Sabrina Sato continuará brilhando no posto de rainha na bateria da Vila Isabel

Rodízio de rainhas feito por algumas escolas não faz o menor sentido;

Foto: Stephanie Rodrigues/g1 

Uma das maiores personalidades do Carnaval, Sabrina Sato vai seguir reinando à frente da bateria do Mestre Macaco Branco, na Vila Isabel. Nomeada rainha de bateria da escola em 2011, a apresentadora e modelo trouxe consigo carisma, beleza e, sobretudo, uma entrega que conquistou a comunidade da Vila e os amantes do Carnaval que param para lhe assistir todos os anos.

Desde sua estreia à frente da Swingueira de Noel, Sabrina sempre fez questão de se dedicar ao posto com paixão e profissionalismo. Sua energia contagiante e sua proximidade com os ritmistas a tornaram uma rainha querida, que não apenas brilhava na Sapucaí, mas também frequentava a quadra, se envolvia com os preparativos do desfile e representava a escola com orgulho.

Entre os muitos momentos marcantes de sua trajetória, o Carnaval de 2022 se destacou por um verdadeiro feito de resistência e amor pela folia. Naquele ano, devido ao adiamento dos desfiles para abril em razão da pandemia, Sabrina enfrentou um desafio logístico complicado: ser rainha de bateria tanto da Gaviões da Fiel, em São Paulo, quanto da Vila Isabel, no Rio de Janeiro, na mesma noite. Após desfilar na madrugada pelo Anhembi, a apresentadora pegou um avião para o Rio de Janeiro e, poucas horas depois, já estava na Marquês de Sapucaí, pronta para representar a azul e branca com a mesma energia de sempre.

O feito foi tão impressionante que reforçou ainda mais sua imagem de verdadeira apaixonada pelo Carnaval. Seu comprometimento e identificação com a festa sempre contrastou com práticas que vão na contramão da construção de uma identidade para as baterias, como o rodízio de rainhas promovido durante anos pela Grande Rio – prática que foi interrompida com a chegada de Paolla Oliveira – e que, mais recentemente, tem sido adotada pela Viradouro.

Cá entre nós, não faz o menor sentido o troca-troca de rainhas quando a bateria e a comunidade da escola querem uma pessoa com entrega ao posto que ocupa. Criar um vínculo a longo prazo é mais importante do que tentar inovar mudando rainhas como se muda de técnico de futebol em crise. O Carnaval exige alma, história, paixão e tradição a quem se dedica a ele. E Sabrina Sato encarna tudo isso.

Sua origem mestiça, que mescla descendência japonesa com raízes brasileiras profundas, reflete a essência do povo que faz a festa acontecer. Sua alegria espontânea, seu amor pela avenida e sua entrega ao espetáculo fazem dela uma das maiores rainhas que a Sapucaí e o Anhembi já viram. Se há alguém que pode ser chamada de “a cara do Carnaval”, esse alguém é justamente Sabrina.

Alguém está bem feliz com a derrota do Corinthians: O SBT

Foto: Miguel Schincariol / AFP

O Corinthians se esforçou para derrotar o Barcelona de Guayaquil na Neo Química Arena, mas foi desclassificado da Libertadores da América por ter perdido o jogo de ida por 3 a 0. O placar na altitude pesou e favoreceu o time equatoriano, que vai para a fase de grupos da competição. Mesmo com a dura derrota, o alvinegro paulista não se despede de competições internacionais em 2025, apesar da queda precoce na Libertadores.

O Timão não teve a temporada a perder internacionalmente. O clube vai entrar direto na fase de grupos da Sulamericana, competição que no ano passado quase chegou nas mãos do Corinthians que alcançou às semi-finais. A vaga no torneio do segundo escalão da América do Sul é uma espécie de prêmio de consolação aos times que batem na trave e não avançam à fase de grupos da Libertadores. Uma forma de manter também clubes de tradição competitivos no continente, enquanto outras vagas são ocupadas por times de menor expressão na Liberta – Simón Bolívar chora.

A Sulamericana terá mais um ano de transmissão no SBT, emissora que deve ter torcido em seus bastidores nessa noite contra o time de Itaquera. O motivo, claro, para ter a garantia de audiência no meio da semana com o Corinthians jogando pela competição. No ano anterior, o SBT teve muitas alegrias no Ibope graças ao time atuando em sua telinha na Sula. Em algumas ocasiões chegou a liderar a guerra pela audiência em cima das novelas chatíssimas da Globo. Nesse horário nobre e sem opção, até quem não era “Gaviões da Fiel” ficava ligado na emissora de Silvio Santos.

