Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Série Documental de Belo desconstrói persona e exalta o artista

Em dezembro do ano passado conhecemos a série documental “Belo: Perto Demais da Luz”. Uma produção em quatro episódios que mergulha na vida pessoal e profissional de Marcelo Pires Vieira, conhecido por todos como Belo. A série, fruto de uma parceria entre o Globoplay e a AfroReggae Audiovisual, oferece uma visão abrangente da trajetória do cantor, desde sua infância até os dias atuais, destacando momentos de glória e adversidades que marcaram sua carreira. Com polêmicas, amores, brigas, amizades no meio artístico e casos policiais, a série é melhor do que muita novela já feita. Até porque, tudo ali foi uma dura realidade vivida pelo artista, com momentos de glórias após quedas sofridas.

O documentário inicia com uma breve retrospectiva desde a infância humilde no bairro de Chácara Inglesa, na zona sul de São Paulo até as influências que moldaram seu interesse pela música. Imagens de arquivo e depoimentos de familiares e amigos próximos enriquecem a narrativa, proporcionando ao espectador uma compreensão profunda das raízes do artista. A produção utiliza técnicas inovadoras de realidade virtual para recriar cenários significativos da vida de Belo, oferecendo uma experiência imersiva e nostálgica. Logo o documental segue para seus tempos de músico, quando começa a frequentar rodas de samba e inicia sua trajetória com o grupo Soweto.

Um ponto alto da série é a abordagem da formação e a ascensão do grupo Soweto, que projetou Belo ao estrelato nos anos 1990. A turnê comemorativa de 30 anos do Soweto é amplamente destacada desde o início até o último episódio, com bastidores que revelam a dinâmica entre os membros que fizeram parte do reencontro do grupo em 2024 e a relação com os fãs. Depoimentos de colegas consagrados, como Alcione, Chrigor, Ludmilla, Péricles e Dudu Nobre, enriquecem a narrativa do artista que ele é, oferecendo perspectivas diversas sobre o impacto do grupo e da carreira solo de Belo no cenário musical brasileiro.

A parceria com o renomado produtor musical, Wilson Prateado, é outro aspecto relevante explorado no documentário. Prateado foi fundamental na definição da sonoridade que caracterizou o trabalho de Belo, contribuindo para a consolidação de sua carreira solo após a saída do Soweto e seu momento pós-prisão. Foi no estúdio de Prateado que Belo fazia trabalhos durante o dia ainda no regime semi-aberto. Mesmo com sua prisão, Belo esteve com mais de 13 músicas no TOP 50 das rádios na época, em meado dos anos 2000. Os fãs ligavam nas rádios para pedirem as músicas do cantor, gesto que se repetia especialmente no Rio de Janeiro, várias vezes ao dia.

Belo ao lado de Prateado (Foto: Instagram)

A parceria de Belo com Prateado resultou em sucessos que até hoje ressoam entre os admiradores do pagode romântico, como “Reinventar” e “Pra ver o sol brilhar”. Essa música, inclusive, Prateado fez para Belo e dizia pra ele assim que ganhou liberdade novamente: “Olha pro sol, você é gigante!”. Ainda no documental, é Prateado quem melhor define a voz de Belo: “No plano superior tem música. E sem tem música, os anjos cantam. O Belo tem o timbre da voz dos anjos. Ele é uma parada de lá convivendo entre a gente!”. Recentemente no cruzeiro do cantor, Prateado estava presente – atualmente ele integra a direção musical e o baixo na banda de Thiaguinho. Belo subiu ao palco e fez uma grande referência ao produtor, a quem tem muita gratidão por tudo que viveram juntos.

O documentário não se esquiva de abordar os momentos conturbados da vida de Belo, incluindo sua prisão, como já citada. Além disso, os desafios pessoais e financeiros que se seguiram dali em diante. Em um dos episódios mais emocionantes, é retratado o momento em que Belo, durante um show no Allianz Parque, emocionou-se ao interpretar a música “Reinventar”, poucos dias após anunciar sua separação com Gracyanne Barbosa. A cena captura a vulnerabilidade do artista e sua conexão profunda com o público, evidenciando a capacidade da música de traduzir emoções complexas.

