Categoria: Sulamericana

Gestão de banca: É a coisa mais importante no mercado de apostas

Isso, junto a outros quesitos, separa o amadorismo do profissional

Foto: MGM Grand

No encantado universo das apostas esportivas, muita gente acha que o mais difícil é acertar um bilhete. Mas a verdade é que o maior desafio está longe de ser a escolha do jogo ou o número de escanteios. O que realmente separa os apostadores amadores dos profissionais é a gestão de banca.

Você pode acertar várias entradas seguidas, ter feeling, amar futebol e até entender o jogo como ninguém rezando para São Jorge nas partidas do Corinthians — mas se não souber cuidar do seu dinheiro, tudo isso vai embora na primeira sequência ruim. Nunca aposte mais do que você pode. Nunca dê um passo maior que a perna. Como a gente costuma dizer em Goiás: não coloque o carro na frente dos bois.

Apostar não é sorte! É estudo, análise, paciência e sangue frio, muito sangue frio como o do Piastri na Formula 1. E tudo isso precisa estar conectado a uma gestão sólida da sua banca. Ter controle significa definir uma stake padrão, entender seu limite, saber a hora de parar e nunca, em hipótese alguma, apostar por impulso. Quem busca viver disso precisa levar isso como um negócio, não como passatempo.

E aqui vai outra dica de ouro: tenha um Diário de Apostas. Anote tudo. Suas entradas, seus motivos, suas odds, os mercados que você escolheu, o que deu certo, o que deu errado e, principalmente, o que você aprendeu. Isso transforma sua caminhada. Te ajuda a entender padrões, corrigir erros e fortalecer seu método. Pegar o lucro e não sair por aí se achando o Tio Patinhas. Pelo contrário! Faça aportes em suas próprias apostas e também investimentos financeiros com aquilo que você conquistou em um resultado positivo.

Além disso, é fundamental ter uma rotina de estudo. Não é só seguir dica de canal no Instagram ou Telegram do fulano. Quem quer se profissionalizar precisa ir além: entender estatísticas, identificar comportamentos dos times, acompanhar o histórico de jogos, saber os momentos em que cada equipe costuma pressionar, como se comporta quando está ganhando ou perdendo, e por aí vai.

Apostar com responsabilidade é respeitar seu dinheiro, seu tempo, sua vida acima de tudo e sua mente. Com organização e disciplina, a caminhada pode ser lucrativa, sim — mas só se você estiver disposta a tratar as apostas com seriedade e maturidade. Profissionalismo não é acertar tudo: É saber perder com controle, ganhar com consistência e evoluir com cada entrada!

Copa do Mundo de Clubes: Um alento e diversão em meio à tantas notícias ruins do dia a dia

Criticamos a criação do torneio e ficamos com um pé atrás antes de tudo acontecer. Agora amamos a competição como nenhuma outra;

Foto: Getty Imagens

A verdade é que todo mundo torceu o nariz quando anunciaram o novo formato da Copa do Mundo de Clubes. Calendário apertado, times cansados, excesso de jogos, times aleatórios juntos… mas bastou a bola rolar pra gente perceber o quanto esse torneio podia ser especial. A começar pela trilha sonora que escolheram para o tema da competição – Freed From Desire.

De repente, um jogo inimaginável meses atrás numa terça à tarde virou desculpa pra sair mais cedo do trabalho, encontrar os amigos, abrir uma cerveja e apostar uns trocados (com responsabilidade, claro). A vida ganhou pequenas alegrias inesperadas — um respiro no meio da rotina pesada e, principalmente, das manchetes tristes como as da guerra entre Irã e Israel. O futebol fez o que sabe fazer de melhor: uniu, distraiu, emocionou.