O Corinthians inicia a Copa Sulamericana com expectativas elevadas, especialmente após a contratação de jogadores de renome internacional. Além de Memphis, outros membros do elenco estrelado têm se destacado nesse início de ano. O meia argentino Rodrigo Garro, com sua visão de jogo e capacidade de articulação, tem sido peça-chave na criação de jogadas ofensivas. O atacante Yuri Alberto, após um início de temporada abaixo do esperado quando chegou ao clube, reencontrou seu faro de gol e terminou o ano como vice-artilheiro da equipe.

Com esses craques, o Corinthians busca conquistar o título que escapou no ano passado, almejando consolidar-se novamente como uma das principais forças do futebol sul-americano. Por enquanto, no próximo fim de semana o time tem o desafio de encarar a primeira final do Paulistão. Este transmitido com sucesso pela Record, vai ter novamente o clássico contra o Palmeiras na decisão do título.

Em suma, SBT e Record tem mostrado mais uma vez que podem ser potências no esporte, derrubando o monopólio da Globo e conquistando um público que estava afastado por algum motivo de ambas as TV’s.

Escolas do Grupo Especial do Rio já fecharam seus carnavalescos; Paulo Barros fica de fora

Foto: João Vitor, campeão com a Beija-Flor

Faz uma semana que tivemos a apuração do Carnaval 2025. Mas a preparação para o Carnaval de 2026 já está a todo vapor. As doze escolas do Grupo Especial já definiram seus carnavalescos. Confira quem comandará a parte artística de cada agremiação:

Beija-Flor de Nilópolis

Atual campeã, a Beija-Flor manteve seu carnavalesco, João Vitor Araújo, segue na escola para tentar o bicampeonato. “Chama João”!

Grande Rio

Após a saída de Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que conquistaram o inédito título de 2022 da escola, a Grande Rio contratou Antônio Gonzaga, vindo da Portela.

Imperatriz Leopoldinense

Leandro Vieira teve sua renovação garantida ainda em fevereiro e continua no comando artístico da Imperatriz.

Viradouro

Campeã de 2024, a Unidos do Viradouro segue com Tarcísio Zanon no desenvolvimento do próximo enredo.

Portela

Com a perda de Antônio Gonzaga para a Grande Rio, a Portela confirmou André Rodrigues, que seguirá sozinho no comando do projeto para 2026.

Mangueira

A verde e rosa renovou com Sidnei França. Vindo do Carnaval de São Paulo, ele estreou na Mangueira em 2025 e segue na função da escola que teve a reeleição da presiente Guanayra Firmino.

Salgueiro

Outro estreante de São Paulo na Sapucaí, Jorge Silveira permanece à frente do projeto da escola vermelha e branca para o Carnaval 2026.

Vila Isabel

Após um desempenho abaixo das expectativas em 2025, a Vila Isabel anunciou a chegada da dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora, ex-Grande Rio, substituindo Paulo Barros. Promete voltar para as cabeças.

Unidos da Tijuca

Edson Pereira continua como carnavalesco da escola para mais um desfile em 2026. O artista tem recolocado a Tijuca no caminho certo.

Paraíso do Tuiuti

Jack Vasconcelos segue responsável pelo projeto artístico da agremiação em 2026. Promessa de mais um enredo criativo.

Mocidade Independente

Renato Lage continua no comando da parte artística da escola da Zona Oeste. A escola já havia renovado com o ‘mago’ antes dos desfiles desse ano.

Acadêmicos de Niterói

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói manteve o carnavalesco campeão da Série Ouro, Tiago Martins.

Marcos Falcon faz falta, não só para a Portela

Nunca a Portela foi tão desrespeitada em um pós-Carnaval. Foi despontuada onde deveria e mereceu voltar nas Campeãs por demais quesitos. Se Marcos Falcon estivesse entre nós, ninguém apontaria tanto o dedo para ela;

Foto: O Globo

Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, nasceu no Rio de Janeiro em 11 de fevereiro de 1964. Sua trajetória profissional teve início na Polícia Militar, onde alcançou a patente de subtenente. Durante sua carreira, Falcon ganhou destaque por sua atuação em operações significativas, especialmente na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Em 2010, participou da emblemática operação de retomada do Complexo do Alemão, ocasião em que ele fincou a bandeira brasileira no alto do morro, simbolizando a reconquista do território pelas forças de segurança.

