Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Leonardo segue recebendo críticas por seus shows

Muita bebida, pouca voz. Não seria hora de passar mais tempo com a Floflô na Talismã?

Foto: G1

Leonardo sempre foi sinônimo de alegria, irreverência e claro, boa música. Desde os tempos da dupla com Leandro, ele construiu uma trajetória sólida, cheia de sucessos que marcaram gerações. O álbum do sucesso “Talismã”, lançado em 1990, ainda ostenta o título de disco mais vendido da história da música sertaneja. Naquela época, o show da dupla no Canecão, no Rio de Janeiro, foi um divisor de águas levando o sertanejo para um público que antes torcia o nariz para o gênero. Seguiu uma carreira solo impecável após a perda do irmão que teve até uma fase pop onde ele vivia gravando clipes para a MTV e cantava parecendo o Ricky Martín nos programas de TV. Mas o tempo passa para todos, e, nos últimos anos, o cantor tem sido alvo de críticas que colocam em xeque sua permanência nos palcos.

Quem acompanha os vídeos dos últimos shows de Leonardo percebe que algo mudou. A voz, naturalmente desgastada pelo tempo e pelo estilo de vida, já não tem o mesmo brilho. Os deslizes nas letras e o esforço para alcançar certas notas deixam claro que os dias de auge vocal ficaram no passado. Mas o que mais tem chamado atenção – e causado preocupação – é o estado em que ele sobe ao palco. Em várias apresentações recentes, o cantor parece estar embriagado, tropeçando nas palavras, rindo sem motivo e, às vezes, até errando trechos inteiros das músicas. O que antes era visto como parte do seu carisma e descontração agora soa como exagero e descuido.

Leonardo nunca escondeu seu gosto por uma boa bebida. Sempre foi o mais brincalhão do sertanejo, aquele que faz piada de tudo, que transforma qualquer entrevista em um momento divertido. Mas existe uma linha tênue entre o bom humor e o descontrole, e, para muitos fãs, essa linha tem sido cruzada. Os comentários nas redes sociais refletem essa insatisfação: “Cadê aquele Leonardo que emocionava?”, “Ele está se tornando uma caricatura de si mesmo”, “Alguém da família precisa intervir”, são algumas das mensagens que se repetem.

Diante desse cenário, surge a inevitável pergunta: será que não é hora de parar? Leonardo tem uma carreira consolidada e já declarou no início desse ano que não pretende gravar músicas novas. Ele nem precisa, pelo grande repertório que ten. Inclusive, se fosse pra gravar música nova e fazer um estrago igual Bruno & Marrone, melhor viver das antigas mesmo. O cantor também tem um excelente patrimônio garantido e uma família linda. Sua neta, Maria Flor – carinhosamente chamada de Floflô – é um sucesso na internet e está crescendo rápido. Por isso, talvez seja o momento de Leonardo aproveitar mais essa fase da vida. A Fazenda Talismã, seu refúgio particular, parece o lugar ideal para isso. Lá, longe dos compromissos exaustivos da estrada, ele poderia se dedicar à família, curtir os filhos, os netos, os amigos, e viver com a tranquilidade que merece.

Claro, decidir encerrar uma carreira não é simples. A música está no sangue, e o palco é um espaço difícil de largar para qualquer artista. Mas há diferentes formas de seguir presente no universo sertanejo sem precisar se expor a apresentações em que a decadência acaba falando mais alto que o talento. Poderia apostar em participações especiais, projetos acústicos ou até mesmo apenas nos bastidores, ajudando a nova geração – como o próprio Zé Felipe, que, apesar de seguir um estilo diferente, ainda carrega o DNA do pai e seus artistas no escritório Talismã, como Thiago Carvalho, Valéria Barros e Cezar & Paulinho.

O que ninguém quer é ver um ícone da música sertaneja terminar sua trajetória de forma melancólica. Leonardo merece ser lembrado por sua voz inconfundível, sua história de superação após a perda de Leandro, seus sucessos que nunca sairão do repertório dos apaixonados por sertanejo. Mas, para isso, talvez seja hora de refletir sobre o próprio caminho e entender que, às vezes, saber parar também é um gesto de respeito à própria história. Deslizes no palco hoje em dia saem mais caro, pois a militância na internet está sempre pronta para atacar qualquer artista que erre uma nota.

