Vou falar de algo muito simples, mas que pode mudar sua vida de uma maneira que você nem imagina. Depois de um dia cansativo, poucas coisas são tão revigorantes quanto um bom escalda-pés. Esse ritual milenar, que consiste em mergulhar os pés em água quente com ervas e especiarias, vai muito além do simples alívio do cansaço. Ele ajuda na circulação, melhora a saúde dos pés e proporciona uma sensação profunda de relaxamento. Quando feito diariamente, se torna um verdadeiro aliado para o bem-estar físico e mental.
A água quente tem um efeito poderoso no corpo. Ela dilata os vasos sanguíneos, facilitando a circulação e ajudando a aliviar inchaços e dores. Esse estímulo circulatório beneficia não apenas os pés, mas o organismo inteiro, já que os pés carregam o peso do corpo o dia todo e refletem a saúde geral. Para potencializar esse efeito, adicionar sal grosso ajuda a desintoxicar e a aliviar tensões, enquanto ervas como alecrim, cravo-da-índia e camomila trazem propriedades relaxantes e anti-inflamatórias.
O alecrim é um estimulante natural, ótimo para quem sente os pés pesados ou cansados. Já a camomila tem um efeito calmante, perfeito para preparar o corpo para uma noite de sono tranquila. O cravo-da-índia, por sua vez, tem propriedades antifúngicas e aromáticas, deixando a experiência ainda mais agradável. O simples ato de sentir esses aromas enquanto os pés relaxam na água quente já proporciona um alívio imediato do estresse.
Para tornar o escalda-pés ainda mais especial, uma dica extra é colocar bolinhas de gude no fundo da bacia. Movimentar os pés sobre elas proporciona uma massagem suave que ativa pontos de reflexologia, estimulando diferentes áreas do corpo e intensificando o relaxamento. Esse detalhe transforma o momento em uma verdadeira terapia caseira, trazendo um carinho a mais para os pés que nos sustentam diariamente.
Incorporar esse hábito à rotina diária é um investimento na saúde e no bem-estar. Além de aliviar dores e tensões, um bom escalda-pés prepara o corpo e a mente para um descanso de qualidade. Com ingredientes simples e acessíveis, é possível criar um momento de autocuidado que renova as energias e melhora a qualidade de vida. Enquanto faz o escalda-pés, tome sua bebida favorita e coloque aqueles videos no Youtube com uma paisagem bonita e jazz ao fundo. Experimente e sinta a diferença na sua rotina. Você não vai se arrepender!
Ela é um dos nomes mais talentosos da música sertaneja e, sem dúvida, uma das artistas mais completas do gênero. Com uma carreira marcada por sucessos e prèmios, Paula Fernandes teve sua trajetória injustamente atravessada por críticas que, em muitos momentos, pareciam mais um linchamento virtual do que um debate justo sobre sua música ou comportamento nos bastidores. No entanto, o tempo tem mostrado que sua qualidade artística sempre falou mais alto, e aos poucos, ela vem sendo redescoberta e resgatada pelo público carente de músicas marcantes.
Uma fase delicada de sua carreira começou quando virou alvo de piadas nas redes sociais, especialmente com o episódio do dueto de “Shallow”, na sua versão “Juntos e Shallow Now…”. O que deveria ser apenas uma versão nacional de um sucesso global, se transformou em um meme que reduziu sua trajetória a um episódio isolado. No entanto, quem conhece sua obra sabe que Paula Fernandes é muito mais do que isso. Dona de um repertório sofisticado, arranjos impecáveis e uma voz inconfundível, poucos artistas do sertanejo conseguem atingir o nível de excelência que ela sempre manteve.
Para além das redes sociais, críticas infundadas sobre sua personalidade também contribuíram para esse período na sua carreira. Paula sempre teve uma postura firme, algo que não deveria ser um problema, mas que, em muitos casos, acabou sendo interpretado como um traço negativo. Enquanto diversos artistas masculinos são elogiados por terem personalidade forte, mulheres ainda sofrem com julgamentos duros por esse fato. Tem artista homem que mal olha para o fã e sempre dãl a justificativa de “ah, ele tava com pressa…”.
O fato é que nunca houve provas concretas sobre qualquer tipo de comportamento problemático que justificasse o boicote que Paula sofreu, o que torna tudo ainda mais absurdo. Os fãs da cantora, por exemplo, sempre a elogiaram pela atenção dada a cada um. Ela já foi julgada até mesmo por cantar com Roberto Carlos usando um vestido curto. Mas ela cantou ao vivo, sem errar, isso não é mais importante do que a roupa?