A produção também destaca a resiliência de Belo diante das adversidades. Após cumprir sua pena, o cantor enfrentou desafios para reconstruir sua carreira e imagem pública. Depoimentos de figuras importantes como seu empresário e amigos próximos, oferecem uma visão íntima de sua jornada de redenção e busca por recomeços. O que senti falta um pouquinho foi de aprofundar um pouco mais na história de seu DVD em Salvador, o melhor trabalho de Belo ao vivo até hoje. Após cantar “Derê”, ele se emociona com o público gritando seu nome. Aquele álbum foi a prova de que Belo havia voltado a ser o maior artista do pagode nacional, mesmo passando por tudo que quase enterrou sua carreira. Ali ele se consolidava como o grande artista, dando a grande volta por cima.

Belo: Perto Demais da Luz” é uma obra que oferece uma visão multifacetada da vida de um dos artistas mais emblemáticos da música brasileira. Um cara que canta e encanta dos pagodes clássicos, ao samba com Neguinho da Beija-Flor até os sambas-enredo do carnaval. Ao mesclar momentos de triunfo e queda, o documentário proporciona uma compreensão profunda das complexidades que permeiam a trajetória de Belo, celebrando suas conquistas e reconhecendo os desafios que enfrentou ao longo de sua jornada. A série documental humanizou o artista, que com seus erros e acertos na vida, se mostra mais um de nós, seres humanos. A diferença é que ele é um fenômeno, pelo talento, pela voz absoluta, pela persona e pelo artista que se tornou ao passar pela lama e pelo topo do mundo.

“Viver Sertanejo” é excelente, mas precisa de ajustes

Foto: Giu Pera

O programa Viver Sertanejo, apresentado pelo cantor Daniel, é uma das melhores surpresas das manhãs de domingo na TV. Com um cenário aconchegante e intimista, a produção é uma celebração à música sertaneja e aos artistas que ajudaram a construir sua história. A cada episódio, o cantor Daniel já recebeu grandes nomes do gênero, como Chitãozinho & Xororó, Gian & Giovani, Lourenço & Lourival, entre muitos outros. Eu mesma já espero pelo programa com minha dupla favorita, Rick & Renner. Além disso, o Viver Sertanejo abre espaço para compositores que embora sejam menos conhecidos pelo público, possuem uma importância gigantesca para o sertanejo, como foi o caso de Zé Henrique e Fátima Leão, uma das maiores compositoras do Brasil.

Daniel, sempre carismático e acolhedor, conduz as conversas com muita propriedade, relembrando histórias de bastidores, sucessos marcantes e momentos que definiram o sertanejo. Não é sua primeira experiência apresentando um programa. Na época em que Xuxa esteve de licença maternidade, ele assumiu o comando do “Planeta Xuxa” em um domingo no ano de 1998. Agora, no Viver Sertanejo, Daniel conecta gerações e reforça o valor do movimento sertanejo que está profundamente enraizado na cultura brasileira.

No entanto, apesar de todas essas qualidades, o programa esbarra em alguns problemas que comprometem parte de sua proposta. O tempo de duração e alguns convidados não permitem a conversa se aprofundar em assuntos mais interessantes para o público. Com pouco mais de 50 minutos de programa e muitos convidados em cada edição, o ritmo acaba ficando apressado. Tudo está atropelado, não justificando a presença de certos convidados. Muitas vezes o convidado de renome está contando algo bem legal, mas é interrompido por um artista que começou esses dias e nem tem assunto para agregar no programa. Nem um bom roteiro salva essas coisas.

A sensação é de que as conversas não fluem como poderiam e histórias riquíssimas acabam sendo atropeladas. Um exemplo muito comentado por internautas no dia em que foi ao ar é o episódio da participação de Fátima Leão, compositora de sucessos como “Dormir na Praça” e “Alô”. Apesar de sua relevância e do enorme repertório que ela tem, não houve tempo suficiente para que ela contasse suas histórias e sequer cantar o maior sucesso dela, justamente a “Dormir na Praça”, que chegou a ser gravada. No entanto, a música foi cortada na edição no episódio, cheio de gente para falar. Caberia naquele programa somente ela junto com Zé Henrique & Gabriel, por exemplo. Que fizessem outro episódio com Tierry, Grelo e Day & Lara, dando até para colocar mais um compositor relevante da atual geração.

