Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Briga por Álbum do Ano no Grammy será uma das mais disputadas

Neste fim de semana, o mundo da música volta seus olhos para o Grammy Awards 2025, onde Beyoncé e Taylor Swift se destacam como as principais concorrentes na categoria Álbum do Ano. Beyoncé lidera as indicações com 11 nomeações, incluindo a de melhor álbum por “Cowboy Carter”, um trabalho que a consagrou como a primeira mulher negra a estrear no topo da parada country da Billboard. Seu show no intervalo da NFL no fim do ano passado consolidou ainda mais o sucesso do projeto.

Por outro lado, Taylor Swift não fica atrás, acumulando seis indicações, entre elas Álbum do Ano por “The Tortured Poets Department”. Com essa nomeação, a loirinha do momento se tornou a primeira artista a ser indicada sete vezes nessa categoria, tendo vencido quatro vezes anteriormente.

A competição entre as duas é acirrada. Enquanto Beyoncé busca sua primeira vitória na categoria Álbum do Ano, Swift já possui um histórico de sucessos nessa área. Especialistas apontam que, embora “Cowboy Carter” de Beyoncé seja um forte candidato, “Brat” de Charli XCX pode surpreender e levar o prêmio também pela qualidade apresentada.

Independentemente do resultado, a 67ª edição do Grammy Awards promete ser memorável, celebrando a diversidade e o talento de artistas que definem os rumos da música contemporânea. O Grammy 2025 terá transmissão da TNT e da Max, neste domingo (2). Confira quem está na briga pelo “Álbum do Ano”.

20 anos do emblemático “Limão com Mel – Ao Vivo no Olympia”

O forró nordestino escreveu um dos capítulos mais grandiosos de sua história em 2005. No coração de São Paulo, em um dos palcos mais icônicos do país, a banda Limão com Mel não apenas lotou o Olympia, mas transformou aquela noite em um espetáculo inesquecível. O resultado? Um emblemático DVD que mudou a história desse gênero musical. “Um Amor de Novela – Ao Vivo no Olympia” rompeu suas barreiras e consolidou a banda como uma das maiores do Brasil no cenário que colocou o forró como protagonista das rádios dentro e fora do Nordeste.

Hoje, duas décadas depois, a grandiosidade desse projeto continua ecoando e chama ainda mais atenção por tudo que foi realizado. O que parecia um desafio quase impossível – uma banda de forró vinda do Nordeste dominar o principal palco da capital paulista – se tornou uma consagração. Com um repertório recheado de sucessos autorais, ingressos esgotados e interpretações emocionantes de Batista Lima à frente dos vocais e da direção musical, guiou a Limão com Mel por um show impecável que nunca foi esquecido. Do início ao fim, a banda foi levando o público a momentos de pura euforia que ficaram registrados no melhor álbum ao vivo da Limão.

O Olympia, palco que já havia recebido lendas da MPB, do samba e do sertanejo, abriu suas portas para um gênero que, por muitos anos, lutou por reconhecimento nacional. Mas naquela noite, não havia dúvidas: o forró tinha conquistado de vez seu espaço. Com uma produção cinematográfica à la Hollywood, iluminação e estrutura de ponta, o DVD registrou o auge da banda e se tornou um dos trabalhos mais emblemáticos da história do ritmo nordestino. Músicos como o sanfoneiro Maestro Pica-pau, são lembrados até hoje pelo trabalho feito nesse projeto.

Canções como “Um Amor de Novela”, “Esse Amor É Mil”, “Toma Conta de Mim”, “Play Record” e “Tome Amor” se tornaram verdadeiros hinos. A energia daquela gravação, com aquela formação da banda, junto do repertório que emplacou sucessos, se perpetuou por gerações. O impacto desse disco foi tão grande que o projeto ajudou também a abrir portas para outras bandas do segmento, solidificando o forró como um movimento de alcance nacional podendo dominar os palcos fora da região de sua origem.

Em seus 20 aninhos, o “Ao Vivo no Olympia” da Limão segue sendo uma referência. Ele foi um verdadeiro divisor de águas que reafirmou a força do forró e da cultura nordestina, para quem ousava ainda duvidar que uma banda lotaria aquele sagrado lugar da música brasileira. Para os fãs da Limão com Mel – e para os amantes do gênero que só cresce a cada dia – esse DVD não é apenas um disco ao vivo bem feito: ele é uma celebração, uma obra-prima e um orgulho para os forrozeiros de plantão.

