Categoria: Cinema

Discurso de Leonardo DiCaprio no Oscar completa nove anos e nada mudou

Foto: ABC News

Em fevereiro de 2016, Leonardo DiCaprio subiu ao palco do Oscar para, enfim, receber sua tão aguardada estatueta de Melhor Ator, por seu desempenho em O Regresso. Ao invés de se ater aos agradecimentos tradicionais ou fazer desabafos de vingança pelas indicações anteriores não vencidas, ele usou seu discurso para falar sobre um tema que sempre foi uma de suas principais bandeiras: o meio ambiente. DiCaprio alertou o mundo sobre o aquecimento global, a destruição de ecossistemas, o desrespeito às populações indígenas e a necessidade urgente de agir antes que fosse tarde demais.

Ele destacou que 2015 havia sido o ano mais quente da história e deixou um aviso claro: “Não tomemos este planeta como algo garantido”. Nove anos depois, a tragédia anunciada em seu discurso não só se confirmou, como se agravou. Se em 2016 a marca de 2015 como o ano mais quente da história parecia assustadora, os recordes de temperatura continuaram sendo quebrados ano após ano. Em 2024, o planeta enfrentou o ano mais quente já registrado, e as previsões apontam que 2025 pode ser ainda pior.

Ondas de calor extremo, incêndios florestais incontroláveis, secas prolongadas e furacões cada vez mais destrutivos tornaram-se a norma, não a exceção. Os mesmos cientistas que alertavam sobre isso na época do discurso de DiCaprio agora falam com desespero sobre a inação dos governos e a continuidade do modelo econômico baseado na exploração sem limites da natureza. No seu discurso, Leo foi infático ao dizer que era hora de parar a procastinação em relação ao cuidado do planeta.

A destruição das florestas tropicais, outro ponto mencionado por DiCaprio, também se intensificou nos últimos anos. A Amazônia continua sofrendo com desmatamentos recordes, incentivados por interesses econômicos e políticos que priorizam a expansão do agronegócio e da mineração em detrimento da preservação ambiental. Povos indígenas, que ele citou como “aqueles na linha de frente da luta para proteger nosso planeta”, seguem sendo assassinados e expulsos de suas terras em conflitos muitas vezes ignorados pela mídia global. Os compromissos assumidos por líderes mundiais em cúpulas ambientais continuam sendo pouco mais do que discursos vazios, sem mudanças estruturais significativas.

O alerta de DiCaprio sobre o aquecimento global também se provou mais urgente do que nunca. Na época, os líderes internacionais comemoravam o Acordo de Paris, assinado em 2015, como um marco na luta contra as mudanças climáticas. No entanto, nove anos depois, muitos países falharam em cumprir suas metas de redução de emissões de carbono. Aliás, muitos países já saíram do acordo firmado. A queima de combustíveis fósseis segue em alta, a transição para energias renováveis avança de forma desigual, e corporações continuam colocando seus lucros acima do futuro do planeta. A consequência disso é um cenário onde a temperatura global se aproxima perigosamente de um ponto irreversível.

A fala de DiCaprio em 2016 foi certeira ao dizer que o clima “está mudando agora, mais rápido do que qualquer cientista havia previsto”. Se naquele momento os sinais do colapso climático já eram visíveis, agora eles são impossíveis de ignorar. O problema não é mais um risco distante para as próximas gerações, mas uma realidade que já impacta milhões de pessoas com desastres naturais cada vez mais frequentes e intensos. Mesmo assim, a resposta global continua lenta e insuficiente. O mesmo alerta que DiCaprio fez há nove anos poderia ser repetido, palavra por palavra, hoje – só que agora em um contexto ainda mais grave. E pelo caminho que estamos seguindo, caso o ator volte a ganhar mais um Oscar, seu discurso nem mudará e será ainda mais desesperador.

Nove anos depois daquele discurso histórico, apenas o que mudou foi a intensidade da crise ambiental, não a postura da humanidade. Continuamos tratando o planeta como um recurso inesgotável, ignorando os avisos da ciência e deixando que interesses econômicos falem mais alto do que a necessidade de sobrevivência. Se em 2016 Leonardo DiCaprio pediu ação antes que fosse tarde demais, em 2025 a pergunta que fica é: ainda temos tempo para mudar o curso da história, ou já passamos do ponto de não retorno? Talvez o meteoro seja a única salvação!