Foi como viver um Carnaval fora de época. Intenso, colorido, imprevisível. E, como todo bom Carnaval, a graça está na dosagem certa. Se tivesse Mundial de Clubes todo fim de semana, perdia a magia. Mas do jeito que foi — concentrado, raro, vibrante — virou experiência pra guardar na memória. O mais curioso é ver no campo o que antes só era possível no videogame: confronto entre Palmeiras e Inter Miami, Flamengo contra Chelsea, Boca versus Bayern, River vs Internazionale.

Dessa vez não é só naquele jogo único de dezembro, entre o campeão da Libertadores e o da Champions. Agora é fase de grupos, oitavas, quartas… virou realidade. E que incrível foi acompanhar essa primeira etapa. Além dos cavalinhos do Fantástico que agora estão trabalhando como nunca na Central da Copa. Até deram uma nova chance para o gato francês Petit Gateau, mascote das Olimpíadas do ano passado.

Talvez o torneio das seleções não emocione tanto quanto esse. Porque aqui tem paixão de clube, rivalidade continental, torcida raiz, e aquela vontade genuína de vencer o outro por história — e não só por bandeira. E vamos combinar que tirando países como Argentina, México, África do Sul, Colômbia e Uruguai, poucas torcidas de seleção fazem a diferença em um estádio de Copa.

Que venha 2029! Quem sabe com jogos aqui mesmo, no Brasil, com sol, churrasco, pepsi e estádio cheio. Porque se a gente duvidava, hoje não duvida mais: o Mundial de Clubes deu certo. E a gente já está com saudade. Quem diria!

Independiente e Racing fazem duelo acirrado no clássico de Avellaneda

Foto: Arquivo Pessoal

No último domingo o Estádio Libertadores de América recebeu o disputado clássico de Avellaneda. La Academia ficou no empate contra El Rojo. Com um gol de Martirena aos 20 minutos do primeiro tempo, o time de Costas abriu o placar, mas a equipe de Vaccari empatou na etapa complementar após muita insistência. Independiente e Racing ficaram no 1 a 1 pela 10ª rodada do Torneio Apertura.

A equipe de Julio Vaccari perdeu a chance de vencer um clássico como mandante depois de vários anos e, além disso, desperdiçou a liderança isolada do Grupo B. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Juan Nardoni roubou a bola de Lautaro Millán e, na sequência, a bola sobrou para Maravilla Martínez. O atacante encontrou Maximiliano Salas, que cruzou da esquerda e o ala uruguaio apareceu na área, para marcar o 1 a 0 parcial para o Racing.

E quando parecia que o destino do clássico de Avellaneda favoreceria o visitante do dia, Álvaro Angulo apareceu para alívio dos torcedores do Independiente. O colombiano venceu a disputa com Gabriel Arias e, de cabeça, marcou o gol que decretou o 1 a 1 final no Libertadores da América. Rodrigo Rey salvou o Rojo no primeiro tempo, enquanto Arias fez o mesmo pela Acadé na segunda etapa. Sem dúvidas, na segunda metade da partida, o time da casa foi amplamente superior ao visitante, que começou o jogo de maneira mais confortável.

O Racing precisava da vitória mais do que nunca, considerando que está distante das primeiras posições no Grupo A. Já o Independiente começou a rodada como líder isolado do outro grupo, mas, com a vitória do Rosario Central e o empate de hoje, desperdiçou a chance de se manter no topo. O time de Vaccari chegou aos 21 pontos no Torneio Apertura, assim como o Canalla, deixando o River em terceiro na Zona B, com 19 pontos. Já a equipe de Gustavo Costas somou apenas 10 pontos, ficando na décima posição, embora ainda tenha um jogo pendente contra o Unión em Santa Fe.