A crítica, portanto, não é ao conteúdo ou à ideia do programa, que é maravilhosa e tem funcionado de certa forma, mas sim à execução, que poderia ser ajustada. Quem não ficou sentindo falta de boas histórias que Rionegro & Solimões no domingo passado? Inclusive, aquela famosa história em que um fã encontrou o Rionegro sozinho em um hotel e perguntou: “Cadê aquele altão que canta com você?”. Ao invés disso, foi preciso aguentar Luan Pereira com uma conversa sem pé, nem cabeça. Já aquele episódio dos Menotti com Lourenço & Lourival, mesmo com ambas às duplas sendo de diferentes gerações, funcionou porque eles realmente possuem uma ligação. Carregam história de sobra pra contar conhecendo um a carreira do outro.

Talvez reduzir o número de convidados por edição ou ampliar a duração do programa fosse o ideal. Dá pra cortar alguns minutos daquele chatíssimo Auto Esporte para dar mais espaço na grade da manhã dominical. Assim, os artistas teriam mais espaço para se expressar e o público poderia mergulhar mais a fundo nas conversas entre os ídolos que fizeram e fazem parte de sua vida. Dava para descobrirmos mais histórias inéditas, coisas que movimentam os bastidores ou detalhes de discos que mudaram a carreira de cada artista.

O Viver Sertanejo tem tudo para ser um marco na TV brasileira, mas precisa desses ajustes de separar geração com geração para alcançar todo o seu potencial. Nem sempre um episódio com um artista renomado agrada porque no meio tem um recente. O programa pode funcionar muito bem com artistas dessa atual geração se encontrando entre si. Talvez será possível ver essa melhoria nos próximos programas que serão gravados, já que agora os episódios são fixos nas manhãs da Globo.

Com mais tempo e menos pressa, Daniel e seus convidados poderiam proporcionar uma experiência ainda mais rica e emocionante para os telespectadores. Afinal, a música sertaneja não merece ser contada às pressas – ela merece ser vivida como o próprio nome Viver Sertanejo propõe. Sem contar que tem sido ótimo acordar aos domingos e tomar aquele café, ouvindo uma prosa boa na fazenda de Daniel com os maiores nomes do gênero mais popular do país.

Riquinho: O gênio do pagode que partiu cedo demais

O pagode dos anos 90 foi marcado por uma geração de talentosos compositores e intérpretes que ajudaram a consolidar o gênero no Brasil. Entre esses nomes, um dos mais brilhantes foi Riquinho, compositor de grande sensibilidade e criatividade, responsável por sucessos que embalaram e ainda embalam rodas de samba e pagodes por todo o país. Infelizmente, sua carreira foi interrompida precocemente, aos 24 anos. Mas ele deixou uma marca que é lembrada por poucos, mas reconhecida em qualquer repertório do pagode romântico.

Desde muito jovem, Riquinho demonstrou talento para a música. Sua habilidade para compor letras envolventes e melodias marcantes fez com que ele se destacasse rapidamente no meio musical. Seu nome passou a ser sinônimo de qualidade e inovação no pagode, um estilo que vivia um verdadeiro auge nos anos 90. Sua mãe, dona Edna, conta que ele vivia com pressa de tudo. Parece que ele sentia que teria um propósito importante na vida, mas ao mesmo tempo, rápido como uma estrela cadente.

Com influências que iam do samba raiz ao pagode romântico, suas composições traziam letras que falavam de amor, desilusões e a alegria da vida boêmia, conquistando uma legião de fãs e sendo gravadas por diversos grupos e artistas do gênero. Seu faro para grandes hits o tornou um dos compositores mais requisitados da época, ao lado de um dos principais parceiros de composição, André Renato.

“Alô Som” e o sucesso nas composições

Riquinho teve uma forte ligação com o grupo Alô Som, um dos grandes nomes do pagode romântico nos anos 90. Suas composições ajudaram a consolidar o grupo no cenário musical, tornando-se verdadeiros hinos do gênero. O Alô Som, assim como outros grupos da época, soube interpretar com maestria as canções de Riquinho, transformando-as em sucessos que marcaram época. Muitas bandas beberam dessa fonte nos anos seguintes, fazendo sucesso regravando parte desse repertório.

Além do Alô Som, as músicas de Riquinho foram gravadas por diversos artistas de renome do pagode, garantindo que seu talento fosse reconhecido e sua obra se perpetuasse mesmo após sua partida. Uma das mais especiais foi a “Nosso Grito”, com o Fundo de Quintal. Suas letras, muitas vezes carregadas de emoção e histórias do cotidiano, bateram no carisma do público, tornando-se inconfundíveis.