Independiente vs Racing: Clássico de Avellaneda protagoniza próximo domingo

Quando se fala em grandes clássicos do futebol internacional, a rivalidade entre Independiente e Racing merece um lugar de destaque. Trata-se de um confronto que transcende gerações e carrega uma intensidade que poucos duelos conseguem igualar. Mais do que uma simples disputa de três pontos, este é um embate de identidade, tradição e orgulho, capaz de paralisar Avellaneda e dividir a cidade entre vermelho e azul-celeste.

No próximo domingo (16), Independiente e Racing se enfrentam pela 10ª rodada da Liga Argentina. Dessa vez o duelo acontece no lado rojo, no Estádio Libertadores de América. O clássico é um dos favoritos de quem realmente gosta da essência do futebol porteño.

O Charme de um Clássico Centenário

Diferente de outras rivalidades argentinas que envolvem disputas regionais ou de classes sociais, o Clássico de Avellaneda é uma guerra entre vizinhos. O Estadio Libertadores de América (Ricardo Enrique Bochini), do Independiente; e o Estadio Presidente Perón (Cilindro), do Racing; são separados por apenas uma rua, com o cruzamento de duas que levam os nomes de Bochini e Diego Milito. É uma separação quase simbólica: dois gigantes dividem praticamente o mesmo quarteirão, criando um dos cenários mais emblemáticos do futebol mundial.

O charme desse clássico reside exatamente nisso: duas potências, lado a lado, em uma cidade que respira futebol 24 horas por dia. É como se o futebol fosse um organismo vivo em Avellaneda, e a cada novo encontro entre Independiente e Racing, essa paixão fosse renovada. Pelas calles – ruas – bebidas como Fernet e comida boa não podem faltar, deixando a experiência do duelo ainda melhor.

A Importância Histórica

Se formos falar de glórias, tanto Independiente quanto Racing têm suas credenciais para justificar a grandeza do clássico. O Independiente é o “Rei de Copas”, clube argentino que mais venceu a Libertadores, sendo o único heptacampeão do continente e dono de uma trajetória internacional de respeito. Do outro lado, o Racing foi o primeiro clube argentino a conquistar a Libertadores e o Mundial em 1967, além de ter sido o primeiro grande campeão do profissionalismo nos anos 40 e dono de um dos maiores times da história do futebol argentino.

Por décadas, o clássico foi um embate de mentalidades distintas. Enquanto o Racing se orgulhava do seu histórico de “La Academia” e de um futebol refinado, “El Rojo” construiu uma identidade de equipe copeira, letal nos torneios internacionais. Essas diferenças ajudaram a alimentar a rivalidade e tornaram cada confronto ainda mais imprevisível.

O Perigo e a Paixão

Se há um clássico na Argentina onde a atmosfera pode se tornar inflamável, esse é o de Avellaneda. A proximidade entre os estádios, o fanatismo das torcidas e a sede de vitória tornam os dias de clássico um verdadeiro caldeirão de emoções. Não é raro que a rivalidade ultrapasse os limites do futebol e se traduza em confrontos violentos entre torcedores.

A violência, infelizmente, faz parte da história do futebol argentino, e em Avellaneda não é diferente. Ao longo dos anos, houve episódios de emboscadas, brigas e até mortes ligadas ao clássico. O entorno dos estádios se torna uma zona de tensão, onde qualquer deslize pode acender o estopim da confusão.

Ainda assim, para os verdadeiros apaixonados pelo futebol, essa rivalidade é um espetáculo imperdível. A explosão das arquibancadas, os mosaicos, as músicas de provocação e a entrega dos jogadores em campo fazem do Clássico de Avellaneda um evento único.

Avellaneda: A Verdadeira Capital do Futebol

Enquanto Buenos Aires ostenta a Bombonera e o Monumental, é em Avellaneda que o futebol pulsa de verdade. Sempre falo isso com toda certeza. Nenhuma outra cidade no mundo abriga dois clubes campeões mundiais, lado a lado, separados por uma rua. Boca e River podem dominar as atenções midiáticas, mas em termos de paixão pura, Avellaneda é insuperável.

O futebol ali não é apenas um esporte, é um modo de vida. Quem cresce em Avellaneda já nasce sabendo que um dia terá que escolher um lado: vermelho ou azul-celeste. E essa escolha definirá boa parte da sua trajetória como torcedor.

