Categoria: Cinema

Cara de Um, Focinho de Outro: Divertida e emocionante

Animação é bonita e traz forte mensagem da relação do ser humano com a natureza

Foto: Arquivo Pessoal

A nova animação da Pixar em parceria com a Walt Disney Pictures, Cara de um Focinho de Outro, é daquelas histórias que abraçam o coração da gente antes mesmo dos créditos subirem. Visualmente deslumbrante, com cenários naturais riquíssimos em detalhes, o filme mergulha no universo dos animais da floresta para contar uma fábula moderna sobre pertencimento, identidade e, principalmente, a relação do ser humano com a natureza. É leve, é engraçado, mas carrega uma mensagem poderosa que ecoa depois que a sessão termina.

A protagonista, Mabel, é o grande motor da narrativa. Curiosa, questionadora e cheia de energia, ela conduz o público por essa jornada sensível que mistura fantasia e reflexão. Em um dos momentos mais marcantes da trama, Mabel se transforma em uma pequena castor — uma castorzinha — e é justamente a partir dessa transformação que o filme ganha ainda mais força. Ao experimentar o mundo sob outra perspectiva, ela aprende (e ensina) sobre empatia, equilíbrio ambiental e responsabilidade coletiva.

Escolher castores como protagonistas é um acerto delicado e simbólico. São animais conhecidos por construir, transformar o ambiente e viver em comunidade — exatamente como nós. O reino animal é retratado de forma carinhosa, quase poética, tornando tudo ainda mais fofo e encantador. Mas não se engane: por trás da fofura, existe uma crítica sutil sobre como tratamos o planeta e como nossas escolhas impactam todo um ecossistema.

Eu assisti na pré-estreia e saí da sala com aquela sensação gostosa de ter visto algo especial. A estreia oficial é dia 5 de março, e vale muito a pena levar as crianças — e ir preparado para também se emocionar. “Cara de um Focinho de Outro” diverte, encanta e, no final, convida a gente a olhar para a natureza não como cenário, mas como parte essencial da nossa própria história. É Pixar sendo Pixar: entretenimento com alma. Vale o combo, com pipoca e balde!

Foto: Arquivo Pessoal

Um Cabra Bom de Bola: Ótima animação para começar bem a nova temporada do cinema

Foto: Reprodução

Eu e os Enzo adoramos! Um Cabra Bom de Bola é uma das animações mais empolgantes e visualmente impressionantes lançadas recentemente pela Sony Pictures Animation. O filme mistura humor, emoção e esporte em um mundo animal antropomórfico vibrante, acompanhando a jornada de Will, uma pequena cabra com um sonho gigantesco: provar que pode jogar roarball – um esporte inspirado no basquete, porém ainda mais dinâmico e alucinante. 

O visual da animação é um dos seus grandes trunfos. Com cores fortes, personagens cheios de personalidade e sequências de jogo que mais parecem videogames em movimento, o estilo de Um Cabra Bom de Bola é ao mesmo tempo ousado e eficiente, lembrando um pouco a experimentação vista em produções como Homem-Aranha no Aranhaverso — mas com sua própria identidade visual. A direção de arte e a fluidez das cenas esportivas criam uma experiência cinematográfica envolvente, ideal para públicos de todas as idades que buscam diversão e energia ininterruptas. 

Além disso, o filme vem conquistando o público nas bilheterias. Desde sua estreia, Um Cabra Bom de Bola ultrapassou a marca de mais de US$ 100 milhões arrecadados globalmente, liderando as paradas nos Estados Unidos e consolidando-se como um dos maiores sucessos recentes da Sony em animação original. Isso é particularmente notável em um cenário competitivo, onde poucos novos títulos originais conseguem capturar tanta atenção do público familiar e jovem. 

Um dos grandes diferenciais dessa produção é a participação de Stephen Curry — tetracampeão da NBA e ícone do basquete mundial — que não só atua como produtor executivo, como também dá voz ao personagem Lenny, uma girafa jogador de roarball. A presença de Curry é mais do que um simples nome no elenco: ele ajudou a moldar alguns dos elementos esportivos do filme e trouxe autenticidade à representação do jogo, além de ser uma peça importante na divulgação e no apelo popular da história. 

