Categoria: Boxe

“Maguila – Prefiro ficar louco a morrer de fome” estreia no Globoplay

Grande lenda do boxe brasileiro ganha documentário inédito que conta sua história dentro e fora dos ringues

Maguila vs Foreman em 1990 (Foto: Ring Magazine)

Um documentário completo sobre Adilson Maguila chegou hoje ao Globoplay e é impossível não sentir um misto de emoção e saudade. Maguila foi mais do que um campeão: ele foi o responsável por colocar o boxe brasileiro nas madrugadas da televisão, quando o país inteiro parava pra ver um homem simples, de fala arrastada e coração enorme, enfrentar gigantes do esporte mundial. Era o nosso herói de luvas, que lutava com alma, suor e sorriso. Maguila era o tipo de atleta que fazia o público acordar no dia seguinte falando das lutas, das entrevistas, das piadas e das histórias que só ele sabia contar.

Muita gente da geração dos anos 90 nem lembra direito das lutas, mas conheceu Maguila pela televisão. Ele se tornou uma figura popular, um personagem querido da cultura brasileira. Passou por programas de humor, pelo jornalismo popular do Aqui Agora, onde comentava política e economia do jeito mais simples e direto possível — como quem conversa com o povo da feira. Maguila era engraçado, espontâneo e autêntico. O Brasil inteiro se via nele, e talvez por isso tenha sido tão amado. Era o lutador que virou comentarista, o campeão que virava meme antes mesmo de existir internet.

Mas por trás do carisma, havia um pioneiro. Maguila foi o cara que abriu caminho para o boxe nacional. Enfrentou gigantes como Evander Holyfield e George Foreman — este último, aliás, foi um divisor de águas. A luta com Foreman colocou o boxe brasileiro em outro patamar. Eu, inclusive, tive a sorte de trocar uma mensagem com o próprio George Foreman no Twitter, anos atrás quando eu era jornalista boxística. Falei sobre o Brasil e ele respondeu dizendo que adorava o país e que se lembrava da luta com Maguila. Nunca esqueci disso. Naquele momento, percebi o tamanho do que Maguila representava. Foi ele quem me fez amar o boxe — não apenas como esporte, mas como símbolo de superação.

Por isso, o documentário do Globoplay é mais do que uma homenagem. É um acerto de contas com a história. “Maguila – Prefiro Ficar Louco a Morrer de Fome” revisita a trajetória de um homem que saiu da fome para o ringue, do ringue para a fama, e da fama para o coração do povo. É a história de um brasileiro que lutou até o fim — dentro e fora das cordas. Um ídolo que merece ser lembrado, celebrado e, acima de tudo, respeitado. Vale muito a pena assistir!

Algoz de Minotouro, Ryan Bader rouba a cena em “Coração de Lutador”

Bader interpreta brilhantemente Mark Coleman, outro gigante do MMA e melhor amigo de Mark Kerr

Foto: MMA Magazine

Ele é um dos nomes mais reconhecido no mundo do MMA. Ryan Bader foi um grande atleta, mas em Coração de Lutador ele surpreende como ator. No filme, o ex-lutador interpreta Mark Coleman — entregando uma atuação autêntica, cheia de presença e verdade. Nas cenas ao lado de Dwayne “The Rock” Johnson, dá até pra acreditar que ele atua há anos. Ele não está apenas interpretando um lutador: ele é um lutador que parece ter nascido para o papel.

A carreira de Bader no MMA é repleta de conquistas. Exímio wrestler, ele brilhou no UFC e depois no Bellator, onde se consagrou como um dos maiores nomes de sua geração. Entre suas vitórias mais marcantes estão os triunfos sobre o brasileiro Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro, a quem venceu duas vezes, e também sobre o brasileiro Vinny Magalhães, especialista em jiu-jítsu e finalizações. Essas vitórias consolidaram sua força no cenário internacional e reforçaram sua conexão com o público brasileiro.

