Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Ken Miles e sua memorável vitória nas 24 Horas de Daytona

Foto/Reprodução: BBC Sports

Com a chegada das 24 Horas de Daytona, é impossível não lembrar de um dos momentos mais emblemáticos da história do automobilismo: a vitória de Ken Miles emblemática pista em 1966. Para os fãs de corridas de longa duração, Miles é um nome lendário, não apenas pelo talento como piloto, mas também pela mente genial que ajudou a moldar o automobilismo como o conhecemos hoje em dia.

Ken Miles era mais do que um piloto; ele era um engenheiro dedicado, que vivia para ajustar cada detalhe dos carros que pilotava. Essa paixão o tornou uma figura crucial na épica batalha entre a Ford e a Ferrari nos anos 1960, retratada de forma brilhante no filme Ford vs Ferrari (2019). No longa, Christian Bale interpreta Miles, capturando sua determinação, genialidade e o espírito de luta que marcaram sua carreira. Mesmo sem nenhum acesso a arquivos de video, Bale fez os trejeitos de Miles deixando o personagem tão familiar a quem assiste. Aliás, esse é um daqueles filmes que assistimos toda semana e choramos de qualquer jeito, mesmo já sabendo as falas de cor.

A vitória em Daytona, em 1966, foi um marco para o automobilismo na época. Naquele ano, Miles e Lloyd Ruby pilotaram o Ford GT40 Mk II, um carro que representava o auge da engenharia automotiva para aquele período de primórdios da tecnologia das quatro rodas. A corrida foi dominada pela dupla, que liderou mais da metade das 24 horas e cruzou a linha de chegada com uma vantagem impressionante, consolidando o domínio da Ford no cenário internacional. De quebra ainda deixou Enzo Ferrari preocupado.

Shelby e Miles interpretados por Matt Damon e Christian Bale no cinema;

Essa vitória em Daytona foi especialmente significativa porque representou a primeira etapa da chamada tríplice coroa americana de Ken Miles: Daytona, Sebring e Le Mans, todas conquistadas no mesmo ano. Apesar de sua controversa derrota em Le Mans, quando a Ford ordenou que ele diminuísse o ritmo para uma chegada fotográfica com os três carros da marca, a performance de Miles em Daytona permanece como um dos maiores feitos do automobilismo. E cá entre nós, Le Mans 66 sempre será dele.

Além de ser um piloto fora da curva que tinha uma visão totalmente além do que um piloto qualquer tinha da pista e de seu carro, Ken Miles foi inovador ajudando a Ford construir máquinas capazes de rivalizar com a Ferrari, até então imbatível nas pistas. Seu impacto vai além dos troféus. Ele redefiniu o conceito do que significava ser um piloto de resistência, com uma combinação rara de habilidade ao volante e profundo entendimento técnico. Suas conversas com o carro o fizeram ter esse lado romântico entre a velocidade e o perigo de se correr em 7 mil RPM.

Para quem ainda não conhece em detalhes sua história, o filme Ford vs Ferrari é um excelente ponto de partida. Ele não apenas celebra a rivalidade épica entre as duas montadoras mais relevantes do mercado, mas também presta uma homenagem merecida a Miles, um homem cuja paixão pelo automobilismo transcendeu as pistas. O filme mostra um lado pessoal de Ken que não conhecíamos antes, mas também o consolida como um dos pilotos mais completos da história que pouco reconhecimento teve fora da bolha automobilística.

Enquanto acompanhamos os carros rasgando o circuito de Daytona, é importante lembrar daqueles que pavimentaram o caminho para o que o automobilismo se tornou. Ken Miles, com sua vitória icônica em 1966, certamente merece um lugar de destaque nessa memória. Reverenciar seus feitos, ao lado do grande parceiro Carroll Shelby, é entender o que realmente faz a velocidade ser uma paixão!

