Categoria: Automobilismo

Contrato renovado e camisa nova da selección: Franco Colapinto desfila por Interlagos com gritos da torcida argentina

Foto: F1

Franco Colapinto viveu nesta sexta-feira um dos dias mais marcantes de sua jovem carreira. A Alpine confirmou oficialmente a renovação do argentino para a temporada 2026 da Fórmula 1, consolidando o piloto como uma das apostas mais promissoras da categoria. O anúncio chega em meio ao fim de semana do GP do Brasil, onde Colapinto vem roubando os holofotes não apenas pelo talento, mas também pela identificação com o público que o acompanha com bandeiras celestes nas arquibancadas de Interlagos.

Poucos meses atrás, havia dúvidas sobre seu futuro. A Alpine atravessou uma temporada irregular, e o argentino ainda busca seu primeiro ponto na F1. Mesmo assim, a equipe destacou sua evolução técnica e o impacto positivo dentro da estrutura, apostando na continuidade do projeto. Para Colapinto, a renovação é mais do que um novo contrato — é um voto de confiança, uma declaração de que seu caminho no automobilismo de elite está apenas começando.

E como se não bastasse o anúncio, Colapinto também foi visto nos boxes de Interlagos com a nova camisa da Seleção Argentina, tricampeã mundial, símbolo máximo do orgulho nacional. O gesto arrancou aplausos e gritos dos torcedores hermanos que viajaram ao Brasil para vê-lo correr. “¡Vamos, Franco!” ecoou entre as arquibancadas, mostrando que, mesmo em solo brasileiro, a paixão albiceleste se faz ouvir. O piloto respondeu com sorrisos e autógrafos, reforçando sua imagem carismática e próxima do público.

O momento é emblemático: há décadas um argentino não despertava tanto entusiasmo na Fórmula 1. Colapinto se tornou um ponto de união entre duas paixões — a velocidade e o futebol. Seu gesto de vestir a camisa da seleção no paddock brasileiro simboliza o orgulho de um país que sonha em voltar a ver seu representante subir ao pódio. E, ao mesmo tempo, mostra que a F1 pode ser também um palco de emoção, identidade e pertencimento.

Com o contrato renovado, Franco entra em 2026 com tranquilidade para crescer e mostrar todo o potencial que o levou à categoria máxima do automobilismo. Ainda falta o carro ideal, é verdade, mas sobra talento, humildade e um fator que não se compra: a conexão com o povo apaixonado por automobilismo. Em Interlagos, entre motores e bandeiras, o garoto de Pilar provou que já é muito mais do que uma promessa — é o novo orgulho da Argentina acelerando rumo ao futuro.

Max Verstappen concedeu a melhor entrevista de sua carreira ao Pelas Pistas

Foto: Youtube Pelas Pistas

Nesta quinta (06) foi ao ar um episódio especial do melhor podcast de automobilismo do Brasil. Max Verstappen já deu muitas entrevistas ao longo da carreira, mas nenhuma com a naturalidade e espontaneidade que mostrou no podcast Pelas Pistas. O tetracampeão mundial da Fórmula 1 parecia que estava em casa — e, de certa forma, estava mesmo. Ao lado do cunhado Nelsinho Piquet, que divide a bancada do programa com Christian Fittipaldi e Thiago Alves, Verstappen se soltou como raramente faz em frente às câmeras, falando sobre bastidores, rivalidades e até momentos pessoais.

O episódio, gravado na véspera de um GP da Fórmula 1, representou um marco para o automobilismo brasileiro. O Pelas Pistas, comandado pelo narrador Thiago Alves — voz inconfundível das transmissões da Indy e do tênis na ESPN —, atingiu seu ponto mais alto desde que foi criado. Thiago tem o mérito de conduzir o papo com leveza, misturando o profissionalismo de quem entende o esporte com o carisma de quem realmente ama o que faz.

Além de Verstappen e Nelsinho, o episódio contou com a presença de Gabriel Bortoleto, reforçando o clima de integração entre gerações do automobilismo. Foi um encontro raro, entre campeões de diferentes eras, com uma energia que contagiou o público e viralizou entre fãs da Fórmula 1. O podcast é produzido pela Pod 360º e conta com a direção de Karina Chimenti, que sempre se conecta com o público nos chats do programa.