Paralelamente à sua carreira policial, Falcon desenvolveu uma forte ligação com o samba e o carnaval carioca. Inicialmente, atuou como patrono da escola de samba Rosa de Ouro, situada em Oswaldo Cruz, bairro onde também serviu como policial. Sua paixão pelo samba o levou a se envolver mais profundamente com a Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Em 2011, assumiu o cargo de diretor de carnaval da agremiação durante a gestão de Nilo Figueiredo. Apesar de enfrentar desafios, como uma prisão em 2011 sob acusação de envolvimento com milícias — da qual foi absolvido em 2013 — Falcon manteve seu compromisso com a escola.  

Em 2013, liderou a chapa “Portela Verdade” ao lado de Serginho Procópio, conquistando a presidência da escola. Sua gestão foi marcada por uma série de melhorias estruturais e artísticas, que culminaram na contratação do renomado carnavalesco Paulo Barros. Essas mudanças revitalizaram a Portela, resgatando sua competitividade e prestígio no cenário carnavalesco. Em abril de 2016, devido ao sucesso de sua administração, Falcon foi aclamado presidente da Portela, consolidando sua liderança e visão para o futuro da escola. Aquele ano tinha tudo para ser marcante na carreira do sambista.

Além de sua atuação na Portela, Falcon fundou a Associação Cultural Samba é Nosso, visando promover mudanças na organização dos desfiles das escolas de samba dos grupos C, D e E, especialmente na Estrada Intendente Magalhães. Sua influência no mundo do samba se expandiu, tornando-o uma figura central na luta por melhorias e transparência no carnaval carioca. Sua simpatia e gênio fácil de fazer amizades atraiu novamente a atenção do mundo do samba para eventos da Portela, como a famosa feijoada da Tia Surica.

Em 2016, Falcon decidiu ingressar na política, candidatando-se ao cargo de vereador pelo Partido Progressista (PP). Com sua popularidade e carisma, tinha tudo para fazer uma grande campanha nas regiões que ele era reconhecido e atuante no dia a dia. No entanto, em 26 de setembro daquele ano, em meio ao período eleitoral, sua trajetória foi abruptamente interrompida. Falcon foi assassinado a tiros em Oswaldo Cruz, próximo ao seu comitê de campanha. No fatídico dia, Falcon estava sem seus seguranças particulares. Testemunhas relataram que quatro homens encapuzados e armados com fuzis realizaram a execução, direcionando os disparos exclusivamente contra ele.  

Sua morte representou uma perda significativa para a Portela e para o carnaval carioca em si. Na real, toda cidade do Rio ficou em choque. Afinal, um dos policiais mais “brabões” das últimas décadas havia caído. Tirar a vida de uma lenda como Falcon não era trabalho para qualquer um. Sob sua liderança, a Portela havia retomado seu protagonismo, e sua ausência deixou uma lacuna difícil de ser preenchida. Apesar do trágico acontecimento, a Portela demonstrou resiliência em 2017, quando meses depois de sua morte a escola conquistou o título de campeã do carnaval sendo o 22º de sua história. Claro que a agremiação dedicou a vitória em especial à memória de Falcon. Parece que ele, de alguma maneira, ajudou a escola do coração conquistar mais uma estrela para o pavilhão de Madureira.

Entretanto, sua ausência também expôs fragilidades nos bastidores do carnaval. A falta de sua liderança imponente e visionária contribuiu para um ambiente mais suscetível a desorganizações e conflitos internos, afetando não apenas a Portela, mas o carnaval como um todo. Picuinhas e montins recentes não teriam acontecido com sua presença na mesa da Liesa. A figura de Falcon permanece como um símbolo de dedicação e paixão pelo samba. Sua falta é sentida por todos que valorizam a cultura e a tradição do carnaval carioca, inclusive neste ano com tantos apontamentos que a majestade do samba tem recebido de forma injusta. Seu pulso firme deixou lembranças, junto a um legado que ninguém conseguiu ter igual. E quem sai perdendo com isso não é só a Portela…

No video abaixo, Marcos Falcon faz um de seus discursos mais bonitos no esquenta da Portela no Carnaval 2015;

Leonardo segue recebendo críticas por seus shows

Muita bebida, pouca voz. Não seria hora de passar mais tempo com a Floflô na Talismã?