Confira o Ao Vivo completo na Deezer, onde também tem as melhores playlist’s de forró: Limão com Mel – Ao vivo no Olympia

Marco Abreu é algo muito além dos violões

Foto: Instagram

Há artistas que admiramos de longe, como referências inatingíveis cujos nomes estão impressos em obras que moldam nossa relação com a música. Marco Abreu sempre foi um desses para mim. Não existe ninguém igual a ele. Cresci ouvindo, assistindo seus trabalhos e lendo seu nome nas fichas técnicas. Seu talento, sua sensibilidade musical, seu estilo único de fazer as cordas do violão tocar e seu papel na construção da sonoridade do sertanejo moderno, fazem dele um dos músicos mais brilhantes que conheço. Mas hoje, de uma forma que ainda me surpreende, posso dizer que tenho a honra de trocar ideias e conversar com ele sempre que posso. E isso é surreal para aquela criança de 2001, que o assistia em uma TV de tubo no programa do Gugu.

Marco Abreu é um nome fundamental na música brasileira, digamos que, um verdadeiro marco. Seu trabalho nos violões dos Acústicos de Bruno & Marrone gravados em 2000 e em 2001 se tornaram sinônimo de referência para qualquer músico no sertanejo. Em especial, aquele álbum histórico gravado em Uberlândia que transformou o mercado sertanejo, é apenas uma de suas muitas contribuições para a história de uma musicalidade impecável. Aliás, se você ainda chama o “Acústico do Bruno & Marrone” de “Acústico do Bruno & Marrone”, mude para “Acústico do Marco Abreu”. Ele é o dono de tudo que revolucionou o mercado ali.

Durante anos ele foi violonista e guitarrista da dupla, deixando sua marca nos melhores álbuns que Bruno & Marrone fizeram com as produções de Maluly e Dudu Borges. Sua trajetória também passa por projetos premiados, como o disco “Pra Ser Feliz”, de Daniel, produzido também por Dudu, com quem segue colaborando. Um exemplo recente dessa grande parceria é a música “Haverá Sinais”, de Jorge & Mateus com Lauana Prado. O clipe me prende não apenas pela música, mas pela oportunidade de vê-lo em cena no estúdio. Sou capaz de passar horas revivendo os arranjos que ele comanda nos dedos seja nas playlist’s, nos discos ou DVD’s.

Desde os álbuns gravados do Bruno & Marrone, ao registro de George Henrique & Rodrigo no posto de gasolina em Goiânia naquele DVD de 2011, é sempre um presente sentir aquele som inconfundível mais uma vez. Seu violão dá identidade a cada música, as quais se tornaram eternas como “Ligação Urbana”, “Feriado Nacional”, “Um Bom Perdedor”, “Inevitável”, “Grama de Quintal”, “Receita de Amar”… Cada acorde carrega um pedaço da história de Marco no sertanejo e, de alguma forma, da minha vida também. Ele é algo que vai muito além dos violões para mim. Já esteve no meu fone em momentos difíceis que superei escutando seus acordes.

Além da admiração profissional, há momentos que fazem essa conexão se tornar ainda mais especial. Como no dia em que, sabendo que sou setorista do River Plate (ARG), ele me mandou o placar de River x Atl. Mineiro na Libertadores. O time de Marcelo Gallardo perdia por 3×0, e ele brincou dizendo que a situação estava feia para mim. Ri muito como poucas vezes. Ele, fanático pelo São Paulo, não perde uma boa provocação aos rivais e sempre compartilhamos memes sobre futebol.

Certa vez, também falamos sobre outro gênio, o produtor/compositor e multi-instrumentista Piska. Marco contou que só o encontrou uma vez no estúdio Mosh, quando ele levou uma música para o Bruno. Fiquei imaginando como teria sido se esses dois talentos tivessem convivido de verdade, mesmo que em estúdios. A música brasileira certamente teria ganhado ainda mais com essa possível amizade.