Mais do que uma simples entrevista, o que se viu foi um registro histórico: o maior piloto da atualidade falando com liberdade em um podcast brasileiro, valorizando o esporte e mostrando seu lado mais humano. Para o Pelas Pistas, é o momento de consagração de anos de trabalho sério nas principais categorias do automobilisml — e para os fãs, um episódio para guardar na memória. E dessa vez não precisou de “tamo competindo, tamo competindo”…

Assista ao episódio completo:

F1: McLaren quer voltar aos tempos dourados e começa temporada com vitória na Austrália

Foto: SkySports

O Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, realizado na madrugada deste domingo no circuito de Albert Park, em Melbourne, inaugurou a temporada com uma corrida marcada por condições climáticas adversas e com nuitos incidentes. Lando Norris, da McLaren, conquistou uma vitória notável, superando o atual campeão Max Verstappen, da Red Bull, e George Russell, da Mercedes, que completou o pódio.

Desde os treinos classificatórios, a McLaren demonstrou um desempenho sólido, com Norris assegurando a pole position e seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, largando em segundo. Verstappen iniciou a corrida na terceira posição, mas rapidamente ultrapassou Piastri, assumindo o segundo lugar nas primeiras voltas. 

A corrida começou com a pista úmida devido à chuva, e antes mesmo da largada oficial, o estreante Isack Hadjar (Racing Bulls) rodou e colidiu durante a volta de formação, causando um atraso na partida. Após a largada, outros incidentes ocorreram: Jack Doohan (Alpine) e Carlos Sainz (Williams) perderam o controle de seus carros na primeira volta, resultando em abandonos precoces e na entrada do safety car. 

Pai de Hamilton consolou Hadjar após piloto sair da prova;

Conforme a corrida avançava, a chuva intermitente tornou a pista ainda mais desafiadora. Por volta da volta 20, a chuva se intensificou, levando Verstappen a sair da pista momentaneamente, permitindo que Piastri recuperasse a segunda posição. As condições variáveis exigiram estratégias de pit stop cuidadosas, com as equipes alternando entre pneus intermediários e slicks conforme a pista secava e molhava novamente. 

Na volta 33, Fernando Alonso (Aston Martin) perdeu o controle na saída da curva seis e colidiu, provocando outra intervenção do safety car. A corrida foi retomada, mas a chuva voltou com força nas voltas finais, causando mais incidentes. Oscar Piastri, que vinha em uma posição promissora, deslizou para fora da pista na volta 44, caindo para a nona posição. Gabriel Bortoleto (Sauber) e Liam Lawson (Red Bull) também sofreram acidentes nas voltas 46 e 47, respectivamente, resultando em abandonos. 

Nas voltas finais, Verstappen pressionou intensamente Norris, chegando a menos de um segundo do líder. No entanto, Norris manteve a calma e defendeu sua posição até a bandeirada final, conquistando sua quinta vitória na Fórmula 1. George Russell, da Mercedes, completou o pódio em terceiro lugar, seguido por Alexander Albon (Williams) em quarto e o estreante Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) em quinto, que impressionou ao marcar pontos em sua corrida de estreia. 

Lewis Hamilton, em sua estreia pela Ferrari, enfrentou dificuldades nas condições molhadas e terminou na décima posição, somando um ponto. Charles Leclerc, seu companheiro de equipe, conseguiu finalizar em oitavo lugar, após uma corrida marcada por desafios estratégicos e de performance. 

A classificação final do GP da Austrália foi a seguinte:

1. Lando Norris (McLaren) – 1h42:06.304

2. Max Verstappen (Red Bull) – +0.895s

3. George Russell (Mercedes) – +8.481s

4. Alexander Albon (Williams) – +12.773s

5. Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) – +15.135s

6. Lance Stroll (Aston Martin) – +17.413s

7. Nico Hülkenberg (Sauber) – +18.423s

8. Charles Leclerc (Ferrari) – +19.826s

9. Oscar Piastri (McLaren) – +20.448s

10. Lewis Hamilton (Ferrari) – +22.473s

Com este resultado, Norris assume a liderança do campeonato com 25 pontos, seguido por Verstappen com 18 e Russell com 15. A próxima etapa da temporada será o Grande Prêmio da China, marcado para o próximo fim de semana, onde as equipes buscarão ajustar suas estratégias e melhorar seus desempenhos após uma abertura de temporada tão imprevisível.