Sam Wilson será o líder da equipe de Vingadores – Doomsday

Foto: Marvel Studios

Mais um motivo para você não deixar de assistir Capitão América: Admirável Mundo Novo, que chega aos cinemas dia 13 de fevereiro. O aguardado Vingadores: Doomsday terá o Capitão América de Anthony Mackie como líder da equipe de heróis. Quem confirma a informação é o produtor do filme, Nate Moore. Vale ressaltar que o fato de Sam Wilson ser o líder da equipe não faz do personagem obrigatoriamente protagonista do longa-metragem. Por outro lado, é o próprio Sam Wilson que será o herói que iniciará a nova fase do MCU nos cinemas, justamente com Capitão América: Admirável Mundo Novo.

As pré-vendas já estão disponíveis nos cinemas pelo mundo!

Na nova fase do Universo Marvel, Robert Downey Jr. será o antagonista dos próximos dois filmes dos Vingadores, que também trarão de volta os irmãos Joe e Anthony Russo para o MCU. Os dois dirigiram os sucessos de bilheteria Capitão América: O Soldado Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.

Os novos longas como todos sabem foram nominados Vingadores: Doomsday (marcado para maio de 2026) e Vingadores: Guerras Secretas (marcado para maio de 2027). Algo que os fãs estão aguardando é como vão lidar com a cara de Robert Downey Jr. sendo um vilão, já que foi ele, como Homem de Ferro, a principal virada de chave na cinematografia da Marvel.

Sam Wilson se mostra muito mais do que o novo Capitão América. Ele representa a evolução do legado dos Vingadores e a importância de liderança baseada em caráter, coragem e empatia. Como alguém que nunca teve um soro para amplificar suas habilidades, Sam prova que o verdadeiro heroísmo vem da determinação e do senso de justiça. Sua jornada, desde parceiro fiel do Falcão até líder dos Vingadores, mostra que ele não apenas herdou o escudo de Steve Rogers, mas também sua missão de lutar por um mundo melhor.

Em tempos de incerteza, Sam é a bússola moral que os heróis e o próprio público precisam, trazendo consigo uma visão mais humana e inclusiva para o futuro da equipe. Vão ter que aturar ou surtar com o novo Cap.

Luca Brasi e Al Neri: Duas lendas do submundo Corleone

Quando pensamos na brilhante saga de O Poderoso Chefão, duas figuras se destacam entre os soldados que serviram à família Corleone: Luca Brasi e Al Neri. Cada um, à sua maneira, foi essencial para os bastidores do poder dos Corleone, mas com personalidades e funções bem diferentes. Este contraste é o que torna ambos fascinantes e indispensáveis para a narrativa da obra-prima de Mario Puzo no livro e Francis Ford Coppola no cinema.

O brabão, Luca Brasi, é uma figura mística dentro do universo de O Poderoso Chefão. Com uma reputação temida até mesmo pelos inimigos mais endurecidos, ele era o executor implacável de Vito Corleone. Brasi não era um homem de sutilezas ou carisma; sua força bruta e violência eram as ferramentas de um guerreiro temido. Ele era um “monstro” na mais pura definição, capaz de feitos tão brutais que até os aliados evitavam sua companhia.

Apesar de sua lealdade inquestionável, Brasi era uma figura à margem da família. Sua presença em eventos sociais, como o casamento de Connie, era rara, e seu papel estava restrito ao trabalho sujo. Isso não diminui sua importância, mas evidencia como sua personalidade feroz o tornava mais útil nas sombras. Ele não era o tipo de homem que se misturava; Luca era um leão de jaula, chamado apenas quando necessário.

Sua morte trágica — um assassinato calculado pela família Tattaglia — foi a prova de que, apesar de sua força, até mesmo Luca Brasi tinha fraquezas. O fim de Luca marcou uma mudança na história dos Corleone, pois sua ausência deixou um vácuo difícil de preencher na linha de frente da família.

Enquanto Brasi era o braço armado de Vito, Al Neri personificava a lealdade fria e calculista de Michael Corleone. Ex-policial com histórico violento, Neri foi recrutado porque representava algo que Michael precisava: um executor disciplinado, que pudesse operar com eficácia e discrição. Diferente de Luca, que inspirava medo pelo simples porte, Al Neri era um estrategista. Ele não se destacava pelo tamanho ou pelo olhar, mas por sua eficiência impiedosa.

Al Neri tornou-se um dos homens mais próximos de Michael, sempre presente em momentos críticos. Foi ele, afinal, o responsável por eliminar Fredo Corleone, um dos momentos mais dolorosos e decisivos da trilogia. Ao contrário de Luca, Al era uma figura que transitava pelo cotidiano da família Corleone, assumindo uma posição que combinava força bruta e lealdade calculada.