A verdade é que, em termos de talento, Paula Fernandes se destaca como poucos de seu gênero musical. Ela é bicampeã do Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Sertanejo, um feito que raríssimos artistas da atual geração conseguiram. Além disso, suas composições são densas e carregadas de emoção, um diferencial absoluto nesse mercado cada vez mais pautado por produções rápidas e esquecíveis em uma semana. Seu dueto em “Jeito de Mato” com Almir Sater é um exemplo claro de sua sofisticação artística, pois não é qualquer intérprete que tem o privilégio e a capacidade de dividir canções com uma lenda como Almir. Sem contar em seu feat com Taylor Swift que marcou uma geração.
Foto: Rolling Stone
Infelizmente, dentro do próprio meio sertanejo, Paula também enfrenta críticas gratuitas de colegas. Roberta Miranda, por exemplo, tem um histórico de ataques à cantora, muitas vezes sem justificativa aparente. Até parece o “César Augusto de saias”, dando entrevistas somente para atacar. Outros artistas já passaram por situações semelhantes, mas a impressão que fica é que algumas mulheres enfrentam mais resistência do que os homens ao expressarem suas opiniões ou tomarem as rédeas de suas carreiras. No caso de Paula, isso foi usado como combustível para alimentarem uma rejeição que nunca teve base sólida.
O que precisa ser ressaltado é que a música fala mais alto do que qualquer rumor ou polêmica forçada. Paula Fernandes é uma artista respeitada dentro e fora do Brasil, com uma carreira consolidada e um repertório que resistiu ao tempo. Canções como “Se o Coração Viajar, “Voar”, “Pra que Conversar?”, “Pássaro de Fogo”, “Sensações”, entre outros tantos sucessos nunca saem da memória do público. Seu retorno ao centro das atenções não depende de modismos, pois ela nunca precisou disso para se manter relevante. Se houve um período de baixa, foi motivado mais por narrativas externas do que por qualquer deficiência em seu trabalho.
Contudo, o público sempre volta para aquilo que é de verdade. O “descancelamento” de Paula Fernandes tem movimentado a rede Tiktok. E isso não é um favor, mas sim um reconhecimento tardio de uma artista que nunca deveria ter sido reduzida a fofocas ou memes. Sempre bato na tecla de que nós consumimos o artista, não o CPF. O que a pessoa faz ou é fora dos palcos e dos estúdios não interessa a ninguém. A obra é o que precisa se sobressair nesse meio. E o sertanejo ainda precisa de vozes como a dela.
Por parte de quem realmente aprecia o gênero, sabe-se que sua presença entre os grandes é essencial para manter a qualidade e a profundidade que existem em suas canções. Paula carrega no seu violão e na voz inconfundível um sentimento que só ela consegue apresentar, graças a uma brilhante trajetória que construiu junto à essência e sensibilidade da grande artista que se tornou até aqui!
Quando Victor & Leo anunciaram a volta aos palcos no final de 2023, o mercado sertanejo e o público receberam a notícia com entusiasmo. Afinal, a dupla marcou uma geração com seu estilo único misturando folk, pop e sertanejo de um jeito que poucos conseguiram. Depois de anos separados, a promessa de um reencontro parecia grandiosa, e a expectativa era de uma turnê histórica, revivendo sucessos que atravessaram o tempo nos últimos 20 anos. Mas, na prática, o que se viu foi uma volta que não teve o retorno esperado.
Em 2024, os irmãos voltaram aos shows, mas rapidamente encontraram obstáculos que mostraram que a aceitação não seria tão simples. Apesar de lotarem algumas apresentações, o nome da dupla começou a ser retirado de grandes eventos após pedidos do próprio público. Outras festas tentaram contratar a dupla, mas para evitar protestos e boicotes do público preferiram nem sondar Victor & Leo na grade de programação. Isso não aconteceu por falta de qualidade musical. É que para muita gente, o passado pesou mais do que o legado artístico. A rejeição veio mais forte do que o saudosismo, e o que poderia ter sido um grande triunfo se transformou em um problema.