Com esse histórico, não é de se estranhar que sua interpretação de Mark Coleman tenha tanta naturalidade. Ryan Bader não parece um lutador tentando atuar — ele parece um ator experiente que mergulhou de corpo e alma no personagem. As cenas de luta são intensas e realistas, e os momentos dramáticos têm peso emocional. É impressionante como ele consegue se destacar mesmo dividindo a tela com uma estrela do porte de The Rock.

Vale a pena assistir Coração de Lutador não apenas por The Rock em seu papel mais desafiador, mas também por Ryan Bader ter se desafiado como ator. Ele é o típico coadjuvante que rouba a cena e poderia até ser indicado ao Oscar. Sua atuação é impecável, forte e convincente, mostrando que o talento dentro do octógono pode, sim, se traduzir perfeitamente nas telas do cinema. Além de tudo, ele também é lindo!

Karate Kid – Legends: Estilo “Sessão da Tarde”, filme entrega no fanservice

Não precisa assistir a todos os filmes da franquia para se divertir e entender o roteiro – como faz a pirâmide da Marvel

Foto: Arquivo pessoal

Karate Kid – Legends é aquele tipo de filme que acerta em cheio quem cresceu admirando os ensinamentos de Sr. Miyagi ou se emocionou com os embates de Daniel LaRusso e seus rivais. Hoje assisti ao longa e, com toda sinceridade, saí com um sorriso no rosto. Ele não tenta ser o filme mais original ou premiado do ano — e nem precisa. O que ele entrega é puro fanservice feito com carinho, embalado por uma narrativa que mescla ação, emoção e aquela boa dose de nostalgia que faz a gente se sentir em casa.

O roteiro, embora simples, é envolvente. Tem ritmo, tem coração e, principalmente, tem respeito pelos personagens e pela mitologia da franquia. O estilo é totalmente “Sessão da Tarde” — no melhor dos sentidos. É leve, direto, cheio de momentos clássicos de superação e reviravoltas previsíveis que a gente já espera, mas que continuam funcionando. As cenas de ação são bem coreografadas e pontuadas por um sentimento de legado, mostrando que o espírito do karatê vai muito além dos tatames.

É verdade que não estamos diante de uma obra-prima. Esse não é um filme que vai disputar Oscar nem mudar os rumos da sétima arte. Mas ele não tem essa pretensão. “Legends” foi feito para quem ama essa história, para quem vibrou com cada golpe e lição de vida ao longo das décadas. É um tributo que conversa com o passado e passa o bastão para o futuro, sem forçar modernidade nem perder a essência.

O filme também cumpre bem sua missão de mostrar como o esporte — neste caso, o karatê — é apenas a superfície de algo muito maior: a formação do caráter, a honra, o equilíbrio, a disciplina. Dessa vez, até o boxe tem espaço no filme como a nobre arte que faz sucesso em outras trilogias no cinema. Valores que continuam sendo o cerne da narrativa, mesmo com personagens novos ou mais velhos assumindo novos papéis. É bonito ver como a franquia consegue, com simplicidade, emocionar e inspirar sem precisar gritar. Ah, tem música do meu marido Dr. Dre (fanfic) na trilha sonora.

Por fim, Karate Kid – Legends é uma carta de amor aos fãs. E como fã, só posso dizer que fui bem correspondido. Ver Ralph Macchio e Jackie Chan juntos em cena é um presente para quem acompanhou suas trajetórias separadas no universo da franquia. A química entre os dois funciona e dá peso à ideia de legado. Ao lado deles, Ben Wang se destaca como o novo rosto do karatê, trazendo frescor e carisma ao personagem que representa a nova geração. Saí da sessão com a sensação de ter reencontrado velhos amigos e de que, mesmo com o tempo passando, algumas histórias ainda sabem lutar — e vencer — para nos fazer refletir sobre nossas batalhas do dia a dia.

