Categoria: Cinema

Zootopia 2: Chorei horrores e me diverti

Filme é bem humorado, trazendo também lição de parceria e convivência

Foto: Arquivo Pessoal

Zootopia 2 chegou provando que a Disney ainda sabe acertar em cheio quando o assunto é emoção, aventura e um recado necessário. Acabei de assistir e saí da sessão com aquela sensação boa de coração aquecido, sabe? A continuação expande o universo que já era fascinante no primeiro filme e entrega uma história ainda mais madura, mas sem perder o brilho colorido e o humor que conquistou todo mundo. É um daqueles filmes que você assiste sorrindo do início ao fim.

Judy Hopps continua impecável — determinada, corajosa e cheia de energia — enquanto Nick Wilde permanece aquele charme vagabundo que só ele tem. A química entre os dois está mais afinada do que nunca, e eles carregam o filme com uma dinâmica que mistura amizade profunda, cumplicidade e aquele toque de ironia que só funciona porque eles se completam. Os personagens secundários também brilham, cada um trazendo carisma e representatividade de um jeito natural, leve e muito divertido.

E uma coisa que Zootopia 2 faz com maestria é usar seus personagens para falar de temas importantes sem parecer uma palestra. A diversidade de espécies vira uma metáfora inteligente para diversidade humana — seja de origem, aparência, personalidade ou comportamento. É lindo ver como o filme reforça, de forma suave e bem-humorada, que todo mundo tem um lugar no mundo e que as diferenças não apenas existem, como tornam tudo mais interessante. Representatividade, aqui, não é discurso: é construção.

No fim, o filme entrega uma das mensagens mais bonitas do universo de Zootopia: ninguém faz nada sozinho. Amizade, parceria e confiança são os pilares que movem Judy e Nick, e que acabam inspirando toda a cidade. Zootopia 2 é um lembrete de que, quando a gente trabalha junto e acredita no outro, o impossível fica um pouquinho mais perto de acontecer. É encantador, divertido e cheio de propósito — do jeitinho que o cinema precisa ser. E podemos dizer que as férias estão garantidas com o filme, pois as crianças vão amar. Vale o combo do cinema – que por sinal, tem baldes bem bonitos dessa vez.

O Diabo Veste Prada 2: Teaser já é melhor que todos os filmes de 2025

Filme que fez muita gente escolher a profissão (eu, por exemplo), promete sequência triunfal

Foto: Clarín

O Diabo Veste Prada 2 finalmente deu as caras — e bastou um minuto de teaser para atropelar, sem piedade, praticamente todo o cinema de 2025, que segue cumprindo tabela com uma das temporadas mais fracas dos últimos anos. É impressionante como um simples gostinho já trouxe mais personalidade, elegância, nostalgia e poder do que dezenas de estreias que tentaram, mas não entregaram absolutamente nada. Quando Meryl Streep aparece… meu amor, é o cinema lembrando para a gente quem manda.

Esse retorno de Miranda Priestly e Andy Sachs não é só sobre continuar uma história: é sobre recuperar um brilho que Hollywood parece ter esquecido no fundo da gaveta. A química das duas é do tipo que não se replica, não se força e não se substitui. No teaser, dá para sentir o peso do reencontro, aquele choque entre passado e presente que só funciona quando os personagens se tornaram ícones culturais por mérito puro — e não por marketing.

E aí entra 2026, já abrindo o ano com a promessa de um abril histórico. O Diabo Veste Prada 2 tem tudo para ser não apenas uma continuação, mas uma experiência que o público está implorando há anos: charme, humor ácido, moda que transforma o olhar e um roteiro que conversa com o mundo atual, onde o digital engoliu o glamour clássico. O teaser indica exatamente isso — uma ponte entre eras, com Miranda ainda reinando e Andy mais madura, pronta para enfrentar velhos demônios e novos dilemas.

Se esse primeiro minuto já fez o cinema levantar das cinzas como uma fênix usando Chanel, imagina o que vem pela frente. Em abril de 2026, o mundo volta a parar para ver a mulher que não tem tempo para incompetência. E nós, claro, estaremos na primeira fila — café na mão, casaco no braço, e aquele sorriso cúmplice de quem sabe que o diabo finalmente voltou à moda. Um filme que se tornou clássico para os amantes da moda e do jornalismo que até mesmo tiveram suas profissões escolhidas por ele, promete um retorno triunfal.