Viver um Clássico de Avellaneda é uma experiência única e intensa, que começa muito antes do apito inicial. As ruas ao redor do estádio se enchem de torcedores, bandeiras e cânticos apaixonados, criando um ambiente de pura emoção. Nos arredores, barraquinhas vendem clássicos da culinária argentina, como choripán, empanadas e bondiola, enquanto os torcedores brindam com copos de fernet com cola, a bebida icônica que não pode faltar em dias de jogo. O clima é de rivalidade acirrada, mas também de celebração do futebol, com cada canto e cada gesto carregando décadas de história e paixão. Seja no Libertadores da América ou no Cilindro (no próximo semestre), estar em Avellaneda em dia de clássico é sentir o futebol em sua forma mais autêntica.

Agora as expectativas para Racing e Independiente estão focadas nas competições continentais de 2025, que são distintas. Após o sorteio realizado ontem, Racing Club, atual campeão da Copa Sul-Americana, enfrentará na fase de grupos da Copa Libertadores Colo-Colo (Chile), Fortaleza (Brasil) e Atlético Bucaramanga (Colômbia) no grupo E. O clube argentino busca repetir o sucesso recente e avançar às fases finais da competição. Já o Independiente, participante da Copa Sul-Americana, caiu no Grupo A ao lado de Guaraní (Paraguai), Nacional Potosí (Bolívia) e Boston River (Uruguai). O “Rey de Copas” almeja retomar seu protagonismo internacional e conquistar mais um título continental.

Alguém está bem feliz com a derrota do Corinthians: O SBT

Foto: Miguel Schincariol / AFP

O Corinthians se esforçou para derrotar o Barcelona de Guayaquil na Neo Química Arena, mas foi desclassificado da Libertadores da América por ter perdido o jogo de ida por 3 a 0. O placar na altitude pesou e favoreceu o time equatoriano, que vai para a fase de grupos da competição. Mesmo com a dura derrota, o alvinegro paulista não se despede de competições internacionais em 2025, apesar da queda precoce na Libertadores.

O Timão não teve a temporada a perder internacionalmente. O clube vai entrar direto na fase de grupos da Sulamericana, competição que no ano passado quase chegou nas mãos do Corinthians que alcançou às semi-finais. A vaga no torneio do segundo escalão da América do Sul é uma espécie de prêmio de consolação aos times que batem na trave e não avançam à fase de grupos da Libertadores. Uma forma de manter também clubes de tradição competitivos no continente, enquanto outras vagas são ocupadas por times de menor expressão na Liberta – Simón Bolívar chora.

A Sulamericana terá mais um ano de transmissão no SBT, emissora que deve ter torcido em seus bastidores nessa noite contra o time de Itaquera. O motivo, claro, para ter a garantia de audiência no meio da semana com o Corinthians jogando pela competição. No ano anterior, o SBT teve muitas alegrias no Ibope graças ao time atuando em sua telinha na Sula. Em algumas ocasiões chegou a liderar a guerra pela audiência em cima das novelas chatíssimas da Globo. Nesse horário nobre e sem opção, até quem não era “Gaviões da Fiel” ficava ligado na emissora de Silvio Santos.

O Corinthians inicia a Copa Sulamericana com expectativas elevadas, especialmente após a contratação de jogadores de renome internacional. Além de Memphis, outros membros do elenco estrelado têm se destacado nesse início de ano. O meia argentino Rodrigo Garro, com sua visão de jogo e capacidade de articulação, tem sido peça-chave na criação de jogadas ofensivas. O atacante Yuri Alberto, após um início de temporada abaixo do esperado quando chegou ao clube, reencontrou seu faro de gol e terminou o ano como vice-artilheiro da equipe.

Com esses craques, o Corinthians busca conquistar o título que escapou no ano passado, almejando consolidar-se novamente como uma das principais forças do futebol sul-americano. Por enquanto, no próximo fim de semana o time tem o desafio de encarar a primeira final do Paulistão. Este transmitido com sucesso pela Record, vai ter novamente o clássico contra o Palmeiras na decisão do título.

Em suma, SBT e Record tem mostrado mais uma vez que podem ser potências no esporte, derrubando o monopólio da Globo e conquistando um público que estava afastado por algum motivo de ambas as TV’s.