Diferenças de Personalidade e Propósito

A diferença entre Brasi e Neri vai além de suas funções: está na própria essência de quem eram. Brasi era um instrumento do medo, um símbolo de intimidação que operava fora dos círculos da família. Neri, por outro lado, era um confidente, alguém que Michael confiava até para as missões mais pessoais.

Enquanto Luca era quase uma força da natureza, alguém perigoso até para os próprios aliados, Al era um homem de controle e obediência. Essa distinção reflete também os estilos de liderança de Vito e Michael. Vito usava Luca como um aviso aos inimigos, uma carta selvagem que ninguém queria jogar contra. Michael, por outro lado, via em Al uma extensão de seu próprio cálculo e frieza.

Quem era o mais perigoso?

A resposta depende de como definimos o perigo. Se falamos de brutalidade e instinto, Luca Brasi era o mais perigoso, um homem que parecia feito para o caos. Mas se pensamos em quem poderia agir com precisão cirúrgica, sem hesitar, até contra membros da própria família, Al Neri é imbatível.

Ambos representam lados diferentes da força que sustentou a família Corleone. Enquanto Brasi era a tempestade, Neri era o bisturi. E é nessa dualidade que encontramos a genialidade de O Poderoso Chefão: cada peça tem um lugar, cada soldado tem um papel. Contudo, Luca Brasi e Al Neri são dois lados de uma moeda. A força bruta e a precisão letal que os moldaram como duas lendas da maior obra que o cinema já viu!

“Conclave” é favoritaço ao Oscar?

Conclave” é uma obra de suspense dirigida por Edward Berger, baseada no romance homônimo de Robert Harris. A trama se desenrola após a morte inesperada do Papa, quando o Cardeal Lawrence, interpretado por Ralph Fiennes, é encarregado de organizar o conclave para eleger o novo líder da Igreja Católica. À medida que as intrigas políticas dentro do Vaticano se intensificam, Lawrence descobre segredos ocultos que podem mudar o rumo da eleição papal.

O elenco é composto por atores renomados, incluindo Stanley Tucci (eterno diretor da Runway de Miranda Priestly), John Lithgow, Isabella Rossellini e Lucian Msamati, que entregam performances marcantes, enriquecendo a narrativa com profundidade e complexidade que esse filme carrega. Fiennes, como protagonista, transmite uma dualidade fascinante: ao mesmo tempo em que mantém a compostura e a devoção esperadas de um cardeal, sua expressão revela um homem atormentado por dúvidas e dilemas éticos. Tucci e Lithgow, por sua vez, brilham em papéis que adicionam camadas à disputa política dentro da Santa Sé.

A direção de Edward Berger é precisa e envolvente. Ele consegue transformar um cenário essencialmente estático — as paredes solenes do Vaticano — em um palco de tensão crescente, onde cada olhar e cada palavra dita (ou não dita) carrega um peso significativo. A maneira como Berger conduz o suspense é digna de comparação com clássicos do gênero, tornando a experiência cinematográfica eletrizante, mesmo sem recorrer a exageros dramáticos.

Um dos grandes trunfos do filme é sua fotografia, que impressiona ao capturar tanto a grandiosidade da Basílica de São Pedro quanto a claustrofobia dos aposentos onde os cardeais deliberam. A iluminação sutil, muitas vezes evocando a luz de velas e reflexos dourados, reforça o clima solene e misterioso da narrativa. Cada enquadramento parece uma pintura renascentista, remetendo às obras de Caravaggio e Rembrandt, o que amplifica a sensação de que estamos testemunhando um evento histórico de magnitude épica. Surpreendentemente, a fotografia de “Conclave” não foi indicada ao Oscar, uma omissão difícil de justificar, considerando seu impacto visual e a riqueza estética que adiciona à trama.

Desde sua estreia no Festival de Telluride, “Conclave” tem sido aclamado pela crítica. Além disso, foi reconhecido pelo National Board of Review como um dos Top 10 Filmes do ano e recebeu o prêmio de Melhor Elenco. A produção oferece uma visão intrigante dos bastidores do Vaticano, explorando temas de poder, fé e moralidade, mantendo o espectador envolvido do início ao fim.

É um filme que não apenas entretém, mas também faz refletir sobre as complexidades das instituições e a natureza humana. Durante uma entrevista realizada no fim do ano passado para o site Hammer To Nail, Berger compartilhou detalhes do processo criativo de “Conclave”, revelando de onde saiu a ideia de adaptar a trama:

“A ideia para a adaptação surgiu de uma conversa que tive com Tessa Ross, a produtora; eu a conheci talvez sete anos atrás. E decidimos, ‘OK, vamos tentar encontrar o filme certo juntos.’ Ela tinha me enviado algumas coisas que eu achava que não eram certas – ou que eu não era certo para elas. E então, ela me ligou um dia e disse: ‘Eu tenho essa ideia e esse livro que é opcional.” E eu disse, “Sim, quem vai escrever o roteiro?” E ela disse: ‘Peter Straughan’”, contou Berger.