(Riquinho à esquerda, ao lado do compositor Lincoln de Lima)

Sucessos como “Não pedi pra me Apaixonar”, “A gente já não Rola”, “Supera”, “Ainda gosto de Você”, “Pela Vida Inteira”, “Você me Maltrata”, “E agora”, “Até Encontrar”, “Pra Sempre”, “Não tive a Intenção”, “Pago pra Ver”, “Cadê Você”; marcam a história do pagode até hoje. Mesmo tendo tantos compositores bons na caneta, muitos dizem que igual ao Riquinho ninguém de sua geração chegou perto do que ele fazia.

Infelizmente, a trajetória promissora de Riquinho foi interrompida de forma trágica em 2000. O compositor faleceu vítima de um acidente de carro, com apenas 24 anos, deixando o mundo do pagode órfão de um de seus maiores talentos que estava saindo dos bastidores para ganhar os palcos. Sua morte precoce gerou grande comoção no meio musical e entre os fãs, que reconheciam nele um artista singular, capaz de traduzir sentimentos em melodias inesquecíveis.

Mesmo com uma carreira curta, Riquinho deixou um legado que segue vivo até hoje em cada esquina. Suas músicas continuam sendo lembradas, regravadas e cantadas por novas gerações de pagodeiros, mantendo seu nome presente na história da música brasileira. E sua mensagem, mesmo após tantos anos de sua partida, ainda é muito atual.

O talento de Riquinho foi um daqueles que surgem raramente. Seu dom para a composição fez com que ele deixasse uma marca indelével no pagode, um estilo que continua evoluindo, mas que sempre terá nele uma de suas referências mais importantes. Ele tão jovem conseguiu trazer maturidade ao pagode nos anos 2000, que deu sequência aos dourados anos 90 do gênero.

Há um tempo atrás, pouco acervo se tinha da história de Riquinho. Mas sua mãe deu uma linda entrevista para o canal de Leandro Brito, que a visitou na casa onde Riquinho compôs seus maiores sucessos. Confere aqui e se emocione tanto quanto todos nós que assistimos: História de Riquinho por Edna Só!

Embora tenha partido cedo demais, sua música segue viva, provando que grandes artistas nunca são esquecidos. O pagode deve muito a Riquinho, e seu legado continua a emocionar e embalar aqueles que apreciam um bom samba e a poesia de suas letras. Que ele seja mais celebrado por nossa geração e outras futuras, sendo eterno com suas obras.

Após 2ª temporada sem conclusão, Round 6 tem data para final da trama

A segunda temporada de “Round 6” estreou em 26 de dezembro de 2024, dando continuidade à história de Gi-hun e aprofundando os mistérios dos jogos mortais. Com sete episódios, a temporada foi bem recebida pelo público, acumulando 68 milhões de visualizações e mais de 487 milhões de horas assistidas em 93 países. A narrativa trouxe novas dinâmicas e desafios, mantendo os espectadores engajados e ansiosos pelo desfecho da trama.

A recepção crítica também foi positiva, destacando o desenvolvimento dos personagens e a complexidade da trama. A série continuou a explorar temas como desigualdade social e moralidade, elementos que contribuíram para seu sucesso global. Os fãs elogiaram a capacidade da série de surpreender e provocar reflexões profundas, consolidando “Round 6” como um fenômeno cultural. Ao mesmo tempo, ficou sem conclusão, deixando toda resolução da trama para daqui alguns meses.

A terceira e última temporada de “Round 6” foi anunciada para estrear em 27 de junho de 2025, conforme divulgação da Netflix Coreia. O criador da série, Hwang Dong-hyuk, revelou que Gi-hun enfrentará uma crise emocional e psicológica após os acontecimentos da 2ª temporada. A narrativa promete aprofundar os dilemas morais do protagonista, questionando se ele desistirá ou persistirá em sua missão de expor os responsáveis pelos jogos. Ou se irá se tornar um deles…

Além de Gi-hun, personagens importantes retornarão, como o Líder e o detetive Hwang Jun-ho. A temporada final buscará resolver os mistérios deixados em aberto, oferecendo um encerramento satisfatório para a jornada dos personagens. Espera-se que a série mantenha sua abordagem crítica, explorando as pressões sociais e os dilemas éticos enfrentados pelos participantes dos jogos.