Mas se existe algo de que tenho certeza, é que eu já sou uma grande privilegiada. A música me deu muito, mas ter o Marco Abreu como amigo é um presente que jamais imaginei receber um dia. Ele é a trilha sonora de muitos dos momentos que marcaram a minha vida e marcam até hoje. Agora é ainda mais especial ouvir os violões e as guitarras dele, lembrando que posso contar para o Marco, em algum momento do dia, que treinei ouvindo “Amor de Carnaval” e que lembrei dele com a camisa vermelha que o vestia no Acústico.

Talvez ele fique totalmente sem graça quando ler todas essas palavras. Ele não gosta de muitos elogios… Mas de alguma maneira, esse texto talvez sirva para que ele nunca se esqueça o quanto mexe com as pessoas através de seu dom!

Amargurado, César Augusto esquece do próprio legado em entrevista

Foto: Youtube

César Augusto é, sem sombra de dúvida, um dos maiores compositores e produtores da música sertaneja. Seu nome está gravado em álbuns icônicos, em canções que embalaram gerações e em parcerias que ajudaram a moldar o sucesso da música brasileira. No entanto, em sua mais recente entrevista, ele pareceu mais preocupado em ajustar contas com o passado do que em celebrar a grandiosidade de sua trajetória.

Foi uma conversa carregada de ressentimento, com indiretas, recados diretos e desabafos que, embora tenham seu lugar, acabaram deixando de lado algo muito mais importante: sua própria história. Ele tem todo o direito de falar o que pensa, por ser quem é. Mas o que poderia ser um registro riquíssimo de sua carreira virou um palco de mágoas ou uma sessão de terapia em Campinas, sem espaço para uma real imersão em tudo o que ele construiu.

Por exemplo, faltaram menções essenciais a nomes como Lucas Robles e Nil Bernardes, parceiros que tiveram participação ativa em sua jornada musical. O produtor Piska, figura fundamental no sertanejo, também não teve o devido reconhecimento, mencionado apenas em alguns minutos de uma resposta no início da entrevista. Assim como César Rossini, outro nome que esteve ao lado de César Augusto em momentos fundamentais de sua carreia, inclusive sendo parceiro na dupla Cesar & Cesar.

Além disso, o diálogo deixou de lado diversas composições memoráveis que mereciam uma explicação. A música “Mentira que Virou Paixão”, no disco de Leonardo em 1999, teve a gravação de todos os instrumentos pelo Piska? Por que a música repete o arranjo do início no meio? Leonardo só gravou a primeira parte e teve uma emenda? Como foi fazer a versão que foi o feat de Leonardo com Alan Jackson, “Meu grito de Amor”?

Outra música que merecia atenção era a “Felicidade, que Saudade de Você”. Por que ela é tão profunda e diferente da linguagem da época? Como foi feita? A música “Antes de Voltar pra Casa”, de quem foi a ideia de fazer um arranjo tão marcante? Ela tem uso de terça voz e ecos, isso a fez ser destaque naquele disco de 2000? Álbum considerado o melhor de Zezé di Camargo & Luciano por muitos críticos. Como foi a produção da “Tarde Demais” com Chrystian, autor da música, fazendo backing vocal no disco? A música “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” é muito a frente ao seu tempo, como ela foi feita na questão dos arranjos? Como a “Sonho de Amor”, uma regravação pop, entrou no repertório de Zezé e Luciano?

Esses são apenas alguns exemplos de canções que carregam a assinatura de César Augusto, seja na produção ou na composição, mas que foram ignoradas na conversa. Outro assunto que seria incrível abordar era sobre a produção do DVD de Zezé Di Camargo & Luciano Ao Vivo (2000), um marco na carreira da dupla, que sequer foi mencionada. Assim como os álbuns de 1995 (o mais vendido da dupla), de 1998 (considerado o mais conceitual de ZC&L), ou o disco Double Face que venceu o Grammy Latino em 2010. Todos esses projetos são verdadeiras referências no gênero até hoje.

