Categoria: Música

Principal estrela do Lolla, Sabrina Carpenter fará maior show de sua carreira no Brasil

Após espetáculo na Argentina, Sabrina quer entregar seu maior show pelas Américas em Interlagos

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Se tem um nome que resume o momento pop atual, esse nome é Sabrina Carpenter. Em meio a um line-up mediano, ela desponta como a grande atração do Lollapalooza Brasil neste ano. E não é exagero: o show que ela prepara para o país promete ser o maior de sua carreira na América Latina — mais longo, mais elaborado e com aquela sensação de “estamos vendo história sendo feita ao vivo”. O setlist também vai ser especial.

A virada de chave da pequena loira veio com “Espresso”. Foi ali que Sabrina deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma realidade incontestável no pop mundial. A música viralizou, dominou playlists e redes sociais, e, mais do que isso, apresentou uma artista segura, irônica, feliz e extremamente consciente da própria identidade. “Espresso” não só mudou sua carreira — redefiniu sua posição na indústria.

E quando você soma isso a faixas como “Taste”, “Please Please Please” e “Manchild”, o resultado é uma sequência de hits que consolidam um estilo próprio: pop afiado, inteligente e cheio de personalidade. Sabrina encontrou o equilíbrio raro entre ser comercial e autêntica — algo que poucas conseguem sustentar por tanto tempo.

Não à toa, muita gente já enxerga nela uma espécie de “herdeira natural” de Taylor Swift. Não por ter sido apenas revelada pela loirinha, mas por entender o jogo: narrativa, conexão com o público e domínio do próprio repertório. Sabrina é, sim, essa “cria perfeita de Taylor” — uma artista que bebe da fonte certa, mas entrega com identidade própria.

E talvez o mais curioso de tudo seja o contraste: mesmo sendo baixinha, Sabrina Carpenter se agiganta no palco. Sua presença é magnética, sua entrega é intensa e sua confiança transborda em cada performance. No fim das contas, tamanho nunca foi documento — e Sabrina prova, show após show, que já é gigante onde realmente importa, no palco e na indústria musical.

Duas Paixões: Duo de Silvânia Aquino e Berg Rabelo é o grande projeto do forró neste ano

Parceria foi um acerto da Camarote Shows assim que Silvânia deixou a banda Calcinha Preta

Silvânia Aquino e Berg Rabelo decidiram unir duas histórias gigantes do forró em um mesmo palco. O projeto Duas Paixões nasceu como uma das grandes apostas do gênero em 2026, reunindo dois intérpretes que marcaram época e carregam repertórios que fazem parte da memória afetiva do público nordestino. A ideia ganhou força logo após a saída de Silvânia da banda Calcinha Preta, o mais importante grupo da história do forró eletrônico, abrindo espaço para um novo capítulo em sua carreira.

A virada veio quando Silvânia passou a integrar o casting do escritório Camarote Shows, comandado por Wesley Safadão. A partir daí surgiu a ideia de colocá-la ao lado de Berg Rabelo, outro nome de peso do forró, dono de uma trajetória consolidada e de uma voz que marcou inúmeros sucessos do gênero. A proposta é simples e poderosa: dois artistas consagrados, dois repertórios gigantes, duas vozes únicas e uma turnê que mistura nostalgia, romantismo e uma energia absurda de palco.

A primeira pista pública de que algo grande estava por vir aconteceu no ano passado, durante um show de Taty Girl. Em um momento emocionante, ela convidou Silvânia para subir ao palco, cantou ao lado da amiga e ainda fez uma homenagem tocante logo após a saída da cantora da Calcinha Preta. Foi a própria Taty quem revelou ao público que Silvânia preparava um novo projeto ao lado de Berg Rabelo, despertando imediatamente a curiosidade e a expectativa dos fãs do forró.

Agora, com o projeto Duas Paixões oficialmente lançado, o mercado do forró observa com atenção. Silvânia Aquino e Berg Rabelo representam uma geração e duas trajetórias que ajudaram a construir o gênero mais popular do país como ele é hoje. A aposta da equipe de Safadão é certeira: juntar dois gigantes, valorizar os grandes sucessos e entregar ao público um espetáculo que mistura história, emoção e potência vocal. Tudo indica que o Duas Paixões tem tudo para o grande projeto do ano, se tornando uma das maiores movimentações do mercado do forró neste ano.

É tetra! Gusttavo Lima volta a ser Embaixador da Festa do Peão de Barretos

Único artista possível para ocupar o posto na atualidade, cantor terá seu quarto “reinado” com show duplo na edição deste ano

Foto: Instagram

A volta de Gusttavo Lima ao posto de embaixador da Festa do Peão de Barretos não é apenas um gesto simbólico ou um favor. É também um retrato muito claro do momento atual do sertanejo. Pela quarta vez no cargo, ele reafirma algo que o mercado inteiro já percebeu: hoje, não existe no gênero um artista com o mesmo peso, alcance e capacidade de mobilização popular como ele. Barretos sempre escolheu seus embaixadores olhando para quem realmente representa o tamanho da festa.