Com a proximidade da data de lançamento, que antes era especulada para somente o fim do ano, a expectativa dos fãs aumenta para descobrir como “Round 6” concluirá sua envolvente história. A série que se tornou um marco na cultura pop, rompendo a bolha asiática ao ser sucesso no mundo todo, promete um desfecho emocionante e reflexivo com os temas que a tornaram um éxito mundial. Estamos prontos!

Christian Fittipaldi fará função de Toto Wolff ao assumir Scuderia Bandeiras na Stock Car

A Scuderia Bandeiras, equipe de Átila Abreu que estreia no grid da Stock Car a partir da temporada 2025, anunciou nesta semana uma contratação de peso para o comando da equipe: Christian Fittipaldi. Ele será o chefe do time, fazendo uma função de Toto Wolff. Ou como ele disse durante o Pelas Pistas, prefere o xará, Christian Horner. A escolha do ex-piloto traz não apenas experiência, mas também uma visão estratégica diferenciada para a equipe, que chega à categoria com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, tendo no elenco de pilotos Átila Abreu, Enzo Elias, Nelsinho Piquet e Vicente Orige.

Christian Fittipaldi tem um currículo impressionante na carreira. Filho do ex-piloto Wilson Fittipaldi e sobrinho do bicampeão da Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, ele fez carreira no automobilismo internacional, passando por categorias como a Fórmula 1, IndyCar e Endurance. Nessa trajetória, a gente teve a chance de vê-lo várias vezes com “aquele cabelo” como diz o amigo Tony Kanaan quando tirava o capacete.

Na Fórmula 1, Christian correu entre 1992 e 1994 pelas equipes Minardi e Footwork. Apesar de pilotar carros pouco competitivos, mostrou talento e determinação, conquistando pontos importantes e deixando uma boa impressão no grid. Nos anos que esteve por lá, conviveu com o amigo Rubens Barrichello e com Ayrton Senna. Inclusive, os três tiveram um famoso jantar que terminou no carro alugado de Rubens todo batido por Ayrton na porta do restaurante.

Após sua passagem pela F1, Christian migrou para os Estados Unidos, onde brilhou na IndyCar, vencendo corridas e tornando-se um dos brasileiros mais respeitados da categoria. No endurance, Christian construiu um legado ainda mais forte, com três títulos no IMSA WeatherTech SportsCar Championship e vitórias em provas icônicas como as 24 Horas de Daytona, consolidando-se como um dos grandes nomes das corridas de longa duração.

Foto: Reprodução / Interlagos, 1993

Agora, Christian assume um novo papel no automobilismo: o de chefe de equipe. Com sua vasta experiência dentro e fora das pistas, ele terá a missão de liderar um time promissor na Stock Car, uma das categorias mais competitivas do mundo. Com Átila, Enzo Elias, Nelsinho e Vicente, a Scuderia Bandeiras entra na disputa com um elenco forte e diversificado, que terá tempo para se moldar até sua estreia em maio.

Átila Abreu, além de dono da equipe, é um dos pilotos mais experientes do grid e busca consolidar sua trajetória com o novo time. Enzo Elias, jovem talento vindo do Porsche Cup Brasil, representa a renovação e o futuro da categoria. Nelsinho Piquet, campeão da Fórmula E e ex-Fórmula 1, traz seu estilo agressivo e competitivo para a equipe (essa que deve ser o melhor time para o qual ele irá correr na Stock até agora). Já Vicente Orige, campeão da Copa HB20 e piloto de sucesso em categorias de turismo, completa o quarteto com sua habilidade e consistência.

Com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, a equipe terá o desafio de desenvolver ambos os modelos e buscar resultados desde o começo da temporada, para chegar ao fim do ano com chances de títulos. Com Christian Fittipaldi no comando, a expectativa é que a Scuderia Bandeiras chegue com força e brigue entre os times de ponta da Stock Car.

Além dos autódromos: O sucesso do podcast Pelas Pistas

Mesmo assumindo a chefia da equipe, Christian continuará ativo no mundo do automobilismo de outra forma: como um dos apresentadores do podcast Pelas Pistas, ao lado de Nelsinho Piquet e Thiago Alves. Exibido toda terça-feira a noite, o programa já se tornou o melhor podcast de automobilismo do Brasil, trazendo análises detalhadas, bastidores exclusivos e debates de alto nível sobre o mundo das corridas. O canal chegou aos 100 mil inscritos recentemente.