“E eu disse: ‘Peter Straughan é o melhor escritor do mundo.’ Porque o que ele faz é criar um tipo maravilhoso de enredo, como uma história de virar a página com muitas reviravoltas. Mas também, sempre há algo mais profundo por baixo, um motivo do porquê estamos fazendo o filme; uma alma para o filme, como um arco interno. Neste caso, é o arco interno de dúvida do personagem de Ralph Fiennes. Você conhece aquele sentimento de ser oprimido pela dúvida e se sentir liberto por ela. Isso me fez querer fazer o filme, seu discurso sobre a dúvida, basicamente.”, completa.

Portanto, “Conclave” surpreende ao entregar uma narrativa envolvente, atuações excepcionais e uma fotografia de tirar o fôlego até seu final arrebatador. Com sua abordagem única e execução impecável, é um forte candidato ao Oscar, merecendo o reconhecimento em diversas categorias e principalmente na de Melhor Filme. Até porque, ele se mostra o grande favorito da lista no momento e tem pontos parecidos com o vencedor de 2016, SpotlightSegredos Revelados.

Disputa do Oscar acirrada para Melhor Animação

Este ano, o Brasil brilha com o filme “Ainda Estou Aqui” no Oscar 2025, que garantiu três indicações reforçando o talento do cinema nacional aos olhos do mundo. A cerimônia marcada para 2 de março – domingo de carnaval – terá também uma das categorias mais disputadas dessa temporada. Os candidatos ao prêmio de “Melhor Animação” promete ser um show à parte, trazendo títulos que marcaram 2024 tanto para as crianças quanto para adultos, que saíram chorando das sessões.

Vamos explorar os detalhes de cada indicado que está encantando a crítica e o público desde a nomeação:

Flow

Representando a Letônia, Flow é um dos destaques desta edição do Oscar. Além de concorrer como “Melhor Animação”, o filme também está na disputa por “Melhor Filme Internacional”, dividindo espaço com a produção brasileira “Ainda Estou Aqui”.

Dirigido por Gints Zilbalodis, Flow já conquistou o Globo de Ouro de Melhor Animação e encanta pela originalidade de seu enredo. A trama acompanha Gato, um animal solitário que, após ter seu lar destruído por uma grande inundação, encontra abrigo em um barco habitado por diversas espécies. Apesar das diferenças, ele aprende a conviver com os outros passageiros em uma jornada de superação, generosidade e união. O filme, produzido com o software Blender, chega aos cinemas do nosso continente no dia 20 de fevereiro.

Divertida Mente 2

Vencedor da categoria em 2016 com seu primeiro filme da franquia, a Pixar nos leva de volta ao universo das emoções em Divertida Mente 2. Desta vez, Riley, agora adolescente, enfrenta um turbilhão emocional com a chegada de novas emoções: a doida da Ansiedade (laranja e dopada de energético), a Inveja, o Tédio e o Vergonha.

O filme foi um sucesso estrondoso, tornando-se a oitava maior bilheteria da história do cinema e a maior arrecadação da Pixar. Nem Deadpool & Wolverine conseguiram bater a Ansiedade na bilheteria recorde de 2024. Além de emocionar, Divertida Mente 2 explora de forma sensível os desafios do crescimento de um adolescente para a vida. Para quem ainda não conferiu, a animação está disponível no Disney+.

Memoir of a Snail – Memórias de um Caracol

Essa delicada animação em stop motion narra a história de Grace Pudel, uma garota que coleciona caracóis. Após uma série de eventos desafiadores, ela aprende a encontrar confiança em si mesma em meio às adversidades da vida cotidiana.

Vencedor do prêmio de Melhor Filme no prestigiado Festival de Annecy, Memoir of a Snail encanta pelo visual detalhista e pela profundidade emocional, sendo uma das obras mais poéticas da lista. Mesmo não sendo cotado como um dos favoritos, tem todo mérito de estar entre os indicados.

Wallace e Gromit: Vengeance Most Fowl

Os britânicos Wallace e Gromit retornam em uma nova aventura cheia de humor e mistério. Desta vez, o excêntrico inventor cria um “gnomo inteligente” que, ao que parece, ganha vida própria. As coisas se complicam ainda mais quando uma figura vingativa do passado ameaça a tranquilidade dos protagonistas.