E, neste momento, não há disputa. Gusttavo segue sendo o artista mais relevante do sertanejo, aquele que domina as arenas, movimenta multidões e mantém um repertório que conversa tanto com o público antigo quanto com as novas gerações. A estrutura de seus shows, o volume de sucessos e a presença constante no topo do mercado fazem dele praticamente uma escolha natural para o posto. Além disso, a festa perdeu muito nos últimos anos sem a presença do cantor no seu line-up. E cá entre nós, o título de “Embaixador” só se tornou realmente relevante após Gusttavo fazer disso a virada de chave da própria carreira.

Se fosse para buscar outro nome com história suficiente para sustentar um cargo simbólico como esse, talvez apenas a dupla Matogrosso & Mathias, que celebra 50 anos de carreira, pudesse entrar nessa conversa. Mas aí já seria outro tipo de homenagem, muito mais ligada à tradição do que ao protagonismo atual do mercado. O fato é que o repertório recente do sertanejo e a própria dinâmica da indústria não têm produzido figuras com a mesma dimensão artística e popular.

Por isso, a presença de Gusttavo Lima seu retorno à Barretos acaba funcionando quase como um eixo em torno do qual a festa gira. Neste ano, ele promete dois momentos históricos na arena para seu quarto “reinado” na maior Festa do Peão do Brasil, com shows marcados para os dias 22 e 29 de agosto. E com uma promessa que já virou marca registrada: fazer o público amanhecer dentro da arena mais desejada do sertanejo. Em Barretos, quando se fala em espetáculo e grandeza, ainda é o verdadeiro Embaixador quem dita o ritmo.

Nova contratada da Sony Music, Raphaela Santos deve consolidar carreira a nível nacional

Sucesso absoluto no Nordeste, “a Favorita” tem estilo próprio e se destaca no brega com personalidade

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A cantora Raphaela Santos está pronta para escrever um novo capítulo na música brasileira. A artista que já se consolidou como uma das vozes mais influentes do brega contemporâneo no Nordeste — acaba de assinar contrato com a Sony Music Brasil, numa assinatura que marca o início de uma fase de projeção nacional para sua carreira. A contratação é vista como um movimento estratégico pela gravadora, que quer ampliar ainda mais a presença de artistas nordestinos no cenário fonográfico do país. 

O início dessa nova etapa vem acompanhado de uma grande novidade: o lançamento da canção “Impossível”, uma parceria com a cantora Ludmilla. A faixa, que faz parte do projeto audiovisual Ao Vivo na Paraíba, chega às plataformas digitais no dia 5 de março e simboliza a união de duas potências femininas da música nacional, sinalizando que Raphaela está pronta para dialogar com públicos de diferentes regiões e estilos no Brasil. Na verdade, muitos fora do mercado nordestino já conhecem Rapha por estar em muitos eventos e programas ao lado de Wesley Safadão.

Raphaela construiu sua trajetória com muita dedicação e talento. Lapidada artisticamente em Recife, ela começou a cantar ainda criança e ganhou destaque ao integrar a banda A Favorita ainda na adolescência, gravando hits que se tornaram presença constante nas rádios do Nordeste. Seus trabalhos na carreira solo, como “Só Dá Tu”, “Pense o Que Quiser de Mim” e “Foi Logo Amor”, viralizaram nas plataformas digitais e reforçaram sua força contemporânea, conectando o brega a uma sonoridade mais evidente e popular. 

Assinar com uma gravadora do porte da Sony Music Brasil é mais do que um contrato, é a confirmação de que Raphaela Santos está pronta para romper fronteiras. Com presença de palco impactante, voz marcante e uma legião de fãs que a acompanha desde os palcos regionais até as redes sociais, ela representa uma das apostas mais promissoras da música brasileira atual, que olha muito para os talentos do Nordeste. Uma artista que já consolidou seu nome no mercado mais exigente do país, tem tudo para conquistar todo o Brasil.

Uma das grandes responsáveis pela contratação de Raphaela é Polly Ferreira. Atual A&R de sertanejo e forró na Sony Music Brasil, Polly tem visão de mercado muito ampla e apurada no Nordeste. O sertanejo também faz parte do seu trabalho, mas seu coração bate mais forte no forró, no brega e no arrocha. Foi ela quem descobriu antes de todo o Brasil fenômenos como Henry Freitas e Os Barões da Pisadinha, quando ainda trabalhava como editora na Deezer. Agora, com Raphaela fazendo parte de seu casting, conseguirá ampliar o trabalho da cantora a nível nacional.

Raphaela Santos e Polly (Foto: Instagram)

Quem é Ryan Castro, atual fenômeno de Medellín

Artista esgotou o Atanasio Girardot em menos de 3 horas, onde fará o maior show da sua carreira

Foto: Grammy 2026

Novo fenômeno de Medellín, Ryan Castro é a prova viva de que o reggaeton colombiano segue se reinventando. Nascido e criado na capital antioquenha, ele mistura o peso do reggaeton com a vibração contagiante da salsa choque, estilo que carrega a energia das ruas e das festas populares. Antes da fama, vendia comida típica em uma lanchonete — arepas, tacos e bandeja paisa, que o ajudava nas contas em casa. Três anos depois, a história mudou completamente: virou um dos maiores nomes da nova geração da música urbana colombiana.

