostálgicos que cresceram acompanhando os Smurfs. A trilha dessa vez é reforçada pelo brilho e talento de Rihanna.

Mas o que realmente torna o filme especial é a mensagem que ele carrega: a importância de descobrir nosso dom, nosso talento único — e entender que nunca é tarde para isso. Em um mundo que pressiona por respostas rápidas e caminhos prontos, os Smurfs nos lembram que cada um tem seu tempo e que o processo de autodescoberta é tão importante quanto o resultado final.

Para esse mês das férias, “Smurfs” é um filme que diverte, embala e inspira qualquer geração. Uma mistura de fofura, comédia e reflexão leve que faz valer o tempo na frente da tela. No entanto, o filme estreia em um mês concorrido de franquias pesadas como Jurrassic Park, Superman, o badalado Formula 1 e o futuro bilionário Lilo & Stitch.

Superman: O filme do ano até aqui com Krypto protagonista

Um novo fôlego para a DC, que ela e o mundo pop precisavam

Foto: Arquivo pessoal

O novo Superman, dirigido por James Gunn, é tudo o que os fãs da DC estavam esperando — e muito mais. No estúdio que vinha mergulhado em um marasmo criativo e cheio de incertezas, Gunn entrega um filme que não só reinventa o maior herói de todos os tempos, como também dá início a uma nova era do universo DC nos cinemas. É um recomeço promissor, cheio de alma, humanidade e, o mais surpreendente de tudo, com um protagonista inusitado: o adorável cachorro Kripto.

A história equilibra com maestria a grandiosidade do Superman com um lado emocional raramente explorado com tanta sensibilidade. O herói vivido por David Corenswet mostra um Clark Kent mais próximo das pessoas, com dúvidas, dores e escolhas difíceis. É um Superman humano — no melhor sentido possível — que representa um símbolo não só de força, mas de empatia, responsabilidade e esperança.

Mas quem rouba a cena de verdade é Krypto. O supercão, que poderia facilmente ser apenas um alívio cômico ou uma fofura acessória, acaba sendo o fio condutor das batalhas do longa. Carismático, corajoso e extremamente expressivo (agressivo também), Krypto não só salva o dia em várias cenas como também salva a própria narrativa, trazendo leveza e profundidade ao mesmo tempo. Ele é, sem exagero, o coração do filme.

Outro destaque inquestionável é a fotografia. Cada enquadramento parece ter sido pensado com cuidado extremo, mesclando tons clássicos de quadrinhos com uma estética moderna e cinematográfica. As cenas de voo, as lutas e os momentos mais íntimos são todos visualmente deslumbrantes, com uma paleta que respeita as raízes do Superman, mas também aponta para algo novo e ousado. O vilão Lex Luthor (que tá a cara do rapper Pitbull), também rouba a cena.

Por enquanto, Superman é, com folga, o filme do ano valendo cada centavo do ingresso. James Gunn mostra que sabe brincar com o épico e o íntimo, o simbólico e o emocional. Com um roteiro afiado, atuações carismáticas e uma visão clara de futuro, ele entrega o que os fãs pediam havia anos: um filme com alma. E sim, Krypto é o herói que a gente não sabia que precisava. Vai vender funko e pelúcia como água no deserto.

DC vs Marvel agora é Krypto vs Dogpool

Foto: Reprodução

Esqueça os duelos épicos entre Batman e Homem de Ferro ou Mulher-Maravilha e Capitã Marvel. O verdadeiro embate entre DC e Marvel agora atende por quatro patas, muito carisma e latidos que conquistaram o coração do público.

De um lado, temos a fofa e irreverente Dogpool, sensação do ano passado no sucesso Deadpool & Wolverine. Ela não só arrancou risadas, mas também ajudou a levar o filme ao cobiçado bilhão nas bilheterias roubando a cena. Do outro, chega agora o adorável Krypto chega ao cinema com um hype absoluto. O Supercão, que fará sua estreia oficial no universo cinematográfico da DC no novo filme “Superman”, com pré-estreia neste dia 8 de julho e lançamento oficial no dia 10.