Foto: G1

Leonardo sempre foi sinônimo de alegria, irreverência e claro, boa música. Desde os tempos da dupla com Leandro, ele construiu uma trajetória sólida, cheia de sucessos que marcaram gerações. O álbum do sucesso “Talismã”, lançado em 1990, ainda ostenta o título de disco mais vendido da história da música sertaneja. Naquela época, o show da dupla no Canecão, no Rio de Janeiro, foi um divisor de águas levando o sertanejo para um público que antes torcia o nariz para o gênero. Seguiu uma carreira solo impecável após a perda do irmão que teve até uma fase pop onde ele vivia gravando clipes para a MTV e cantava parecendo o Ricky Martín nos programas de TV. Mas o tempo passa para todos, e, nos últimos anos, o cantor tem sido alvo de críticas que colocam em xeque sua permanência nos palcos.

Quem acompanha os vídeos dos últimos shows de Leonardo percebe que algo mudou. A voz, naturalmente desgastada pelo tempo e pelo estilo de vida, já não tem o mesmo brilho. Os deslizes nas letras e o esforço para alcançar certas notas deixam claro que os dias de auge vocal ficaram no passado. Mas o que mais tem chamado atenção – e causado preocupação – é o estado em que ele sobe ao palco. Em várias apresentações recentes, o cantor parece estar embriagado, tropeçando nas palavras, rindo sem motivo e, às vezes, até errando trechos inteiros das músicas. O que antes era visto como parte do seu carisma e descontração agora soa como exagero e descuido.

Leonardo nunca escondeu seu gosto por uma boa bebida. Sempre foi o mais brincalhão do sertanejo, aquele que faz piada de tudo, que transforma qualquer entrevista em um momento divertido. Mas existe uma linha tênue entre o bom humor e o descontrole, e, para muitos fãs, essa linha tem sido cruzada. Os comentários nas redes sociais refletem essa insatisfação: “Cadê aquele Leonardo que emocionava?”, “Ele está se tornando uma caricatura de si mesmo”, “Alguém da família precisa intervir”, são algumas das mensagens que se repetem.

Diante desse cenário, surge a inevitável pergunta: será que não é hora de parar? Leonardo tem uma carreira consolidada e já declarou no início desse ano que não pretende gravar músicas novas. Ele nem precisa, pelo grande repertório que ten. Inclusive, se fosse pra gravar música nova e fazer um estrago igual Bruno & Marrone, melhor viver das antigas mesmo. O cantor também tem um excelente patrimônio garantido e uma família linda. Sua neta, Maria Flor – carinhosamente chamada de Floflô – é um sucesso na internet e está crescendo rápido. Por isso, talvez seja o momento de Leonardo aproveitar mais essa fase da vida. A Fazenda Talismã, seu refúgio particular, parece o lugar ideal para isso. Lá, longe dos compromissos exaustivos da estrada, ele poderia se dedicar à família, curtir os filhos, os netos, os amigos, e viver com a tranquilidade que merece.

Claro, decidir encerrar uma carreira não é simples. A música está no sangue, e o palco é um espaço difícil de largar para qualquer artista. Mas há diferentes formas de seguir presente no universo sertanejo sem precisar se expor a apresentações em que a decadência acaba falando mais alto que o talento. Poderia apostar em participações especiais, projetos acústicos ou até mesmo apenas nos bastidores, ajudando a nova geração – como o próprio Zé Felipe, que, apesar de seguir um estilo diferente, ainda carrega o DNA do pai e seus artistas no escritório Talismã, como Thiago Carvalho, Valéria Barros e Cezar & Paulinho.

O que ninguém quer é ver um ícone da música sertaneja terminar sua trajetória de forma melancólica. Leonardo merece ser lembrado por sua voz inconfundível, sua história de superação após a perda de Leandro, seus sucessos que nunca sairão do repertório dos apaixonados por sertanejo. Mas, para isso, talvez seja hora de refletir sobre o próprio caminho e entender que, às vezes, saber parar também é um gesto de respeito à própria história. Deslizes no palco hoje em dia saem mais caro, pois a militância na internet está sempre pronta para atacar qualquer artista que erre uma nota.

Independiente vs Racing: Clássico de Avellaneda protagoniza próximo domingo

Quando se fala em grandes clássicos do futebol internacional, a rivalidade entre Independiente e Racing merece um lugar de destaque. Trata-se de um confronto que transcende gerações e carrega uma intensidade que poucos duelos conseguem igualar. Mais do que uma simples disputa de três pontos, este é um embate de identidade, tradição e orgulho, capaz de paralisar Avellaneda e dividir a cidade entre vermelho e azul-celeste.