Mesmo com dificuldades, a dupla gravou um mega DVD no Estádio do Morumbi (Morumbis), um feito grandioso para qualquer artista do sertanejo. No entanto, o material não teve a repercussão esperada durante as gravações. Detalhe, vai completar 1 ano que essa gravação foi feita e até hoje ninguém teve acesso. Em um cenário musical onde o modismo e a efemeridade ditam as regras, o trabalho de qualidade deles poderia ser um diferencial, mas acabou na gaveta (por enquanto). O grande paradoxo é que, ao mesmo tempo em que muitos consideram o sertanejo atual “descartável” e sentem falta de artistas com identidade, quando uma dupla essencial ao gênero tenta retomar seu espaço, não recebe o apoio necessário.
É como se houvesse um desejo nostálgico pelas músicas, mas sem a disposição de abraçar os artistas que as criaram. Separar a obra do artista se tornou um dilema para o público, e Vitor & Léo acabaram sendo vítimas desse comportamento. A verdade é que eles mereciam um retorno muito maior. Se analisarmos a qualidade musical, a trajetória e a importância que tiveram para o sertanejo dos anos 2000, era de se esperar que a volta fosse triunfal.
Mas o que aconteceu foi justamente o contrário: mais se falou sobre o cancelamento do que sobre a música. O que deveria ser um resgate da boa fase do gênero virou uma batalha perdida contra o tribunal da internet. O episódio de Vitor & Léo escancara a fragilidade do atual consumo de música no Brasil. Hoje, não basta ter talento ou um repertório sólido; é preciso estar em sintonia com um público que cada vez mais julga o artista além do palco. Isso gera um cenário contraditório, pois criticam a baixa qualidade do sertanejo atual, mas boicotam aqueles que poderiam trazer algo melhor. E ninguém sabe o que esperar em 2025 se tratando da dupla.
No fim, a volta de Vitor & Léo não foi um fracasso, mas sim um reflexo do público e do mercado de hoje. Eles entregaram o que sempre fizeram de melhor, mas não encontraram um cenário disposto a recebê-los. Dava para ter sido algo muito maior. E o DVD do Morumbi, vamos conseguir ver um dia ou vai se tornar uma lenda como aquele do João Carreiro & Capataz em Cuiabá? – que só o Marcão Blognejo viu porque estava lá – já que até hoje o material está numa gaveta obscura. O sertanejo precisava das irretocáveis composições de Victor Chaves e da bela voz de Leo, tanto com suas obras conhecidas quanto com um material inédito. Mas o público preferiu seguir no mesmo caminho dos hits descartáveis.
Em fevereiro de 2016, Leonardo DiCaprio subiu ao palco do Oscar para, enfim, receber sua tão aguardada estatueta de Melhor Ator, por seu desempenho em O Regresso. Ao invés de se ater aos agradecimentos tradicionais ou fazer desabafos de vingança pelas indicações anteriores não vencidas, ele usou seu discurso para falar sobre um tema que sempre foi uma de suas principais bandeiras: o meio ambiente. DiCaprio alertou o mundo sobre o aquecimento global, a destruição de ecossistemas, o desrespeito às populações indígenas e a necessidade urgente de agir antes que fosse tarde demais.
Ele destacou que 2015 havia sido o ano mais quente da história e deixou um aviso claro: “Não tomemos este planeta como algo garantido”. Nove anos depois, a tragédia anunciada em seu discurso não só se confirmou, como se agravou. Se em 2016 a marca de 2015 como o ano mais quente da história parecia assustadora, os recordes de temperatura continuaram sendo quebrados ano após ano. Em 2024, o planeta enfrentou o ano mais quente já registrado, e as previsões apontam que 2025 pode ser ainda pior.
Ondas de calor extremo, incêndios florestais incontroláveis, secas prolongadas e furacões cada vez mais destrutivos tornaram-se a norma, não a exceção. Os mesmos cientistas que alertavam sobre isso na época do discurso de DiCaprio agora falam com desespero sobre a inação dos governos e a continuidade do modelo econômico baseado na exploração sem limites da natureza. No seu discurso, Leo foi infático ao dizer que era hora de parar a procastinação em relação ao cuidado do planeta.