Apadrinhado por J Balvin, ele rapidamente passou a ser apontado como o “novo Maluma” — não apenas pela origem em Medellín, mas por ser um artista completo. Ryan não é só hit de streaming; ele canta, performa, dança e domina o palco. Em abril, fará o maior show da carreira no Estádio Atanasio Girardot, com ingressos que foram esgotados em menos de três horas. Lotar o Atanasio não é para qualquer um. É praticamente um rito de passagem para quem realmente virou gigante na indústria da música na Colômbia e quer conquistar o continente. Entre seus sucessos estão “Ojalá”, “Parte y Choke” e “Dónde”.

Em dezembro de 2025, ele mostrou que não esquece de onde veio. Fez um show gratuito na Comuna 13, região que marcou sua trajetória, e também se apresentou no El Poblado, bairro onde cantava à noite antes do sucesso explodir e Bello, onde nasceu. Esses movimentos reforçam algo que vai além da música: Ryan carrega Medellín no discurso, na estética e na identidade. Ele representa essa nova geração que saiu das comunas para o mundo, mas sem romper com as próprias raízes.

E aqui entra um lado mais pessoal. Eu ouvia o Ryan no Spotify e, sinceramente, ele parecia “mais um” entre tantos nomes do reggaeton de Medellín. Até que fui a um show dele em Cartagena durante minhas férias no fim do ano passado. Ali, ao vivo, tudo mudou. Ele tem uma presença de palco imponente, luz própria, carisma natural e entrega absolutamente tudo. Não é só voz — é o conjunto da obra.

Ele é o tipo artista de verdade que só as terras colombianas consegue produzir. E em 25 de abril estarei lá novamente, no Atanasio. Dessa vez não será para ver o Atlético Nacional (time do Ryan), mas para ver o show que mudará a carreira dele de patamar. Até porque, alguns fenômenos a gente precisa ver de perto para entender que não são passageiros, mas sim, realidade que oxigeniza a música do país cafetero.

Video: Arquivo Pessoal

Bira Haway será insubstituível no pagode

Produtor musical que revolucionou o gênero formou a trindade das produções, ao lado de Saccomani e Prateado

Foto: DVD Revelação – 30 anos

Bira Haway é um daqueles nomes que talvez não tenham sido sempre estampados na linha de frente dos palcos, mas sem os quais o pagode simplesmente não teria se tornado o que é hoje. Produtor musical lendário e intérprete de escola de samba, Bira foi um verdadeiro arquiteto de sonoridades. Morreu no dia 25 de janeiro deste ano, aos 74 anos, deixando um vazio difícil — para não dizer impossível — de ser preenchido. O pagode perde um de seus pilares mais sólidos, e o samba se despede de um artista completo, que entendia o gênero por dentro e por fora. Bira formou a grande tríade dos produtores do pagode, ao lado de Arnaldo Saccomani e Prateado.

Como produtor, Bira foi visionário. Ele ajudou a moldar a identidade sonora de grupos que se tornaram gigantes do pagode nacional, como Exaltasamba, Molejo, Soweto e Samprazer. Mais do que hits, ele criou caminhos: modernizou arranjos, trouxe balanço, identidade e profissionalismo a um gênero que ainda lutava por espaço e respeito no mercado musical brasileiro. Seu trabalho foi determinante para que o pagode deixasse de ser apenas um fenômeno de nicho e se tornasse um produto forte, popular e sustentável.

Talvez um de seus legados mais simbólicos seja a “revelação” — no sentido mais literal da palavra — do Grupo Revelação. Bira acreditou, apostou e ajudou a construir a trajetória de um dos grupos mais importantes do gênero. Não por acaso, esteve à frente da produção do DVD de 30 anos do grupo, lançado no ano passado, fechando um ciclo histórico com quem ajudou a colocar no mapa do pagode nacional. É aquele tipo de participação que atravessa décadas e permanece relevante do começo ao fim.

Um outro feito de Bira como produtor foi encontrar o grande sucesso do Soweto, enquanto selecionava repertório para o Exaltasamba. Ele ouviu “Farol das Estrelas”, fez Péricles gravar a guia e passado uns dias colocou a música para Belo gravar na banda. A música de Altay Veloso e Paulo Cesar Feital, deu nome ao disco e se tornou um dos maiores hinos do pagode 90. Coisas assim, só um felling apurado como o dele conseguiria ser capaz.

Fora dos estúdios, Bira Haway também brilhou como cantor e intérprete de escola de samba. Foi a voz da Estácio de Sá no primeiro ano de Mestre Ciça como mestre de bateria, mostrando que sua musicalidade não conhecia fronteiras entre samba e pagode. Seu trabalho foi inestimável para a consolidação do gênero no Brasil. Bira não foi apenas importante — ele foi essencial. E por tudo o que construiu, influenciou e deixou, pode-se dizer sem exagero: Bira Haway é insubstituível. Fique com a entrevista especial que ele concedeu para o Leandro Brito no principal podcast de pagode do país.