(Meme do Tony imitando o Christian durante o podcast ‘Pelas Pistas’)

Com a estreia de Christian ao comando da Scuderia Bandeiras, o podcast ganha ainda mais conteúdo de primeira mão sobre os bastidores da Stock Car. Por anos, os fãs da velocidade buscaram por um podcast que tinha algo realmente interessante e diferente para mostrar. A criação do Pelas Pistas foi um grande presente nesse meio dos podcast’s, em especial no ramo do automobilismo. Desde então, todas as terças se tornaram os melhores dias da semana pelas conversas que vemos entre Thiago, Christian e Nelsinho.

A temporada 2025 promete ser histórica para a Stock, principal categoria do automobilismo nacional. Com a chegada Christian Fittipaldi no comando da Scuderia Bandeiras, o campeonato ganha ainda mais competitividade e prestígio. As corridas brasileiras seguem vivendo grandes momentos, e os fãs podem esperar um espetáculo dentro e fora das pistas.

Matías Canapino: A nova estrela da Turismo Carretera

Com apenas 24 anos, Matías Canapino fará sua estreia na Turismo Carretera em grande estilo, pilotando um Chevrolet Camaro novinho em folha que será construído pela equipe RUS Med Team. E olha só: ele chega carregando um legado enorme, com uma história cheia de emoção e significado.

Para quem não conhece, Matías é natural de Arrecifes, a cidade que respira velocidade e já deu ao mundo do automobilismo vários talentos incríveis. Ele subiu para a TC por mérito esportivo, o que por si só já é um feito gigante, e teve a oportunidade de escolher com qual marca faria sua estreia. Depois de algumas idas e vindas, foi autorizado pela ACTC a começar sua jornada com a Chevrolet – uma marca que está no DNA dos Canapino.

Mas atenção: essa autorização é só para 2025. No ano seguinte, ele terá que pilotar por uma marca que não seja Ford ou Chevrolet, seguindo as regras do campeonato. Então, a gente já sabe: 2025 promete ser especial e simbólico para Matías, que quer deixar sua marca logo no primeiro ano.

Assunto de família

Falar de Matías é impossível sem lembrar do irmão dele, Agustín Canapino, um dos maiores nomes do automobilismo argentino. E, claro, do pai deles, Alberto Canapino, uma verdadeira lenda, responsável por construir carros que dominaram as pistas por décadas.

Alberto faleceu em 2021, mas o impacto dele continua vivo em tudo o que Matías e Agustín fazem. E tem um detalhe que emociona: o carro que Matías pilotou na TC Pista foi o último que Alberto construiu. Com esse mesmo Chevrolet, Agustín conquistou seu 4º título na Turismo Carretera, lá em 2019. Agora, é Matías quem dá continuidade a essa história, carregando o nome da família para a categoria mais importante do automobilismo argentino.

Matías chega ao TC com um currículo sólido. Em suas quatro temporadas no TC Pista, disputou 60 corridas e acumulou conquistas que mostram o quanto ele é promissor:

• 2 vitórias em finais,

• 6 vitórias em séries,

• 3 pole positions,

• 6 pódios e

• 1 volta mais rápida.

Em 2024, ele terminou o campeonato do TC Pista em 5º lugar e ainda se classificou para a Copa de Prata, conquistando uma vitória. Não é pouca coisa!

Preparação para 2025

A estreia de Matías na Turismo Carretera já tem data marcada: dia 16 de fevereiro, na primeira etapa do campeonato, em Viedma. A equipe RUS Med Team, liderada por Mauro Medina, está correndo contra o relógio para preparar o Chevrolet Camaro NG (nova geração) que será usado pelo piloto. A construção do carro começou no dia 16 de dezembro e, como não poderia ser diferente, o motor terá a assinatura de Lucas Alonso – o mesmo responsável pelos motores do irmão Agustín.

O que mais encanta na história de Matías Canapino é ver como ele equilibra o peso de um legado tão importante com a vontade de criar sua própria trajetória. Ele não é apenas “o irmão de Agustín” ou “o filho de Alberto” – Matías está construindo sua identidade nas pistas com muita dedicação e talento.

Então, se você é fã de automobilismo e adora boas histórias, fique de olho nessa nova fase dos Canapino. A estreia de Matías na Carretera promete ser um evento emocionante – não só para ele, mas para todos que acompanham o esporte e entendem o que essa família representa para o automobilismo argentino.