Já pode começar a maratona de “Esqueceram de Mim”

Foto: Disney Plus

Todo fim de ano é a mesma coisa: basta o clima de Natal começar que “Esqueceram de Mim” volta ao topo dos streams — especialmente no Disney+, onde o clássico de 1990 e sua sequência direta de 1992 se tornam os queridinhos da temporada. E não é à toa: poucos filmes conseguem capturar tão bem o espírito natalino quanto as trapalhadas de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) tentando proteger sua casa — e mais tarde um hotel em Nova York — dos ladrões mais atrapalhados do cinema.

O primeiro Esqueceram de Mim é quase uma aula de como fazer um filme de Natal sem ser piegas. Ele tem tudo: aventuras, família bagunçada, um toque de comédia, e aquela mensagem final sobre união e perdão que sempre arranca um sorriso. Já o segundo, Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, leva o mesmo encanto pra uma das cidades mais mágicas durante o Natal. A cena de Kevin no Rockefeller Center, diante da árvore gigante, é puro símbolo de fim de ano — e já virou tradição revisitar esse momento quando as festas se aproximam.

Há também algo nostálgico que faz o público voltar a esses filmes todos os anos. É como se assistir a Esqueceram de Mim fosse uma forma de ligar o modo “Natal On”: você se lembra da infância, do riso fácil, do cheirinho de ceia chegando da cozinha. A trilha sonora de John Williams é outro detalhe que contribui pra atmosfera — basta tocar as primeiras notas pra já sentir aquele clima de dezembro no ar.

Por isso, maratonar Esqueceram de Mim 1 e 2 virou quase um ritual. São filmes que ultrapassaram o tempo, resistiram às gerações e se tornaram parte da memória afetiva coletiva. No fim do ano, entre luzes piscando e filmes novos pipocando nos streamings, sempre há espaço pra rever Kevin derrotando os bandidos molhados — e lembrar que o Natal é, acima de tudo, sobre reencontros e boas risadas.

´´Springsteen – Deliver Me From Nowhere´´: Filme é depressivo igual a gente, mas com a genialidade de Bruce

Foto: Televisa Entretenimento

O longa Springsteen: Deliver Me From Nowhere acerta em cheio ao revisitar aquele momento de virada na carreira de Bruce Springsteen — o período conturbado, criativo e pessoal em que ele grava o álbum Nebraska em 1982. O que torna esse filme tão potente é a combinação entre a fidelidade ao espírito da obra de Springsteen e o “fan-service” maravilhoso para quem já vibra com o “Boss”: as cenas de estúdio caseiro, o ambiente bruto da gravação no quarto, o conflito íntimo com fama e identidade — tudo isso está lá, de modo visceral e sincero.

E falando em fan-service, o filme entrega com generosidade os trejeitos, a linguagem do rock, o cenário de New Jersey e os momentos de ruptura com o que era esperado comercialmente. É como se os fãs mais apaixonados dela tivessem sido convidados para acender as luzes no palco e conferir tudo de pertinho. Essa “carta de amor” ao universo Springsteen tem um peso emocional raro, e ainda se reveste de um tom de “making-of da alma” mais do que apenas “a vida de um astro”. No centro disso tudo, a atuação de Jeremy Allen White como Springsteen se destaca glamorosamente — ele não apenas imita, mas encarna o espírito de um artista que negocia entre mito e vulnerabilidade.

Jeremy Allen White brilha ao capturar tanto o swagger do rock’n’roll quanto o tormento interno: é o músico cansado de rótulos, buscando algo autêntico, crendo que aquela voz interior pode falar mais alto do que qualquer hit comercial. Ele se transforma, e isso é raro em biografias desse tipo. O elenco ao seu redor apoia magistralmente essa jornada, mas é ele quem carrega o filme — sua performance faz com que esqueçamos que estamos assistindo alguém compondo o mito e passemos a realmente “sentir” o caminho de Springsteen. E isso, numa cinebiografia tão esperada, é ouro puro.