George Foreman não era só um grill

Foto: HBO Sports

Muitos conheceram George Foreman na PolishopTV, vendendo seu grill que revolucionava o mercado na época. Mas ele não era apenas um grill como parte de uma geração conheceu. Ele foi uma das maiores lendas do boxe no auge dos pesos-pesados. Foreman nos deixou aos 76 anos, nessa sexta-feira (21). Nascido em 10 de janeiro de 1949 em Marshall, Texas, o boxeador teve uma infância marcada por dificuldades financeiras e problemas com a lei. Aos 16 anos, ingressou no Job Corps, onde começou sua trajetória no boxe.

Sua carreira amadora foi coroada com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México. Em 1973, conquistou o título mundial dos pesos-pesados ao derrotar Joe Frazier. No entanto, em 1974, perdeu o cinturão para Muhammad Ali na histórica luta “Rumble in the Jungle”. Após uma experiência de quase morte em 1977, Foreman se aposentou temporariamente e tornou-se ministro religioso.

Em 1987, retornou aos ringues e, aos 45 anos, tornou-se o campeão mundial dos pesos-pesados mais velho da história ao derrotar Michael Moorer em 1994. Em 1990, Foreman enfrentou o brasileiro Adílson “Maguila” em Las Vegas. Maguila, conhecido por sua determinação e força, era um dos principais nomes do boxe brasileiro. No entanto, Foreman venceu a luta por nocaute técnico no segundo round, demonstrando sua superioridade técnica e física. Mesmo com a derrota, a luta foi importante para reforçar o nome de Maguila no cenário internacional.

Junto à sua bem sucedida carreira no boxe, Foreman se destacou como empreendedor, especialmente com a popularização da “George Foreman Grill”, que vendeu mais de 100 milhões de unidades. Ele também atuou como pastor em Houston, Texas, e escreveu livros sobre sua vida e carreira. Chegou a participar como churrasqueiro e seu grill de um episódio do programa “The Contender”, apresentado por Silvestre Stallone em 2005. Foreman deixa um legado notável no esporte e nos negócios, sendo lembrado por sua resiliência, fé e capacidade de reinvenção.

Era um dos astros mais acessíveis do boxe, atendendo a imprensa sempre que podia em lutas importantes que era convidado, como no duelo “Mayweather vs Pacquiao” em 2015. Uma vez falei com ele pelo Twitter, dizendo que eu era do Brasil e que o admirava muito, mandando um feliz aniversário no dia em que ele completava 68 anos. Ele agradeceu e respondeu que amava o Brasil. Nunca esquecerei de suas lutas no ringue que assisti dos arquivos da Band, mas principalmente me lembrarei de toda sua gentileza fora das quadro cordas.

BEM-VINDOS AO “OPINA BABI”

Olá, minha gente! Que alegria te ver por aqui! Esse é o “Opina Babi”, meu espaço para falar de tudo aquilo que eu amo — e que, aposto, você também curte: filmes, séries, músicas, esportes e tudo o que deixa a vida mais interessante em meio a nossa rotina.

Aqui o papo é direto, leve e sem enrolação. Sabe aquele amigo que sempre tem uma opinião sobre tudo? Pois é, prazer, sou eu! Só que, em vez de guardar tudo pra mim, resolvi criar um cantinho onde posso compartilhar essas ideias (e umas boas fofocas aleatórias também).

A proposta aqui é falar de tudo que mexe com a gente. Pode ser a emoção de uma corrida épica, aquela série que ninguém consegue parar de maratonar, um filme que fez história ou que passamos raiva. Até mesmo uma música que não sai da minha playlist pode ser compartilhada nessa coluna. E o melhor? Quero saber o que você pensa também. Aqui é uma troca, uma resenha, uma conversa aberta.

Vai ter post sobre aquela estreia que tá bombando, curiosidades que ninguém te contou, e claro, as boas doses de opinião sincera que dão nome a esse blog. Já separa seu tempo pra comentar, porque quero muito saber tudo o que você pensa também.

Agora que você já sabe o que esperar, bora viajar nessa? Vem comigo nessa jornada. Divirtam-se!

Com carinho,

Babi Martín