Aposentado, James Rodríguez inicia férias no México iludindo León

Foto: Club León

O modelo, ops, jogador colombiano, James Rodríguez há algum tempo vive mais do nome e da fama do que de seu próprio futebol. Recentemente, ele acertou um novo contrato com o León, do México. Em mais uma passagem que parece seguir o roteiro repetido de sua carreira: Grandes expectativas, pouca entrega e uma saída pela porta dos fundos em pelo menos seis meses. Essa é mais uma parada na longa lista de clubes que James escolheu como escala para o que parece ser sua verdadeira prioridade nos últimos anos: engordar a conta bancária e ser turista no país que escolheu.

Depois de ser um galático no Real Madrid e protagonista na Copa do Mundo de 2014 com um dos gols mais bonitos do torneio feito contra o Uruguai nas oitavas de final, James virou uma espécie de nômade do futebol atualmente. Passou pelo Bayern de Munique, Everton, Al-Rayyan, Olympiacos, teve a passagem nada estrelar pelo São Paulo e recentemente passou umas férias na Espanha quando frequentou o Rayo Vallecano. Agora é a vez dele passar uma temporada de turista no León, do México. Estrategicamente o país tem voos mais fáceis para Medellín, cidade onde James nasceu e é vizinho de Maluma na Colômbia.

O padrão da ida de James para um time é sempre o mesmo. Chega com pompa, faz umas boas partidas para mostrar que “ainda tem lenha pra queimar” no começo, mas logo perde espaço, seja por questões físicas, falta de desempenho ou até por incompatibilidade com técnicos e esquemas táticos. O início da história ele já está escrevendo. Em sua estreia no último fim de semana pela primeira rodada da Liga MX, jogou bem e foi importante para o time do León vencer por 2×1 a partida contra o Atlas.

Sua passagem pelo São Paulo foi um exemplo perfeito disso também. Chegou com status de estrela e iludiu algumas pessoas no início. Mas o que vimos em campo no decorrer dos meses foi uma versão apática de um jogador que já foi mágico com a bola nos pés. Saiu deixando mais ranço do que saudades e o torcedor tricolor certamente lembra mais do quanto ele pesou na folha salarial do que de suas atuações. Além de pênaltis perdidos, claro.

Agora, no León, a pergunta é: Será que James vai, finalmente, reencontrar a motivação para jogar ou está apenas cumprindo mais uma etapa em sua turnê global de “aposentadoria antecipada”? Aos 33 anos, ele parece mais interessado em aproveitar os últimos anos de carreira como uma ponte para algo que já poderia estar fazendo há tempos: ser ex-jogador e atuar como modelo de marcas famosas. Com a bela mansão que tem em Guatapé, um dos pontos turísticos de Medellín, não seria hora de finalmente parar e atuar como embaixador das belezas e do futebol de seu país que diz tanto amar?

E sejamos sinceros, ele tem todas as condições para isso. Com seu carisma e boa aparência, James já poderia estar construindo uma carreira como uma figura pública relevante, sem compromissos com o calendário futebolístico que exige tanto dos atletas. Ele não precisa continuar em campo, especialmente se o desempenho continuar nesse ritmo desinteressado e desanimador para os torcedores. Há quem diga que ele joga mais pelo contrato do que pelo amor ao esporte, e, considerando o histórico recente, é difícil discordar.

O que resta ao torcedor do León e de qualquer outro clube que venha a contratá-lo é a esperança. Afinal, mesmo um James desinteressado ainda pode dar um ou outro lampejo de talento. Mas, para quem acompanhou aquele garoto que encantou o mundo em 2014, fica a sensação de que ele já encerrou sua trajetória de verdade há tempos — pelo menos dentro das quatro linhas pelos clubes. Já quando o assunto é Seleção Colombiana, ele ainda parece ter muita lenha pra queimar. Engraçado isso, não é?! Mas esse assunto fica pra outro dia.

Um verão inesquecível em Mar del Plata

Foto: Arquivo pessoal

Mar del Plata, carinhosamente chamada de “MDQ” ou “La Feliz”, é um dos destinos mais procurados da Argentina durante o verão. Suas belezas naturais e a agitada vida noturna são atrativos que encantam a todos. Localizada na costa atlântica, a cidade combina belas praias, uma rica oferta cultural, gastronomia de primeira e uma energia vibrante.