A britânica Peggy, que deu vida a querida Dogpool, virou uma estrela instantânea com seu jeitinho desengonçado e cheio de atitude. Adotada por um casal inglês ainda filhote e descoberta por Ryan Reynolds, ela trouxe frescor, representatividade canina e uma dose extra de humor ao filme da Marvel. Agora, Dogpool é praticamente uma heroína de tapete vermelho — com coleira estilosa e tudo vestida nas cores do Deadpool. Aguardamos sua presença em “Vingadores Doomsday” (cof cof)…

Mas a DC não ficou para trás. Em “Superman”, dirigido por James Gunn, quem ganha os holofotes é Krypto, o inseparável companheiro do maior super-herói do nosso planeta. Embora o personagem seja criado em CGI, sua alma e movimentos são inspirados em Ozu, o cão do próprio diretor Gunn. Um toque pessoal e emocionante que promete deixar o público com aquela sensação de fofura — e um sorriso no rosto — sempre que o branquinho de capa vermelha aparecer em cena.

Além da rivalidade clássica entre estúdios, o embate entre Dogpool e Krypto é o reflexo de uma nova fase no cinema de super-heróis, que aposta no inesperado, no emocional e, claro, na sagacidade canina para arrebatar o público que segue criterioso no cinema. Quem ganha essa disputa? Os fãs e cinéfilos, é claro, que agora podem torcer por dois heróis de quatro patas — cada um com seu estilo, sua história e sua gigante fofura na sétima arte.

Então, prepare-se: enquanto os humanos salvam o mundo, os cachorros estão salvando o cinema. E falta poucos dias para vermos a estreia tão aguardada de Krypto, que tem tudo para ser o dog do ano!

“Jurassic World: Recomeço“ vale pelo entretenimento e nostalgia

Foto: Universal Pictures

Jurassic World: Recomeço chegou aos cinemas com a difícil missão de honrar um legado que começou lá nos anos 1990, sob o comando visionário de Steven Spielberg. Apesar de o roteiro seguir uma linha já conhecida dos fãs — com humanos em conflito direto com dinossauros em um ambiente fora de controle —, o novo longa consegue se destacar pelo que entrega além da história: uma experiência visual impressionante e um resgate bem-feito da essência original. Mesmo com críticas à trama, o filme consegue fisgar o espectador pela aventura envolvente e pela força do seu conjunto técnico.

Sob a direção competente de Gareth Edwards, conhecido por seu olhar detalhista e domínio sobre efeitos visuais (como visto em Rogue One), o filme ganha camadas de tensão e imersão que elevam a narrativa. Edwards não tenta reinventar a roda, mas lapida o material com precisão, respeito e uma clara admiração pelo universo jurássico. Sua direção é inteligente ao valorizar os silêncios, os olhares e os momentos de pura contemplação, algo que Spielberg sempre soube fazer tão bem. E aqui, essa influência é sentida, mas sem parecer cópia — é homenagem com personalidade.

A fotografia do longa é um espetáculo à parte. Desde os enquadramentos amplos das paisagens selvagens até os closes dramáticos nos personagens diante do perigo iminente, tudo contribui para a construção de uma atmosfera envolvente e, muitas vezes, hipnotizante. A luz natural é bem aproveitada em cenas de tensão, e os contrastes entre natureza e tecnologia são marcantes — remetendo, inclusive, ao conflito central da própria franquia: o controle humano sobre o incontrolável.

O elenco também brilha ao sustentar a história com performances sólidas, mesmo quando o roteiro não oferece grandes reviravoltas. A química entre os personagens é convincente, e há espaço tanto para os veteranos quanto para novos rostos que injetam energia à trama. A nostalgia também cumpre bem seu papel, sendo dosada com inteligência para agradar tanto os fãs antigos quanto quem está chegando agora ao universo Jurassic.

Apesar das ressalvas que cercam a trama, Jurassic World: Recomeço vale a pena ser visto. A aventura é empolgante, o visual é muito bacana e a direção de Edwards mostra que ainda há espaço para boas histórias nesse universo de dinossauros e ambição humana. Melhor que os últimos capítulos da era Jurassic World, o novo filme prova que, quando há respeito ao material original e cuidado técnico, a magia pode — e deve — ser revivida. Vale a pena pelo entretenimento.