Para os fãs de música boa, para quem já sentiu o arrepio de ouvir “Born in the U.S.A.” ou “Atlantic City”, e para quem gosta de cinema que vai além do entretenimento “padrão”, esse filme é um achado. Ele tem alma, tem história, tem reverência — e ao mesmo tempo não se prende à reverência cega: questiona, revela fissuras, mostra dor. É depressivo igual a gente. mas um filmaço que merece ser conferido — não é divertido, mas é envolvente, com a trilha sonora rodando alto e o coração preparado para vibrar. Vale a pena a pipoca e o combo do cinema.

Tron: Ares – Enfim acertaram a mão nessa franquia

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de anos tentando encontrar o tom certo, Tron: Ares chega como o melhor filme da franquia até hoje — o que, sejamos sinceros, não era lá muito difícil. Os dois anteriores deixaram a desejar, especialmente no quesito história, e pareciam mais preocupados com o visual do que com a narrativa. Mas desta vez a Disney acertou a mão.

As cenas de ação são o grande destaque: bem coreografadas, empolgantes e visualmente impressionantes, com um uso inteligente da tecnologia e do ritmo. A história é mais coesa, com início, meio e fim bem definidos, sem aquelas pontas soltas que costumavam deixar o público perdido. O roteiro não tenta reinventar a roda, mas também não se perde em pretensões — entrega o que promete: ação e uma trama funcional.

É verdade que o filme tem alguns momentos em que o ritmo cai e o espectador pode dispersar um pouco. Mas nada que comprometa o resultado final. Tron: Ares nunca quis ser uma obra de arte digna de Oscar — e isso é ótimo. Ele sabe o que é e não tenta ser mais do que isso.

No fim das contas, o saldo é positivo. Tron: Ares é divertido, bem resolvido e visualmente incrível. Cumpre o papel de entreter e resgatar o interesse na franquia. Vale a pena assistir — e, se possível, comprar o combo no cinema, porque a experiência na tela grande faz toda a diferença. Mas se não quiser gastar muito, também vale os salgadinhos da Americanas!

Algoz de Minotouro, Ryan Bader rouba a cena em “Coração de Lutador”

Bader interpreta brilhantemente Mark Coleman, outro gigante do MMA e melhor amigo de Mark Kerr

Foto: MMA Magazine

Ele é um dos nomes mais reconhecido no mundo do MMA. Ryan Bader foi um grande atleta, mas em Coração de Lutador ele surpreende como ator. No filme, o ex-lutador interpreta Mark Coleman — entregando uma atuação autêntica, cheia de presença e verdade. Nas cenas ao lado de Dwayne “The Rock” Johnson, dá até pra acreditar que ele atua há anos. Ele não está apenas interpretando um lutador: ele é um lutador que parece ter nascido para o papel.

A carreira de Bader no MMA é repleta de conquistas. Exímio wrestler, ele brilhou no UFC e depois no Bellator, onde se consagrou como um dos maiores nomes de sua geração. Entre suas vitórias mais marcantes estão os triunfos sobre o brasileiro Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro, a quem venceu duas vezes, e também sobre o brasileiro Vinny Magalhães, especialista em jiu-jítsu e finalizações. Essas vitórias consolidaram sua força no cenário internacional e reforçaram sua conexão com o público brasileiro.

Com esse histórico, não é de se estranhar que sua interpretação de Mark Coleman tenha tanta naturalidade. Ryan Bader não parece um lutador tentando atuar — ele parece um ator experiente que mergulhou de corpo e alma no personagem. As cenas de luta são intensas e realistas, e os momentos dramáticos têm peso emocional. É impressionante como ele consegue se destacar mesmo dividindo a tela com uma estrela do porte de The Rock.

Vale a pena assistir Coração de Lutador não apenas por The Rock em seu papel mais desafiador, mas também por Ryan Bader ter se desafiado como ator. Ele é o típico coadjuvante que rouba a cena e poderia até ser indicado ao Oscar. Sua atuação é impecável, forte e convincente, mostrando que o talento dentro do octógono pode, sim, se traduzir perfeitamente nas telas do cinema. Além de tudo, ele também é lindo!