Se você está planejando um verão inesquecível, Mar del Plata é o lugar perfeito para relaxar, se divertir e explorar grandes experiências como faz o goleiro, orgulho da cidade, Dibu Martínez. Na primeira vez que você vai, pode chegar sem expectativas. Mas quando vai embora, contará os dias para voltar.

Praias imperdíveis para aproveitar

Mar del Plata possui diversas praias para todos os gostos;

• Playa Grande: Popular entre os surfistas e jovens, oferece ótima infraestrutura e um ambiente animado.

• Playa Varese: Ideal para famílias, com águas calmas e um calçadão perfeito para caminhadas ao pôr do sol.

• Punta Mogotes: Uma das maiores praias, com clubes que oferecem serviços exclusivos, como espreguiçadeiras e gastronomia à beira-mar.

• Playa Bristol: A mais central e famosa, ótima para quem quer curtir a cidade sem abrir mão do mar.

Pontos Turísticos

Além das praias, Mar del Plata oferece atrações que enriquecem qualquer roteiro:

• Casino Central: Um ícone da cidade, perfeito para quem gosta de jogos ou quer apreciar a arquitetura.

• Aquário de Mar del Plata: Um passeio ideal para famílias, com shows de golfinhos e tanques interativos.

• Torre Tanque: Um mirante com vista panorâmica de tirar o fôlego.

• Museu do Mar: Uma coleção fascinante de conchas e exposições sobre a vida marinha.

• Puerto de Mar del Plata: O lugar perfeito para saborear frutos do mar frescos enquanto observa os barcos de pesca e os leões-marinhos.

Gastronomia e Vida Noturna

Mar del Plata é um paraíso para os amantes de boa comida. Não deixe de experimentar:

• Frutos do Mar: Restaurantes como o La Marina e o Chichilo são conhecidos por pratos frescos e saborosos.

• Asado Argentino: O Los García Asador Criollo é uma escolha imperdível para provar a tradicional parrilla argentina.

• Confeitarias e Cafés: O Confitería Boston é famoso por suas medialunas e doces deliciosos.

• Vida Noturna: Bares como o Antares (cervejaria artesanal) e boates como o Bruto Playa garantem noites animadas.

Melhores Hotéis para se hospedar

• Hotel Costa Galana: Luxuoso, com vista para o mar e serviços de alto padrão.

• NH Gran Hotel Provincial: Um clássico, com localização privilegiada e arquitetura icônica.

• Hotel Sainte Jeanne: Um boutique hotel encantador, ideal para quem busca conforto e exclusividade.

• Hotel Uthgra Sasso: Com spa e piscina, perfeito para relaxar.

Foto: Ni.ba

Por que Escolher Mar del Plata?

Esse lindo lugar é um destino que mistura praia, cultura e diversão. Suas paisagens naturais, infraestrutura de qualidade e o calor da hospitalidade argentina fazem da cidade uma escolha irresistível para o verão. É o litoral onde você pode saborear pratos incríveis, ver um pôr-do-sol incrível e criar memórias inesquecíveis, seja em casal, com amigos ou em família.

De quebra você ainda confere festivais de verão com os principais artistas da América Latina, além de encontrar os canais de TV porteños que fazem uma temporada especial em Mar del Plata durante janeiro e fevereiro. Se der sorte, ainda encontra pilotos da Carretera por lá aproveitando as férias antes de voltarem a acelerar nas pistas.

Turismo Carretera: Largada da temporada será em fevereiro

Foto: ACTC

Não fique esperando o retorno da Fórmula 1 sem nada pra fazer! A temporada 2025 da Turismo Carretera promete ser emocionante, com a primeira corrida marcada para o dia 16 de fevereiro em Viedma, Rio Negro.  

Pilotos em destaque nessa temporada

Julián Santero, atual campeão pela Ford, buscará defender seu título após uma temporada marcada por intensas disputas. Mariano Werner, que enfrentou contratempos na última temporada, também é um nome a ser observado, especialmente considerando sua busca pelo tetracampeonato.