No fim das contas, a animação entrega aquilo que promete: algo divertido, cheio de cor, movimento, coração e boas risadas, com uma mensagem clara sobre sonhar grande e desafiar expectativas — tudo temperado com a energia contagiante de um esporte reinventado para encantar públicos ao redor do mundo. É uma experiência cinematográfica que merece ser vista nas telonas, especialmente para quem gosta quando animação, humor e esporte se encontram de forma tão criativa. Vale a pipoca e combo do cinema!

Marty Supreme: Filme feito só para Chalamet ganhar o Oscar

Foto: CBS Tv

Apesar de partir de uma história interessante, Marty Supreme é daqueles filmes que prometem intensidade, mas entregam lentidão. A premissa tem força, tem conflito, tem potencial dramático. Só que a narrativa parece patinar em câmera lenta, como se cada cena precisasse provar que é profunda demais para ser simples. O resultado é um longa arrastado, que exige paciência do espectador e testa a boa vontade de quem entrou na sala esperando algo mais pulsante.

Há uma sensação constante de que o filme foi construído sob medida para uma campanha de premiações. Cada enquadramento calculado, cada silêncio prolongado, cada close dramático parece sussurrar: “Oscar is coming”. Não é que a obra não tenha qualidades — tem. Mas o roteiro se perde em repetições emocionais e em diálogos que se alongam além do necessário, sacrificando ritmo em nome de “importância”.

É aí que entra Timothée Chalamet. A atuação dele, sim, é o motor que mantém o filme vivo. Chalamet entrega camadas, intensidade e vulnerabilidade com uma naturalidade impressionante. Ele sustenta cenas que, nas mãos de outro ator, poderiam desabar sob o próprio peso. Quando ele está em cena, o filme respira. Quando não está, a narrativa parece perder oxigênio.

Marty Supreme não é um desastre — longe disso. Mas é um daqueles casos em que o desempenho individual supera o conjunto da obra. Fica a impressão de que assistimos menos a um filme orgânico e mais a uma vitrine cuidadosamente montada para consolidar um nome na temporada de prêmios. E, no fim das contas, é Chalamet quem faz o longa andar. Sem ele, talvez nem saísse do lugar.

O Diabo Veste Prada 2 tem novo trailer e data de estreia

Foto: Instagram

Depois de anos no campo do “será que um dia sai?”, a sequência de O Diabo Veste Prada finalmente ganhou data oficial. A revista Vogue cravou: o filme tem pré-estreia nos cinemas dia 30 de abril e lançamento em dia 1º de maio, reacendendo uma chama que nunca se apagou de verdade. Porque vamos combinar: poucos filmes dos anos 2000 envelheceram tão bem, atravessaram gerações e continuaram sendo referência estética, cultural e até profissional como esse.

O retorno do elenco original é, por si só, um acontecimento. Anne Hathaway volta como Andy Sachs, personagem que virou símbolo de amadurecimento profissional (e emocional) para muita gente. Meryl Streep, claro, reassume o papel de Miranda Priestly, uma das figuras mais icônicas da história do cinema recente — fria, afiada, temida e absolutamente fascinante. E sim, ele também está de volta: Stanley Tucci, o inesquecível Nigel, assistente da Miranda, agora ainda mais prestigiado depois de brilhar em Conclave. Um trio que não precisa provar mais nada.

O primeiro filme não virou clássico por acaso. O Diabo Veste Prada ultrapassou o rótulo de “filme de moda” para falar sobre ambição, poder, escolhas e o preço do sucesso. Virou meme, virou referência de figurino, virou linguagem. Miranda Priestly entrou para o panteão dos grandes personagens do cinema, e Andy virou espelho de toda uma geração tentando se encontrar no meio do caos profissional. É aquele tipo de filme que você reassiste sabendo todas as falas — e mesmo assim se diverte como se fosse a primeira vez.

Por isso a expectativa pela continuação é tão grande. Estamos esperando essa sequência há anos, especulando caminhos, imaginando reencontros e querendo saber onde esses personagens estão hoje, num mundo completamente diferente daquele dos anos 2000. Se o novo filme conseguir manter a ironia, a inteligência e o olhar afiado sobre o mercado criativo e o poder — agora em tempos de redes sociais, fast fashion e cancelamentos — o dia 1º de maio tem tudo para virar data comemorativa no calendário cinéfilo. E fashionista também, obviamente.