Mais um ponto que merecia uma profundidade na sessão de terapia, ops, entrevista, foi seu trabalho com Eduardo Costa. A música “Anjo Protetor”, composta em parceria com o cantor, é um dos destaques dessa colaboração, mas passou despercebida. Músicas feitas por César Augusto e Cláudio Noam, como a “Eu Aposto” nem foram lembradas. E porquê não citar outras que fizeram parte, por exemplo, do disco “Pecado de Amor”, eleito por muitos o melhor trabalho de Eduardo Costa em estúdio. Parte desse repertório integrou o “Acústico” do cantor gravado no Brook’s Bar em São Paulo, que é um marco na carreira de Eduardo. O DNA das composições de César estão em muitos desses trabalhos do cantor mineiro.

O mesmo vale para clássicos como “Pare!”, que teve uma história bonita com uma fã, mas não teve detalhes do arranjo e da gravação contados. Piska também gravou todos os instrumentos nela? E a querida “Minha Estrela Perdida” – aliás, quando ele finalmente ia falar sobre essa obra, a entrevista tomou outro rumo e o assunto se perdeu. Só sabemos que a coitada levou nota 3 de um famoso cantor.

E não foi só com Zezé & Luciano e Eduardo Costa que faltou aprofundamento. Grandes discos de Gian & Giovani e Bruno & Marrone também ficaram de fora. O álbum “Cilada de Amor” (1999) e o icônico “Paixão Demais” (2000), que traz a gravação única de “Passou da Conta”, são registros importantíssimos do sertanejo e têm a marca de César Augusto, mas pouco (ou nada) foi dito sobre eles. A clássica “Agarrada em Mim”, nem preciso dizer que passou batida também. Assim como “Cansei de Namorar a Solidão”, feita para a dupla Gian & Giovani em 1993.

Outras obras que mereciam uma boa história contada para o público eram “Madrugada em meu Olhar” (ZC&L 1994), “Vem ficar Comigo” (ZC&L 1995), “Demorou Demais” (ZC&L 2000), “Alguém” (João Paulo & Daniel 1995), “Ela tem o dom de me fazer Chorar” (JP&D 1997), “Eu era Assim” (ZC&L 2002), “Diz pro meu Olhar” (ZC&L 2001) e “Loucura Demais” (Chrystian & Ralf 1993).

No fim das contas, a entrevista decepcionou por dois motivos. Faltou conhecimento e vontade por parte do host do podcast (como sempre), pois parece que ele aprendeu sobre sertanejo no Wikipédia. Mas também faltou o entrevistado olhar mais para seu grande legado na música, dentro e até mesmo fora do sertanejo, do que para os rancores do passado. Uma pena!

Fiquem aí com a “Antes de Voltar pra Casa” pra animar o dia de vocês, já que ela segue com segredos de sua produção guardados…

Mesmo sem Judite, Gottino derrota concorrência no comando do Cidade Alerta

Foto: Reprodução/Record

Um dos principais nomes do Telejornalismo nos últimos anos, Reinaldo Gottino assumiu em definitivo o comando do Cidade Alerta. E bastou uma semana para deixar claro que não veio para brincadeira. No horário mais disputado das tardes semanais, ele já se mostrou forte na briga pela audiência superando a “família Datena”. Tanto José Luiz Datena, que está no SBT; quanto Joel Datena, que assumiu o Brasil Urgente na Band com a saída do pai; foram superados por Gottino em uma semana desafiadora de fortes tempestades pelo Brasil.

Gottino, que já comandou o Cidade Alerta em outras ocasiões, retorna dessa vez após brilhar no Balanço Geral. Foi lá que ele conquistou o público com sua condução firme, seu bom humor e claro, com sua parceria inesquecível ao lado da cobra Judite na Hora da Venenosa. Muita gente reclamou bastante de sua saída do Balanço Geral assim que a notícia chegou. Agora, sem Judite, mas com a mesma energia e credibilidade, ele está à frente de um dos programas mais emblemáticos da TV brasileira no horário que todos buscam por informação.

Já nesses primeiros dias ele demonstrou ao público que manterá sua essência e que toda bagagem que ganhou no Balanço também estará presente no Cidade Alerta. Uma de suas marcas mais especiais é o abraço que dá no telespectador assim que o programa começa. Quem conhece o Gottino sabe que ele vem da “escola Marcelo Rezende” e traz no DNA aquele jornalismo popular que ouve o povo e não foge do dia a dia das ruas.