Outros renomados pilotos continuarão abrilhantando a nova temporada, como Agustín Canapino, que agora correrá contra seu irmão Matías, que fará sua estreia na categoria. Cristian Ledesma, Matías Rossi, Josito di Palma e Germán Todino também seguem como candidatos à protagonista.

Rivalidade Ford vs. Chevrolet

A tradicional rivalidade entre Ford e Chevrolet continua a ser um dos pilares do Turismo Carretera. Com a introdução dos modelos Ford Mustang e Chevrolet Camaro em 2024, a competição entre as marcas ganhou novo fôlego, prometendo disputas acirradas nas pistas argentinas. Dodge e Torino também seguem na luta por lugares no pódio junto de suas torcidas que crescem cada vez mais.

O Turismo Carretera é mais do que uma categoria de automobilismo na Argentina; é uma verdadeira paixão nacional. Com 87 anos de história, a categoria cativa fãs de todas as idades, que aguardam ansiosamente cada temporada para torcer por seus pilotos e marcas favoritas.  

Calendário da Temporada 2025

A temporada contará com 15 etapas, começando em 16 de fevereiro em Viedma e encerrando em 7 de dezembro. As últimas cinco etapas compõem a “Copa de Oro”, que definirá o campeão do ano. 

Com pilotos apurados, rivalidades históricas e a paixão inigualável dos fãs argentinos, a temporada 2025 do Turismo Carretera promete ser inesquecível. Uma das disputas mais acirradas está vindo nos próximos capítulos dessa nova história.

Anote aí as corridas que teremos neste ano:

Corrida 1: 16 de fevereiro

Corrida 2: 9 de março

Corrida 3: 30 de março

Corrida 4: 20 de abril

Corrida 5: 11 de maio

Corrida 6: 7 de junho

Corrida 7: 22 de junho

Corrida 8: 13 de julho

Corrida 9: 10 de agosto

Corrida 10: 24 de agosto

Corrida 11: 14 de setembro

Corrida 12: 5 de outubro

Corrida 13: 2 de novembro

Corrida 14: 16 de novembro

Corrida 15: 7 de dezembro (Final)

“Atemporal” reposiciona Calcinha Preta como a maior banda de Forró do mundo

Foto: Reprodução

Calcinha Preta não é apenas uma banda, é um símbolo do Nordeste que conquistou o Brasil. Desde sua criação em 1995, o grupo tem marcado gerações e se consolidado como um verdadeiro patrimônio da música nacional. Com sua mistura inconfundível de talento, carisma e paixão, a banda elevou o patamar do forró a níveis nunca antes alcançados, conquistando o coração de milhões e se tornando, indiscutivelmente, a maior banda de forró do Brasil e do planeta.

Uma vez ouvi uma entrevista do Pinha Presidente, membro histórico do Exaltasamba. Ele foi perguntado pelo Leandro Brito em seu podcast sobre quem era a maior banda de pagode da história. Pinha explicou que o Fundo de Quintal é a escola de todos, mas a banda que mudou tudo foi o Raça Negra. Segundo Pinha, o pagode antes não era respeitado e não tinha estrutura para cantar nos eventos, o cachê ainda era baixo e todavia faziam gravações mais precárias devido a falta de investimento e atenção do mercado musical. O Raça Negra é a maior banda de pagode do mundo, pois conseguiu dar ao seu gênero a revolução e inovação que precisava para fazer história abrindo portas nunca imaginadas antes. Tudo isso, com a mesma importância e proporção, a banda Calcinha Preta fez no forró.

O DVD “Atemporal” lançado em 2024 é uma obra-prima que celebra todo esse legado. Mais do que um registro audiovisual, é uma experiência transformadora para cada fã que viu os auges e os momentos difíceis da banda em três décadas de história. Ele nos transporta para os grandes sucessos interpretados por Daniel Diau, Silvânia Aquino, Bell Oliver (meu crush) e Paulinha Abelha, agora com músicas muito bem interpretadas por O’hara Ravick, que com seu talento conquistou seu lugar sem roubar o de ninguém. O que deixa o “Atemporal” ainda mais especial são as participações de Marlus, Raied Neto e Berg Rabelo.