Hülkenberg surpreendeu ao conquistar lugar no TOP 10 (Foto: SkySports)

Christian Fittipaldi fará função de Toto Wolff ao assumir Scuderia Bandeiras na Stock Car

A Scuderia Bandeiras, equipe de Átila Abreu que estreia no grid da Stock Car a partir da temporada 2025, anunciou nesta semana uma contratação de peso para o comando da equipe: Christian Fittipaldi. Ele será o chefe do time, fazendo uma função de Toto Wolff. Ou como ele disse durante o Pelas Pistas, prefere o xará, Christian Horner. A escolha do ex-piloto traz não apenas experiência, mas também uma visão estratégica diferenciada para a equipe, que chega à categoria com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, tendo no elenco de pilotos Átila Abreu, Enzo Elias, Nelsinho Piquet e Vicente Orige.

Christian Fittipaldi tem um currículo impressionante na carreira. Filho do ex-piloto Wilson Fittipaldi e sobrinho do bicampeão da Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, ele fez carreira no automobilismo internacional, passando por categorias como a Fórmula 1, IndyCar e Endurance. Nessa trajetória, a gente teve a chance de vê-lo várias vezes com “aquele cabelo” como diz o amigo Tony Kanaan quando tirava o capacete.

Na Fórmula 1, Christian correu entre 1992 e 1994 pelas equipes Minardi e Footwork. Apesar de pilotar carros pouco competitivos, mostrou talento e determinação, conquistando pontos importantes e deixando uma boa impressão no grid. Nos anos que esteve por lá, conviveu com o amigo Rubens Barrichello e com Ayrton Senna. Inclusive, os três tiveram um famoso jantar que terminou no carro alugado de Rubens todo batido por Ayrton na porta do restaurante.

Após sua passagem pela F1, Christian migrou para os Estados Unidos, onde brilhou na IndyCar, vencendo corridas e tornando-se um dos brasileiros mais respeitados da categoria. No endurance, Christian construiu um legado ainda mais forte, com três títulos no IMSA WeatherTech SportsCar Championship e vitórias em provas icônicas como as 24 Horas de Daytona, consolidando-se como um dos grandes nomes das corridas de longa duração.

Foto: Reprodução / Interlagos, 1993

Agora, Christian assume um novo papel no automobilismo: o de chefe de equipe. Com sua vasta experiência dentro e fora das pistas, ele terá a missão de liderar um time promissor na Stock Car, uma das categorias mais competitivas do mundo. Com Átila, Enzo Elias, Nelsinho e Vicente, a Scuderia Bandeiras entra na disputa com um elenco forte e diversificado, que terá tempo para se moldar até sua estreia em maio.

Átila Abreu, além de dono da equipe, é um dos pilotos mais experientes do grid e busca consolidar sua trajetória com o novo time. Enzo Elias, jovem talento vindo do Porsche Cup Brasil, representa a renovação e o futuro da categoria. Nelsinho Piquet, campeão da Fórmula E e ex-Fórmula 1, traz seu estilo agressivo e competitivo para a equipe (essa que deve ser o melhor time para o qual ele irá correr na Stock até agora). Já Vicente Orige, campeão da Copa HB20 e piloto de sucesso em categorias de turismo, completa o quarteto com sua habilidade e consistência.

Com dois carros Mitsubishi e dois Chevrolet, a equipe terá o desafio de desenvolver ambos os modelos e buscar resultados desde o começo da temporada, para chegar ao fim do ano com chances de títulos. Com Christian Fittipaldi no comando, a expectativa é que a Scuderia Bandeiras chegue com força e brigue entre os times de ponta da Stock Car.

Além dos autódromos: O sucesso do podcast Pelas Pistas

Mesmo assumindo a chefia da equipe, Christian continuará ativo no mundo do automobilismo de outra forma: como um dos apresentadores do podcast Pelas Pistas, ao lado de Nelsinho Piquet e Thiago Alves. Exibido toda terça-feira a noite, o programa já se tornou o melhor podcast de automobilismo do Brasil, trazendo análises detalhadas, bastidores exclusivos e debates de alto nível sobre o mundo das corridas. O canal chegou aos 100 mil inscritos recentemente.