No próximo domingo (16), Independiente e Racing se enfrentam pela 10ª rodada da Liga Argentina. Dessa vez o duelo acontece no lado rojo, no Estádio Libertadores de América. O clássico é um dos favoritos de quem realmente gosta da essência do futebol porteño.

O Charme de um Clássico Centenário

Diferente de outras rivalidades argentinas que envolvem disputas regionais ou de classes sociais, o Clássico de Avellaneda é uma guerra entre vizinhos. O Estadio Libertadores de América (Ricardo Enrique Bochini), do Independiente; e o Estadio Presidente Perón (Cilindro), do Racing; são separados por apenas uma rua, com o cruzamento de duas que levam os nomes de Bochini e Diego Milito. É uma separação quase simbólica: dois gigantes dividem praticamente o mesmo quarteirão, criando um dos cenários mais emblemáticos do futebol mundial.

O charme desse clássico reside exatamente nisso: duas potências, lado a lado, em uma cidade que respira futebol 24 horas por dia. É como se o futebol fosse um organismo vivo em Avellaneda, e a cada novo encontro entre Independiente e Racing, essa paixão fosse renovada. Pelas calles – ruas – bebidas como Fernet e comida boa não podem faltar, deixando a experiência do duelo ainda melhor.

A Importância Histórica

Se formos falar de glórias, tanto Independiente quanto Racing têm suas credenciais para justificar a grandeza do clássico. O Independiente é o “Rei de Copas”, clube argentino que mais venceu a Libertadores, sendo o único heptacampeão do continente e dono de uma trajetória internacional de respeito. Do outro lado, o Racing foi o primeiro clube argentino a conquistar a Libertadores e o Mundial em 1967, além de ter sido o primeiro grande campeão do profissionalismo nos anos 40 e dono de um dos maiores times da história do futebol argentino.

Por décadas, o clássico foi um embate de mentalidades distintas. Enquanto o Racing se orgulhava do seu histórico de “La Academia” e de um futebol refinado, “El Rojo” construiu uma identidade de equipe copeira, letal nos torneios internacionais. Essas diferenças ajudaram a alimentar a rivalidade e tornaram cada confronto ainda mais imprevisível.

O Perigo e a Paixão

Se há um clássico na Argentina onde a atmosfera pode se tornar inflamável, esse é o de Avellaneda. A proximidade entre os estádios, o fanatismo das torcidas e a sede de vitória tornam os dias de clássico um verdadeiro caldeirão de emoções. Não é raro que a rivalidade ultrapasse os limites do futebol e se traduza em confrontos violentos entre torcedores.

A violência, infelizmente, faz parte da história do futebol argentino, e em Avellaneda não é diferente. Ao longo dos anos, houve episódios de emboscadas, brigas e até mortes ligadas ao clássico. O entorno dos estádios se torna uma zona de tensão, onde qualquer deslize pode acender o estopim da confusão.

Ainda assim, para os verdadeiros apaixonados pelo futebol, essa rivalidade é um espetáculo imperdível. A explosão das arquibancadas, os mosaicos, as músicas de provocação e a entrega dos jogadores em campo fazem do Clássico de Avellaneda um evento único.

Avellaneda: A Verdadeira Capital do Futebol

Enquanto Buenos Aires ostenta a Bombonera e o Monumental, é em Avellaneda que o futebol pulsa de verdade. Sempre falo isso com toda certeza. Nenhuma outra cidade no mundo abriga dois clubes campeões mundiais, lado a lado, separados por uma rua. Boca e River podem dominar as atenções midiáticas, mas em termos de paixão pura, Avellaneda é insuperável.

O futebol ali não é apenas um esporte, é um modo de vida. Quem cresce em Avellaneda já nasce sabendo que um dia terá que escolher um lado: vermelho ou azul-celeste. E essa escolha definirá boa parte da sua trajetória como torcedor.

Portanto, o Clássico de Avellaneda não precisa de holofotes internacionais para ser grandioso. Sua grandeza está na história, na intensidade e no amor incondicional das suas torcidas. Enquanto houver futebol em Avellaneda, haverá Independiente vs Racing. E enquanto houver esse grande clássico, o coração do futebol argentino baterá forte, fazendo do duelo sempre o protagonista quando os rivais de esquina se encontram!