A energia da banda toma conta e cada nota é um convite à emoção. Relembramos composições de Chrystian Lima e Beto Caju nas vozes de cada intérprete que construiu esse legado da banda, abençoado pela màgica que acontece em Salvador. Lá foi onde tudo começou quando a banda em 2004 gravou o primeiro DVD ao vivo da história do forró. As referências ao primeiro ao vivo são icônicas, como o figurino do balé, inclusive aquele vermelho homenageando Paulinha na música “Furunfa”. Tinha que ser ali, vinte anos depois o capítulo que consolida a trajetória da Calcinha Preta. Nesse álbum, as vozes marcantes, as coreografias que todos sabem de cor e o poder do forró se unem para criar todo o momento atemporal que a banda vive hoje.

Com suas letras que narram histórias de amor, dor, romatismo, felicidade e celebração, a Calcinha Preta cravou seu nome como um patrimônio histórico. Além de seus feitos que dominaram o Brasil, momentos que na época foram de muita alegria para a banda, hoje se fazem inesquecíveis para o forró. Em 2010 a banda venceu o prêmio “Melhores do Ano” com a canção ‘Você não vale nada’, derrotando Maria Gadú e Victor & Léo no programa de maior audiência na TV daquela época: Domingão do Faustão. Olhar aquela vitória hoje em dia traz algo ainda mais significativo para o forró, para o Nordeste e para a história da Calcinha Preta.

Mais do que música, a Calcinha Preta é cultura, é resistência e é um movimento que carrega as raízes do Nordeste para o mundo. O DVD é a prova de que o legado da banda transcende o tempo, reafirmando seu papel como um fenômeno cultural capaz de unir gerações. O visual que vai do imenso palco às imagens incríveis, contrastando com os figurinos dos vocalistas e do balé deixou o projeto bilhante. Tudo isso ficou ainda melhor com o “Festival Atemporal” que a banda está levando para as capitais brasileiras.

Por tudo isso, a Calcinha Preta merece ser exaltada como o Pinha do Exalta exalta o Raça Negra – ficou redundante, eu sei. Não sou tão boa com as palavras como Chrystian Lima que escreve “Cobertor” depois de um sonho. A história da Calcinha Preta é motivo de orgulho, e seu impacto é algo indescritível. Dos arranjos de guitarra que mais parecem uma banda de heavy metal ao marcante violão, a sonoridade da Calcinha é um legado irretocável na música nacional. O “Atemporal” é uma joia que reafirma a grandiosidade da banda e mantém viva a essência verdadeira do forró. Enquanto houver Calcinha Preta, haverá música que emociona, conecta e celebra a vida.

Para conferir o álbum completo em suas 27 faixas de muita história, recomendo a Deezer. Além do “Atemporal”, as melhores playlists de forró estão na plataforma: Ouça aqui!

Capitão América: Admirável Mundo Novo – Críticas ao filme não tem nada a ver com CGI ou roteiro

O próximo capítulo do universo cinematográfico da Marvel, Capitão América: Admirável Mundo Novo, já está cercado de expectativas, polêmicas e promessas de inovação. O filme, que marca o retorno de Sam Wilson, interpretado por Anthony Mackie, como o novo Capitão América, também traz Harrison Ford como o enigmático e implacável Hulk Vermelho. Com estreia marcada para 14 de fevereiro, a produção tem tudo para ser um divisor de águas na história do MCU – mas também está enfrentando questionamentos antes mesmo de chegar aos cinemas.

A transformação de Sam Wilson, anteriormente o Falcão, no novo Capitão América foi consolidada na série Falcão e o Soldado Invernal (2021), uma história que explorou temas como herança, identidade e o peso de carregar o manto deixado por Steve Rogers. Anthony Mackie, agora em seu primeiro filme solo como Capitão América, tem a responsabilidade de encarnar um herói que representa não apenas o símbolo de liberdade dos EUA, mas também a luta por inclusão e igualdade em um cenário global. E muitos não estão entendo esse simples fato.