A destruição das florestas tropicais, outro ponto mencionado por DiCaprio, também se intensificou nos últimos anos. A Amazônia continua sofrendo com desmatamentos recordes, incentivados por interesses econômicos e políticos que priorizam a expansão do agronegócio e da mineração em detrimento da preservação ambiental. Povos indígenas, que ele citou como “aqueles na linha de frente da luta para proteger nosso planeta”, seguem sendo assassinados e expulsos de suas terras em conflitos muitas vezes ignorados pela mídia global. Os compromissos assumidos por líderes mundiais em cúpulas ambientais continuam sendo pouco mais do que discursos vazios, sem mudanças estruturais significativas.
O alerta de DiCaprio sobre o aquecimento global também se provou mais urgente do que nunca. Na época, os líderes internacionais comemoravam o Acordo de Paris, assinado em 2015, como um marco na luta contra as mudanças climáticas. No entanto, nove anos depois, muitos países falharam em cumprir suas metas de redução de emissões de carbono. Aliás, muitos países já saíram do acordo firmado. A queima de combustíveis fósseis segue em alta, a transição para energias renováveis avança de forma desigual, e corporações continuam colocando seus lucros acima do futuro do planeta. A consequência disso é um cenário onde a temperatura global se aproxima perigosamente de um ponto irreversível.
A fala de DiCaprio em 2016 foi certeira ao dizer que o clima “está mudando agora, mais rápido do que qualquer cientista havia previsto”. Se naquele momento os sinais do colapso climático já eram visíveis, agora eles são impossíveis de ignorar. O problema não é mais um risco distante para as próximas gerações, mas uma realidade que já impacta milhões de pessoas com desastres naturais cada vez mais frequentes e intensos. Mesmo assim, a resposta global continua lenta e insuficiente. O mesmo alerta que DiCaprio fez há nove anos poderia ser repetido, palavra por palavra, hoje – só que agora em um contexto ainda mais grave. E pelo caminho que estamos seguindo, caso o ator volte a ganhar mais um Oscar, seu discurso nem mudará e será ainda mais desesperador.
Nove anos depois daquele discurso histórico, apenas o que mudou foi a intensidade da crise ambiental, não a postura da humanidade. Continuamos tratando o planeta como um recurso inesgotável, ignorando os avisos da ciência e deixando que interesses econômicos falem mais alto do que a necessidade de sobrevivência. Se em 2016 Leonardo DiCaprio pediu ação antes que fosse tarde demais, em 2025 a pergunta que fica é: ainda temos tempo para mudar o curso da história, ou já passamos do ponto de não retorno? Talvez o meteoro seja a única salvação!
Mais um motivo para você não deixar de assistir Capitão América: Admirável Mundo Novo, que chega aos cinemas dia 13 de fevereiro. O aguardado Vingadores: Doomsday terá o Capitão América de Anthony Mackie como líder da equipe de heróis. Quem confirma a informação é o produtor do filme, Nate Moore. Vale ressaltar que o fato de Sam Wilson ser o líder da equipe não faz do personagem obrigatoriamente protagonista do longa-metragem. Por outro lado, é o próprio Sam Wilson que será o herói que iniciará a nova fase do MCU nos cinemas, justamente com Capitão América: Admirável Mundo Novo.
As pré-vendas já estão disponíveis nos cinemas pelo mundo!
Na nova fase do Universo Marvel, Robert Downey Jr. será o antagonista dos próximos dois filmes dos Vingadores, que também trarão de volta os irmãos Joe e Anthony Russo para o MCU. Os dois dirigiram os sucessos de bilheteria Capitão América: O Soldado Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.
Os novos longas como todos sabem foram nominados Vingadores: Doomsday (marcado para maio de 2026) e Vingadores: Guerras Secretas (marcado para maio de 2027). Algo que os fãs estão aguardando é como vão lidar com a cara de Robert Downey Jr. sendo um vilão, já que foi ele, como Homem de Ferro, a principal virada de chave na cinematografia da Marvel.
Sam Wilson se mostra muito mais do que o novo Capitão América. Ele representa a evolução do legado dos Vingadores e a importância de liderança baseada em caráter, coragem e empatia. Como alguém que nunca teve um soro para amplificar suas habilidades, Sam prova que o verdadeiro heroísmo vem da determinação e do senso de justiça. Sua jornada, desde parceiro fiel do Falcão até líder dos Vingadores, mostra que ele não apenas herdou o escudo de Steve Rogers, mas também sua missão de lutar por um mundo melhor.
Em tempos de incerteza, Sam é a bússola moral que os heróis e o próprio público precisam, trazendo consigo uma visão mais humana e inclusiva para o futuro da equipe. Vão ter que aturar ou surtar com o novo Cap.