Portanto, o Clássico de Avellaneda não precisa de holofotes internacionais para ser grandioso. Sua grandeza está na história, na intensidade e no amor incondicional das suas torcidas. Enquanto houver futebol em Avellaneda, haverá Independiente vs Racing. E enquanto houver esse grande clássico, o coração do futebol argentino baterá forte, fazendo do duelo sempre o protagonista quando os rivais de esquina se encontram!

Caso Irmãos Menendez sofre reviravolta

Foto: ABC News

O caso dos irmãos Erik e Lyle Menendez voltou a ganhar destaque nos últimos meses e recebeu uma onda de apoio muito positiva para que os irmãos pudessem ter a pena revista pela Justiça. No entanto, o procurador de Los Angeles, Nathan Hochman, rejeitou hoje a petição para um novo julgamento. Os irmãos, condenados à prisão perpétua pelo assassinato dos pais, Jose e Kitty Menendez, alegam que foram vítimas de anos de abuso sexual por parte do pai e que isso motivou o crime. Novidades no caso envolvendo crimes graves por parte de Jose Menendez vieram à tona recentemente, como nos depoimentos do ex-Menudo Roy Rosselló.

A recente tentativa de reverter a sentença ainda teve como base novas alegações de testemunhas que reforçam a narrativa do abuso, algo que já foi apresentado durante os julgamentos dos anos 1990, mas que não impediu a condenação por homicídio qualificado. No entanto, a história dos Menendez ganhou uma nova perspectiva nos últimos anos, especialmente após o lançamento da série documental da Netflix “The Menendez Murders: Erik Tells All” e o fenômeno nas redes sociais que se seguiu com a série baseada no caso, “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais” que rendeu indicações ao Globo de Ouro ao elenco.

A série reacendeu a comoção pública em torno do caso, levando muitos a questionar se os irmãos receberam um julgamento justo ou se foram vítimas de um sistema que ignorou seu sofrimento. Campanhas nas redes sociais e um grande número de apoiadores vêm pedindo que suas sentenças sejam reconsideradas, argumentando que a justiça falhou ao desconsiderar o histórico de abusos na decisão final.

Apesar da nova onda de apoio, Hochman manteve a condenação, afirmando que as novas provas não são suficientes para justificar um novo julgamento. A decisão frustrou aqueles que acreditam que Erik e Lyle foram punidos de maneira desproporcional, enquanto outros defendem que o assassinato dos pais, independentemente das circunstâncias, foi um crime imperdoável.

O caso Menendez continua a dividir opiniões e a gerar debates sobre trauma, abuso e o funcionamento do sistema judicial. Para os irmãos, a luta por justiça ainda não acabou, e para o público, a questão permanece: foram eles assassinos frios ou vítimas desesperadas que não viram outra saída? Você no lugar deles teria feito o mesmo? Independente dessas questões, o caso merecia ser revisto. Mas a Justiça americana é complexa e não será fácil reverter uma pena a favor deles.

Vila Isabel despacha Paulo Barros e fecha com “BoraHaddad”

A Unidos de Vila Isabel começou seus trabalhos para o Carnaval 2026 com pé-direito. A escola de Noel desligou o carnavalesco Paulo Barros e fechou com a dupla de carnavalesmos mais talentosa da atualidade, fazendo provavelmente a melhor contratação do mercado do samba até o momento. Gabriel Haddad e Leonardo Bora são dois nomes que têm se destacado no cenário do Carnaval carioca nos últimos anos.

A trajetória da dupla começou em 2013, quando integraram a comissão de carnaval da Mocidade Unida do Santa Marta, conquistando o campeonato do Grupo C. Em 2015, assumiram o comando artístico da Acadêmicos do Sossego e, em 2016, levaram a escola ao título na Intendente Magalhães, garantindo seu retorno à Marquês de Sapucaí. A estreia no Sambódromo ocorreu em 2018, à frente da Acadêmicos do Cubango, onde apresentaram um desfile em homenagem a Arthur Bispo do Rosário. No ano seguinte, com o enredo “Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos milagres”, a escola conquistou o vice-campeonato da Série A. 

Em 2020, Gabriel e Leonardo (chamados carinhosamente de “BoraHaddad”) estrearam no Grupo Especial pela Acadêmicos do Grande Rio, com o enredo “Tata Londirá: o canto do caboclo no Quilombo de Caxias”, que rendeu à escola o vice-campeonato. Em 2022, conquistaram o primeiro título da história da agremiação com “Fala Majeté! Sete chaves de Exu”, enredo que abordou o orixá Exu. A Grande Rio entrou em uma nova fase de sua existência proporcionando grandes desfiles com uma plástica impecável sob o comando da renomada dupla de carnavalescos.