(Meme do Tony imitando o Christian durante o podcast ‘Pelas Pistas’)

Com a estreia de Christian ao comando da Scuderia Bandeiras, o podcast ganha ainda mais conteúdo de primeira mão sobre os bastidores da Stock Car. Por anos, os fãs da velocidade buscaram por um podcast que tinha algo realmente interessante e diferente para mostrar. A criação do Pelas Pistas foi um grande presente nesse meio dos podcast’s, em especial no ramo do automobilismo. Desde então, todas as terças se tornaram os melhores dias da semana pelas conversas que vemos entre Thiago, Christian e Nelsinho.

A temporada 2025 promete ser histórica para a Stock, principal categoria do automobilismo nacional. Com a chegada Christian Fittipaldi no comando da Scuderia Bandeiras, o campeonato ganha ainda mais competitividade e prestígio. As corridas brasileiras seguem vivendo grandes momentos, e os fãs podem esperar um espetáculo dentro e fora das pistas.

Matías Canapino: A nova estrela da Turismo Carretera

Com apenas 24 anos, Matías Canapino fará sua estreia na Turismo Carretera em grande estilo, pilotando um Chevrolet Camaro novinho em folha que será construído pela equipe RUS Med Team. E olha só: ele chega carregando um legado enorme, com uma história cheia de emoção e significado.

Para quem não conhece, Matías é natural de Arrecifes, a cidade que respira velocidade e já deu ao mundo do automobilismo vários talentos incríveis. Ele subiu para a TC por mérito esportivo, o que por si só já é um feito gigante, e teve a oportunidade de escolher com qual marca faria sua estreia. Depois de algumas idas e vindas, foi autorizado pela ACTC a começar sua jornada com a Chevrolet – uma marca que está no DNA dos Canapino.

Mas atenção: essa autorização é só para 2025. No ano seguinte, ele terá que pilotar por uma marca que não seja Ford ou Chevrolet, seguindo as regras do campeonato. Então, a gente já sabe: 2025 promete ser especial e simbólico para Matías, que quer deixar sua marca logo no primeiro ano.

Assunto de família

Falar de Matías é impossível sem lembrar do irmão dele, Agustín Canapino, um dos maiores nomes do automobilismo argentino. E, claro, do pai deles, Alberto Canapino, uma verdadeira lenda, responsável por construir carros que dominaram as pistas por décadas.

Alberto faleceu em 2021, mas o impacto dele continua vivo em tudo o que Matías e Agustín fazem. E tem um detalhe que emociona: o carro que Matías pilotou na TC Pista foi o último que Alberto construiu. Com esse mesmo Chevrolet, Agustín conquistou seu 4º título na Turismo Carretera, lá em 2019. Agora, é Matías quem dá continuidade a essa história, carregando o nome da família para a categoria mais importante do automobilismo argentino.

Matías chega ao TC com um currículo sólido. Em suas quatro temporadas no TC Pista, disputou 60 corridas e acumulou conquistas que mostram o quanto ele é promissor:

• 2 vitórias em finais,

• 6 vitórias em séries,

• 3 pole positions,

• 6 pódios e

• 1 volta mais rápida.

Em 2024, ele terminou o campeonato do TC Pista em 5º lugar e ainda se classificou para a Copa de Prata, conquistando uma vitória. Não é pouca coisa!

Preparação para 2025

A estreia de Matías na Turismo Carretera já tem data marcada: dia 16 de fevereiro, na primeira etapa do campeonato, em Viedma. A equipe RUS Med Team, liderada por Mauro Medina, está correndo contra o relógio para preparar o Chevrolet Camaro NG (nova geração) que será usado pelo piloto. A construção do carro começou no dia 16 de dezembro e, como não poderia ser diferente, o motor terá a assinatura de Lucas Alonso – o mesmo responsável pelos motores do irmão Agustín.

O que mais encanta na história de Matías Canapino é ver como ele equilibra o peso de um legado tão importante com a vontade de criar sua própria trajetória. Ele não é apenas “o irmão de Agustín” ou “o filho de Alberto” – Matías está construindo sua identidade nas pistas com muita dedicação e talento.

Então, se você é fã de automobilismo e adora boas histórias, fique de olho nessa nova fase dos Canapino. A estreia de Matías na Carretera promete ser um evento emocionante – não só para ele, mas para todos que acompanham o esporte e entendem o que essa família representa para o automobilismo argentino.