Quando se fala em grandes compositores da música brasileira, o nome de Carlos Colla merece um lugar de destaque. Autor de inúmeros sucessos, sua trajetória se confunde com a história da música romântica e sertaneja, tendo suas composições interpretadas por ícones que vão de Roberto Carlos a Chrystian & Ralf. Dono de um talento inquestionável para transformar sentimentos em versos e melodias inesquecíveis, Colla se consolidou como um dos maiores letristas do país pelo seu estilo inconfundível de fazer música.
Sua carreira na década de 70 foi atrelada à parceria que fez com Maurício Duboc em composições gravadas pelo Rei Roberto Carlos, como a “Falando Sério”, um dos maiores sucessos da MPB. Já nos anos 80, Carlos Colla produziu à vinda ao Brasil da boy band Menudos, para o qual fez versões em português dos seus sucessos – entre as quais a que resultou em “Hoje a noite não tem luar”. O compositor também produziu o jovem astro mexicano Luis Miguel, no início de sua carreira em seus primeiros discos.
A carreira de Carlos Colla começou a ganhar notoriedade a partir daí. quando passou a escrever canções para artistas de renome além da MPB. Foi quando ele entrou no mundo sertanejo em parceria com compositores como Chico Roque, Elias Muniz e Michael Sullivan. Colla ajudou a moldar o romantismo da música sertaneja moderna, criando canções que se tornaram verdadeiros hinos do gênero sem perder a essência raiz. Um dos maiores exemplos é “Fogão de Lenha”, gravada por Chitãozinho & Xororó, uma música que evoca a nostalgia e os valores familiares com uma melodia que emociona gerações.
Outro grande sucesso de sua autoria foi “Bijuteria”, interpretada por Chrystian & Ralf, o mesmo disco que tem outra incrível composição sua, “Olhos de Luar”. A “Bijuteria” foi conhecida pela geração seguinte na regravação de Bruno & Marrone, nove anos após o disco de Chrystian & Ralf. A letra melancólica e profunda, que fala sobre a dor de um amor para quem não merecia fez com que a música conquistasse um espaço definitivo no coração dos fãs sertanejos. Esse estilo sentimental e poético se tornou uma marca registrada do trabalho de Colla.
Entre suas composições memoráveis com artistas do sertanejo estão “Um Degrau na Escada” (Chico Rey & Paraná), “Você Vai Ver” (Zezé di Camargo & Luciano), “Meu Disfarce” Chitãozinho & Xororó), “Sonho por Sonho” (Leandro & Leonardo), “Na Hora do Adeus” (Matogrosso & Mathias), “Viola Caipira” (Gian & Giovani), “Tem Nada a Ver” (Bruno & Marrone/Jorge & Mateus); sem falar nas versões “Cara ou Coroa” (ZC&L) e “Estou Apaixonado” (João Paulo & Daniel). Sua capacidade de criar letras marcantes e envolventes fez com que suas músicas atravessassem gerações. Com uma carreira que se estendeu por décadas, Carlos Colla se tornou referência para novos compositores e para a indústria da música como um todo.
Seu legado vai muito além dos sucessos comerciais, pois suas letras contam histórias, despertam emoções e traduzem sentimentos universais de amor, saudade e histórias fora da curva. Cada nova geração de artistas encontra em suas composições uma inspiração para manter viva a tradição da música romântica brasileira. Além do sertanejo, outro sucesso da MPB de Carlos Colla é “Bye bye Tristeza”, da Sandra Sá. Sua amizade com Xororó também o levou para o repertório pop de Sandy & Jr, assim como no pagode o sucesso “Mel na Minha Boca” fez a carreira do Grupo Desejo mudar.
Perdemos esse gênio da música há 2 anos. Mas ele continua reverenciado como um dos maiores compositores do Brasil. Seu nome está eternizado não só em suas obras, que continuam sendo cantadas e sentidas por milhões de pessoas, mas na história de grandes clássicos que ganhamos na música. Como o artista completo que foi, o brilhante compositor era prova de que boas canções não envelhecem — pelo contrário, se tornam eternas nas vozes que acompanham a vida dos fãs, marcando momentos inesquecíveis e reafirmando a força de Carlos Colla como uma verdadeira expressão dos sentimentos. Saudades sempre do mestre de todos!