Após cinco anos de parceria com a Grande Rio, período em que também conquistaram o vice-campeonato em 2025 com o enredo “Pororocas Parawaras”, Gabriel Haddad e Leonardo Bora anunciaram a saída da escola após o Desfile das Campeãs deste ano. Nesta segunda (10), a Vila Isabel usou um story para anunciar que a dupla assumirá o Carnaval da Vila Isabel para 2026, marcando uma nova fase em suas carreiras e trazendo expectativas de inovações e sucessos para a azul e branco de Noel. A Vila voltará a ser feliz, como disse o presidente da escola em sua rede social.

Em grande fase, Cinema brasileiro recebe “Vitória” nas telonas

O aguardado filme “Vitória”, dirigido por Andrucha Waddington e Breno Silveira, está chegando nas salas de cinema com estreia nesta semana, 13 de março. A trama é inspirada na história real de Joana Zeferino da Paz, conhecida como Dona Vitória, e é estrelada pela renomada atriz Fernanda Montenegro no papel de Nina/Vitória.

Na narrativa, Nina é uma senhora idosa que, preocupada com a crescente violência em seu bairro, decide registrar a movimentação de traficantes de drogas a partir de sua janela, na esperança de auxiliar as autoridades. Após meses documentando atividades suspeitas, sua iniciativa chama a atenção do jornalista Fábio Gusmão, interpretado por Alan Rocha, que se dispõe a apoiá-la em sua missão.

Alan Rocha, ator, compositor e produtor musical, já demonstrou sua versatilidade artística em diversos projetos. Em “Vitória”, ele incorpora Fábio Gusmão, um jornalista comprometido que desempenha um papel crucial ao dar visibilidade às denúncias de Dona Vitória, evidenciando a importância da imprensa na luta contra a criminalidade e na busca por justiça. O ator vai interpretar um jornalista no cinema mais uma vez, após fazer parte da icônica cena de “Ainda Estou Aqui” durante a foto em que Eunice Paiva diz: “Nós vamos sorrir. Sorriam!”.

Além de Fernanda Montenegro e Alan Rocha, o elenco conta com a brilhante participação de Linn da Quebrada, que vem se destacando cada vez mais no cinema nacional. Com uma atuação elogiada pela crítica, Linn imprime força e sensibilidade à sua personagem, mostrando mais uma vez sua capacidade de transitar entre diferentes gêneros e narrativas. Sua presença no filme reforça o compromisso da produção com a diversidade e a representatividade, elementos cada vez mais essenciais no cinema brasileiro contemporâneo.

“Vitória” chega em um momento em que o cinema nacional vive uma fase extraordinária, com grandes produções conquistando espaço em festivais internacionais e batendo recordes de bilheteria após a conquista de seu primeiro Oscar. O filme promete impactar tanto pela sua temática social quanto pelo alto nível de suas atuações e direção.

Em meio a esse cenário promissor, a produção reafirma a potência do audiovisual brasileiro e a sua capacidade de contar histórias relevantes, emocionantes e transformadoras. Não deixem de conferir!

“Branca de Neve” começa pré-venda e promete sucesso de bilheteria

A tão aguardada adaptação de “Branca de Neve” chega aos cinemas no dia 20 de março com um elenco de peso e uma visão renovada do clássico conto de fadas. Rachel Zegler, que ganhou destaque por seu papel em West Side Story, será a protagonista, trazendo sua interpretação única para a personagem que se tornou sinônimo de inocência e beleza.

Ao seu lado, Gal Gadot assume o papel da imponente Rainha Má, prometendo uma atuação cheia de mistério e poder. O novo trailer recém-lançado revela cenas impressionantes, com efeitos especiais deslumbrantes que transportam o público para um mundo mágico e encantado, repleto de criaturas fantásticas e cenários que devem impressionar os fãs do clássico.

Com direção de Marc Webb (O Espetacular Homem-Aranha), o live-action “Branca de Neve” chega ao público com combos de baldes e copos que devem ser um dos mais bonitos dessa temporada Disney nos cinemas. A animação original está disponível no Disney+ e entrou na lista das mais assistidas da plataforma recentemente, como um esquenta para quem aguarda o filme nas telonas que promete ser sucesso de bilheteria.