Zootopia 2: Chorei horrores e me diverti

Filme é bem humorado, trazendo também lição de parceria e convivência

Foto: Arquivo Pessoal

Zootopia 2 chegou provando que a Disney ainda sabe acertar em cheio quando o assunto é emoção, aventura e um recado necessário. Acabei de assistir e saí da sessão com aquela sensação boa de coração aquecido, sabe? A continuação expande o universo que já era fascinante no primeiro filme e entrega uma história ainda mais madura, mas sem perder o brilho colorido e o humor que conquistou todo mundo. É um daqueles filmes que você assiste sorrindo do início ao fim.

Judy Hopps continua impecável — determinada, corajosa e cheia de energia — enquanto Nick Wilde permanece aquele charme vagabundo que só ele tem. A química entre os dois está mais afinada do que nunca, e eles carregam o filme com uma dinâmica que mistura amizade profunda, cumplicidade e aquele toque de ironia que só funciona porque eles se completam. Os personagens secundários também brilham, cada um trazendo carisma e representatividade de um jeito natural, leve e muito divertido.

E uma coisa que Zootopia 2 faz com maestria é usar seus personagens para falar de temas importantes sem parecer uma palestra. A diversidade de espécies vira uma metáfora inteligente para diversidade humana — seja de origem, aparência, personalidade ou comportamento. É lindo ver como o filme reforça, de forma suave e bem-humorada, que todo mundo tem um lugar no mundo e que as diferenças não apenas existem, como tornam tudo mais interessante. Representatividade, aqui, não é discurso: é construção.

No fim, o filme entrega uma das mensagens mais bonitas do universo de Zootopia: ninguém faz nada sozinho. Amizade, parceria e confiança são os pilares que movem Judy e Nick, e que acabam inspirando toda a cidade. Zootopia 2 é um lembrete de que, quando a gente trabalha junto e acredita no outro, o impossível fica um pouquinho mais perto de acontecer. É encantador, divertido e cheio de propósito — do jeitinho que o cinema precisa ser. E podemos dizer que as férias estão garantidas com o filme, pois as crianças vão amar. Vale o combo do cinema – que por sinal, tem baldes bem bonitos dessa vez.

O Diabo Veste Prada 2: Teaser já é melhor que todos os filmes de 2025

Filme que fez muita gente escolher a profissão (eu, por exemplo), promete sequência triunfal

Foto: Clarín

O Diabo Veste Prada 2 finalmente deu as caras — e bastou um minuto de teaser para atropelar, sem piedade, praticamente todo o cinema de 2025, que segue cumprindo tabela com uma das temporadas mais fracas dos últimos anos. É impressionante como um simples gostinho já trouxe mais personalidade, elegância, nostalgia e poder do que dezenas de estreias que tentaram, mas não entregaram absolutamente nada. Quando Meryl Streep aparece… meu amor, é o cinema lembrando para a gente quem manda.

Esse retorno de Miranda Priestly e Andy Sachs não é só sobre continuar uma história: é sobre recuperar um brilho que Hollywood parece ter esquecido no fundo da gaveta. A química das duas é do tipo que não se replica, não se força e não se substitui. No teaser, dá para sentir o peso do reencontro, aquele choque entre passado e presente que só funciona quando os personagens se tornaram ícones culturais por mérito puro — e não por marketing.

E aí entra 2026, já abrindo o ano com a promessa de um abril histórico. O Diabo Veste Prada 2 tem tudo para ser não apenas uma continuação, mas uma experiência que o público está implorando há anos: charme, humor ácido, moda que transforma o olhar e um roteiro que conversa com o mundo atual, onde o digital engoliu o glamour clássico. O teaser indica exatamente isso — uma ponte entre eras, com Miranda ainda reinando e Andy mais madura, pronta para enfrentar velhos demônios e novos dilemas.

Se esse primeiro minuto já fez o cinema levantar das cinzas como uma fênix usando Chanel, imagina o que vem pela frente. Em abril de 2026, o mundo volta a parar para ver a mulher que não tem tempo para incompetência. E nós, claro, estaremos na primeira fila — café na mão, casaco no braço, e aquele sorriso cúmplice de quem sabe que o diabo finalmente voltou à moda. Um filme que se tornou clássico para os amantes da moda e do jornalismo que até mesmo tiveram suas profissões escolhidas por ele, promete um retorno triunfal.