A produção, desenvolvida pela Netflix, mantém o charme do clássico stop motion, que há décadas conquista gerações com seu humor peculiar e tramas inventivas.

Robô Selvagem

Baseado no best-seller de Peter Brown, Robô Selvagem é um dos grandes favoritos para levar a categoria. A emocionante história nos apresenta Roz, uma robô que naufraga em uma ilha deserta e precisa aprender a sobreviver em meio à natureza selvagem. Com o tempo, ela constrói laços improváveis com os animais locais, descobrindo sua própria humanidade.

A direção é de Chris Sanders, responsável pelos sucessos “Lilo & Stitch” e “Como Treinar o Seu Dragão”. A mistura de ação, emoção e visuais deslumbrantes fazem de Robô Selvagem uma obra marcante e digna do destaque que vem recebendo.

Cada uma dessas animações traz algo especial. Seja uma história emocionante, um visual inovador ou personagens que conquistam o público. A disputa está acirrada e o vencedor certamente será uma obra exaltada de pé pelos fãs da categoria. E você, já tem o seu favorito?

Paddington: Uma Aventura na Floresta – Fofura de filme com diversão e cultura peruana

Foto: Cinemark

“Paddington in Peru” ou para os brasileiros “Uma Aventura na Floresta”, marca o retorno do fofo urso nos cinemas. Ele chegou às telas de forma tímida, com pouca divulgação por parte da Sony, alteração de datas, mas quem se aventurar a assisti-lo será amplamente recompensado pela espera e má vontade da Sony de divulgar suas obras. Este é um filme encantador que merece um lugar especial no coração do público. A fofura de sempre foi mantida e descobrimos um novo lado de Paddington em meio à sua viagem ao Peru.

O adorável urso, tão querido pelos espectadores, está mais cativante do que nunca. Desta vez, sua nova jornada nos leva ao país latino mais recheado de mistérios e ancestralidade. A terra peruana que transborda beleza natural e riqueza cultural é o cenário do terceiro longa protagonizado pelo mascote londrino. E que delícia é ver o filme prestar uma homenagem tão bonita à cultura do Peru, mostrando suas tradições, cores vibrantes, música envolvente e paisagens de tirar o fôlego que só nosso continente tem. A direção soube traduzir essa riqueza cultural com sensibilidade, valorizando cada detalhe nas cenas.

O elenco também é um dos grandes pontos altos do filme. A participação super especial de Antonio Banderas é um presente para os fãs – ele rouba a cena com carisma, trazendo emoção e energia à trama ao interpretar um vilão que se revela durante o filme. É impossível não se apaixonar pelo trabalho do elenco como um todo, que entrega atuações cheias de química e calor humano, complementando perfeitamente a doçura de Paddington. Além de Banderas, Olivia Colman está icônica com uma personagem que se transforma durante a aventura do urso pela floresta amazônica.

Assista ao trailer!

Com belas paisagens, um humor leve e inteligente que a franquia sempre trouxe, “Paddington in Peru” se destaca pela sensibilidade de sua narrativa. A história fala sobre família, amizade, descoberta de raízes do protagonista, junto da importância de valorizar e respeitar outras culturas. É um filme que vai muito além do entretenimento, tocando o coração de crianças e adultos que forem assistir. Bom, vocês não imaginam a sorte que tive de comprar um ingresso e ganhar uma sessão exclusiva para viver essa experiência com o Paddington em terras peruanas. Amo o silêncio e a sensação de uma sala só para mim. Ao mesmo tempo, sem egocentrismo, isso também reflete a falta de divulgação que esse filme está tendo.

Se há uma crítica a ser feita, é justamente o fato de que uma obra tão linda tenha sido promovida de forma tão discreta pela preguiçosa Sony. Fizeram o mesmo com Kraven e muitos perderam a chance de ver grandes cenas de ação dele no cinema. É uma pena que um filme tão cheio de vida e de significado não tenha recebido o destaque que merece. Ainda assim, “Paddington – Uma Aventura na Floresta” é uma experiência imperdível pra você, seus amigos, filhos e família.

Esse é mais um daqueles filmes que nos fazem sair do cinema com o coração mais leve, um sorriso no rosto e, claro, uma enorme vontade de abraçar o fofíssimo Paddington. Não perca a chance de viver essa aventura. Ah, conselho… Leve lenços umidecidos pra limpar as mãos e secar as lágrimas, que o final é emocionante!

Foto: Arquivo pessoal