Marcelo Rezende revolucionou o formato e transformou o Cidade Alerta em um fenômeno de audiência – e, sem dúvida, estaria orgulhoso de ver seu pupilo dominando o horário e mantendo viva essa tradição. Pronto para isso Gottino sempre esteve! Mas o apresentador não é só o jornalista firme e carismático que vemos na telinha.

Quem acompanha sua trajetória, sabe que ele tem um lado apaixonado pelo futebol e outros esportes como o boxe. Palmeirense fanático e goleiro nas peladas de fim de semana, era possível que Gottino tivesse seguido a carreira no esporte, se seu caminho não fosse traçado pelo jornalismo policial e do cotidiano. Aliás, uma de suas primeiras matérias na TV foi justamente uma denúncia, contra cambistas na porta do estádio do Morumbi. E quem diria que aquele jovem repórter, que sonhava com o mundo esportivo e admirava Osmar Santos, se tornaria um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro em outra editoria.

Seu fiel público também já se divertiu muito com ele na TV. Seja rindo das fofocas dos famosos com a Fabíola Reipert, comentando crimes com o Renato Lombardi ou cantando com a Judite enquanto dava cartão vermelho pra ela pela desafinação. Como não se lembrar ainda de quando ele encarou o desafio no Domingo Record no ano passado, perdendo mais de 20KG com reeducação alimentar e exercícios. Nem Higuaín teve tanta determinação. Aliás, eles até se encontraram uma vez:

Mas diferente do centroavante argentino, Gottino está em forma – com pernas de goleiro que fariam inveja ao Oliver Kahn – e pronto para seguir escrevendo mais um capítulo importante no jornalismo da sua emissora, que é referência nesse quesito. E depois de muitos anos acordando bem cedo, agora ele pode dormir um pouquinho a mais.

Se no futebol ele precisa defender o gol, na TV ele vai continuar defendendo o jornalismo de verdade que o fez chegar até ali. E pelo visto, está fazendo essa função com muita categoria no novo horário. Gottino ainda pode deixar saudades na hora do almoço, mas esse sentimento passa quando lembramos que depois de um dia puxado, veremos ele no fim de tarde com sua competência e jeito único de nos trazer notícias e pensamentos positivos em meio ao caos.

Personagens de ‘Vale o Escrito’ inspiram fantasias de Carnaval mais uma vez

Com o sucesso da série documental Vale o Escrito, não seria surpresa se os personagens que marcaram a série virassem inspiração para as fantasias do Carnaval 2025, assim como aconteceu em 2024. Do luxo dos bicheiros à força das milícias, passando pelo bom humor do delegado Vinícius Jorge, há material de sobra para quem quer chamar atenção na avenida ou nos blocos de rua. Vamos às ideias:

Maninho – Icônico bicheiro do Salgueiro

Se a ideia é homenagear Waldemir Paes Garcia, o Maninho, a fantasia pede um visual colorido no estilo Agostinho Carrara de A Grande Família. Maninho na verdade tem dois estilos: antes e depois de Ana Cláudia, sua mulher oficial na fase das maquininhas que foi coroada a primeira rainha de bateria do Salgueiro em 2004.

Tanto com terno bem cortado, óculos escuros e um charuto de mentira na mão, quanto vestido de amarelo gema de ovo, você estará na beca para ser o Maninho. Para dar o toque carnavalesco, que tal um blazer vermelho e dourado, nas cores do Salgueiro? Só não seja pavil curto e evite sair na mão com alguém como ele fazia.

Castor de Andrade – O Magnata do Jogo

O look de Castor de Andrade é puro luxo. Terno branco impecável, gravata colorida (verde da Mocidade ou laranja do Bangu) e muitos anéis com colares dourados. Como ele tinha grande ligação justamente com o Bangu e a Mocidade Independente de Padre Miguel, uma opção é customizar a fantasia com detalhes das cores dessas instituições. Além de carregar um “bloquinho” de cédulas cenográficas para distribuir pelo caminho com a cara dele estampada, leve um baralho para o carteado.