Agora, se não tiver com tanta vontade de gastar seu rico dinheiro no cinema nessa semana, aguarde 6 dias para ver o maior super-herói de todos chegando nas telonas a partir do dia 08!

F1: Apesar da atuação nível Fiuk de Brad Pitt, filme entrega tudo nas cenas de corrida

Foto: Arquivo pessoal

O filme Fórmula 1 – F1 chegou com promessa de velocidade, emoção e o charme dos bastidores da categoria mais glamourosa do automobilismo mundial. E, de fato, quando se trata de emoção e adrenalina, o filme entrega tudo. A presença da Fórmula 1 como protagonista nas cenas de corridas em circuitos emblemáticos é o que realmente segura a atenção do público – não é pela atuação do Brad Pitt, infelizmente.

Brad Pitt, que interpreta o veterano piloto que tenta voltar ao topo, entrega uma performance abaixo do esperado. Em certos momentos, lembra o Fiuk nos tempos de Malhação ou A Força do Querer. Faltou uma dedicação a mais, faltou verdade. Ele está lá, mas a gente não sente ele lá. No entanto, é justamente por isso que o esporte brilha ainda mais: porque o que emociona é a Fórmula 1 em si, não o drama encenado.

O diferencial do filme está na presença de pilotos reais e figuras autênticas do paddock, o que dá um gostinho quase documental. Ver nomes de verdade em meio à ficção é um presente para os fãs. E já que é pra dar um spoilerzinho (o único, prometo): Toto Wolff aparece e rouba a cena com sua beleza. Pra mim, ele é o verdadeiro galã da Fórmula 1 – e vê-lo na telona foi um prazer à parte mesmo que em segundos de participação.

As imagens são espetaculares. Elas que carregam o filme nas costas. A fotografia impressiona, com tomadas que colocam o espectador dentro dos carros, sentindo a pressão, o barulho, a velocidade. A parte técnica do filme é um show. O som, o ritmo das corridas, tudo faz a gente vibrar ao assistir. É daqueles filmes que você sai querendo acelerar por aí (com responsabilidade, claro).

No fim das contas, F1 é uma experiência cinematográfica que vale pela emoção do esporte, pela qualidade visual e pelo respeito à Fórmula 1 como espetáculo. Só não espere muito do Brad Pitt, como já disse. Nesse grid, ele largou mal e ficou preso no pelotão do meio. Os demais do elenco estão com boas atuações.

Elio: Animação tem uma boa história com execução instável

Foto/Reprodução: Disney Plus

Elio, nova aposta da Pixar, parte de uma premissa encantadora: um garoto tímido e criativo acaba sendo confundido com o líder da Terra por uma organização intergaláctica. A história tinha tudo para ser uma jornada emocionante sobre amadurecimento, empatia e pertencimento — mas esbarra em escolhas de roteiro que deixam a narrativa mais rasa do que poderia ser.

O universo apresentado é visualmente bonito e cheio de potencial, mas pouco explorado. Ao invés de mergulhar nas nuances das civilizações alienígenas e no impacto real dessa confusão diplomática, o filme prefere se concentrar em situações repetitivas e diálogos que nem sempre conduzem a trama de forma eficaz. Fica uma sensação constante de “quase lá”.

O protagonista, Elio, é um caso à parte. Embora seja fácil se identificar com suas inseguranças e seu desejo de ser ouvido, sua personalidade às vezes escorrega para o irritante. Em vários momentos, suas reações soam forçadas ou exageradas, o que dificulta a conexão emocional com o público. Felizmente, o arco do personagem se fecha com mais maturidade e entrega uma redenção satisfatória, ainda que previsível.

No fim das contas, Elio é um filme com alma, mas que tropeça na execução. A mensagem sobre identidade e pertencimento está lá — só precisava de um roteiro mais coeso e corajoso para brilhar de verdade. Uma boa ideia que merecia ter ido além. Sai da sessão com a mesma sensação de Lilo & Stitch, dava pra ser sido melhor. Vale o ingresso se você estiver com tempo e sem opção pra ver no cinema. Em questões técnicas, a qualidade está impecável como tudo que a Pixar e a Disney fazem juntas.