
Depois de anos no campo do “será que um dia sai?”, a sequência de O Diabo Veste Prada finalmente ganhou data oficial. A revista Vogue cravou: o filme tem pré-estreia nos cinemas dia 30 de abril e lançamento em dia 1º de maio, reacendendo uma chama que nunca se apagou de verdade. Porque vamos combinar: poucos filmes dos anos 2000 envelheceram tão bem, atravessaram gerações e continuaram sendo referência estética, cultural e até profissional como esse.
O retorno do elenco original é, por si só, um acontecimento. Anne Hathaway volta como Andy Sachs, personagem que virou símbolo de amadurecimento profissional (e emocional) para muita gente. Meryl Streep, claro, reassume o papel de Miranda Priestly, uma das figuras mais icônicas da história do cinema recente — fria, afiada, temida e absolutamente fascinante. E sim, ele também está de volta: Stanley Tucci, o inesquecível Nigel, assistente da Miranda, agora ainda mais prestigiado depois de brilhar em Conclave. Um trio que não precisa provar mais nada.
O primeiro filme não virou clássico por acaso. O Diabo Veste Prada ultrapassou o rótulo de “filme de moda” para falar sobre ambição, poder, escolhas e o preço do sucesso. Virou meme, virou referência de figurino, virou linguagem. Miranda Priestly entrou para o panteão dos grandes personagens do cinema, e Andy virou espelho de toda uma geração tentando se encontrar no meio do caos profissional. É aquele tipo de filme que você reassiste sabendo todas as falas — e mesmo assim se diverte como se fosse a primeira vez.
Por isso a expectativa pela continuação é tão grande. Estamos esperando essa sequência há anos, especulando caminhos, imaginando reencontros e querendo saber onde esses personagens estão hoje, num mundo completamente diferente daquele dos anos 2000. Se o novo filme conseguir manter a ironia, a inteligência e o olhar afiado sobre o mercado criativo e o poder — agora em tempos de redes sociais, fast fashion e cancelamentos — o dia 1º de maio tem tudo para virar data comemorativa no calendário cinéfilo. E fashionista também, obviamente.