O filme promete aprofundar os dilemas de Sam enquanto ele tenta equilibrar o legado de Steve com sua própria visão de justiça e com sua personalidade. A presença de Anthony Mackie traz um frescor necessário ao personagem, dando espaço para narrativas mais contemporâneas e socialmente relevantes.

Harrison Ford, um dos nomes mais icônicos de Hollywood, fará sua estreia no MCU interpretando Thaddeus Ross, o Hulk Vermelho. O papel foi anteriormente interpretado por William Hurt, e a escalação de Ford sugere que o personagem terá um papel central na trama. Ross, como Hulk Vermelho, pode ser uma ameaça formidável tanto física quanto politicamente, trazendo à tona questões sobre poder, controle e o papel dos heróis em um mundo cada vez mais dividido.

Com Ford no elenco, o filme deve explorar temas mais sérios e complexos, ao mesmo tempo que entrega a ação característica da Marvel. A expectativa é que sua presença amplie o apelo do filme, atraindo tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. Não é possível que vão desperdiçar esse elenco no filme, certo?

No entanto, Admirável Mundo Novo já enfrenta críticas relacionadas à questões maiores do que roteiro ou CGI, especialmente no mercado asiático. Todos sabemos que o buraco é mais embaixo. Uma das controvérsias gira em torno do traje de Sam Wilson no filme. Algumas imagens promocionais mostram o personagem em um uniforme que cobre quase todo o corpo, incluindo o pescoço e as mãos – algo que alguns críticos interpretaram como uma tentativa de minimizar a exposição da pele negra de Anthony Mackie para o público de mercados onde o racismo ainda influencia o consumo cultural, como em certas regiões da Ásia.

Lembrando que os pôsters de promo do Pantera Negra no território asiático eram bem diferentes dos que vimos por aqui. Essa questão reacende o debate sobre como Hollywood, mesmo em 2025, ainda enfrenta desafios em conciliar inclusão com preocupações comerciais sem enfrentar o racismo, por exemplo. Para muitos fãs, esse tipo de abordagem contradiz o próprio simbolismo do Capitão América como um defensor da liberdade e igualdade. Por outro lado, a Marvel ainda não se pronunciou oficialmente sobre essas acusações, deixando no ar o impacto que a polêmica pode ter na recepção do filme em fevereiro.

O que o filme pode trazer de bom?

Deixando polêmicas de lado, há muito que se celebrar em Capitão América: Admirável Mundo Novo. O filme tem o potencial de explorar novas dinâmicas no MCU, especialmente com a introdução de Harrison Ford como um grande vilão e a consolidação de Sam Wilson como líder daqui em diante. A narrativa pode abordar temas contemporâneos, como nacionalismo, responsabilidade social e o papel dos heróis em um mundo dividido por ideologias, principalmente no cenário que muitos países vivem hoje.

Outro ponto alto é o retorno de personagens queridos do MCU e a expansão de novos arcos narrativos. O filme deve preparar o terreno para Vingadores: Doomsday e Guerras Secretas, conectando pontas soltas e introduzindo elementos cruciais para as futuras produções da Marvel. Capitão América: Admirável Mundo Novo é mais do que um filme de super-herói; é uma declaração sobre o futuro do MCU e os valores que ele busca representar.

A estreia de Anthony Mackie no cinema como Capitão América é um marco para a diversidade na indústria do cinema. Portanto, a expectativa é alta para que Admirável Mundo Novo entregue um espetáculo emocionante e relevante, consolidando Sam Wilson como o Capitão América que o mundo precisa receber de braços abertos no presente que se vive. Você tem o direito de achar o filme bom ou ruim, mas somente após assistir. Críticas pesadas antes disso que não venham de votantes da academia do Oscar, por exemplo, é puro preconceito com o novo Capitão América das telonas.