Piruinha – O mais carismático dos bicheiros

Para quem quer um visual mais despojado, a inspiração em Piruinha pode vir com um traje bem Zeca Pagodinho. Óculos do tamanho daqueles que o Daniel Diau usa na banda Calcinha Preta, uma regata com short colorido do Bob Esponja e chinelo das cores da Portela no pé combinavam com Piruinha. Um detalhe interessante seria um broche com os números do jogo do bicho, reforçando a origem da grana.

Recentemente, Piruinha se tornou uma lenda e nos deixou. Mas sempre será lembrado pela sua generosidade com as comunidades que convivia e pelo jeito leve de levar a vida – com samba e mulheres.

Adriano da Nóbrega – O Luca Brasi brasileiro

Ex-capitão do Bope e nome forte da milícia de Rio das Pedras, Adriano virou um dos personagens mais controversos da série. A fantasia pode misturar elementos de um uniforme tático com acessórios carnavalescos (coloque bastante acessório com brilho e strass pra não ser confundido…). O estilo do Adriano pode ser remetido ao seu período de Bope ou também de milícia, quando andava de camiseta gola polo, imitação do relógio Richard Mille e colar dourado no pescoço.

Se quiser ousar pra botar medo nos inimigos, pode pegar ainda aquele look do Luca Brasi, de O Poderoso Chefão. Quero ver alguém ter coragem de pisar no nosso pé durante o bloco com essas vestimentas de impor respeito.

Bernardo Bello – Cosplay de Abraham Lincoln

A nova geração do bicho pede uma fantasia atualizada. O visual deve incluir camisa social de marca famosa, tênis de grife e uma pochete estilizada (que virou um símbolo dos “novos milionários”). Para brincar com a referência, uma credencial da Vila Isabel fictícia de “presidente da escola/chefe do jogo” pode ser um bom acessório. O cabelo grudado e a barba para o disfarce ao gravar a série também não podem faltar. Ficou parecendo o político norte-americano…

Rogério Andrade – O Michael Corleone carioca

Ele jura não ser homem de vingança. Meses depois de um atentado que sofreu, uma porrada de gente morreu. Nosso Michael Corleone do Rio tem um estilo requintado dos veteranos. Rogério pede uma fantasia clássica de bicheiro, mas com um toque mais robusto. Terno escuro, cabelo impecável e postura de vaidoso são marcas para a fantasia de quem quer ser o patrono da Mocidade.

Talvez até uma miniatura de caça-níquel pendurada no pescoço seriam boas referências para trazer leveza ao personagem, junto com uma camiseta bem colada para mostrar que está bem malhado.

Capitão Guimarães – Do Exército ao Bicho

A farda camuflada, misturada com adereços dourados, pode representar a trajetória do Capitão Guimarães. Para completar, uma faixa de presidente do jogo do bicho com a inscrição “Rei do Jogo” daria um tom carnavalesco. O Capitão é discreto em seus looks, mas se tornou a figura mais marcante do jogo nos últimos tempos pela sua relevância na cúpula.

Anísio Abraão Davi – Comandante da Beija-Flor

Anísio pode ser representado com um look azul e branco, inspirado na Beija-Flor, mas sem perder o estilo bicheiro. Para dar um toque irreverente, um colar com números da loteria poderia ser um bom detalhe. Ou um beija-flor bem grande como muitos da escola gostam de usar. O chapéu panamá com faixa azul também não pode faltar na fantasia de Anísio. Leve rosas para distribuir fazendo referência ao enredo de 2011 da escola, que foi Roberto Carlos.

Delegado Vinícius Jorge – O melhor de Vale o Escrito

Se tem um personagem que roubou a cena em Vale o Escrito, foi o delegado Vinícius Jorge. Seu jeito irreverente de narrar os crimes virou um espetáculo à parte. A fantasia ideal? Camisa branca e acessórios que remetem ao jogo do bicho. Vale levar algo para reproduzir as frases icônicas com bom humor, como quando ele se refere ao Zé Personal: “Esse cara era um prego, um Zé Mané…”.

Qual será seu escolhido? Com tantas opções, o Carnaval 2025 promete ser um verdadeiro desfile do submundo carioca homenageando a melhor série feita sobre o assunto. Afinal, se a vida imita a arte, nada mais justo do que o jogo do bicho virar um universo de fantasias – pelo menos na folia!